domingo, 30 de outubro de 2011

Mensageiros

Verdades ditas ao vento de nada valem se não houver quem as ouça.
Verdades ditas a quem as ouve de nada vale se não houver quem as entenda.

O entendimento das verdades nem sempre surge no momento certo.

A sabedoria recai nos ombros dos Mensageiros.
Dos que sabem o que necessita ser dito,
Dos que sabem quem está pronto para os ouvir.

Por vezes basta uma palavra.
Uma semente que no momento certo, pode mudar uma vida.
Uma semente que por vezes fica adormecida até ao dia em que é relembrada, desenterrada e reacendida.

E nessa altura tudo passa a fazer sentido.Tudo passa a ser óbvio.

Uma mensagem que afinal era tão simples.
Bastava apenas entendê-la.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O agricultor

O agricultor cuida do terreno.
Mantém-no fértil. Gere o pousio.
Garante que dele brota o que de melhor a Terra pode dar.

Imagino que haja quem reconhece potencial nos seu pares e trata de garantir-lhe o melhor que a Terra pode dar.
Imagino que haja quem entende que parte do seu crescimento passa por garantir que outros possam crescer, evoluir e ter sucesso.

Imagino que esse Agricultor tenha a preocupação de tratar da Terra.
De criar estradas, levantar novas vias de ligação, no fundo de estender o tabuleiro.

Imagino que esse Agricultor crie espaço para que o Sol ilumine todo o seu campo de cultivo.
E imagino que ele garanta o mínimo de obstáculos entre aquilo que a sua horta pode dar e aquilo que efectivamente faz acontecer.

Hoje entendi a nobreza de ser Agricultor porque percebi que o Agricultor não trata da horta. Ele é mais um no terreno de cultivo, só que com uma propósito ligeiramente diferente.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Desertos

De vez em quando, quando menos esperamos, somos presenteados com um Obrigado de quem tem a coragem para o fazer e nessas alturas ficamos a pensar, Porquê?

Um Obrigado inesperado por aquilo que damos naturalmente é no mínimo desconcertante.

E é nessas alturas que percebemos que o Obrigado tem um tamanho maior porque consegue transmitir-nos o valor perdido daquilo que damos por garantido.

Pequenos afectos em vidas afogadas em solidão são assim gotas de água do meio do Deserto.

Podemos proporcionar uma refeição, um olhar, uma conversa, um propósito.
Quiçá proporcionar tudo isso também, num Obrigado de volta.

sábado, 22 de outubro de 2011

Ancião

A sabedoria de um ancião resulta essencialmente de dois factores.
Da experiência de uma vida inteira e do facto dessa mesma vida estar a chegar ao fim.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ladrões de tempo

Aos que preenchem os nossos minutos com as suas demonstrações de ego.
Aos sem raízes.
Aos que lhes falta perceberem que o amor e atenção que precisam não vem dos outros mas de si próprios.

Vos digo,

A demonstração de Fogo é na sua essência uma antítese da Água.
O Fogo arde e consome-se se não for alimentado.
Reduz o vosso coração a cinzas.
Extingue-se e extingue-vos.

É simples.
Basta aprender a nutrir e a ser nutrido.
Ouvir para ser ouvido.
Equilibrar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Círculos

Olho para o céu e vejo o Sol.
Imagino os círculos à sua volta,
A forma como os planetas gravitam.

Uns mais próximos e outros nem tanto.
Mas todos lhe dão atenção, valor e significado de existência.

Olho para  a fogueira e vejo os mesmos círculos.
Os mesmos planetas , neste caso pessoas, cada uma com o seu Mundo.
Diferentes Mundos de volta da fogueira, tal como os Planetas à volta do Sol.

Na mesma procura de calor, No mesmo acto de dar ao fogo o seu significado de existência.

Por isso, quando alguém te olha nos olhos e propõe ser teu amigo, não recuses.
A vida por vezes leva-nos a desconfiar mais do que a aceitar.
Leva-nos mais a fechar do que a abrir.

Mas também nos ensina a ler nos olhos as verdades e as mentiras.

E neste caso, se é Amizade verdadeira que bate à tua porta, deixa-a entrar.

A vida é curta.
E um amigo, é um Mundo.

É um Planeta que se propôe girar à tua volta e que ao mesmo tempo é Sol de quem seu amigo é.
Uma dualidade Planeta/Sol que se quer contínua para que a amizade perdure.

A amizade franca e aberta é assim.

Um terreno fértil.
Um potencial de aprendizagem,
Um plano de crescimento,

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Petroleiro

A vida é um Petroleiro.

Dizia-me há uns tempos atrás um gestor de topo de uma grande empresa Portuguesa, de forma algo arrogante, que a sua empresa era como um Petroleiro e estando ele aos comandos desse barco, as suas decisões tinham que ser tomadas de forma reflectida sendo que o seu efeito prático seria sempre visto no longo prazo.

Concordo.

O que não entendo é como é que um homem que afirma isso, está ao mesmo tempo a contradizer-se pela sua atitude arrogante. Seria de esperar que tivesse consciência que essa mesma arrogância faz parte de uma das suas decisões tomadas e que acabarão por ter efeito no longo prazo.

Não posso dizer que seja uma pessoa com larga experiência de vida mas posso já dizer com bastante conhecimento de causa que as nossas decisões são fruto do nosso dia-a-dia e que umas condicionam sempre as outras, para o melhor e para o pior.

Nas nossas memórias há momentos que julgamos serem mais decisivos que outros, mas talvez não seja bem verdade. Se pensarmos bem, o que nos leva a esses momentos são a soma de muitas pequenas decisões, pelo que na prática, esse momento acaba por ser uma decisão tal como tantas outras.
Atrevo-me a dizer que se calhar ao encararmos as nossas decisões desta forma, relativizando a sua carga, colocamos o peso dessa decisão no seu devido valor.

Na grande maioria dos casos uma suposta Grande Decisão é na prática o resultado de muitas Pequenas Decisões já tomadas.


É neste ponto que vale a pena realçar a importância do Carácter.

O carácter  é que é o fio condutor de todas as nossas decisões.
É aquele que regula as nossas escolhas, grandes ou pequenas, conscientes ou inconscientes e é ele que nos conduz Sempre ao nosso destino.

Decisões condicionadas por um destino.
Destino delineado por um Carácter.
Carácter nascido no seio da vida experiencial.
Experiências marcantes muitas vezes resultantes de decisões imponderadas.

Mas à parte desta roda viva, há que dizer que:
"O azeite vem sempre ao de cima".

Às vezes demora, é certo, mas o Tempo é sempre Professor e não é mais do que um teste à solidez do nosso Carácter.

E no fim, nada será mais gratificante do que morrer de cabeça erguida.

Liberdade

A Liberdade é um estado de espírito

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sentido

Somos a soma de sentidos.
O acumulado de tudo o que vem de fora e que nos faz pensar e reflectir,

Há-os por aí,
Uns com sentidos mais apurados e outros infelizmente com pouco ou nenhum sentido.

Não ter sentido resulta de não ter sentidos, ou melhor, de não tomar em conta as percepções.
Não escutar, não ver, não saborear, cheirar ou tocar,
Assim não se sente, e não se é.

Homens e Mulheres sem sentido e sem sentidos, que deambulam perdidos nessas noites, nesses lados tristes das suas vidas, envoltos e falsamente protegidos em bolhas de cristal, em seguranças inseguras, em vidas não vividas.

Homens e Mulheres que se desligam aos poucos, que se deixam definhar lentamente, perdendo a capacidade de sentir e de viver.

Homens e Mulheres que envelhecem.

Homens e Mulheres que se esquecem do amanhecer.
Homens e Mulheres, num desmaio eterno numa noite sem fim.

Falta-lhes o acordar,
Falta-lhes o dormir ao relento.
Falta-lhes trocar o falso conforto do calor da noite, por um fresco amanhecer.

Repara:
Se eu não te ouvir, como posso alguma vez aprender a falar a tua língua?
Se eu não te olhar nos olhos, como posso alguma vez mostrar-te a Visão?

Pára, escuta e Olha.
Concerteza já ouviste esta frase, mas será que já olhaste bem para ela e para o que nela está incrito?

Pára, escuta e Olha.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pontes

As ideias são como pontes.
Pedaços de rocha que existem apenas para ligar duas margens.
Ligam as peças e concretizam-se em projectos.
As Pontes são as somas de pedaços de vida para numa vida completa se tornarem.

A Ponte é a ligação vital entre o 1 e o 2, entre o eu e o teu, entre o agora e o depois.
Entre o que houve antes de nasceres e o que existirá depois de morreres.

Essa Ponte liga duas margens só que não são as margens de um rio, são as margens de um deserto que existe dentro da tua consciência.
É o deserto que parece ser sempre maior do que na realidade é.
Na realidade necessitamos que assim seja porque só assim colocamos à prova a convicção da estrutura das Pontes que para nós traçamos.Os desertos acabem sempre por serem afinal pequenos, muito pequenos.

Mas isso não é o mais importante.

No fim, apesar de todas as margens, de todos os desertos ou pontes o que interessa são os alicerces.

Os que existem, invisíveis a olho nu, imprescindíveis.
Ninguém dá por eles, senão quando deixam de existir.
O segredo está em descobrir os alicerces das nossas Pontes que nos pemitem sustentar todas estas ligaçoes.
O segredo está em cuidar deles.
São a base da nossa Ponte, A base da nossa Vida, do nosso Testemunho, do valor da nossa Passagem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Até já

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um brilho nos olhos

Quando olhas podes Ver.
Quando olhas podes Dar
Quando olhas podes Envolver.
Quando Olhas, estás a Amar.

Num olhar cabe um Mundo.
O Mundo que é teu.
O que constróis e resulta da forma como olhas à tua volta.

Experimenta a sinceridade. Não há ninguém que não queira um Amigo.
Por isso não te limites a olhar - Vê para lá do que está à vista.
Mostra que podes estar lá, se precisarem.

Olhares vivos que transmitem Vida,
Vida que se concretiza.

Experimenta.
Dá e vais ver que recebes mais do que esperavas.

Deixa-te surpreender.
O dia de amanhã não tem que ser igual ao de ontem.

sábado, 17 de setembro de 2011

A máscara

A máscara da arrogância.

Porque é que a usas? Do que é que te escondes?
Será de nós ou será de ti?

Não sabes que te vemos? Não vês que te conheço?
Não há razão para trazeres isso contigo.
Acredita - eu sei.

Limpa da cara essa lama que te ofusca.
Tira dos teus olhos essa poeira que te cega.
Solta os lastros.
Levanta vôo.

Sei que estás aí.
Quando é que percebes que estamos aqui?
e que todos fazemos parte de Um só?

60 horas

Imagina que estás numa fila de espera e que te dizem que só tens que esperar 60 horas para ser atendido.

60 horas!

Inadmissível.
É simplesmente inaceitável ter que ficar à espera 60 horas.

60 horas ali parado à espera de algo que está para acontecer.
Obviamente que não vou esperar.
Tenho mais que fazer.

Quando confrontado com 60 horas de espera, é fácil dizer que se tem uma vida para viver e que não se vai ficar à espera do que está para acontecer.
É fácil dizer que se tem coisas mais importantes para fazer.

Mas no entanto é curioso como por outro lado, é tão fácil também deitar 60 horas para o lixo.
Quantas 60 horas dessa vida supostamente cheia de coisas "mais importantes" já deixámos afinal passar sem na realidade fazermos nada, como se estivéssemos numa qualquer fila de espera?

A vida não é uma fila de espera.
60 horas podem ser agora, Já!
60 horas são um fim-de-semana.

Bom fim de semana.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Esperar ou Avançar?


O facto de alguém esperar por nós não nos obriga apenas a ser pontuais. Isso é cumprir os mínimos.

Esperar por nós significa que esse alguém tomou a decisão de abdicar de outra coisa qualquer.
Pode ter sido algo tão fútil e nefasto como um vício ou essencial e vital como um Filho.

De alguma coisa abdicou.

O que nos cai então sobre os ombros para lá do facto de termos que ser pontuais?

Recai tudo o resto.

O respeito pelo Tempo do outro.
Sim, porque o Tempo acaba. e com o passar do Tempo percebemos que os diamantes perdem o brilho perante algo incomensuravelmente mais precioso.
E se o outro se predipõe a dar-nos um pedaço dessa sua fortuna, o mínimo que podemos e devemos fazer é honrá-lo, com o melhor de nós.

Não é fácil fazer isto. Sei-o bem.
Mas tenho que o dizer novamente para mim e para ti:
"Honrar o tempo do outro com o melhor que temos de nós."

É que no fim vamos perceber que afinal o que fizémos foi melhorar o que de melhor podemos ser.

E isso, creio que é a melhor prenda que alguém nos pode dar, mesmo que nem sequer tenha tido consciência do que acabou de fazer.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Linguagem de comunicação

Vou falar da forma, não do conteúdo da comunicação.

Falar dos moldes em como nos conectamos uns aos outros, na forma como comunicamos.
N“A maneira como dizemos as coisas”
A “maneira” que condiciona a forma como o conteúdo é Ouvido.

A comunicação pode ser à base de palavras, gestos ou entoações.

Dou 2 exemplos:

1) Existem hoje em dia oradores que conseguem cativar audiências através de palavras cuidadosamente seleccionadas ou gestos previamente estudados,

2) Existem também alguns dialectos aborígenes que contêm embebidos nos verbos, mensagens implícitas sobre os pontos cardeais e isso ajuda-os a saberem sempre onde é o Norte.

Por isso, julgo que na linguagem pode existir muito mais do que aquilo que actualmente exploramos.
Pode haver muito mais do que apenas 1 única dimensão de letras.
As letras juntam-se para fazer palavras,
As palavras juntam-se para fazer frases,
As frases juntam-se para fazer textos.

Mas porquê ficar por aí?
Porquê resumirmo-nos à limitação desta nossa linguagem?

Acrescentar à nossa linguagem várias dimensões faz com que a mesma fique mais rica e de certa maneira, a fazer mais sentido.

É como uma frase que sabe bem ouvir.
É um poema, um verso, um soneto.
Mais do que isso, mais do que o conteúdo, o som que o acompanha, o ritmo, a cor.
Sabe bem ouvir, mesmo sem sabermos porquê.

Na verdade, as dimensões se calhar já lá estão. Não são é percepcionadas.
Mas às vezes, sim.

Comigo sempre houveram duas palavras mistério:
"Tungsténio" e "Zimbabwe".

Comecei inclusivamente este Blog há mais de 5 anos com uma destas palavra - Tungsténio.
São palavras que para mim dizem-me muito mais do que o que representam literalmente em Português.
Há algo na sonoridade, ou no ritmo, que ainda não consegui descortinar.

Há para mim ali algo mais para entender.
Algo que sei que está lá, para eu Ouvir mas que ainda não consegui perceber o que é.

Por isso acredito nesta força da linguagem que leva-nos para além daquilo que conscientemente conseguimos entender.

Acredito na sensação que se consegue transmitir por entre letras.
Aquela que despoleta sentimentos.
Em tempos falei de um vuuooshh que gostava de poder conseguir fazer.

Enriquecer a nossa linguagem é ser capaz de estarmos mais em sintonia uns com os outros,
Enriquecer a nossa linguagem significa ler mais do que está escrito, aprender mais do que é ensinado.

Hoje, ao ver mais uma palestra TED, finalmente surgiu uma boa pista para entender o "Tungsténio".

Convido-te a ver este vídeo que para mim é um dos mais fascinantes que assisti nos últimos tempos.
Abre um novo horizonte.

A visão de um Mundo, pelos olhos de um autista que é capaz de dizer o que lhe vai na alma, utilizando para tal a nossa linguagem crua e simples, e não a dele.


No fundo é um agregar de várias pistas soltas que tenho encontrado ao longo deste percurso, algures entre:
- o observar o Pormenor,
- o Mentalismo,
- o poder das metáforas,
- o valor dos nossos sentidos,
- Os sentimentos e a forma como afectam a nossa memória.
Aqui vai:

A Faina

A quem tem fome, não se dá peixe, ensina-se a pescar.


Mas não basta apenas dar a cana de pesca.
É preciso ensinar a pescar, a saber pescar.

É aqui que reside a sabedoria,
no Saber Pescar.

Não em quantidade, mas sim em qualidade.
Pescar o adequado, o certo e suficiente.
E nesse pescar, usufruir e saborear o acto de pescar em si.

Olhar ao pormenor para ver as fronteiras que lá podemos encontrar e aprender com a forma como podem ser ultrapassadas.
Porque podemos viver sem fronteiras, mas isso resulta inevitavelmente numa vida sem sabor.


..Inspirado nas palavras sábias de um homem que se chama Salvador.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O bolo debaixo da cereja

Face à expressão conhecida “A Cereja em cima do bolo” acredito que de nada serve a cereja se não houver bolo.
O bolo é o que faz o enquadramento e cria o valor à volta da cereja.

Vivemos numa sociedade onde o consumo da cereja é cada vez mais frequente e se esquece por completo do bolo, da história, do enquadramento.
O sucesso é efémero e a ilusão uma constante.

Perceber a história por detrás da casta da vinha, da raça do seu mentor, do processo de fabrico e do ritual de decantação é que faz a diferença no vinho.
E o irónico é que no final, o vinho pode ser quase um qualquer.
Porque mesmo que tenha defeitos, aprendemos a gostar deles.
Os defeitos, face à história do vinho, transformam-se em particularidades, diferenças que marcam a diferença.

O “bolo” cria empatia e ecoa no interior dos nossos ossos.
Não é por acaso que são muitas vezes os mais orgulhosos da sua pátria que conhecem melhor a história do seu povo.
Conhecem as suas raízes E é dessas raízes que nasce o orgulho.
O orgulho das suas vitórias, das suas dificuldades sentidas e ultrapassadas e o respeito pelos antepassados que fizeram o mesmo e os inspiraram a seguir o exemplo.
O orgulho que nasce do Sisu - palavra finlandesa que tanto gosto.

Todos queremos saber as histórias porque foi a ouvir histórias que aprendemos a sonhar.

São as histórias que fazem as grandes palestras, os grandes artistas, os grandes produtos.

A história é o que faz o Homem, a Cultura, ou a Família chegar ao que são hoje.
A história são as experiências e as mensagens que dessas experiências são retiradas.
O Homem nada é sem a sua história.
Nada.. a não ser apenas uma cereja no meio de tantas outras à espera de serem colhidas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Voar

"Voar" - Tão sublimemente retratado no filme Mar Adentro.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O porquê da "Crispação"

"Aos olhos da morte questionamo-nos sobre o porquê da Crispação entre os Homens"**.

Acredito que a crispação surge do Ego.
De querermos ser mais do que achamos ser,
quando na realidade se olharmos com atenção,
somos Muito.


** Inspirado nas palavras de um Homem que neste momento se depara com a morte de quem lhe é próximo e teve a coragem de exteriorizar o que lhe vai na alma.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sensação de plenitude

Trabalhar a Espiritualidade é aprender a sair da nosso Mundo.

Aprender a Viajar.
Ser capaz de soltar amarras, de libertar lastros.

Viajar...
Para noutros Mundos reencontrarmo-nos afinal, assim espelhados,
vistos agora com outros olhos, através de diferentes prismas, em diferentes lugares.

É encontrar no que nos trancende, aquilo que faz parte de nós,
Aquilo por que choramos.

O que nos completa, que nos preenche, como um Todo.

O que nos presenteia no final de contas com aquela que é a Sensação de Plenitude.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cegueira

Pergunta a um Homem que vê, se ele é cego.

A resposta fácil é: Não.
A resposta difícil é: Sim.

A resposta certa é: Às vezes, cada vez menos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sonhealidade

Existe um perigoso terreno algures entre o Sonho e a Realidade.

É o pântano dos perdidos.


É a aldeia sem bússola,
O mar das sereias, ou a colina dos unicórnios.

É o Mundo por entre Mundos,
O Mundo por entre Imagens e Sensações.

O Mundo por encontrar, algures entre portas,
O Mundo da passagem,

É a linha que liga o ar do Céu à água do Oceano.
O ponto do Salto. O fim da prancha.

Mantermo-nos eternamente neste ponto, neste sítio, nesta passagem, é sermos estrangeiros na terra de ninguém.

Fracos e cheios de apegos.
Apegos sobre o que podemos perder, mas nunca tivémos,
com medo do que podemos encontrar, mas nunca teremos.

No dia em que te mostrarem a Porta, precisas estar pronto para entrar.
Precisas saber como dar o salto.

E Saber voar,
para saberes como voltar.

Porque aprender a sonhar de forma consciente, e saber voltar para concretizar os sonhos, é o segredo para criar espaço.

Espaço para que de novos sonhos surjam projectos e de novos projectos possam surgir mais sonhos,
no ciclo interminável da construção criativa.

(Texto inspirado na relação entre o "Hun" e o "Po" - dois termos presentes na antiga filosofia chinesa: ver http://en.wikipedia.org/wiki/Hun_and_po)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Processo criativo

Uma semente é depositada. Nem sei como, nem porquê.
Deixo-a crescer e germinar. Ao seu ritmo, à sua cadência.

Quando o momento é certo, o fruto nasce e de repente precipita-se.
Não há que esperar - é Agora. O fruto está maduro!

O processo criativo é isto. Saber dar tempo ao que precisa ser amadurecido.
Pode ser agora - Já. Pode ser depois.

É preciso estar atento e cuidar do jardim.
Terra nutrida nunca deu maus frutos.

Afinal de contas, somos iguais

Falámos, discutimos e existimos um com o outro, uma para o outro.
Houve um momento em que espaço foi criado entre nós.
E esse tempo fez com que algo se tornasse comum e igual entre nós.

Afinal de contas, vendo bem e por mais estranho que possa parecer, tu e eu somos iguais,
Iguais na discórdia ou iguais no consenso, mas somos iguais.