Hoje caíste da cama.
Em sobressalto acordei e vi-te ali, a chorar de gatas.
Peguei em ti e verifiquei que foi tudo só um grande susto.
Apertei-te nos meus braços.
Aos poucos consolei o teu choro, dentro de mim.
Aos poucos foste acalmando.
Aos poucos foste-me acordando..
Não para o dia que estava a nascer mas sim para a consciência do cordão umbilical que me liga a ti.
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
terça-feira, 24 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Peace
John Lennon - Imagine
À medida que vou crescendo, melhor te compreendo.
Nota: Já tinha dado o meu tributo a este Senhor noutro fórum mas julgo que é adequado aqui no meu Blog - além disso, nunca é demais lembrar.
À medida que vou crescendo, melhor te compreendo.
Nota: Já tinha dado o meu tributo a este Senhor noutro fórum mas julgo que é adequado aqui no meu Blog - além disso, nunca é demais lembrar.
Mensagem
Hoje fui à procura da Mensagem.
Já me tinha sido dito o sítio onde a procurar. Só ainda não tinha tido tempo.
E hoje fui.
Naturalmente que foi no tempo certo. No dia e na hora que tinha de ser.
Aproximei-me. Como uma águia, afastei os pombos no meu caminho.
Entrei e sentei-me. Esperei, atento.
E a Mensagem surgiu.
Claro,
não nos moldes em que eu estava à espera.
À primeira vista surge-me uma visita de estudo, irritante, incomodativa que perturbava a minha concentração em algo que deveria surgir.
Mas foi essa mesma visita de estudo que me abriu os olhos e quebrou a capa que me impedia de tomar atenção ao que quer que fosse.
E foi assim que surgiu no meu momento sagrado um D. João V.
Um misto de marketing e farsa.
Era na verdade D. João V Magnânime, Magnífico ou pequeno e gordo? José Saramago é que o sabe bem.
Mas depois vi que mais à frente ou neste caso mais acima era onde estava escrita a solução.
Era a Madeira!
Houve um Carpinteiro famoso não houve?
Os chineses também falam da Madeira - símbolo de Renascimento e Expansão.
No fundo, as escadas podem ser de Barro, Pedra, Mármore, Ouro ou Marfim mas os últimos degraus são de Madeira.
Sempre a Madeira.
A Madeira surge assim no patamar superior daquele Mosteiro e foi para mim hoje, a Mensagem.
Depois das lutas, das conquistas e das vitórias,
Depois de despidas as vaidades e as riquezas,
O que encontras é a Madeira.
A Madeira é a Ponte com que te ligas à Terra.
A Madeira é a Visão, a Iluminação.
Já me tinha sido dito o sítio onde a procurar. Só ainda não tinha tido tempo.
E hoje fui.
Naturalmente que foi no tempo certo. No dia e na hora que tinha de ser.
Aproximei-me. Como uma águia, afastei os pombos no meu caminho.
Entrei e sentei-me. Esperei, atento.
E a Mensagem surgiu.
Claro,
não nos moldes em que eu estava à espera.
À primeira vista surge-me uma visita de estudo, irritante, incomodativa que perturbava a minha concentração em algo que deveria surgir.
Mas foi essa mesma visita de estudo que me abriu os olhos e quebrou a capa que me impedia de tomar atenção ao que quer que fosse.
E foi assim que surgiu no meu momento sagrado um D. João V.
Um misto de marketing e farsa.
Era na verdade D. João V Magnânime, Magnífico ou pequeno e gordo? José Saramago é que o sabe bem.
Mas depois vi que mais à frente ou neste caso mais acima era onde estava escrita a solução.
Era a Madeira!
Houve um Carpinteiro famoso não houve?
Os chineses também falam da Madeira - símbolo de Renascimento e Expansão.
No fundo, as escadas podem ser de Barro, Pedra, Mármore, Ouro ou Marfim mas os últimos degraus são de Madeira.
Sempre a Madeira.
A Madeira surge assim no patamar superior daquele Mosteiro e foi para mim hoje, a Mensagem.
Depois das lutas, das conquistas e das vitórias,
Depois de despidas as vaidades e as riquezas,
O que encontras é a Madeira.
A Madeira é a Ponte com que te ligas à Terra.
A Madeira é a Visão, a Iluminação.
terça-feira, 3 de março de 2009
A tristeza das coisas
Custa-me olhar para o lado e observar certas pessoas.
Deparar-me com Vazios tomados de mágoa.
Uma cólica imensa por na realidade não serem de facto Vazios,
mas sim vidas apagadas, perdidas no nevoeiro do tempo.
Vidas sem sentido, ressuscitadas no leito da morte num súbito arrependimento fora de tempo.
Um deixar que se foi...
Suspiro a suspiro, numa resignação ensurdecida.
BASTA!!
Numa perspectiva egoista e egocêntrica, sinto-me terrivelmente feliz.
Por nestes breves instantes me recordar que luto por uma vida com mais significado.
Deparar-me com Vazios tomados de mágoa.
Uma cólica imensa por na realidade não serem de facto Vazios,
mas sim vidas apagadas, perdidas no nevoeiro do tempo.
Vidas sem sentido, ressuscitadas no leito da morte num súbito arrependimento fora de tempo.
Um deixar que se foi...
Suspiro a suspiro, numa resignação ensurdecida.
BASTA!!
Numa perspectiva egoista e egocêntrica, sinto-me terrivelmente feliz.
Por nestes breves instantes me recordar que luto por uma vida com mais significado.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Dois Pombos
Dois pombos fazem a corte a meus pés.
Dois pombos numa luta incessante em perpetuar a espécie.
Dois simples pombos com um objectivo único, instintivo.
E eis que entendo.
O significado sou eu que o dou, a todo o momento.
Os pombos não são eles, sou eu.
Olho mais de perto e finalmente vejo.
Não são dois pombos quaisquer.
São dois pombos amputados.
Trazem ambos apenas uma pata.
Das segundas patas restam apenas sombras de cotos, gastos no alcatrão, quase que imperceptíveis.
E a minha leitura à primeira vista pobre e rude ilumina-se agora com valores que aos pombos não pensava atribuir.
Dois pombos unidos, não no sexo, mas sim na companhia.
Os carinhos outrora interpretados como obsessão carnal, são agora os meus ensinamentos.
Dois pombos companheiros na solidão da exclusão social.
Dois,
Ali proscritos aos olhos de Darwin.
Pernetas, mancos e aleijados.
Dois,
Companheiros até à morte.
Numa experiência íntima.
Uma só vida, a Dois, e à parte.
Dois pombos numa luta incessante em perpetuar a espécie.
Dois simples pombos com um objectivo único, instintivo.
E eis que entendo.
O significado sou eu que o dou, a todo o momento.
Os pombos não são eles, sou eu.
Olho mais de perto e finalmente vejo.
Não são dois pombos quaisquer.
São dois pombos amputados.
Trazem ambos apenas uma pata.
Das segundas patas restam apenas sombras de cotos, gastos no alcatrão, quase que imperceptíveis.
E a minha leitura à primeira vista pobre e rude ilumina-se agora com valores que aos pombos não pensava atribuir.
Dois pombos unidos, não no sexo, mas sim na companhia.
Os carinhos outrora interpretados como obsessão carnal, são agora os meus ensinamentos.
Dois pombos companheiros na solidão da exclusão social.
Dois,
Ali proscritos aos olhos de Darwin.
Pernetas, mancos e aleijados.
Dois,
Companheiros até à morte.
Numa experiência íntima.
Uma só vida, a Dois, e à parte.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
"Quando o poder sobe à cabeça".
Autoritarismos, arrogâncias, egos inflamados e afins
Dito agora de outra forma,
com outras palavras,
talvez doutros tempos,
doutras culturas:
O arrepio atravessa a espinha
O Tigre apodera-se dos teus olhos
O animal encarna.
O ego cresce.
A sensação enebria.
O poder é teu.
E depois…
O lado negro.
O reverso da medalha.
O instinto mortal do tigre.
A sede de vingança.
O erro.
Domestica o tigre que há em ti.
Dito agora de outra forma,
com outras palavras,
talvez doutros tempos,
doutras culturas:
O arrepio atravessa a espinha
O Tigre apodera-se dos teus olhos
O animal encarna.
O ego cresce.
A sensação enebria.
O poder é teu.
E depois…
O lado negro.
O reverso da medalha.
O instinto mortal do tigre.
A sede de vingança.
O erro.
Domestica o tigre que há em ti.
Material genético
Fiquei ontem a saber que apenas 0,0001% de material genético me diferencia do meu semelhante.
Leva-me a questionar o que isso quererá dizer relativamente aos meus pensamentos.
Visto à larga escala e do ponto de vista de quem nos analisa como espécie ao longo dos milénios, na realidade os nossos pensamentos também diferem apenas em 0,0001%?
Será que todas estas divergências que existem no Mundo se refletem em apenas 0,00001%
Se assim é, então porquê o sacrifício de querermos mostrar as nossas diferenças, de querer impôr as nossas verdades, quando na realidade somos todos iguais ou pelo menos em apenas 99,9999% dos casos...
Estas diferenças de pensamento são como formigas a disputar um grão de areia.
Valem o que valem.
Orgulhosamente sós,
Donos dos nossos dogmas e preconceitos.
Senhores da nossa cegueira.
Leva-me a questionar o que isso quererá dizer relativamente aos meus pensamentos.
Visto à larga escala e do ponto de vista de quem nos analisa como espécie ao longo dos milénios, na realidade os nossos pensamentos também diferem apenas em 0,0001%?
Será que todas estas divergências que existem no Mundo se refletem em apenas 0,00001%
Se assim é, então porquê o sacrifício de querermos mostrar as nossas diferenças, de querer impôr as nossas verdades, quando na realidade somos todos iguais ou pelo menos em apenas 99,9999% dos casos...
Estas diferenças de pensamento são como formigas a disputar um grão de areia.
Valem o que valem.
Orgulhosamente sós,
Donos dos nossos dogmas e preconceitos.
Senhores da nossa cegueira.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
O que morre primeiro?
A propósito das noites frias de Lisboa e dos sem-abrigo que não se aproximam das carrinhas por terem vergonha das câmaras e dos jornalistas.
Leva-me a questionar: O que morre primeiro? A Esperança ou o Orgulho?
Leva-me a questionar: O que morre primeiro? A Esperança ou o Orgulho?
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Hoje chorei por ti
Chorei de Amor.
A olhar para o teu sono,
Contemplando a paz do teu semblante.
Chorei de raiva.
De sentir o tempo fugir-me por entre os dedos,
De não ter espaço para te dizer o quanto te amo.
Fazes parte de mim, do meu sangue, da minha vida.
Custa-me saber que um dia vou deixar-te.
Dói-me cá dentro e não consigo deixar de sentir este buraco.
A saudade dos tempos que virão.
De querer mais contigo, de juntar-me a ti.
Escrevo-te neste momento como nunca escrevi, nem sei se alguma vez vou voltar a escrever desta forma.
Escrevo-te porque dormes neste momento e quero que saibas que quando eu for,
Eu estive ali, durante o teu sono.
Quero que saibas, que consigas, que sintas, o quão grande é o amor que tenho por ti.
Sinto-me a expurgar algo que tenho engasgado dentro de mim.
Um amor de Pai que não compreendo mas que me toca no fundo.
Tão fundo.
Hoje chorei por ti, meu filho.
..ao som da música de Gustavo Santaolalla
A olhar para o teu sono,
Contemplando a paz do teu semblante.
Chorei de raiva.
De sentir o tempo fugir-me por entre os dedos,
De não ter espaço para te dizer o quanto te amo.
Fazes parte de mim, do meu sangue, da minha vida.
Custa-me saber que um dia vou deixar-te.
Dói-me cá dentro e não consigo deixar de sentir este buraco.
A saudade dos tempos que virão.
De querer mais contigo, de juntar-me a ti.
Escrevo-te neste momento como nunca escrevi, nem sei se alguma vez vou voltar a escrever desta forma.
Escrevo-te porque dormes neste momento e quero que saibas que quando eu for,
Eu estive ali, durante o teu sono.
Quero que saibas, que consigas, que sintas, o quão grande é o amor que tenho por ti.
Sinto-me a expurgar algo que tenho engasgado dentro de mim.
Um amor de Pai que não compreendo mas que me toca no fundo.
Tão fundo.
Hoje chorei por ti, meu filho.
..ao som da música de Gustavo Santaolalla
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
2 faces da mesma moeda
Ordenados, Confucionistas, Criacionistas ou de Direita;
Rebeldes, Taoístas, Darwinistas ou de Esquerda;
Mandões ou Bon Vivants;
Ordenados ou Criativos;
Todos somos Um.
Rebeldes, Taoístas, Darwinistas ou de Esquerda;
Mandões ou Bon Vivants;
Ordenados ou Criativos;
Todos somos Um.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Deep into your eyes
Naquele instante como que entrei no teu olhar.
Sem pedir permissão. Assim de rompante, inesperado.
E percebi que arrombara as portas de um castelo de cartas.
Vi o teu espanto. Receio até, talvez.
Por me encontrar ali. Tão dentro. Tão imponente.
Confesso que foi sem querer.
Devo dizer que até nem sei como. Talvez sendo, apenas.
Mas a verdade é que mais assutador do que ver o teu olhar, foi eu gostar do que havia feito.
Foi gostar de te assustar.
De fazer tremer os teus pilares de barro. Ensinar-te.
E isso não é certo. Pelo menos desta forma.
Confúcio disse há 2500 anos aquilo que é hoje considerado como a base de todas as religiões.
"Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti."
Sim,
Porque de Terra sou feito e em última análise, de demasiado Barro.
Sem pedir permissão. Assim de rompante, inesperado.
E percebi que arrombara as portas de um castelo de cartas.
Vi o teu espanto. Receio até, talvez.
Por me encontrar ali. Tão dentro. Tão imponente.
Confesso que foi sem querer.
Devo dizer que até nem sei como. Talvez sendo, apenas.
Mas a verdade é que mais assutador do que ver o teu olhar, foi eu gostar do que havia feito.
Foi gostar de te assustar.
De fazer tremer os teus pilares de barro. Ensinar-te.
E isso não é certo. Pelo menos desta forma.
Confúcio disse há 2500 anos aquilo que é hoje considerado como a base de todas as religiões.
"Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti."
Sim,
Porque de Terra sou feito e em última análise, de demasiado Barro.
domingo, 9 de novembro de 2008
Universo privado
Por vezes somos convidados a partilhar universos privados.
Em pequenos momentos íntimos onde nos vemos uns aos outros como somos, sem preconceitos ou censuras.
Que boa altura para tirar fotografias a preto e branco para guardamos no nosso álbum.
Em pequenos momentos íntimos onde nos vemos uns aos outros como somos, sem preconceitos ou censuras.
Que boa altura para tirar fotografias a preto e branco para guardamos no nosso álbum.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
A Verdade que as mentiram encerram
Posso chamar-lhes Magos da dialética ou Mestres da demagogia.
São autênticos Prodígios na arte de múltipla interpretação.
São estes os "Mestres" que me levaram a refletir hoje.
Levam-me a pensar nas raízes do bem e do mal e na génese do carácter.
Levam-me a ponderar sobre os múltiplos destinos que temos disponíveis.
Levam-me a analisar novamente a questão: "Porquê?"
Sempre que penso no "Porquê", sei que o "Porque.." está dentro de mim.
Nessa altura percebo que estas múltiplas interpretações, são mais uma vez e sempre as diversas faces do mesmo cubo.
E isto é o que me motiva.
Ter consciência que existe um Cubo em cada Ser com quem nos cruzamos.
E que dentro do cubo está a mesma matéria que está dentro de mim.
Compreender os outros,
Compreender-me a mim.
São autênticos Prodígios na arte de múltipla interpretação.
São estes os "Mestres" que me levaram a refletir hoje.
Levam-me a pensar nas raízes do bem e do mal e na génese do carácter.
Levam-me a ponderar sobre os múltiplos destinos que temos disponíveis.
Levam-me a analisar novamente a questão: "Porquê?"
Sempre que penso no "Porquê", sei que o "Porque.." está dentro de mim.
Nessa altura percebo que estas múltiplas interpretações, são mais uma vez e sempre as diversas faces do mesmo cubo.
E isto é o que me motiva.
Ter consciência que existe um Cubo em cada Ser com quem nos cruzamos.
E que dentro do cubo está a mesma matéria que está dentro de mim.
Compreender os outros,
Compreender-me a mim.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O poder da decisão
Vivemos rodeados de milhares de fontes de informação.
Tanta informação que nos faz perder o hábito de pensar.
Assimilar, assimilar e não pensar.
Um turbilhão de informação que nos arrasta para um remoinho de lixo audio-visual.
Temos que ser capazes de manter a sanidade e a liberdade de escolha.
E acima de tudo escolher.
Permitirmo-nos à escolha e à imposição do que queremos para nós.
Lembro-me dos tempos de miúdo em que jogávamos à apanhada.
Gostava de seleccionar um alvo e depois perseguí-lo até se cansar.
Bem sei que não era divertido para os restantes porque passava por eles sem os tentar apanhar - Lembro-me perfeitamente de quem gostava de perseguir.
Era eu e o Eduardo - um duelo a dois. Ambos tínhamos a resistência física e a vontade de irmos ao limite.
Ele e eu jogávamos o nosso próprio jogo da apanhada.
Ele era quem mais respeitava, porque simplesmente era o mais difícil de apanhar.
Por isso ainda hoje me lembro das corridas que fazíamos.
Escolher significa decidir o que queremos para nós.
Escolher significa projectar as nossas ambições.
"Separar o trigo do joio".
Como seria bom se separar o trigo do joio fosse algo que fizesse parte da nossa natureza - inato no dia-a-dia - e não apenas nos dias em que temos fome.
Tanta informação que nos faz perder o hábito de pensar.
Assimilar, assimilar e não pensar.
Um turbilhão de informação que nos arrasta para um remoinho de lixo audio-visual.
Temos que ser capazes de manter a sanidade e a liberdade de escolha.
E acima de tudo escolher.
Permitirmo-nos à escolha e à imposição do que queremos para nós.
Lembro-me dos tempos de miúdo em que jogávamos à apanhada.
Gostava de seleccionar um alvo e depois perseguí-lo até se cansar.
Bem sei que não era divertido para os restantes porque passava por eles sem os tentar apanhar - Lembro-me perfeitamente de quem gostava de perseguir.
Era eu e o Eduardo - um duelo a dois. Ambos tínhamos a resistência física e a vontade de irmos ao limite.
Ele e eu jogávamos o nosso próprio jogo da apanhada.
Ele era quem mais respeitava, porque simplesmente era o mais difícil de apanhar.
Por isso ainda hoje me lembro das corridas que fazíamos.
Escolher significa decidir o que queremos para nós.
Escolher significa projectar as nossas ambições.
"Separar o trigo do joio".
Como seria bom se separar o trigo do joio fosse algo que fizesse parte da nossa natureza - inato no dia-a-dia - e não apenas nos dias em que temos fome.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Filho de gente
Num segundo sou filho de gente.
Filho da Humanidade,
Filho de dores,
Filho de amores.
Num segundo sou teu.
Sou do teu sangue.
Num segundo a verdade encadeia,
e num segundo vejo nos teus olhos, a Vida.
A vida que está sempre presente mas nem sempre consciente.
Num segundo somos UM.
A vida, cheia de segundos.
Filho da Humanidade,
Filho de dores,
Filho de amores.
Num segundo sou teu.
Sou do teu sangue.
Num segundo a verdade encadeia,
e num segundo vejo nos teus olhos, a Vida.
A vida que está sempre presente mas nem sempre consciente.
Num segundo somos UM.
A vida, cheia de segundos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O valor do pensamento
O pensamento é o nosso bem mais valioso..
A prenda que temos para oferecer.
É o que brota do Corpo e transcende o Espaço e o Tempo.
O Corpo, esse retorna à Terra.
Mas o pensamento fica.
Viaja de corpo em corpo - transforma-se e evolui, provoca e tranquiliza.
O pensamento é o nosso legado.
Há que cultivá-lo,
há que valorizá-lo,
há que aperfeicoá-lo.
Ele é o resistente.
A prenda que temos para oferecer.
É o que brota do Corpo e transcende o Espaço e o Tempo.
O Corpo, esse retorna à Terra.
Mas o pensamento fica.
Viaja de corpo em corpo - transforma-se e evolui, provoca e tranquiliza.
O pensamento é o nosso legado.
Há que cultivá-lo,
há que valorizá-lo,
há que aperfeicoá-lo.
Ele é o resistente.
Dificuldades de comunicação
Disseste-me que a Fé move montanhas.
Disseste-me, que por entre lágrimas é possível comprovar o poder da Fé.
Prefiro acreditar que a Fé e o resultado da mesma se podem encontrar nas coisas Boas da Vida - Nos sorrisos e nos olhares.
Talvez seja a minha juventude ou talvez a minha inexperiência a falar - O tempo dirá.
Desejo-te uma grande viagem - Não a destinos turísticos, não a locais físicos.
Desejo-te uma grande viagem de Vida.
Dedicado à Caríssima Companhia com quem tive o prazer de partilhar alguns pontos de vista, algures sobre os céus da Europa.
Disseste-me, que por entre lágrimas é possível comprovar o poder da Fé.
Prefiro acreditar que a Fé e o resultado da mesma se podem encontrar nas coisas Boas da Vida - Nos sorrisos e nos olhares.
Talvez seja a minha juventude ou talvez a minha inexperiência a falar - O tempo dirá.
Desejo-te uma grande viagem - Não a destinos turísticos, não a locais físicos.
Desejo-te uma grande viagem de Vida.
Dedicado à Caríssima Companhia com quem tive o prazer de partilhar alguns pontos de vista, algures sobre os céus da Europa.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Vista dos céus
Sobrevoando Frankfurt olho para o solo e vejo minúsculas casas, rios, pontes.
Como uma grande Lilliput.
Pequenas formigas atarefadas no seu dia-a-dia.
Nas suas disputas, nas suas conquistas.
Quantas delas relativas, quantas mesquinhas e insignificantes.
Quase que custa a crer que tão pequenas criaturas tenham levado o Planeta a esta situação ambiental tão premente.
Um passo a seguir ao outro.
Um passo que nada vale e eis senão quando da Revolução Industrial se chega num ápice à asfixia ecológica.
O meu filho mais velho dizia: "Mas porque é que o Mundo está assim - Eu não queria que estivesse assim".
O que ele via era apenas o National Geographic mas para quem ainda não cegou perante o preço da poluição, parecia-lhe um autêntico filme de terror.
E penso eu, se será necessário que sejam os nosso filhos o último rasgo de esperança para acordarmos.
Se somos capazes de afirmar de alto e bom som que seríamos de revirar um Mundo do avesso para proteger o bem dos nossos filhos, o que fazemos então quando são eles próprios a acusarem-nos como origem desse Mal?
Colocámos o Homem na Lua.
Podemos colocá-lo de novo na Terra?
Como uma grande Lilliput.
Pequenas formigas atarefadas no seu dia-a-dia.
Nas suas disputas, nas suas conquistas.
Quantas delas relativas, quantas mesquinhas e insignificantes.
Quase que custa a crer que tão pequenas criaturas tenham levado o Planeta a esta situação ambiental tão premente.
Um passo a seguir ao outro.
Um passo que nada vale e eis senão quando da Revolução Industrial se chega num ápice à asfixia ecológica.
O meu filho mais velho dizia: "Mas porque é que o Mundo está assim - Eu não queria que estivesse assim".
O que ele via era apenas o National Geographic mas para quem ainda não cegou perante o preço da poluição, parecia-lhe um autêntico filme de terror.
E penso eu, se será necessário que sejam os nosso filhos o último rasgo de esperança para acordarmos.
Se somos capazes de afirmar de alto e bom som que seríamos de revirar um Mundo do avesso para proteger o bem dos nossos filhos, o que fazemos então quando são eles próprios a acusarem-nos como origem desse Mal?
Colocámos o Homem na Lua.
Podemos colocá-lo de novo na Terra?
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O peixinho de aquário que pensava ser um Grande Estratega
Uma boa estratégia para um grande Estratega é circunscrever o âmbito do objecto.
E com isso o Estratega evolui.
No entanto, há sempre um aquário maior do que aquele onde este peixinho vive.
Há sempre um âmbito mais abrangente.
Isto a propósito da suspeita que veio agora a lume de que na realidade a razão por detrás do “Não” Irlandês ao Tratado de Lisboa está na Estratégia delineada pela CIA.
Uma verdadeira Teoria da Conspiração!
Leva-nos a pensar o que é que os Chefes de Governo na realidade governam.
Nada mais do que o seu aquariozito.
Mas isso até pode nem ser mau.
Maior abrangência de âmbito pode ser contraproducente do ponto de vista de produtividade.
Um pouco como as soluções que começam por ser objectivas mas a bem da racionalização de custos começam a ser cada vez mais e mais abrangentes – no final nada se faz na prática e o custo aumenta. Principalmente o custo de oportunidade.
Mudando de prisma e passando da Estratégia para a Felicidade reparem no parelelismo:
O exemplo do Butão. Um dos países onde o nível de felicidade do indivíduo é dos mais elevados. E no entanto, a abrangência da Liberdade de opção é relativamente reduzida..
Ou o exemplo do tubarão atrás de um cardume,
Neste caso e voltando à estratégia, a Estratégia do Cardume é dar tanta Liberdade de opção ao Tubarão que invariavelmente ele bloqueia e nada apanha.
Pior ainda – até pode apanhar algum mas como as opões eram tantas, ficará sempre a pensar que poderia conseguir melhor – porque tinha opções a mais.
E neste caso temos um tubarão infeliz por ter demasiada Liberdade, contrastando com um butanês feliz por ter Liberdade qb, ou mesmo um Chefe de Governo contente por reinar no seu Aquário.
Uma coisa é certa. A CIA não está a ter uma saída feliz.
E com isso o Estratega evolui.
No entanto, há sempre um aquário maior do que aquele onde este peixinho vive.
Há sempre um âmbito mais abrangente.
Isto a propósito da suspeita que veio agora a lume de que na realidade a razão por detrás do “Não” Irlandês ao Tratado de Lisboa está na Estratégia delineada pela CIA.
Uma verdadeira Teoria da Conspiração!
Leva-nos a pensar o que é que os Chefes de Governo na realidade governam.
Nada mais do que o seu aquariozito.
Mas isso até pode nem ser mau.
Maior abrangência de âmbito pode ser contraproducente do ponto de vista de produtividade.
Um pouco como as soluções que começam por ser objectivas mas a bem da racionalização de custos começam a ser cada vez mais e mais abrangentes – no final nada se faz na prática e o custo aumenta. Principalmente o custo de oportunidade.
Mudando de prisma e passando da Estratégia para a Felicidade reparem no parelelismo:
O exemplo do Butão. Um dos países onde o nível de felicidade do indivíduo é dos mais elevados. E no entanto, a abrangência da Liberdade de opção é relativamente reduzida..
Ou o exemplo do tubarão atrás de um cardume,
Neste caso e voltando à estratégia, a Estratégia do Cardume é dar tanta Liberdade de opção ao Tubarão que invariavelmente ele bloqueia e nada apanha.
Pior ainda – até pode apanhar algum mas como as opões eram tantas, ficará sempre a pensar que poderia conseguir melhor – porque tinha opções a mais.
E neste caso temos um tubarão infeliz por ter demasiada Liberdade, contrastando com um butanês feliz por ter Liberdade qb, ou mesmo um Chefe de Governo contente por reinar no seu Aquário.
Uma coisa é certa. A CIA não está a ter uma saída feliz.
Teste
Desafio-te a fazer este pequeno teste sem leres a solução mais abaixo.
Reflete nele um pouco.
Pressuposto: A letra X está ok.

Este pequeno teste serve apenas para demonstrar que temos que trabalhar na simplificação - neste caso na simplificação de raciocínio.
1) Há os que seguem o racional da sequencialidade. 1 Flip vertical para o Y, 2 Flips verticais para o Z -> Solução = B - CERTO!
2) Há os que seguem o racional da geometria. 1 Flip vertical para o Y, 1 Flip vertical para o Z seguido de um Flip Horizontal -> Solução = B - CERTO!
3) Há os que simplesmente percebem que 2 letras certas é sempre melhor que só uma, logo a solução é a B - CERTO!
O que espanta é que este raciocínio rápido e simples muitas vezes constata-se não nos adultos, mas nas crianças.
As soluções "Ovo de Colombo" surgem de mentes não viciadas.
Temos os nossos intelectos cravejados de mapas de raciocínio que nos levam a seguir sempre os mesmos percursos e inevitavelmente os mesmos resultados.
Loucos são os que repetem inúmeras vezes a mesma experiência, na esperança que surja um resultado diferente, já dizia Einstein.
Reflete nele um pouco.
Pressuposto: A letra X está ok.

Este pequeno teste serve apenas para demonstrar que temos que trabalhar na simplificação - neste caso na simplificação de raciocínio.
1) Há os que seguem o racional da sequencialidade. 1 Flip vertical para o Y, 2 Flips verticais para o Z -> Solução = B - CERTO!
2) Há os que seguem o racional da geometria. 1 Flip vertical para o Y, 1 Flip vertical para o Z seguido de um Flip Horizontal -> Solução = B - CERTO!
3) Há os que simplesmente percebem que 2 letras certas é sempre melhor que só uma, logo a solução é a B - CERTO!
O que espanta é que este raciocínio rápido e simples muitas vezes constata-se não nos adultos, mas nas crianças.
As soluções "Ovo de Colombo" surgem de mentes não viciadas.
Temos os nossos intelectos cravejados de mapas de raciocínio que nos levam a seguir sempre os mesmos percursos e inevitavelmente os mesmos resultados.
Loucos são os que repetem inúmeras vezes a mesma experiência, na esperança que surja um resultado diferente, já dizia Einstein.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Homenagem a Adolfo Roque
Não cheguei a tempo de te conhecer.
De beber dos teus ensinamentos, da tua experiência de vida.
Incorporar a metáfora que representa o Saca-Rolhas.
Bom, pelos menos deste-me alento para seguir o meu percurso e dar asas a novas iniciativas.
A tua morte surge como um sinal do que tenho que cumprir, do que não posso deixar de fazer.
Pois bem. Descansa em paz.
De beber dos teus ensinamentos, da tua experiência de vida.
Incorporar a metáfora que representa o Saca-Rolhas.
Bom, pelos menos deste-me alento para seguir o meu percurso e dar asas a novas iniciativas.
A tua morte surge como um sinal do que tenho que cumprir, do que não posso deixar de fazer.
Pois bem. Descansa em paz.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Esperança
Quanto mais sei, mais me preocupo.
Fome, Colapso financeiro, Desastre ecológico, Crise energética…
E o que há de bom? Nada?
Não é bem assim – este choque brutal está a acordar a Humanidade adormecida, e em várias vertentes.
Já se assiste à mudança de atitude.
Já se vislumbram Comunidades conscientes e Gestores humanizados.
Dou o exemplo da Bial – empresa de reconhecido sucesso.
Ontem na Visão vinha uma entrevista ao Luís Portela e devo dizer que me surpreendeu.
Pelas suas convicções, preocupações e acima de tudo pela sua abertura.
E é esta abertura que vejo de forma cada vez mais frequente em cada vez mais pessoas
Num grande Gestor já não vejo um Homem ou Mulher implacáveis, frios e calculistas.
Vejo Seres Humanos. Cheios de “SoftSkils”.
Afinal de contas, Sir Richard Branson abandonou o ensino dito clássico aos 16 anos.
Pergunto-me se não terá sido essa independência do ensino tradicional que lhe permitiu ter uma visão mais abrangente e menos viciada.
Fome, Colapso financeiro, Desastre ecológico, Crise energética…
E o que há de bom? Nada?
Não é bem assim – este choque brutal está a acordar a Humanidade adormecida, e em várias vertentes.
Já se assiste à mudança de atitude.
Já se vislumbram Comunidades conscientes e Gestores humanizados.
Dou o exemplo da Bial – empresa de reconhecido sucesso.
Ontem na Visão vinha uma entrevista ao Luís Portela e devo dizer que me surpreendeu.
Pelas suas convicções, preocupações e acima de tudo pela sua abertura.
E é esta abertura que vejo de forma cada vez mais frequente em cada vez mais pessoas
Num grande Gestor já não vejo um Homem ou Mulher implacáveis, frios e calculistas.
Vejo Seres Humanos. Cheios de “SoftSkils”.
Afinal de contas, Sir Richard Branson abandonou o ensino dito clássico aos 16 anos.
Pergunto-me se não terá sido essa independência do ensino tradicional que lhe permitiu ter uma visão mais abrangente e menos viciada.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Tenho um Problema - o que fazer?
Negar o problema?
Delegar o problema?
Instrumentalizar o problema?
Ou simplesmente ATACAR o PROBLEMA?
Delegar o problema?
Instrumentalizar o problema?
Ou simplesmente ATACAR o PROBLEMA?
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