terça-feira, 15 de abril de 2014

IM Pulso


IM Pulso. Ter pulso.

Concretizar. Avançar.

 

Se subtrairmos à palavra Impulsivo a parte do irreflectido ficamos com o Impulsivo de ponderação rápida.

O Impulsivo do “há que agarrar agora, não depois”.

O impulsivo do momento certo.

 

Cairás, é certo. E porventura muitas vezes.

Mas a cada tropeção tornares-te mais forte, como um rinoceronte.

 

E no mínimo serás possante.

 

Michael Jordan foi excepcional.

Jogava mais,

caia mais e

marcava mais.

 

E por isso tornou-se um jogador lendário.

Um jogador possante, determinado e com pulso.



 

 



Caminho


Existem Mundos onde as necessidades são diferentes daquelas que sentimos na pele.
Onde leis são aplicadas para governar verdades que nem sequer entendemos.

Aceitar esta dura realidade de desenquadramento é sair do nosso pedestal e de uma forma desprendida, abraçar uma de duas soluções.
Aprender e mudar quem somos,
Ensinar e mudar o Mundo à nossa volta.

Qual quer uma das opções é válida desde que cumprida de forma estoica.
 
 
 




quarta-feira, 9 de abril de 2014

Trabalho

Enquanto houver Sol, há terra para Iluminar.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mãe Terra

O calor das chamas,
O conforto da fogueira.

O aroma da Terra,
e a sabedoria da pedra incandescente.

..a frescura da brisa nocturna...

O nascimento e o sabor da Vida.

Agora e Sempre.
Parte de ti.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sopa primordial

Sopa primordial foi o termo utilizado pelo biólogo soviético Aleksandr Oparin em 1924 para explicar a origem da vida na Terra, muito pela mão Darwinista.

Muitas vezes tenho-me questionado qual terá sido a sopa primordial de onde nasceu a empatia humana.
De onde terá surgido o primeiro movimento, que depois se veio a repercutir ao longo da história, até aos dias de hoje?

Podemos dizer que o Voluntário é aquele que pratica o bem, sem pedir nada em troca.
Mas será que não terá já recebido algo à priori?
Será que não é simplesmente um agradecer ou pelo menos um copiar de um determinado padrão, apreendido algures na sua vida?

Existe sempre algo que nos move e que pode-nos surpreender em qualquer altura da nossa Vida.
Uma palava, um gesto, um pensamento.

Talvez a sopa primordial do lado Humano da Humanidade tenha ocorrido no seio da Maternidade.
Talvez algures no início das espécies, houve uma qualquer progenitora que inesperadamente tenha evoluído do verbo reproduzir para o verbo cuidar.
E daí diria eu, terá nascido todo este grande movimento, em agradecimento a esse cuidar primordial.

O movimento que nasce de ser Filho, que se prolonga em ser Irmão e que se perpetua em ser Pai.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Galgos de corrida

Estive esta semana em Madrid, preso durante cerca de 20 minutos dentro de um autocarro, juntamente com cerca de 75 pessoas.

Preso no sentido em que alguém ter-se-á enganado e deu indicações para iniciar o embarque quando o avião não estava ainda preparado.


Foi interessante observar as reacções.


Calores, 

Tremores,

Pés a bater no chão, 

Punhos cerrados.

Olhares de impaciência e de incompreensão.


O que achei estranho foi observar um sentimento de desconforto perante a minha quietude.

Qual será o problema deste em não se sentir incomodado? - Observei eu no olhar de um outro passageiro.


Como se não bastasse este filme, assim que se abrem as portas, eis que surge a sequela.


Uma multidão precipitando-se para uma entrada congestionada no avião, tal qual a chuva se precipitava sobre os seus ombros.

E a multidão ali ficou, presa entre a escada lotada e o orgulho ferido de voltar de novo para o autocarro.

Seria orgulho ou seria memória recente de desconforto?


Creio que seria memória de desconforto na medida em que só isso me parece justificar a aceitação da chuvada que se lhes abatia no corpo.


Recordo com incompreensão a mãe que insistiu ficar no fim da fila, à chuva com o seu filho, quando a menos de 5 metros estava eu e mais dois ou três passageiros, ao abrigo do autocarro. Eu olhei para ela e ela para mim, mas sem razão aparente, ela insistiu ficar à chuva. 


Porquê?

Para quê?


É esta irracionalidade tantas vezes defendida por Dan Ariely que me inquieta.

A mesma irracionalidade que faz com que as pessoas se levantem furiosamente assim que o avião pára, para simplesmente ficarem de pé, tortas ou semi-levantadas à espera que a porta se abra. Não valeria mais a pena ficarem sentadas?


Confesso que já perdi a conta às vezes que chegando a Lisboa, sou o ultimo a sair do avião e portanto o primeiro a sair do autocarro em direcção ao terminal.


O que fazer?

Encolher os ombros?

Suspirar resignado?


As pessoas não têm culpa. São envolvidas numa vida de correria onde a reflexão deixa de fazer parte. 

Transformadas em galgos de corrida, vivem num lufa-lufa constante atrás de um coelho que nem sequer é de carne e osso.


Resta-nos a observação como tábua de salvação.

A observação como porta de conhecimento e janela de libertação destes comportamentos irracionais.


O ser humano tem ainda muito para evoluir antes de se considerar racional. 

E eu sou um ser humano, tal como tu que me lês neste momento. 

Não nos enganemos. 


Somos irracionais por natureza e racionais por intenção.


Uma coisa é certa, a vida será bem mais fácil para ambos, se a vivermos com tutano, 

e aceitar que somos irracionais é um bom primeiro passo.



sábado, 15 de fevereiro de 2014

O silêncio do olhar


Sempre considerei o silêncio como a melhor forma de acordar.


O silêncio atento, curioso e inquieto.

O silêncio conselheiro, amigo e Pai.

O silêncio que nos ensina a gritar.


O silêncio que procura respostas

Respostas essas que invariavelmente surgem nos olhares que só se descobrem na paz do silêncio.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O teu jogo

Quando o tigre menos espera..

Pára de repente.

Trava a fundo e deixa queimar o pneu no asfalto.
Observa como os ponteiros parecem abrandar.

Relaxa, 
Respira.

Levanta o queixo e sente o espaço em teu redor.
Abraça-o.

Quanto ao tigre, olha-o bem nos olhos.

Sorri.
Mostra-lhe quem tu és.

e ... Arranca!

Dispara em direcção ao cesto.
Este é o teu jogo.



sábado, 18 de janeiro de 2014

Segunda derivada

Dizer-te que "cada um tem aquilo que merece" é dizer-te que chegou a oportunidade que precisas para poderes crescer.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Welcome back


Há dias em que me sinto acompanhado.
Uns dias pelos que me querem bem e outros dias pelos que nem tanto.
Todos querem ver algo em mim.
Todos querem ver algo aconteçer.

Sabe bem amanhecer na companhia de quem me quer bem.
De quem me faz escrever.
De quem me limpa a vista e ajuda a olhar para o mundo de uma forma mais completa, com mais sentido.

Hoje é um desses dias.
Hoje, o frio foi embora é o quente voltou.

Gostava que fosse sempre assim mas vendo bem,
se eu não conhecesse as ruas tortuosas e os becos sem sentido do meu lado lunar, como é que eu me poderia sentir, tal como me sinto neste momento?

 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mexer o café

Há quem o beba com açúcar ou adoçante,
Com mel ou simplesmente amargo.

O importante é mexer.
Pegar na colher e misturar.
Mexer,
Mesmo quando não há razão, ou neste caso, açúcar.

Porque a vida às vezes é assim, amarga.
Por isso, ao mexer o café há um ritual a cumprir, uma espuma a destruir.

Seja doce ou amarga, convém que a Vida seja assim - Bem mexida.
 
 
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Abraçar as limitações


Publico este vídeo fascinante sobre a arte de abraçar as nossas limitações.

Ao ver este vídeo veio-me à memória a metáfora de um balão que vai esticando à medida que vamos explorando novas fronteiras.

De vez em quando, chocamos contra uma parede.
Ora é nesse preciso momento que devemos aproveitar para dar corpo ao balão.

Enchê-lo de substância.

É altura de aceitarmos os nossos limites (temporários ou não) como forma de criar espaço para que a magia aconteça.

Com um passo aparentemente para trás abrimos espaço para um mundo novo, onde novos caminhos estão por percorrer e muralhas por desvendar.


 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Loucura

Loucura é a palavra que a sociedade encontrou para dizer que não te compreende.
Para te explicar que foste demasiado para lá dos limites.

Depois, a sociedade fechou essa palavra dentro de um baú chamado Tabu 
e atirou o baú ao mar da Desilusão.

Ali ficaste, perdido no tempo e no fundo da Desilusão, 
ancorado para lá dos limites da nossa compreensão.

Hibernado. À espera de um sinal.

À espera do dia em que finalmente alguém encontrasse a peça com que de repente, tudo passasse a fazer sentido.
A chave do enigma.
E que a entregasse às Massas, 
porque depois de isso acontecer, então já era fácil.

Depois de conhecida a solução já não eras O louco.
A sociedade passou a chamar-te O visionário. 

Estavas à mesma junto à fronteira, só que agora do lado de cá.
Ou será que a chave teria apenas feito avançar a fronteira um pouco mais para lá? 

A chave - a vacina contra o vírus da escuridão.

Peço-te que sejas forte. 
Peço-te que não desistas. 

Que encontres em ti todas as chaves.
E que mantenhas intacta a coragem dos poucos que ousam transpor as fronteiras.

Para que o universo das Massas nunca deixe de crescer, mas sem ter que te voltar a magoar.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A estrela da inquietação

Olho para a Lua e imagino quantos antes de mim, terão olhado para ela, da mesma forma que eu, neste preciso momento.

Quantos, homens e mulheres, olharam da porta das suas cavernas, esmagados pelo tecto que se lhes abatia.

 

Quantos, cientistas e filósofos, terão perscrutado, ao longo de todos estes milénios, por entre as luzes da escuridão, a resposta e o significado para suas questões, e respectivas razões.

E quantos continuarão ainda, largos anos depois desta minha viagem, a fazer exactamente o mesmo.

 

A lua, essa mantêm-se a mesma.

Impávida.

Quase que complacente.

 

O que pensará ela de quem a vê?

Serão assim tão diferentes os olhos que a observam, ao longo de todos estes anos?

 

Até quando?

 

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sombras

Gosto da sombra das árvores.

Permitem-me transpor o franzir do olhar e ver a cor das coisas.



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Companhia permanente

Hoje fui almoçar contigo.
Disseste-me que precisavas de falar.
Assim foi.
Ali estivémos os dois.
Tu a explicares e eu a ouvir.

Juntos, a sós.
Banhados pelo Sol de Inverno, algures nas margens do Tejo.

TU és o EU que reclama a Reflexão, o Espaço e o Tempo.
EU sou o TU que planeia e concretiza.
Ainda bem que te conheço, que aprendi a respeitar-te e a ouvir a tua Voz.

Tu que na realidade és parte do Eu.
Tu e Eu, Um só.

TU + EU = TEU

À Escala Global, todos juntos somos TEUS.
Os TUs e os EUs.



DEUS

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Força da gravidade

Ser semelhante não é ser igual.
Ser semelhante implica conhecer as diferenças e estar ciente delas.
É conhecer a linguagem mas não ceder ao conteúdo.
Pelo menos sem antes questionar.

Porque estar vazio de convicções é estacionar na média.
É estagnar, desperdiçar.
É viver o fácil e alinhar o norte pelas bússolas dos outros.

Não falo de saudar a teimosia mas sim a obstinação.
Porque enquanto que a teimosia é a Imatura.
a obstinação é por outro lado, a Sábia.

Refiro-me pois à capacidade de alguns em rasgar com tradições e preconceitos.

À força inata que os impele em dizer: Não!
Simplesmente porque Sim!

Porque tem que ser.
Porque não se abdica e
Porque acima de tudo, é Importante.

Escapar a esta força da Gravidade que o "Normal" impõe, seja por meio da preguiça mental, das regras sociais, dos costumes ou das ligações afectivas, é ser capaz de alinhar a vida com o seu desígnio.

Tomar-lhe o pulso.

Encher o caminho de sabor, de decisões e de conteúdo.

Concluo por dizer que esta Força é a Gravidade Amiga que nos questiona constantemente:

Como é que é? 
Estás à altura ?

Queres uma casa cheia ou um quarto vazio?



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mais uma milestone

Este post vem na linha das "conversas que não se têm".

Já anteriormente escrevi sobre este tema.

Conversas que se deixam para depois.
Para quando já não houver tempo para as ter.
Para nunca se terem.

O milagre da ciência da longevidade empurra-nos hoje para um novo paradigma.
Antigamente a maioria morria e pronto - era rápido.
Hoje em dia o cenário é diferente.

Fruto dos avanços tecnológicos na medicina, empurramos o nosso corpo até ao seu limite, para idades nunca antes imaginadas e felizmente podemos estender a nossa vida até ao seu último reduto.

A pergunta que fica no ar é: Queremos terminar numa maca agarrado a uma máquina?
Creio que ninguém dirá que sim no seu perfeito juizo, mas fruto do silêncio provocado por este tema tabu é infelizmente para lá que todos caminhamos.

Qual é o problema em planear esse momento? Se é inevitável que vai acontecer porque não planeá-lo?

Não tenho dúvida que somos imortais e também tenho a certeza que o nosso corpo não o é.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Palavras sábias

Palavras de Dalai Lama na sua visita a Portugal, numa altura em que o sector da construção civil estava em ebulição (minuto 8:18 do vídeo abaixo):

"Look.. you are doing all this things but, ins't it nice also to build something within?
Unless that, even if you get a high-tech flat on the 100th floor of this super-modern and confortable building, if you're deeply unhappy within, all you are looking for is a window from wich to jump."

Para Matthieu Ricard, é simples: É tudo uma questão de treino, neste caso da mente.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tutano

Estender fronteiras é conquistar espaço.

Distanciar os extremos do nosso Universo é completarmo-nos.

Não só porque compramos Terra para atirar as nossas sementes, mas acima de tudo, porque algures no meio desse espaço criado, nascerá a substância de que somos feitos.


O Tutano.


Conhecer fronteiras é depois afirmar quem somos.

Reconhecer o valor desse Tutano e crescer com ele.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Beber da fonte da juventude

Cada vez que digo Não à Solidão tomo mais um cálice da fonte da juventude.
Afirmo perante o meu corpo que ainda há vida a cumprir, que ainda há propósito, e que ainda não chegou o tempo de parar o tempo.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Impaciência

Impaciência é antónimo de ciência do impávido, mas não do sereno.
É a ciência do desconforto, da inquietude, e do inconformismo.

Ser impaciente é querer mais.
Querer melhor.
Procurar por entre tesouros, mas sempre com a vontade do agora.

É também desrespeitar.
Rejeitar.
Deitar fora o tempo certo e as fórmulas provadas,
Cuspir no prato.

A impaciência é a balança que flutua na tempestade da Descoberta. 
Ora revoltada tal qual ventania, ora profunda com a serenidade do fundo do mar.

Daí ser antónimo de impávido e não de  sereno.

Porque a impaciência traz frutos quando focada e serena.







quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Timing

As coisas têm um tempo certo de ser, 
Um tempo certo de se dizer.

Depois.. 

Depois nem é cedo nem é tarde.
É simplesmente outro momento.

E embora as coisas se possam dizer à mesma, 
já não serão o mesmo.
Serão... coisas diferentes. 

Porque ouvir a coisa certa no momento certo é que faz a Verdadeira Diferença.



Tristeza

Há momentos em que me assola uma tristeza profunda. 
Um cúmulo de fado, português.

Não sei porquê, só porque sim.

A boa notícia é que reconheço-a como parte integrante, 
Peça fundamental do equilíbrio.


Erro

Quanto mais depressa começares a aprender com os teus erros, mais cedo deixarás de cometer erros para corrigir os anteriores. 

Para quebrares a cadeia tens que parar, assumir e aprender - deixar de empurrar com a barriga na assumpçao que ninguém te estás ver.

Já dizia Epicuro que deves fazer tudo como se alguém te contemplasse.