Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Cruise control
A natureza das coisas
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Crónica de um reencontro por acontecer
Escuta ativa
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Nostalgia do tempo presente
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Conexão
Tal como quando observo um estereograma,
É assim que me sinto quando estás por perto.
Quase que vejo, mas não vejo.
Quase que estou, mas não estou.
Uma sensação de trapezista sobre corda bamba.
Num ligar quase desligado.
Num desligado, afinal vivo.
Corro para apagar o som e baixar as luzes.
Porque é isto que eu tenho que estudar.
Vou aprendendo aos poucos a ignorar interferências
e a tomar atenção aos pequenos sinais subtis que me deixas no canto do olho.
De tempos a tempos, lá estás tu.
Como que a desafiar.
Como que a arrepiar.
Tu que afinal sou Eu, do outro lado.
Do suposto inconsciente.
Posso ignorar ou posso ouvir.
Se ignorar, vou arrepender-me de nunca ter ouvido.
Se ouvir, vou arrepender não ter ignorado.
Não são vozes do além.
São vozes de dentro, da intuição.
Do que sabemos, sem saber saber.
São as palavras que trazem-nos conforto e alegria.
e que preenchem a nossa alma com a luz do Sol que ilumina a nossa Montanha.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Guardanapos usados
Tal como é costume sempre que se encontra alguém de outra nacionalidade, a conversa foi parar às palavras e às formas como as coisas se dizem.
Descobri uma em particular, que dita em Brasileiro é muito má, e que em Portugal não significa rigorosamente nada.
A questão já se me tinha levantado anteriormente quando vim a saber que entre países escandinavos existem palavras que embora sendo iguais, significam coisas completamente distintas, e por isso é preciso ter muito cuidado.
Neste caso particular, a minha atenção prendeu-se com o facto de haver um som, um conjunto de vocalizações ou sopros, letras ou sílabas que a mim não dizem rigorosamente nada e a outra pessoa dizem muita coisa – neste caso, coisas más.
Senti-me como uma criança que descobre a sua primeira asneira.
A sua primeira pedra para arremessar.
Para fazer doer,
sem ter que bater.
Num primeiro instante a reação é a de incompreensão e estranheza.
Mas a verdade é que nessa palavra estão carregados sentimentos e experiências, impressos por toda uma cultura, por toda uma multidão que nela canalizaram a sua vivência.
Um verdadeiro balde de lixo para onde se deitam os restos.
Sou da opinião que nunca se deve atirar lixo às pessoas.
Canas de pesca talvez, mas nunca lixo.
Há sempre aqueles que dizem que ao utilizá-las não é verdade lixo, mas sim algo reciclado, diferente.
Que não é por mal,
E que afinal é só uma forma de dizer.
Não deixa de ser lixo e sendo lixo, cheira sempre mal.
Limpar a boca a um guardanapo usado saberá sempre a isso,
A Guardanapo usado.
A amargo de boca.
Lava os dentes e verás como não necessitas de guardanapos usados.
O cheiro da pasta dos dentes faz-se sempre respeitar.
Acende a fogueira
Olha para dentro.
Encontra o veio principal.
A raíz, a coluna vertebral.
Respira.
Como um fervilhar crescente,
O arrepio percorre-te o corpo.
Tal como a música que mexe contigo, sentes-te pronto a correr.
É o fervor a subir de tom.
A adrenalina de um novo começo, uma nova esperança.
Tu sabes,
Como ativar.
Como catapultar o ânimo,
Como motivar.
Arrancar.
É a altura de sair das boxes e disparar, de volta à estrada.
F1 a derrapar no arranque,
1ª, 2ª, 3ª, 4ª a fundo.
A rasgar alcatrão.
Tudo passa a relativo,
Tudo o que importa é o que está ali mesmo à tua frente.
Ao teu alcance.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Testes
Grande parte do sucesso em ultrapassar um desafio é saber que ele existe.
De olhar brincalhão, ele pergunta-te por entre o nevoeiro:
Então? Como é que vai ser desta vez?
Olhos e ouvidos bem atentos para ver com clareza,
respiração forte pra afastar as nuvens,
e raízes profundas para proteger dos ventos fortes.
Consciente do que defrontas,
És agora capaz de concentrar as forças naquilo que quiseres ultrapassar e acima de tudo de definir a forma como queres deixar esse desafio para trás das costas.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Transparências
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
O tigre que há no Eu
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Egoísta ou livre?
Só porque percebi que querer para nós, significa inevitavelmente não deixar para os outros.
Por isso é que a corrupção é mais latente em países onde a fome abunda.
É sempre muito fácil apontar o dedo ao político corrupto mas difícil não desviar o olhar quando somo nós a passar à frente, na fila de trânsito.
Não será a mesma corrupção, fruto da mesma raiz?
Corrupção, num sentido de injustiça.
Numa Injustiça de saber que se outros o fazem impunemente, então porque não nós também?
Na dúvida sobre se o que fazemos fará a diferença.
Onde será que fica a fronteira?
Onde fica a linha da razoabilidade e até que ponto devemos ser intransigentes?
A resposta é: fica no nível em que queremos colocar a nossa fasquia.
Só de nós depende o quão alto queremos voar.
Só nós saberemos até aonde estamos dispostos a lutar para preservar a nossa liberdade.
Dia de morte
De vez em quando a morte dá o ar da sua graça.
Apenas para saber que ela existe.
Apenas para recordar do que é ser, sem ela.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
João Coração
A generosidade morre no dia em que o Homem decide que o que tem consigo, morre consigo.
Cair-nos no colo um objeto que passou de geração em geração ou de amigo em amigo é uma presente precioso.
Porque não é do objeto que se trata.
É daquilo que representa.
Dos sonhos, de pedaços de vidas vividas e da responsabilidade que representa cuidar e tratar do seu legado.
De saber que a vida é tudo, à exceção do próprio objeto.
De saber que o que temos à nossa volta não é nosso, é de todos.
Obrigado João, pela tua lição.
Abraço.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Verdes anos
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Frases Feitas
Não vou falar de citações, chavões ou lugares comuns.
Não quero pensar nos “Porquês”, nem “Para quês”.
Digo apenas que “Frases Feitas” não têm grande utilidade quando Esconder é o que se procura encontrar.
Comprar a frase do vizinho cumpre o nosso propósito apenas quando o dele é o mesmo que o nosso.
Sendo assim, porquê jogar às escondidas quando procuramos iluminar o nosso caminho?
Vale então a pena alimentar as frases que são nossas.
Dar-lhes corpo.
Nutri-las.
Regá-las.
Dia após dia,
Reflexão após reflexão,
Experiência após experiência.
Quando floridas, são frases com poder para iluminar os nossos lagos mais profundos.
Parar para ouvir o que dizem é encostar o ouvido no chão, junto às nossas raizes.
É deixar que se materializem.
É dar-lhes espaço para um ponto final, sem parágrafo.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Opções de vida
Tenho para comigo que entre o caminho da virtude e o caminho da falsidade não existem grandes diferenças, em termos do nível de trabalho que é necessário desempenhar.
Os resultados porém, são obviamente muito distintos.
Se o nível de dedicação é então equivalente, porque persistem em haver pessoas que optam por ter negativa quando podiam ser 5 estrelas?
O relógio não pára e a sensação de vida desperdiçada é a maior de todas as feridas.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O papel
Vi ontem na furnas (Ericeira) uma placa que dizia:
“Quando um barco navega sem destino,
todos os ventos são desfavoráveis.”
E isso espoletou em mim a seguinte reflexão:
A reflexão do papel.
De qual o papel a desempenhar?
De que papel a cumprir?
Que papel escolhemos?
Quando vier a hora da nossa morte, aquela que dará valor a toda a nossa vida, que papel queremos ter desempenhado?
Qual será a nossa marca?
O que é que teremos mudado?
Em que é que esta nossa viagem influenciou o Mundo onde escolhemos viver?
Compreendo agora a frase “ Estar ao serviço”.
Colocarmo-nos ao serviço significa abstrairmo-nos de quem somos, para centrarmos a nossa atenção no que é importante, que é aquilo que mudamos, a obra que resulta da nossa existência.
Entendo agora que atuamos, apenas pelo fato de estaremos vivos, pelo fato de respirarmos.
Seja na ação ou na inação.
Assim, quando fizermos o balanço, será fácil perceber para que é que serviu esta viagem.
Será mais fácil entender os “meios que justificaram os fins”.
Na certeza de que garantimos não perder de vista quais foram afinal os nossos fins.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Fórmulas
Os defeitos e as virtudes fazem parte de qualquer ser humano.
A nossa felicidade florescerá da procura pelas virtudes no próximo, nunca pela busca dos seus defeitos.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Eis senão quando..
Eis senão quando.. acontece.
Inesperadamente, inconscientemente.
Aparece.
Quando menos se espera,
Durante uma qualquer conversa inocente, dizes-me o que dizer.
E.. é assim.
Realiza-se o que tem que acontecer.
O desabafo.
Gostava de viver no Mundo em que ninguém guarda o sofrimento dentro de si.
Gostava de viver no Mundo em que o sofrimento fosse naturalmente deitado ao vento de forma a que a nossa alma se mantivesse sempre o limpa.
Para que não fosse necessário escavar.
Mas é assim..
Eu pedi e tu ofereceste-me a oportunidade.
Continuamos assim - A viver hoje, o futuro que já me fizeste.























