sexta-feira, 25 de maio de 2012

Complexidade

Complexidade significa densidade.
Mais fundo, com mais sumo.

Complexidade significa corpo,
Suporte e Segurança.

Ser complexo não significa ser difícil.
Significa ter várias dimensões.
Significa ter mais sabor.

Para ser simples há que ganhar complexidade.

É a diferença entre o simplesmente transparente e o transparente com alma.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Óbvio ou complexo

No complexo por vezes encontramos o óbvio e no óbvio o complexo.
Eis um exemplo:
"Para encontrar, há que procurar"
Óbvio, certo?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A bússola

Páro por um momento.

Viro as costas a Sul e deixo o Sol aquecer os rins.
Por momentos, permito-me relaxar ao som do vento.

Diante de mim, um campo verdejante,
Uma palete de cores graciosamente iluminada.

Aos poucos sinto a minha Visão ampliar,
mais e mais atenta ao pormenor.

A sombra, essa deixou de me perseguir.
Em vez disso, o meu Passado aponta agora em frente,
mostrando-me na relva, os contornos de quem eu sou.


Verifico que a pégada que deixo define-me como Homem.
Ao mesmo tempo, esta minha marca aponta o Norte para o Futuro que vou alcançar.

Foi só preciso Parar e Escutar,
e Ver o que este Sol tem para me mostrar.

sábado, 14 de abril de 2012

Tempo para viver

Na vida temos 2 tipos de encruzilhadas.
Aquelas onde temos que decidir Escolher, e aquelas onde temos que decidir Deixar.
Perder demasiado tempo em qualquer um deste tipo de decisões significa roubar tempo ao que se tem para viver.

Quanto mais tempo demorares a escolher quem queres no teu futuro, ou a deixar ir quem pertence ao teu passado, menos tempo tens para viver com quem está no teu presente.

Reflete quanto baste e decide Escolher ou decide Deixar.
Com coragem, sem remorsos ou vergonhas.

Na maior parte das vezes, uma decisão nunca é definitiva.
O importante é não deixares-te paralisar nas tomadas de decisão.
Quanto ao resto, relaxa - Tudo é um processo adaptativo.
São centenas de decisões que fazem uma grande decisão.

Aprende a decidir depressa.
E aprende a encontrar o espaço que existe imediatamente antes de cada tomada de decisão.

Vais ver como é bom encontrar esse espaço e que esse espaço se torna cada vez maior com o tempo.

É o espaço da Escuta, da aprendizagem.
O espaço do Repouso Atento.

terça-feira, 27 de março de 2012

Escolhas

The people you choose will make the person you are.

Saber escolher é uma arte que se aprende ao longo do tempo.
Na nossa vida há muitos tipos de interacções.

Pessoas que fazem tangentes e outras que fazem secantes,
Pessoas que marcam diâmetros.

Pessoas que vêm e pessoas que vão.

Ao escrever estas linhas lembro-me de um mar de gente com quem já tive o prazer de partilhar um, alguns ou muitos momentos.

Algumas delas provavelmente vão ler este post - e que bons momentos foram!

Mas o ponto que quero defender é que também há alturas em que temos que ter o discernimento de escolher Não Estar.
Por uma questão de auto-estima, há que saber excluir o que não é certo na nossa vida.
Praticar o bem, respeitar e ajudar, desde que isso não implique prejudicarmo-nos a nós próprios.

Parece pouco altruísta mas não é. Pelo contrário, é mais do que se pode imaginar, inclusivé para de quem nos devemos afastar.
Em tudo há uma lição.
Às vezes basta dar um tempo. Outras vezes não é suficiente.

No avião, se houver um acidente e formos ao lado de uma criança, as indicações são as de primeiro colocarmos a máscara a nós próprios e só depois colocar a máscara à criança.

A Madre Teresa de Calcutá não passava fome. E foi assim que conseguiu ajudar muitas mais pessoas do que se não tivesse tido o discernimento de se auto-preservar.

É um bom senso que quando levado a situações limites como é o caso de muitos dos episódios passados no Evereste, é encarado por quem não está lá a sofrer na pele, como pura crueldade.

Julgo que esta conclusão se aplica a determinadas personagens que cruzam o nosso caminho.
Temos que ter o discernimento de polidamente afastarmo-nos, por respeito ao valor que tem a nossa breve existência neste Mundo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Jovem promissor

Um ancião convida um jovem promissor para um almoço a dois.
Após 20 minutos de silêncio, o ancião pergunta:
- E então, não tens nada para me perguntar?
ao qual o jovem responde:
- Se é o silêncio que se propõe ensinar-me, é a serenidade do silêncio que aprenderei hoje.

sábado, 24 de março de 2012

Copos de sapos

Passaste hoje por mim ao almoço.
40 e picos, alto, encorpado, boa pinta.
Deixaste um aperto de mão e um sorriso de cumprimento ligeiramente apagado.

Não fora o facto de alguém já me ter dito em tempos que tinhas um problema com a bebida, e o assunto morreria aqui.

A verdade é que por uma ou outra piada fora de contexto, alguém desconfiou, alguém reparou no teu "à vontade" com a bebida.
E esse alguém colocou-te um etiqueta ao contar-me desses pormenores.
Sabes como são as etiquetas.. Uma vez colocadas, custam muito a sair.
Foi por isso que almocei olhando de esguelha para a tua mesa, tentando validar o que me haviam contado.

Foi grave e foi triste.

Deparei-me com um homem cheio de truques.
Bebias rápido para que não se visse vinho parado no teu copo.
Pedias uma garrafa de vinho de meio litro de cada vez, devolvendo sempre a anterior para não deixar acumulá-las na mesa.
Na mesa colocaste uma 7Up que tiveste o cuidado de pedir em primeiro lugar e colocaste junto ao teu copo.
As garrafas de vinho essas, iam sendo colocadas estrategicamente uma após outra, sempre junto ao copo de quem almoçava contigo - um qualquer personagem que não sentia a necessidade de manter a aparência e que eventualmente nem sequer se terá apercebido das tuas artimanhas.

Mas tu não.
Tu vives da imagem que projectas no espelho.
Tu vives num contrasenso, num dilema.
Afogado num vício nascido no seio de uma vida de agruras.

Cada copo de vinho que bebias não era mais do que um dos muitos sapos que que já tiveste que engolir. Talvez por uma educação rígida, talvez por falta de auto-estima. Não sei.

Sei que no meio disso, o álcool foi o único que te compreendeu e que te presenteou com o esquecimento, ainda que temporário, daquilo que não conseguiste aceitar. Foi o analgésico.

No final da refeição os teus olhos eram agora mortiços, anestesiados.
A dor tinha passado, mais uma vez, por agora.

Vejo-te só, sabes?
Perdido nas tuas angústias.
Deambulando no meio da multidão, aos encontrões contra os outros.

Ao ver-te pensei para comigo quantos sapos, em formato de palavras por dizer, já eu próprio engoli na minha vida e quantos deles já consegui entretanto recusar.


Deste-me força para continuar a crescer.
Ensinaste-me mais uma vez que um Homem quando está só, verga primeiro por dentro, e só depois por fora.
Mais uma vez pude crescer não na minha pele, mas sim na dos outros. Dos mestres.

Sabes,
Observar tem sido para mim uma fonte de riqueza,
Uma Fortuna.
Ouvir, acima de tudo, e incorporar.

Vou deixar-te uma semente num dia destes, como forma de agradecimento.
Uma ou duas palavras certas que talvez consigam encontrar terreno fértil dentro do teu coração, para que deixes de uma vez por todas de olhar para o alcool e comeces a abraçar a tribo que te rodeia.

São eles que te vão salvar.
São eles o mapa que precisas para te reencontrares.

Até breve.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lufada de ar fresco

Vivemos num Mundo onde a Verdade assusta, gera desconfiança, desconforto.
Seria natural que isso fosse aplicável à Mentira, mas afinal não.
Vivemos num estado de alerta constante onde o Verdadeiro é que surpreende e é afinal a lufada de ar fresco.

Podemos ser essa lufada de ar fresco.
Podemos não ter receio de ser diferentes.
Podemos orgulhosamente levantar o queixo e sermos nós próprios.

Sem receio de aprovação,
Sem necessidade de imitação.

Podemos simplesmente abrir a boca e falar.
Comunicar ao Mundo o que somos, sem medos.

Logo após o nascimento, iniciamos uma aventura onde aprendemos a seguir os passos dos nossos progenitores, numa busca de pertença. Crescemos mas a necessidade de pertença mantêm-se e talvez seja essa necessidade de pertença mal interpretada que nos leva a querer ser como a média, quando na realidade, em fase adulta, há que florescer.

Por isso, o medo que nos prende de sermos nós próprios, reside em todos nós.
Quando alguém transpõe essa barreira imaginária, mostra-nos que afinal não é o fim do Mundo - é só o princípio.
Ser próprio é ser original, ver as coisas de outro prisma, explorar, visionar e inspirar.

Mission statement 2.0

Não tenhas medo de ser um outlier. Ser diferente da maioria significa estar atento à diferença e saber para si mesmo o que é essa diferença. Significa ser mais seguro das suas convicções. Significa questionar-se. Significa ter identidade.

Quando achas que já estás confortável, está na altura de dares o passo seguinte e avançares para o 2.0

sexta-feira, 2 de março de 2012

A beleza como forma de insulto

Cruzei-me hoje com uma Barbie.
“Sou gira portanto olha para mim”
Senti pena.

Esta Barbie fez parar a porta do elevador com uma suposta legitimidade apenas porque é bonita, segundo os padrões genéricos de beleza ocidental feminina.
Não demorou mais do que 5 segundos é certo, mas a forma como o fez, deu-me vontade de gritar.
Quanto tempo mais teria eu que esperar pelo seu egocentrismo.
Foram só 5 segundos – não deu tempo para ripostar, não seria próprio.
Mas a verdade é que vi nos seus olhos, na sua linguagem corporal algo que me incomodou profundamente.
Foi a sua postura autoritária, insultuosa e terrivelmente feia.

Confesso que dentro de mim há algo que se insurge quando sou confrontado com este estereótipo de que um Homem pode ser manipulado pela beleza exterior da Mulher.
É um insulto à inteligência.
Por outro lado preocupa-me o que vai na cabeça da Barbie porque, quem é que ela irá encontrar que consiga respeitar?

Já ouvi falar deste síndrome antes. Aprisionada num corpo de sonho.

Fico sem saber o que é pior.
Nascer por detrás de uma cara lindíssima ou por detrás de uma cara horrível.

Por alguma razão as pessoas menos atraentes são sempre mais afáveis. São compelidas a crescer. As outras têm que ter mais atenção.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Evolução incremental

Acredito que posturas incrementais são sempre mais eficazes do que posturas radicais.
Seja no desenvolvimento pessoal, na inovação ou no desempenho profissional.
No fundo, no evoluir como um todo.
Radicalizar significa rejeitar o que está para trás de forma indiscriminada.
Significa começar do zero - reinventar a roda.
Sob o falso argumento de que "mais vale cortar o mal pela raiz", deitamos fora tudo - o Bom e o Mau.

Não sou contra dois passos atrás para depois dar um para a frente.
Sou contra o radicalismo, até porque numa perspectiva Darwinista, tudo é incremental.

Respeitemos o trabalho feito antes de nós.
Nem o Bom nem o Mau não são de se deitar fora.

Cada um deve ser incorporado de forma diferente.
O Bom deve-se potenciar, reaproveitar e desenvolver.
O Mau deve-se estudar, e com ele aprender a não cometer os mesmos erros.

Por isso reafirmo, Incrementar em vez de Reinventar.
Parar, Escutar e Avançar.

Puzzle

Um momento é quanto basta para deixares na minha casa a tua marca, a tua assinatura.

O respeito que tenho por ti faz com que passes a fazer parte do meu puzzle.

És o irmão ou a irmã, que por conta de um olhar, de agora em diante mora em mim.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Clássico

Um clássico dos vídeos TED, daqueles que convém rever de tempos a tempos.
Aprende-se sempre mais qualquer coisa.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Post it

Existe um método de análise denominado o Quadrante Mágico da Gartner.
Desenhando 2 eixos ortogonais divide-se o plano em 4 áreas e a partir daí faz-se o rating das empresas de um determinado mercado, separando-as em "Leaders", "Challengers", "Visionaries" e "Niche players".

Ao fazer este exercício "genérico-táctico", lembrei-me que o ser humano começou por desenhar de forma plana, em apenas 2 eixos esquecendo o 3º eixo.

Olhei para o diagrama e pensei por momentos que também aqui havia a falta do 3º eixo.

Em cada suposto quadrante, transposto agora para 3 dimensões deixa de haver um simples plano, passando a haver um espaço também ele a 3 dimensões.

Passo a ilustrar:


Juntando apenas 1 dimensão, deixei de ter 4 simples quadrantes para tipificar as coisas, passando agora a ter 8 cubos cheios de hipóteses.
De repente, o rating cego e redutor das 4 áreas passa a ter muitas mais hipóteses para classificar o que quer que seja.
Muitas mais hipóteses significa poder olhar para um Mundo mais abrangente, muito mais justo e verdadeiro.

Fez-me lembrar o quão redutor é o preconceito e a tipificação simples e plana de uma mente tacanha.

Depois olhei de novo para o diagrama que tinha acabado de desenhar e pensei:
E se os eixos xyz deixassem eles próprios de ser parte de um plano e passassem a ser curvilíneos, como se fizessem parte dos contornos de uma esfera.

Então aí, os cubos recém-desenhados unir-se-iam no outro extremo de cada esfera com os cubos supostamente opostos.

Fez-me reflectir na abrangêngia do Círculo face ao Cubo ou o Plano. Simplesmente porque permite o reencontro de extremos.

Estas divagações levam-me a pensar que passei dos simples 4 quadrantes para 8 cubos , para o circulo completo adicionando apenas uma dimensão. E se agora juntasse mais uma? O que aconteceria?

Apenas para perceber que saber que nada sabemos é crucial para manter o caminho aberto a novas descobertas.
DEscobertas essas que por vezes surgem de um simples click ou de um conjunto retorcido de metáforas por entre eixos ortogonais, planos e sólidos geométricos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Estranho Mundo

Que estranho Mundo é este,
Onde só saboreamos depois de sofrer.
Onde só sabemos depois de desconhecer.
Onde só Somos quando deixamos de tentar ser.

Que lógico Mundo é este,
Onde só nos respeitam depois de respeitarmos,
Onde só nos olham depois de Olharmos.
Onde só Aprendemos depois de ensinarmos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Yang

Madrugada,
No horizonte, o Sol nasce à tua frente.
No vale, uma neblina de mistério.
A estrada, vazia.
No rádio, 30 seconds to Mars - Night of the Hunter, volume 16.

Experimenta.
Se és um Guerreiro vais entender.
Vais recordar.
Vais incorporar todas as tuas batalhas ganhas.

É nestas alturas em que nos deixamos levar, que incorporaramos o Tigre ou o Urso Pardo e entregamos o corpo como instrumento de uma intenção.

Depois voltamos.
E ao voltar sentimos que Recordando ficámos novamente mais fortes.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Como o Desenrascar cria lacunas entre a Percepção e a Impressão

É sobejamente conhecida a fama do Português em "desenrascar".
Uma coisa é valorizar esta atitude na perspectiva de adaptabilidade - Acho bem.
Outra coisa é julgar que esta excepção pode-se tornar no método.

O problema de constantemente "desenrascarmos" induz-nos em erro e pode levar-nos a acreditar que isso é suficiente.
Ao julgarmos que nos "safamos" perdemos a capacidade de melhorar.
E pior que isso, convencemo-nos que não precisamos de aprender.

Dou um exemplo:
Posso julgar que me "safo" a falar espanhol com o belo do "Portunhol".
Aqui ou ali, num diálogo básico e com muita linguagem gestual à mistura, e ignorando uma ou outra situação mais caricata, podemos julgar que o "Portunhol" desenrasca.

O problema é extrapolarmos e pensarmos que esse mesmo Portunhol arranhado que vai safando numa qualquer viagem de Férias às Caraíbas é o mesmo Portunhol que pode fechar negócios com um potencial parceiro Argentino.

Sugestão:
O primeiro passo para desmistificar esta questão é tirar umas aulas de Espanhol. Vais perceber a dimensão do desfasamento que existe entre a percepção que tu tens do teu Espanhol e a impressão que causas em quem está do outro lado da conversa.

Conclusão:
Desenrascar pode ser adequado nalguns casos, mas não faças disso uma regra.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Retirar da religião o que ela tem de melhor

Deixo-vos este vídeo com Alain de Botton no seu melhor.

4 Perguntas

Ontem morrias, prostrado na cama.
Hoje transbordas felicidade.
Amanhã, logo se verá..
Um dia de cada vez.

Uma montanha russa de altos e baixo, de euforias e depressões onde o tempo nunca serve nem de conforto nem de água para lavar mágoas.

Espelhado no teu rosto está o desespero e nos teus olhos a paixão.
No teu corpo, a dor, na tua alma a solidão.

E perguntas-me assim, no meio de nada:
- O que estás aqui a fazer? Não aqui comigo, mas Aqui na tua Vida?
- O que fazes tu com o tempo que esbanjas e que eu desejaria que fosse meu?
- Com quem esperas travar as tuas batalhas?
- O que esperas alcançar?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Glória

Ao ver o meu filho a folhear as páginas da História Interminável pensava na porta que se lhe abriu ao aprender a ler.
O facto de saber ler leva-o a um patamar totalmente diferente. Um salto para outra dimensão.

Um salto da mesma dimensão será quando incorporamos o valor e o pecado do Ego.
E mesmo quando nos esquecemos da lição podemos sempre contar com os Mestres que nos rodeiam e que volta e meia nos colocam no pedestal para depois nos tirarem o tapete. Os Grandes Mestres que permitem que com cada queda aprendamos mais um pouco a cada dia que passa.

Recordo a história de Aquiles.
Ele não lutava pela glorificação dos Homens.
Ele lutava pela aceitação dos seus Deuses.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

As nossas escolhas

Partilho um vídeo muito interessante sobre as nossas escolhas e a forma como essas escolhas nos tornam felizes ou infelizes.

Um pormenor interessante. Ao minuto 20:30 é abordado algo que eu já tinha inferido mas que surge agora sustentado através de dados científicos e que passo a citar:
"Quando a nossa ambição é limitada, trabalhamos com alegria.
Quando a nossa ambição é ilimitada, leva-nos a mentir, a enganar, a roubar, a magoar os outros e a sacrificar coisas que têm realmente valor"

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma prenda para partilhar

Imagina aquela criança que acaba de receber uma prenda.
Tal é a sua emoção que a primeira coisa que quer fazer é partilhá-la com quem mais gosta - os seus Pais, os seus irmãos.

É assim que me sinto hoje.

Hoje, vindo do nada, totalmente inesperado, alguém me ofereceu uma prenda. É essa prenda valiosa que quero partilhar agora contigo.

Hoje, a meio da tarde abri o embrulho e lá dentro estava o seguinte - Uma simples frase:
"És um espalha-sorrisos."

Esta frase é para mim um reencontro com quem sou.
Representa um retomar de um caminho já há algum tempo perdido.
Esta frase siginifica a prova de que consegui voltar ao meu trilho.

É esta frase que quero que leves contigo.
Porque "Espalhar Sorrisos" todos somos capazes.
Nem sempre é fácil, é certo.
Para sorrir, às vezes é preciso aprender a chorar.
Mas quando bebes dessas lágrimas, passas a dar o verdadeiro valor ao sorriso.
Porque significa que já houve momentos em que não o tiveste e sabes o quanto isso custa.

Olha à tua volta com atenção.
Repara e vê a imensidão de pessoas com quem podes partilhar esta prenda que partilho agora contigo.

Garanto-te que ao sorrires nos olhos, tocas sempre alguém.
Mesmo que não seja no imediato,
Mesmo que nunca o venhas a saber.

Mas hoje eu soube e por isso também quero que tu o saibas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mais, por menos..

Nos dias de hoje somos levados a procurar as soluções mais criativas, mais inovadoras, mais tipo "ovo de colombo".
É glorioso o momento em que sentimos que fizemos um clique, que criámos uma ponte, que ligámos pontos, que resolvemos enigmas.
Esta vertente inovadora muitas vezes se confunde com uma outra linha do "mais por menos".
É a linha do chico-espertismo, da pequena trapaça.
Não sei se em muitos dos casos será mal intencionado, ou se será simplesmente a pressão constante de mostrar resultados, a força imensa desse maremoto chamado competitividade que nos atira, ou que nos alicia a procurar as soluções mais "fáceis", menos virtuosas.

É aí que devemos colocar um sério travão.
É um caminho que custa muito a recuperar.

Porque esses "atalhos" causam sempre vítimas quer queiramos quer não.
Podemos fazermo-nos acreditar que ninguém topa, mas não é verdade.
Há os que simplesmente estão noutra e realmente não entendem, mas diria que são uma minoria.

Muitos percebem as jogadas,
Poucos têm a frontalidade, a paciência ou o altruísmo suficiente para confrontarem os autores com as suas artimanhas.

Mais por menos ou será Menos por mais?
Acredita - Não vale a pena.

A Glória só surge do trabalho honesto - nada mais.
Só o trabalho traz sabor a uma vitória bem merecida, em muitos casos bem longe de valores materiais, mas muito perto da gratidão, da amizade, da sabedoria e da paz de espírito.

Todos temos esqueletos no armário, é certo.
Na verdade, são esses esqueletos que nos trouxeram as maiores lições - há que respeitá-los.

No entanto, não devemos subjugarmo-nos a um peso que não deve existir.

Vamos lá, de cabeça erguida.
Levantar o nariz e arrancar de novo.
Trabalhar ou melhor - Viver,

Cada vez mais,
e acima de tudo,
Cada vez melhor.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Excessos

Houve um dia aqui há alguns anos atrás em que eu estava no Estádio Nacional a fazer mais um treino de preparação física e aconteceu-me algo de inesperado.

Na altura estava talvez num dos meus melhores momentos de forma física. Nesse dia, estava na pista de tartan a correr há cerca de 40 minutos quando antes de terminar decidi fazer um sprint, como era habitual antes de terminar.
Mas nesse dia aconteceu algo diferente.
Comecei a aumentar a velocidade de forma gradual.
Fui aumentando o ritmo de forma constante de tal forma que fui imprimindo a mim mesmo um movimento de auto-alimentação.
Quanto mais acelerava mais queria acelerar.
O corpo respondia e eu acelerava ainda mais.
Tudo isto, no meio de um turbilhão de endorfinas anestesiantes levou-me para lá do nível de esforço físico que o meu corpo estava apto a aguentar nesse dia.
O resultado foi que só quando cruzei a meta é que me apercebi afinal até onde me tinha levado. Só nessa altura é que me lembrei que precisava de respirar.
E como estava eu necessitado de respirar!

A ânsia de respirar era tal que nem conseguia respirar.
A Laringe bloqueava devido ao desespero de não conseguir inspirar.

Parecia um contrasenso.
Querer respirar, poder respirar e não conseguir.
Depois de um minuto ou dois lá consegui regularizar a respiração.
Lembro-me de nessa altura pensar - que irrracionalidade..

Hoje lembrei-me desse dia. Olho para trás e penso. Quantos são os que são levados a excessos de forma inconsciente e acordam depois fora de pé, percebendo que foram longe de mais, muitas vezes, tarde de mais.

Estou a lembrar-me de muitos exemplos mas deixo-vos apenas um - a Ambição desmedida.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lágrimas

Tenho cá para mim que a cada Homem é atribuída uma quantidade certa de lágrimas.

Há os que as sofrem e os que as escondem,
Os que as vivem e os que as evitam,
Os que as assimilam e os que as suprimem.

No final creio que todos choramos o que tínhamos que chorar.
Ora por vida bem vivida, plena de lágrimas de alegria,
Ora por vida arrependida, a transbordar de coisas não ditas.