quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Estás bem?

E se quando perguntas se "Estás bem", a resposta for "..não"?
Será que a tua pergunta era apenas retórica ou estarias mesmo a fazer uma pergunta, 
genuinamente carregada de Tempo,
essencial para ouvir o que vem atrás da resposta?

Na próxima vez que fores perguntar a alguém se "Estás bem", 
Respira fundo primeiro.

Podes ter necessidade de dar do teu Tempo.

Eu diria até, que será sempre necessário o teu Tempo, 
Porque se tiveres o cuidado de fazer a pergunta como deve de ser, Olhos nos Olhos, 
Vais ver que a primeira resposta verbal não é muito importante.
Independentemente de ser Sim ou Não, há sempre uma história para Contar e alguém para a Ouvir.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Surdez

A surdez é algo que se instala, gradualmente, silenciosamente, pé ante pé.
Com o tempo, ou com o crescimento, vamos perdendo a nossa capacidade de Ouvir.
Ouvir, o que nos rodeia.
Os gritos dos dogmas e preconceitos vão enchendo os nossos ouvidos com um ruído branco, avassalador, ensurdecedor.
A incapacidade de ouvir instala-se desde muito cedo, camada após camada, ao longo de uma vida, até um ponto em que as janelas se fecham de tal forma que a Mensagem deixa de ser um realidade.
Passa a ser uma ficção, algo que habita no reino do imaginário.

Hoje um acto de lucidez fez com que se rasgasse espaço por entre camadas, permitindo-me ouvir isto, que tinha para te dizer.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O mundo das duas velocidades

Isolado na frente do pelotão, nada te impede senão a tua vontade de ser Maior.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Desejos para 2015


No primeiro dia do ano cruzei-me com duas pessoas na praia, a celebrarem um ritual de lançamento de desejos ao mar (1).
Que coisa linda - A alegria que lhes ia no coração!
A ideia foi lançar ao mar, balões escritos com os seus desejos para 2015.

Fiquei ali a observar o ritual, num misto de respeito e revolta.
Respeito, pela alegria dos outros e que me impediu de interromper a cerimónia.
Revolta, pelo lixo que estavam a lançar ao mar.

Infelizmente já não é a primeira vez que assisto ao resultado destas pequenas cerimónias simbólicas, espalhadas pelas nossas florestas.
Pequenos actos de boas intenções, mas que juntos, deixam para trás um rasto de poluição para alguém mais tarde limpar. Alguém - Sempre o Alguém.

Enquanto assisto a esta comemoração, pensamentos soltos trespassam a minha mente:
     “O que dizer?
      O que fazer?
     
      Dizer o que tem que ser dito.
      Fazer o que tem que ser feito.
     
      Quando é certo o que nos assalta o coração, deve ser sempre feito: Agora, e nunca depois!
      E Especialmente, se estivermos na presença de mais novos, que esperam e observam em nós,   
      um exemplo a seguir.”

Por isso, depois de lançados os balões, e enquanto ainda sorriam e tiravam selfies, fomos falar com elas sobre aquilo de que toda a gente fala e para o qual pouco se faz – o problema da poluição.
“É sempre só mais um balãozinho..Que mal há-de fazer?”

O sorriso delas desvaneceu-se.
A nossa revolta era agora a revolta delas.
Porventura não focada na poluição que tinham feito,  mas na nossa intervenção considerada inoportuna.
“Desmancha-prazeres” terão pensado.
...Afastaram-se, com um sorriso amarelo..

Mesmo que nos próximos dias sintam a revolta de lhes termos estragado um momento especial, tenho a esperança que depois uma semente perdurará e 2016 já será diferente.

     “Dissemos o que tinha que ser dito.
      Fizemos o que tinha que ser feito.”

Depois ficámos ali, a ver os restos da cerimónia.
A observar os balões afastarem-se mar adentro, e a pensar quantas tartarugas já terão morrido aos pés dos desejos do Homem (2).

E acima de tudo revoltados com nós próprios, pelo facto de nada termos feito, enquanto ainda era tempo.
Teria sido o nosso respeito pela alegria dos outros ou a nossa falta de coragem em sair da zona de conforto, que nos fez hesitar no momento certo?

Felizmente acabou por não ser tarde demais.
De calças arregaçadas lá fomos resgatar os balões (3).

No final os balões foram parar à reciclagem,
Quanto aos desejos, o ideal é que se concretizem – Eles não têm a culpa.
A culpa não é da Esperança, é da Incoerência.

Este episódio fez-me reflectir sobre qual é o meu desejo para 2015 e cheguei à conclusão que desejo acima de tudo, a Coerência do Homem.
Estas duas pessoas não eram com certeza mal instruídas ou de má índole.
Podem até ser pessoas sensíveis à importância da Natureza, caso contrário porque estariam elas ali, à beira-mar, lançando os seus votos para 2015?

O problema foi que naquele momento, a sua alegria era mais forte que a sua consciência.
Tal como elas, todos nós temos os nossos momentos de desequilíbrio, de bipolaridade, de desconexão entre o que acreditamos e o que fazemos.
Desta complacência face a comentários inusitados numa qualquer conversas de café.
Todos nós sofremos desta irracionalidade, desta necessidade de aprendizagem.

Assim,
Desejo para 2015, a capacidade de fazer as pontes entre os ideais e as acções.
Desejo a sabedoria para encontrar o equilíbrio entre a convicção e o fundamentalismo.
Desejo a coragem para quebrar com os silêncios.
E acima de tudo a capacidade de ser Grande nos pequenos actos, onde os testes são maiores.
Saber manter o norte, no mar dos cinzentos.

Para que no dia em que tiver que ir, possa levar comigo a conquista da Paz interior. (4)


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Apontador

O ato, de momento certo, têm simultaneamente o dom e a sina de ser tão poderoso quanto assustador.
O medo não é o melhor amigo do Destino, por isso bastará um gesto simples, um toque subtil que chegue, para iluminar o caminho que tem que ser percorrido.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Reforço positivo

"Pai, quando falo contigo sinto-me outra vez mais corajoso"

Obrigado Professor, 
pelo reforço positivo.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Vira o disco e toca o mesmo

Depois de se muito se cansar com a barulheira da discoteca, acaba por adormecer,


Ali, 

Mesmo em cima da coluna, 

no meio da pista.


Dorme profundamente, 

Embalado nas batidas e indiferente ao tumulto em seu redor.


À medida que o sonho se instala, vai sacudindo e limpando do seu corpo os últimos actos reflexos, filhos de um som que já não é o seu.

As músicas deixaram ser sentidas e converteram-se tão somente num zumbido surdo e latente, que vive lá longe, no fundo da sala, do outro lado da porta.


Amanhã, um novo amanhecer, uma nova esperança.

Amanhã uma nova vontade de voltar a ouvir a música, pelo prazer da melodia.

De saborear as pautas, pelo sabor das notas.


Por tudo isto, fazer uma pausa é importante para não esquecer.

Para continuar a reconhecer nos olhares, a profundidade dos seus espaços.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Dicas

Por vezes é preciso um sinal vermelho para nos obrigar a Olhar os monumentos à nossa volta e  entender o Porquê e o Para Quê das palavras que neles se encerram.

    (@Praça de Espanha-Lisboa)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sentido


Mesmo que todo o Mundo à tua volta avance num único sentido, 
Não é razão suficiente para assumires que faça sentido para ti.


(Homem desconhecido, numa saudação nazi em 1936)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Profundidade

Existem momentos da nossa vida em que somos presenteados com a companhia de pessoas com uma Profundidade surpreendente.
De um tamanho tal que são capazes de nos tirar o tapete e mandarem-nos ao chão com apenas aquilo que são. Com os sus actos, não as suas palavras.

Gente com o dom de colocarem-nos a questionar sobre se o que estamos a fazer está mesmo à altura das nossas potencialidades.


Boomerang

Quem decide ser Mulher, decide vestir o Início e o Fim, encarnar a Raíz e a razão do Todo. 

Quem opta por ser Homem escolhe por outro lado e para si, a rota firme do boomerang, que na procura da  inconstância, mantém-se fiel aos braços de quem se predispôs a amar.


Entender o que representa o Homem e a Mulher na nossa Vida, 

em que partes da nossa Vida se apresentam,

e acima de tudo reconhecer a base destes princípios,


É meio caminho para cumprirmos a nossa missão, de forma quase tão inevitável como a gravidade que nos prende ao chão.



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Gravidade

Pergunto-me por vezes o que seria de nós se vivêssemos num Mundo sem gravidade.
Será que para cada acção deixava de haver reacção?
Para cada extrovertido deixava de haver um introvertido?
Para cada Yang deixava de haver um Yin?

Talvez.

Que curioso seria esse outro Mundo onde o Andar seria sempre em frente e nunca para trás.
Como se pudéssemos flutuar pela vida, 
sem reflectirmos nos nossos actos, 
sem aprendermos com as nossas experiências.

A verdade é que às vezes damos por nós perdidos assim, num espaço sem gravidade.
Como se pudesse não haver gravidade. 

A boa notícia é que há, e que nunca estamos realmente perdidos.
Eventualmente e temporariamente dessincronizados.

Por isso, basta simplesmente ligar o rádio e sintonizar a estação.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Escrita

"...Ela escreveu aquele livro para mim, e estava a dizer aquilo que eu sentia.
Aquilo que eu sentia e que não era capaz de dizer...porque não me era ainda consciente."
António Lobo Antunes, 2009

Um texto, um livro, uma mensagem.
Deve ser exactamente isto.
Algo que espoleta em nós, aquilo que somos.
Que traz ao de cima, que move.

Tal como quando comtemplamos uma pintura abstracta,
O que se lê, é o que cada um tem que ler.

Ao mensageiro cabe o desafio de não cair para cima do pedestal, 
Para que os seus textos se mantenham puros e sejam sempre sentidos, 
ora por quem lhe sussurra ao ouvido, 
ora por quem lhe escuta a palavra.

Tenho tentado desempenhar este papel o melhor que sei.
Tem sido uma viagem.
Se houver o dia em que me for explicado o que é esta coisa chamada Inspiração, pelo menos terei a certeza que, no mínimo, será fruto da melhor parte de mim.

Não conheci as obras fundamentais porque não lhes dei o devido tempo, confesso.
E continuo a não querer dar, por acreditar neste momento turvariam a minha visão.

Prefiro que as fotos sejam nuas e cruas.
Rudes, sem racionalizar ou inculcar estilos,
Só assim sei que estou a fazer bem a missão que me foi atribuída.

Por tudo isto, esta minha curiosidade imensa em saber quem são os outros.
Gosto tanto lhes ouvir a voz.
Revejo-me nas suas palavras, ansiedades e virtudes. 
Não nos seus escritos, mas sim nos seus olhos - Pelo menos por enquanto.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Voltar a casa

A nossa vida pode ser vista como um acto continuo ou então como um conjunto desgarrado de flashes sagrados.


Gosto de observar multidões porque para mim representa a oportunidade de ter a visão discreta e descontínua de uma conjunto de vidas que aparentemente não tem nada a ver umas com as outras. Mas que afinal têm.

E por isso, olhar a multidão é para mim a a confirmação do continuo,do presente e do interrelacionado.


Cada pessoa, cada olhar, cada gesto, são aquilo que eu próprio percepciono da realidade que me rodeia e portanto, espelhos do que eu sou.


Tudo é sempre o Todo.


Cada um de nós é o criador da continuidade à sua volta.

Cada um de nós é o fio condutor que traz sentido a todas as experiências que vivência.


Ter a percepção dessa continuidade é como voltar a casa.


E para isso basta deixar que as dúvidas se diluam no exacto momento em que deixam de existir.

Basta relaxar a vista e baixar a guarda.


E nessa altura então, 

permitir-se Ver os padrões que se desembrulham à nossa frente.



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Diálogo de samurais

Um bom debate de ideias é das melhores coisas que se pode ter na Vida.

Porque é para isso que aceitámos a viagem - para Aprender.


Que melhor realização pode então existir do que encontrar para esse acto de Aprender, alguém que partilha objectivos, metas, ideais e utopias.


Assim, 

A cada frase cumprida, 

A cada história contada, 

Cresce a vontade de voltar à carga, de querer mais e mais, de forma incessante, contínua e determinada.


Olhos nos olhos, perdemos-nos por entre Tempos, até ao sinal de chegada.


Depois, 

Depois não há despedidas.


Um reconhecer apenas.

Basta simplesmente o sinal de respeito adulto, de amizade e de agradecimento, pela aprendizagem partilhada.


Somos samurais, 

na luta pela vida honrada.


“Arigato gozaimashita”.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Chuva

Os pobres de espírito encolhem os ombros e assumem a culpa do destino.

Simplesmente lamentam-se e sacodem a água do capote.

Até ao dia.


O dia em que com a água, vão-se os amigos.

E com os amigos, o capote.

 

Resta-lhes tão somente,

Chorar, a chuva.



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O calor de dentro

Há alturas em que o relâmpago cai sobre o nosso espírito.
É a guinada repentina e aguda, que fulmina o nosso corpo, 
Abrupta, rasgada.

Num virar de esquina, deparamos-nos com a velhice inesperada,
A ferrugem, determinada a apodrecer as nossas fundações.
O cancro, disposto a alimentar-se do nosso sorriso.

Esta velhice de que te falo, quer-se expulsa, de forma rápida e impiedosa, assim nos é mostrada.
Sem hesitação, há que deitar fora este escuro de inverno rigoroso e abraçar de novo a luz primaveril que traz-nos de volta à Vida.

Velhos, são todos aqueles que, sendo jovens ou idosos, decidem deixar-se consumir numa espera resignada,

À chuva. Ao destino.

Porque na vida, tal como dizia o filósofo, o Homem deve encontrar a diferença entre "saber cumprir" e "saber cumprir-se".


domingo, 9 de novembro de 2014

Portas

Dizem que os olhos são a porta para a nossa alma.
Se isso for verdade, então o que significa quando te dizem que te conhecem pelos teus olhos?


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Assimetrias

A forma como componho perguntas perante as tuas respostas raramente coincide com a forma como elaboras as respostas às minhas questões.

Destas assimetrias resulta a riqueza do pensamento aos pares.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Desculpa, por ser quem sou.

Hoje ao almoço, uma estrela da música nacional sentou-se ao meu lado.
Ainda não se tinha sentado e já estava a ser bombardeado com dois pedidos de autógrafos.

Ele fez questão de almoçar rápido. 
Como se estivesse a esconder-se de alguém.
Como se fugisse de alguém.

No meio deste almoço apressado, 
Pratos a cair à nossa beira.

Coincidências! Dirão. 
Talvez não.
Nervosismo dos empregados de mesa? 
Não sei.. Talvez algo mais, que por agora fica para outras conversas.

De qualquer das formas o alarido era tanto que não resisti em perguntar-lhe se era sempre assim à sua volta.
Ele encolheu os ombros e concordámos que é algo que faz parte da profissão que escolheu.
Falámos do Cristiano e da forma como também ele gere este fenómeno necessário.

No final, despediu-se pedindo desculpa por perturbar o meu almoço.
Pedindo desculpa?!?..Tirou-me o tapete.

Desculpa por quem? por ele ou pela tribo dele?
Fez-me lembrar um fumador que pede desculpa pelo fumo que não consegue evitar.

Ser artista não é fácil - Talvez seja mesmo um vício.

E assim ele se foi, não sem antes ter mais um pedido de autógrafo e desta vez também uma foto.

Quem lhe pedia a foto dizia:  "Coitado, assim nem consegue almoçar descansado.."
Como se isso a impedisse de pedir a foto.
Como se o comentário fosse alguma vez sentido, ou se fizesse algum sentido..

E lá vai ele, apressado, dizendo Adeus, educado.
Fugindo do Mundo que comprou para viver à sua volta.

Boa sorte.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Escola da vida

Se dividirmos o Homem em três secções temos o Corpo, a Mente e o Espírito.

Para cada uma destas três disciplinas existem várias escolas.
Varios tipos de Ginásios, Faculdades e Igrejas.

Procura o guerreiro no desportista,
O aprendiz no intelectual,
O espiritual no religioso.

Uma única escola - a Vida.


Fora da bolha

Até que saias da bolha que te rodeia, todo o teu Mundo te dirá que "lá fora" não é normal.
Ser-te-á dito vezes sem conta que estás na equipa vencedora, que tudo o resto é marginal e perigoso.

Se um dia tiveres oportunidade de espreitares para fora da tua bolha de segurança, vais descobrir que o Mundo "lá fora" é sempre maior do que o teu Mundo "cá dentro". 

Sempre.

Simplesmente porque o que está lá fora, é tão somente,
A soma de tudo o que não está cá dentro.

A soma de todos os outros Mundos por explorar.


Os EUs de ontem, hoje e amanhã


Imagina que hoje sonhas com uma coisa fantástica que vais fazer amanhã cedo.

Imagina que amanhã cedo, ouves o despertador e rebolas para o lado..


O que é que o teu EU de amanhã está a dizer ao teu EU de hoje?


Da mesma forma pergunto: O que é que o teu EU de hoje, com quem estou agora a falar,  já fez para honrar e respeitar o teu EU de ontem?




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Evento social

Ontem foi dia de evento social.

Social ou anti-social?


De vez em quando gosto de assistir a uma boa feira das vaidades.

Porventura serei incluído nela. Não faz mal. 


Para perceber, tenho que participar.


Vim porque quero ouvir.

No meio desta burguesia pedante, existem algumas personagens que me suscitam curiosidade, e por isso não quero perder a oportunidade de ouvir de viva voz a opinião dos poucos grandes gestores portugueses com muito para me ensinar.


Não vim para sociabilizar.

Hoje vim para observar.


Má educação, diriam alguns.

Não creio.


Sou convidado para esta festa.

E embora duvide que consiga fazer parte dela, tenho também a noção que não sou o único.


Daí se chamar uma feira de vaidades.

Uma vaidade repleta de falsas expectativas, de uma sociabilização projectada em função do achamos que os outros procuram.

Deste tipo de sociabilização dispenso. 


Mas não será que também neste meio, não teremos os mesmos anseios e as mesmas dúvidas? 


Alguém espoletou uma conversa, 

e despidas as máscaras, 

constato que sim.




quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Alinhamento

O encontro com a espiritualidade, quando tardio, toma muitas vezes a forma de Maremoto.
Em formato arremesso, somos projectados para uma outra forma de viver, 
porventura mais completa,
Mais Inteira.
É como se de repente descobríssemos a pólvora e tudo o resto passa para segundo plano.

Não tem que ser assim.
A espiritualidade não é algo que quebra, mas sim que cola.

Ao questionar as doutrinas actuais, como Pais temos a responsabilidade de estimular um pensamento aberto nos nossos filhos, desde o princípio, para aprenderem a trilhar o seu caminho de Ser Humano pleno de potencial, em que a espiritualidade é apenas um de 4 espelhos.

De que vale um Atleta sem nada para contar, 
Um Filósofo sem projectos para mostrar, 
Um Pai sem filhos para ensinar,
ou um Sacerdote sem pernas para andar?

Não se trabalha o físico até aos 16, o Mental até aos 26 e Emocional até aos 36,
para depois algures entre os 36-40 começar novo ciclo, numa procura incessante de um quarto elemento até então desconhecido. Um Elemento, que muitas vezes só começa a gritar lá para os 66, quando o corpo físico começa a avisar que é preciso algo mais, para preparar a viagem.

Não é assim.
Não tem que ser assim.

O Ser Humano necessita de tutano, de consistência e de coerência, entre estes 4 pontos cardeais.
O Ser Humano necessita de alinhamento constante, ao longo de toda a sua vida.

O Ser Humano necessita de trabalhar a soma das suas partes.