segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Introspecção

O trabalho de introspecção é duro, penoso e até perigoso.
Obriga-nos a enfrentar os nossos medos.
A colocar em causa as verdades nas quais se sustenta a nossa vida.
A encarar os porquês mais esquecidos.
E a constatar a falta de respostas.

Porquê?
Não é a primeira vez que faço esta pergunta.
Porque se faz, e porque não se faz?

Quando se questionam todas as cenouras,
Coloca-se tudo em causa.

Não é fácil olhar para dentro.
Ao questionar, testamos as nossas convicções.

É fácil fechar os olhos e seguir em frente junto com o rebanho, mas será o mais gratificante?

Agora entendo o verdadeiro significado de rebanho citado na Igreja Católica.
Fazer parte do rebanho - É bom e é o que faz a maioria – “a felicidade qb”.

A introspecção mostra-nos o outro lado.

A introspecção mostra-me em particular que eu não faço parte do rebanho.
Mostra-me também 2 soluções - Ser pastor ou cão-pastor.

E tu? Até quando ser Ovelha?

1 comentário:

Gabriel Osório de Barros disse...

"(...) Até que… finalmente!
Finalmente…
Abriu-se aos teus olhos uma galeria cujas paredes tinham um brilho que jamais havias sequer imaginado enquanto tinhas andado “à superfície”… Um brilho que mal te cabia nos olhos e certamente não te cabia nas palavras.
Tinha valido a pena!
Nunca te tinhas sentido tão feliz!
Nunca te tinhas deslumbrado com tamanha maravilha!
Tudo o que conhecias te parecia de repente mais pequeno…

Nesse momento sentiste uma pena imensa de tantos que tinham ficado à entrada da gruta, derrotados pelo medo das inseguranças e das incertezas do que poderia acontecer. Sentiste pena deles…
E depois começaste a rir… A rir de vitória por teres enfrentado nos olhos o teu próprio medo. Quase dançavas de alegria com o gozo que dá ser livre! E até as feridas do caminho se transformaram a teus olhos. Farias tudo novamente, mil vezes se fosse preciso, porque agora experimentavas que descer à gruta tinha sido o melhor que já te acontecera na vida. Contra o medo, contra as incertezas, contra as palavras desanimadoras dos que na superfície se despediram de ti, contra os que te chamaram louco. Porque intuías no coração, no meio de tudo isso, que estava em causa a tua vida.
E estava…
Tudo menos deixar de viver, por ter medo de que a vida nos possa doer!"