sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sala de aula

"Poderosa" é o adjectivo que encontro para descrever esta Mulher.

É refrescante ouvir as palavras deste Ser Humano que coloca em perspectiva os nossos pequenos problemas e acima de tudo leva-nos a questionar o nosso papel individual na Sociedade em que vivemos.

Vale a pena investir 20 minutos nem que seja para deixarmos-nos testar em termos das convicções (ou ausência delas) que aplicamos na forma como gerimos esta oportunidade que nos foi dada que é Viver.
 
(Leymah Gbowee recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2011)


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Memória futura


Fui ter contigo de olhos pregados no chão, pronto para o raspanete.

Os flocos de aveia cobriam toda a cozinha e para mim o que tinha sido apenas um incidente passou a uma desgraça assim que vi o dedo acusador do irmão de quem gosto.

Inesperadamente encheste-me as lágrimas com amor e o vazio no peito, com um abraço.
Disseste-me para te olhar nos olhos e levantar o queixo.
Ensinaste-me que mais importante que não errar é reagir ao erro.

E disseste-me que sou importante.

Percebi anos depois, ao ler este post, e pelo arrepio na espinha que me provocou,
O valor dos ensinamentos que se transmitem de Pai para Filho.
E a herança que me deixaste para eu deixar aos meus Filhos.

Envolver com Amor, avançar com Garra.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

walk but never run

"A gentleman will walk but never run"

Para mim esta expressão leva-me ao "Caminhar" em vez do "Correr" como forma de observar, aprender, incorporar e crescer. E depois voltar a observar.

Ao Correr nem sempre vemos ao pormenor,
nem sempre dedicamos tempo ao importante,

Por isso convido-te a agires como um Gentleman, Estando e sabendo Estar.

Be yourself no matter what they say,
Be yourself no matter what they say,
Be yourself no matter what they say..


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Portal mágico da evolução

Um dos meus Professores disse-me recentemente que as palavras depois de escritas já não morrem debaixo da espada da tecla Delete.
Em vez disso, correm em fila indiana para um Portal Mágico que se esconde debaixo do cursor. 

E que razão tem o Professor, porque o acto de escrever é na verdade um acto de nutrição.

Mesmo que as letras já vivam do lado de lá do Portal mágico, às ideias já foi dado o alimento para crescerem e por isso, recordando as palavras do filósofo Dan Dennett que afirma que as ideias são como um vírus, diria que depois de nutridas ou neste caso, escritas, as ideias já não morrem - Evoluem.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Casa sem teto

Criamos casas para nos protegermos e fecharmo-nos no nosso casulo.
Valha-nos os eventos que nos acordam e mostram que o espírito do Homem não foi feito para ter tetos.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Relax

Vídeo para começar o fim de semana com o pé direito.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Disparate

A melhor forma de acabar com um disparate é deixar de o cometer ou então fazer com que todos o façam - nessa altura deixa de ser disparate.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Questões de fundo, tratadas com inteligência

Temas importantes e delicados devem ser sempre tratados de forma criativa, como esta.
Ajudar a descomprimir, para dar espaço à compreenção de diferentes pontos de vista.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Caminhos comuns, missões distintas

Todo o Homem tem um caminho e duas grandes tarefas a executar.
Encontrar o Caminho.
Percorrer o Caminho.

Encontrar no seio das suas convicções, o percurso e depois seguir as pistas com as todas forças do seu espírito.


Por vezes, o Caminho do Homem coincide com o da Multidão.

Neste período de alinhamento, que pode começar na infância ou na velhice, durar um momento ou uma vida inteira, o Homem é colocado à prova e tentado a largar o seu Caminho, deixando-se diluir aos poucos no rebanho, embalado num cântico ancestral de pertença que ecoa na sua essência.

A Multidão tem este poder de catapultar o Ego e Vaidade para o pedestal e com isso cortar raízes e embaciar visões.

E tem também o poder de desaparecer, da mesma forma como apareceu, sem rancor ou remorso.

Tem o seu próprio navegar.
Sacia-se e Esquece.
E o Homem fica.

O ritmo e a cadência do Homem são a fonte que a Multidão procura,  e na qual pretende saciar a sua sede, até a levar à secura.

A última batalha nunca será no meio da multidão e por isso convém ter presente que embora possam por segundos, dias ou décadas a partilhar convicções, a Multidão tem uma vida própria, distinta da do Homem.
Nunca esqueças a velha máxima:
“Quem sou eu, de onde venho e para onde vou”.

Não deixes secar a fonte da juventude da qual brota a tua convicção porque não é a multidão, mas sim tu, quem pode percorrer o Teu Caminho.

Poesia em fúria

"Controlled criativity" Sim, é importante dosear.
Caso contrário transbordamos o copo e deixar de ser algo que puxa até aos limites para passar a ser algo que é rejeitado, por ser demais para processar.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Primeiro passo


Recebi hoje o pacote Voluntário da Junior Achievement.



São 270 minutos do meu horário laboral que a empresa para a qual trabalho (SIBS) decidiu investir neste projecto.

São 270 minutos que vou dedicar a jovens do 9ºano para falar sobre o tema "Economia para o sucesso".



Parece pouco, e no entanto, tanto pode ser conseguido.
Se num minuto apenas eu conseguir marcar a diferença para melhor no futuro de apenas um destes jovens, então já terá valido a pena.

Sou um Amador nestas coisas, eu sei.
Estou apenas a começar.

Mas também sei que já sou um Vencedor.
Acabei de dar o meu primeiro passo e subi o primeiro degrau.
Um pequeno Grande Passo para lá da minha zona de conforto, na direcção de novas Aprendizagens.

Estou expectante para ver quem aprende mais, se eles, se eu.


É que afinal de contas, basta apenas um segundo:

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Porreiro, pá.

O problema com algumas educações é exagerarem nas camadas que impõem no indivíduo.

Os seus discursos tornam-se  inúteis por tão indecifráveis que são, sem se conseguir entender o que é defendido ou se propositadamente nada se defende, a nada se compromete.

Uma tristeza.

Semelhante ao cenário triste de assistir ao génio que por dislexia não consegue partilhar com o Mundo, o que lhe vai na alma.

O último nasceu assim, por adaptar.
O primeiro, desadaptou-se algures no caminho.

A um há que dar a mão.
Ao outro há que explicar que é essencial simplificar,  sob pena de não obter eco de quem o rodeia.

Não se deve perder tempo com discursos retorcidos quando vivemos num Tempo em que não há tempo e onde a sede é pela transparência.
Urge focar no essencial das vidas, das relações, das palavras.
Clarificar o conteúdo e simplificar a forma.
Já la vai o tempo em que palavras de 5 tostões compravam pão.

E não basta migrar do ”Felicitações amistosas” para o ”Porreiro Pá”
Tens que ser um trabalho de reflexão, para se conseguir encontrar dentro de cada um de nós, o conteúdo importante e depois, transmiti-lo eficazmente no pouco tempo de antena que actualmente disponibilizamos uns aos outros.

Eficácia na transmissão e clareza na convicção.

Em casos mais difíceis, a única forma é voltar à escola, mas desta vez à escola do descomplicómetro.
Existem muitas, e às vezes batem à nossa porta quando menos se espera, mas ao mesmo tempo, quando mais se precisa.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Excelência

 
A decisão é tua de te levares ao limite, de quebrares barreiras e definires novas fronteiras.
Haverão os que não te entenderão e haverão os que te admirarão.

Nada contará mais do que aquilo que estarás a viver.
A essência do que tu és.

Porque quando atinges o nível onde a escala já não aplica, já não procuras a aprovação dos outros, mas sim a de ti próprio.





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O meu Tempo



Rodopio por entre o Tempo e avanço sem rumo, em direcção ao Nada.
Opto acordar do turbilhão e desafiar o Tempo a abrandar e o Silêncio a gritar.
Na catedral do espaço envolvo-me então no imenso vazio, cheio de nada.
E nesse momento predisponho-me a ficar sem medo, Só.

Ao sentir o tempo finalmente parar, permito-me encontrar por entre o silêncio do espaço, o tempo que é afinal só meu.
O meu Tempo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

7 graus

A declinação da bússola em Portugal é de 7º. Em Portugal, 7 graus é quanto separa o Norte magnético do Norte geográfico.
7º é quanto separa o objectivo planeado do objectivo atingido.

Ser por um lado é importante mantermo-nos germanicamente comprometidos com os nossos objectivos, é importante nessa rigidez encontrar a flexibilidade necessária para incorporar a mudança que ocorre em paralelo, algures entre o início e o fim da viagem.

Tal qual bambu, na sua leveza, flexibilidade e força.

O alvo nunca é estático, e por isso fazem todo o sentido as palavras de Einstein ao afirmar que o caminho mais curto é uma curva, não uma recta.
7º parece-me o valor adequado.
7º é quanto baste para deixar a porta aberta para a viagem seguinte.

Negar o inegável

Para negar é inegável podemos sempre tentar pintar a coisa de cor-de-rosa, mas o mais provável é cairmos no ridículo.
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

A Sociedade não secreta dos Homens de Confiança


Quem está por dentro dos sistemas de pagamentos e da temática do Anti-Money Laundering (lavagem de dinheiro) sabe perfeitamente que existem coisas denominadas "black lists".
Tratam-se de listas cheias de nomes de alegados terroristas ou de nomes de empresas de carácter duvidoso que servem para detectar transacções financeiras potencialmente ilícitas.
O que também se sabe é que à conta da desconfiança crescente, existem nestas listas muitos nomes que afinal não são de terroristas - são simplesmente falsos positivos.
Isto tudo para dizer que com tanta desconfiança surgiu também a necessidade de criar as white-lists ou também denominadas as "Good-guys's lists".

Tanto nos sistemas de pagamentos como na interacção humana, num ambiente crescente de competitividade desmedida e desconfiança exacerbada, precisamos cada vez mais da lista dos Good Guys.

Daqueles em quem podemos contar.
Dos que preferem colaborar e contruir, em vez de gastar neurónios a delinear tácticas ofensivas de ataque ou contra-ataque.
Dos que preferem incluir em vez de excluir.
Dos que entendem que 1+1=3

Caro leitor, se fores um deles, e estás farto do tempo perdido, não és o único.

Acredita, eu entendo-te.

Eu já saciei a sede do meu corpo, com o deserto das emoções.
Foi no fundo do nada que aprendi o valor da confiança.
Foi aí que nasci de novo e percebi que tal como eu, tantos outros encontravam-se sem rumo na mesma espiral descendente de falta de confiança.

Anda, eu dou-te a minha mão.
Vem juntar-te à lista dos good-guys.
Contigo seremos dois.

Alerto-te para o seguinte:
Quem aprendeu com a dor, aprendeu também a identificar a fonte de dor - não há segundas oportunidades - seremos exigentes - quereremos mais.

Seremos a sociedade não secreta dos Homens de Confiança.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Olhos de luz

Que sina esta em descobrir que o que procuro, os meus olhos não encontram.
Que sorte em saber que a Visão vive para lá dos olhos que trazemos no corpo.

Para que a busca não seja em vão, devemos evitar procurar o que não se vê, com olhos que não sentem.

Porque o que se procura, muitas vezes não se encontra por fora, mas sim por dentro.
No lugar, onde ainda não se fez luz.

sábado, 17 de novembro de 2012

Humanidade de copo meio cheio



Sim, a Humanidade também é feita de muitas coisas boas que não passam na televisão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Povo da Fronteira

Junto à fronteira moram os maiores patriotas porque é a esses que é pedido que tracem os limites.
É perante o desafio Maior que se constrói a Suprema das convicções.
Mantém-te junto ao limite pois é lá que encontrarás a Força do teu Viver.

Corredor da morte


Na minha rua chamava-lhe “O jogo do Trava”.
Quem foi rapaz adolescente nos anos 80-90 como eu, é capaz deve ter conhecido o conceito de bulling, quando o conceito de bulling ainda não tinha sido inventado.

Este jogo em particular constava numa pessoa que passava num corredor feito de colegas, que tinham como objectivo bater no que seguia no meio, rindo da pancada que ele levava, sem mostrarem os dentes.
Se fossem apanhados a mostrar os dentes por quem estava a “levar”, passavam a ser eles no meio do corredor.

Em linguagem de savana, jovens leões a afiar os dentes.

Conceito questionável, é certo.
À luz dos dias de hoje – Bulling condenável.

No entanto, recordo esta experiência da minha adolescência para aplicá-la a quem hoje, vai “levando” a sua vida sem rumo.

Porque quem vai “levando” a vida, vai “levando” com a vida.
Aplica-se a pessoas, a empresas uma vez que empresas são conjuntos de pessoase, e por inerência a Países.

Sem um plano ou uma estratégia, o que resta é um corredor interminável repleto de pancada em que o nosso fado é ir reagindo à medida que ela vai nos vai batendo à porta.
Do lado de fora do corredor, estão os que continuam a rir, sem mostrar os dentes.

Para mim, só tens uma opção:
Primeiro, sair do corredor.
e depois, assim que conseguires aprender as regras que regem o jogo, abandona-o.

Não precisas de viver essa escola.

 

 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vitória amarga

De que vale a vitória se não tiveres com quem partilhar?

sábado, 10 de novembro de 2012

Caixinhas

A maior parte das pessoas precisam de catalogar para compreender,
Delimitar para enquadrar,
Circunscrever para entender.

Precisamos de quadrar o círculo, meter em caixinhas.
O problema é que quando catalogamos, estamos a deixar de fora muita coisa.
 

Catalogar, delimitar ou circunscrever são acções de corte, de ruptura, de rejeição daquilo que ainda não se está preparado para entender,
Deixando apenas aquilo que já se sabe ou que está próximo daquilo que se sabe.

É por isso que muito se perde na catalogação. De facto, quase tudo, na medida em que muito pouco é o que já sabemos.

Da próxima vez que te pedirem para te apresentares tenta não responder: “Tenho o curso X, trabalho na empresa Y, etc”.
Estarás simplesmente a catalogar-te e isso significa que estás a esconder o que há de melhor em ti.

Já basta a catalogação volutária (ou involuntária) que os outros fazem de ti.

 

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Palavras para o vento não levar


Só temos que ter vergonha se acharmos que não fizemos o nosso melhor.
Caso contrário, estamos cá, para o melhor e para o pior, sempre de cabeça levantada.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Erros facilmente corrigíveis

A incapacidade em assumir um erro, seja para si próprio ou perante os outros,
é a prova cabal de um autismo profundo sobre o seu próprio passado, sobre as suas próprias raízes.

É a patologia grave e silenciosa que vive dentro de quem não consegue soltar amarras e aprender com a sua experiência.
Pobres daqueles que sofrem ao preferir viver na negação do evidente, tão claramente espelhado aos olhos dos demais.

Impõe-se a Humildade em reconhecer que não somos perfeitos e que juntos seremos sempre mais fortes de que orgulhosamente sós.