Pesquisando na Net encontra-se Sissu como mais um acrónimo norte americano:
"Security,
Interoperability,
Supportability,
Sustainability,
Usability" by (US Air Force IT systems)
Mas não..
Sisu não é nada disso - representa algo muito mais nobre.
Sisu não tem tradução.
Sisu é algo que está dentro do coração Finlandês tal como Saudade está no coração de um Português.
Talvez o sinónimo mais próximo e em bom Português será Perseverança.
Mas suspeito que Perseverança está um pouco aquém do que será Sisu.
É como ouvir os Ingleses dizer "I miss you" - comparado com Saudade é da mesma forma uma pobre aproximação.
Por isso vale a pena olhar para estas 4 letras que encerram nelas um sentimento.
"SISU"
Vale a pena dizê-lo vezes sem conta,
Dizê-lo de dentro,
Sentir a força que tem lá dentro.
SI...SU.
Por entre rajadas de frio, contra as dificuldades.
SI...SU.
QI-HAI.
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Corvo e a Raposa e o Dragão
É triste assistir os corvos em acção.
Dá até pena vê-los grasnarem argumentos falsos.
Porque mentem? Não entendo.
Só vale a pena se a plateia for crédula ou gostar de ser enganada – também há quem goste, é verdade.
Sobre as Raposas o cenário é ligeiramente diferente.
Eu até acho estimulante e divertido vê-las ladrar.
São sempre criaturas muito inteligentes.
Assalta-me no entanto a vontade de perceber uma estirpe particular de Raposas e compreender o que lhes vai na alma.
O porquê das suas motivações, da necessidade que têm em construir universos paralelos.
Observar com ternura até, a forma ardilosa e minunciosa com que manipulam verdades.
Não deixo de me entristecer, é certo.
Triste porque não as vejo crescer.
Triste por assistir a tanto talento e inteligência desperdiçados nos meios e não nos fins.
Triste por vê-las definhar, envenenadas nas suas próprias teias.
Na realidade não são Raposas, são antes Dragões de Komodo.
Mordem e esperam – pequenas dentadas, pequenas manipulações de verdades.
Tira-se a estes Dragões o que é a Verdade, e é como retirar-lhes o habitat.
Deixam de ter com o que manipular, perdem a dentadura.
Por vezes tem que ser assim para trazer ao de cima o seu verdadeiro potencial.
É nosso dever ajudar estes Dragões a perceberem o seu valor para deixarem de ser rastejantes de Komodo e passarem a ser verdadeiros Dragões Chineses.
O trabalho efectuado resulta sempre do trabalho desenvolvido.
Dá até pena vê-los grasnarem argumentos falsos.
Porque mentem? Não entendo.
Só vale a pena se a plateia for crédula ou gostar de ser enganada – também há quem goste, é verdade.
Sobre as Raposas o cenário é ligeiramente diferente.
Eu até acho estimulante e divertido vê-las ladrar.
São sempre criaturas muito inteligentes.
Assalta-me no entanto a vontade de perceber uma estirpe particular de Raposas e compreender o que lhes vai na alma.
O porquê das suas motivações, da necessidade que têm em construir universos paralelos.
Observar com ternura até, a forma ardilosa e minunciosa com que manipulam verdades.
Não deixo de me entristecer, é certo.
Triste porque não as vejo crescer.
Triste por assistir a tanto talento e inteligência desperdiçados nos meios e não nos fins.
Triste por vê-las definhar, envenenadas nas suas próprias teias.
Na realidade não são Raposas, são antes Dragões de Komodo.
Mordem e esperam – pequenas dentadas, pequenas manipulações de verdades.
Tira-se a estes Dragões o que é a Verdade, e é como retirar-lhes o habitat.
Deixam de ter com o que manipular, perdem a dentadura.
Por vezes tem que ser assim para trazer ao de cima o seu verdadeiro potencial.
É nosso dever ajudar estes Dragões a perceberem o seu valor para deixarem de ser rastejantes de Komodo e passarem a ser verdadeiros Dragões Chineses.
O trabalho efectuado resulta sempre do trabalho desenvolvido.
sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ideias / Mentores / Investidores
O que seriam das grandes ideias sem Grandes Mentores para as direccionarem e Grandes Investidores para as colocarem em prática.
Como o próprio Shai AGassi da BetterPlace diz, seriam apenas estudo no papel que morreriam numa qualquer secretária de um Poder instalado.
Shai Agassi teve uma ideia fantástica quando colocou em causa a Cadeia de Valor associada ao Mercado automóvel.
Teve o factor diferenciador de contar com um Mentor Prémio Nobel da Paz - Shimon Peres
Shai teve ainda a argúcia, a arte e o engenho de conseguir envolver um dos homens de negócios mais influentes do Mundo - Carlos Ghosn
Colocou estes três ingredientes dentro da mesma Panela e preparem-se meus amigos.
Em 5 anos o Mundo vai mudar.
Bastou uma solução Ovo de colombo e o Empowerment para a fazer germinar.
A boa notícia é que Portugal já assinou acordo com a Renault em Julho/2008.
Como o próprio Shai AGassi da BetterPlace diz, seriam apenas estudo no papel que morreriam numa qualquer secretária de um Poder instalado.
Shai Agassi teve uma ideia fantástica quando colocou em causa a Cadeia de Valor associada ao Mercado automóvel.
Teve o factor diferenciador de contar com um Mentor Prémio Nobel da Paz - Shimon Peres
Shai teve ainda a argúcia, a arte e o engenho de conseguir envolver um dos homens de negócios mais influentes do Mundo - Carlos Ghosn
Colocou estes três ingredientes dentro da mesma Panela e preparem-se meus amigos.
Em 5 anos o Mundo vai mudar.
Bastou uma solução Ovo de colombo e o Empowerment para a fazer germinar.
A boa notícia é que Portugal já assinou acordo com a Renault em Julho/2008.
O que um Pai pode fazer
Quando achas que foste um bom Pai para os teus filhos, tira 5 minutos para ver este filme e depois pensa naquilo que podes fazer para deixares de ser apenas um bom Pai.
domingo, 12 de abril de 2009
Homens que ficam homens quando ainda são crianças
Aos 6 anos de idade não nos preocupamos com que tipo de Homens seremos daí a 30 anos.
Mas na verdade, é nesta tenra idade que os futuros homens se tornam Homens.
Quando surgem as experiências que nos tatuam.
Quando a pele é limpa e permite tatuagens mais profundas.
São estas memórias que estabelecem que tipo de pilares sustentarão a nossa vida.
São invariavelmente momentos fugazes da nossa existência, que demoram eternidades até serem verdadeiramente entendidos e incorporados quando finalmente conectamos os pontos.
De uma coisa tenho certeza - Hoje, já tenho idade para me preocupar com que tipo de Homem serei daqui a 30 anos e sei também que as experiências não deixaram de acontecer.
Os olhos estão atentos - a pele é que por vezes já está endurecida.
Mas na verdade, é nesta tenra idade que os futuros homens se tornam Homens.
Quando surgem as experiências que nos tatuam.
Quando a pele é limpa e permite tatuagens mais profundas.
São estas memórias que estabelecem que tipo de pilares sustentarão a nossa vida.
São invariavelmente momentos fugazes da nossa existência, que demoram eternidades até serem verdadeiramente entendidos e incorporados quando finalmente conectamos os pontos.
De uma coisa tenho certeza - Hoje, já tenho idade para me preocupar com que tipo de Homem serei daqui a 30 anos e sei também que as experiências não deixaram de acontecer.
Os olhos estão atentos - a pele é que por vezes já está endurecida.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Matt Harding e os 5 minutos de fama
Falo-vos hoje deste fabuloso vídeo do Matt Harding.
Pela sua simplicidade e pelo facto de com um pequeno vídeo de 4:30 nos mostrar que somos todos iguais - todos queremos a felicidade de forma mais ou menos explícita.
E mostrar que somos acima de tudo sociais.
A viagem de MAtt já tinha sido feita em 2003 mas foi sozinho - ele próprio confessa que com pessoas o desafio foi maior mas o retorno incomensuravelmente superior.
Para mim são 4:30 que vou lembrar durante algum tempo.
Para o Matt terá sido concerteza uma life changing experience.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Ratan Tata e o Nano
Hoje falo do Sr Ratan Tata que tem desenvolvido um esforço titânico para lutar contra o status-quo da indústria automóvel.
Este homem conseguiu colocar ao alcance de muitos, algo que até agora nem poderiam sonhar - Estou a falar naturalmente do novo automóvel Nano que a Tata está a lançar e que se apresenta como o verdadeiro carro low-cost.
Quero chamar à atenção ao facto de em Outubro passado ter havido uma série de manifestações de agricultores contra a Tata que fizeram com que se cancelasse a primeira fábrica. (quem estaria por detrás destes tumultos? Mistério).
Ainda assim, o homem não desistiu - incorreu em custos extras e decidiu levar por diante esta iniciativa pondo em causa o Business Case - todos o acusavam de Idealista.
Também houve ambientalistas que vieram acusá-lo de fabricar um automóvel que não cumpre as normas mais recentes sobre a poluição (mais uma vez pergunto - quem estaria por detrás destes tumultos? O Mistério começa a desvanecer-se..).
É certo que o Nano não é dos carros mais ecológicos, mas ainda assim está muito aquém dos níveis de CO2 de outras marcas que já por cá andam há mais tempo.
Infelizmente se assiste cada vez mais à utilização de causas nobres para alavancar interesses escondidos - é a "viding"
Bottom line - Este senhor lá vai trilhando o seu caminho, contra todas as adversidades.
Os grandes construtores começam agora a levar este senhor cada vez mais a sério.
O mercado Indiano não é de se desprezar.
ainda por cima a malfadada crise não permite aos big players desenvolver as iniciativas proteccionistas que necessitavam - estão mais preocupados é em sobreviver.
Por outro lado com os tempos que correm, quantos europeus não vão querer experimentar o Nano? - se calhar só precisa de um toque "Fashion".
Em 2011 prevê-se a sua chegada à Europa cumprindo os níveis de CO2 comunitários.
Pessoalmente acho que até lá vão conseguir massa crítica para alavancar um Nano Electric.
Este homem conseguiu colocar ao alcance de muitos, algo que até agora nem poderiam sonhar - Estou a falar naturalmente do novo automóvel Nano que a Tata está a lançar e que se apresenta como o verdadeiro carro low-cost.
Quero chamar à atenção ao facto de em Outubro passado ter havido uma série de manifestações de agricultores contra a Tata que fizeram com que se cancelasse a primeira fábrica. (quem estaria por detrás destes tumultos? Mistério).
Ainda assim, o homem não desistiu - incorreu em custos extras e decidiu levar por diante esta iniciativa pondo em causa o Business Case - todos o acusavam de Idealista.
Também houve ambientalistas que vieram acusá-lo de fabricar um automóvel que não cumpre as normas mais recentes sobre a poluição (mais uma vez pergunto - quem estaria por detrás destes tumultos? O Mistério começa a desvanecer-se..).
É certo que o Nano não é dos carros mais ecológicos, mas ainda assim está muito aquém dos níveis de CO2 de outras marcas que já por cá andam há mais tempo.
Infelizmente se assiste cada vez mais à utilização de causas nobres para alavancar interesses escondidos - é a "viding"
Bottom line - Este senhor lá vai trilhando o seu caminho, contra todas as adversidades.
Os grandes construtores começam agora a levar este senhor cada vez mais a sério.
O mercado Indiano não é de se desprezar.
ainda por cima a malfadada crise não permite aos big players desenvolver as iniciativas proteccionistas que necessitavam - estão mais preocupados é em sobreviver.
Por outro lado com os tempos que correm, quantos europeus não vão querer experimentar o Nano? - se calhar só precisa de um toque "Fashion".
Em 2011 prevê-se a sua chegada à Europa cumprindo os níveis de CO2 comunitários.
Pessoalmente acho que até lá vão conseguir massa crítica para alavancar um Nano Electric.
terça-feira, 24 de março de 2009
Rebirth
Hoje caíste da cama.
Em sobressalto acordei e vi-te ali, a chorar de gatas.
Peguei em ti e verifiquei que foi tudo só um grande susto.
Apertei-te nos meus braços.
Aos poucos consolei o teu choro, dentro de mim.
Aos poucos foste acalmando.
Aos poucos foste-me acordando..
Não para o dia que estava a nascer mas sim para a consciência do cordão umbilical que me liga a ti.
Em sobressalto acordei e vi-te ali, a chorar de gatas.
Peguei em ti e verifiquei que foi tudo só um grande susto.
Apertei-te nos meus braços.
Aos poucos consolei o teu choro, dentro de mim.
Aos poucos foste acalmando.
Aos poucos foste-me acordando..
Não para o dia que estava a nascer mas sim para a consciência do cordão umbilical que me liga a ti.
quinta-feira, 19 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Peace
John Lennon - Imagine
À medida que vou crescendo, melhor te compreendo.
Nota: Já tinha dado o meu tributo a este Senhor noutro fórum mas julgo que é adequado aqui no meu Blog - além disso, nunca é demais lembrar.
À medida que vou crescendo, melhor te compreendo.
Nota: Já tinha dado o meu tributo a este Senhor noutro fórum mas julgo que é adequado aqui no meu Blog - além disso, nunca é demais lembrar.
Mensagem
Hoje fui à procura da Mensagem.
Já me tinha sido dito o sítio onde a procurar. Só ainda não tinha tido tempo.
E hoje fui.
Naturalmente que foi no tempo certo. No dia e na hora que tinha de ser.
Aproximei-me. Como uma águia, afastei os pombos no meu caminho.
Entrei e sentei-me. Esperei, atento.
E a Mensagem surgiu.
Claro,
não nos moldes em que eu estava à espera.
À primeira vista surge-me uma visita de estudo, irritante, incomodativa que perturbava a minha concentração em algo que deveria surgir.
Mas foi essa mesma visita de estudo que me abriu os olhos e quebrou a capa que me impedia de tomar atenção ao que quer que fosse.
E foi assim que surgiu no meu momento sagrado um D. João V.
Um misto de marketing e farsa.
Era na verdade D. João V Magnânime, Magnífico ou pequeno e gordo? José Saramago é que o sabe bem.
Mas depois vi que mais à frente ou neste caso mais acima era onde estava escrita a solução.
Era a Madeira!
Houve um Carpinteiro famoso não houve?
Os chineses também falam da Madeira - símbolo de Renascimento e Expansão.
No fundo, as escadas podem ser de Barro, Pedra, Mármore, Ouro ou Marfim mas os últimos degraus são de Madeira.
Sempre a Madeira.
A Madeira surge assim no patamar superior daquele Mosteiro e foi para mim hoje, a Mensagem.
Depois das lutas, das conquistas e das vitórias,
Depois de despidas as vaidades e as riquezas,
O que encontras é a Madeira.
A Madeira é a Ponte com que te ligas à Terra.
A Madeira é a Visão, a Iluminação.
Já me tinha sido dito o sítio onde a procurar. Só ainda não tinha tido tempo.
E hoje fui.
Naturalmente que foi no tempo certo. No dia e na hora que tinha de ser.
Aproximei-me. Como uma águia, afastei os pombos no meu caminho.
Entrei e sentei-me. Esperei, atento.
E a Mensagem surgiu.
Claro,
não nos moldes em que eu estava à espera.
À primeira vista surge-me uma visita de estudo, irritante, incomodativa que perturbava a minha concentração em algo que deveria surgir.
Mas foi essa mesma visita de estudo que me abriu os olhos e quebrou a capa que me impedia de tomar atenção ao que quer que fosse.
E foi assim que surgiu no meu momento sagrado um D. João V.
Um misto de marketing e farsa.
Era na verdade D. João V Magnânime, Magnífico ou pequeno e gordo? José Saramago é que o sabe bem.
Mas depois vi que mais à frente ou neste caso mais acima era onde estava escrita a solução.
Era a Madeira!
Houve um Carpinteiro famoso não houve?
Os chineses também falam da Madeira - símbolo de Renascimento e Expansão.
No fundo, as escadas podem ser de Barro, Pedra, Mármore, Ouro ou Marfim mas os últimos degraus são de Madeira.
Sempre a Madeira.
A Madeira surge assim no patamar superior daquele Mosteiro e foi para mim hoje, a Mensagem.
Depois das lutas, das conquistas e das vitórias,
Depois de despidas as vaidades e as riquezas,
O que encontras é a Madeira.
A Madeira é a Ponte com que te ligas à Terra.
A Madeira é a Visão, a Iluminação.
terça-feira, 3 de março de 2009
A tristeza das coisas
Custa-me olhar para o lado e observar certas pessoas.
Deparar-me com Vazios tomados de mágoa.
Uma cólica imensa por na realidade não serem de facto Vazios,
mas sim vidas apagadas, perdidas no nevoeiro do tempo.
Vidas sem sentido, ressuscitadas no leito da morte num súbito arrependimento fora de tempo.
Um deixar que se foi...
Suspiro a suspiro, numa resignação ensurdecida.
BASTA!!
Numa perspectiva egoista e egocêntrica, sinto-me terrivelmente feliz.
Por nestes breves instantes me recordar que luto por uma vida com mais significado.
Deparar-me com Vazios tomados de mágoa.
Uma cólica imensa por na realidade não serem de facto Vazios,
mas sim vidas apagadas, perdidas no nevoeiro do tempo.
Vidas sem sentido, ressuscitadas no leito da morte num súbito arrependimento fora de tempo.
Um deixar que se foi...
Suspiro a suspiro, numa resignação ensurdecida.
BASTA!!
Numa perspectiva egoista e egocêntrica, sinto-me terrivelmente feliz.
Por nestes breves instantes me recordar que luto por uma vida com mais significado.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Dois Pombos
Dois pombos fazem a corte a meus pés.
Dois pombos numa luta incessante em perpetuar a espécie.
Dois simples pombos com um objectivo único, instintivo.
E eis que entendo.
O significado sou eu que o dou, a todo o momento.
Os pombos não são eles, sou eu.
Olho mais de perto e finalmente vejo.
Não são dois pombos quaisquer.
São dois pombos amputados.
Trazem ambos apenas uma pata.
Das segundas patas restam apenas sombras de cotos, gastos no alcatrão, quase que imperceptíveis.
E a minha leitura à primeira vista pobre e rude ilumina-se agora com valores que aos pombos não pensava atribuir.
Dois pombos unidos, não no sexo, mas sim na companhia.
Os carinhos outrora interpretados como obsessão carnal, são agora os meus ensinamentos.
Dois pombos companheiros na solidão da exclusão social.
Dois,
Ali proscritos aos olhos de Darwin.
Pernetas, mancos e aleijados.
Dois,
Companheiros até à morte.
Numa experiência íntima.
Uma só vida, a Dois, e à parte.
Dois pombos numa luta incessante em perpetuar a espécie.
Dois simples pombos com um objectivo único, instintivo.
E eis que entendo.
O significado sou eu que o dou, a todo o momento.
Os pombos não são eles, sou eu.
Olho mais de perto e finalmente vejo.
Não são dois pombos quaisquer.
São dois pombos amputados.
Trazem ambos apenas uma pata.
Das segundas patas restam apenas sombras de cotos, gastos no alcatrão, quase que imperceptíveis.
E a minha leitura à primeira vista pobre e rude ilumina-se agora com valores que aos pombos não pensava atribuir.
Dois pombos unidos, não no sexo, mas sim na companhia.
Os carinhos outrora interpretados como obsessão carnal, são agora os meus ensinamentos.
Dois pombos companheiros na solidão da exclusão social.
Dois,
Ali proscritos aos olhos de Darwin.
Pernetas, mancos e aleijados.
Dois,
Companheiros até à morte.
Numa experiência íntima.
Uma só vida, a Dois, e à parte.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
"Quando o poder sobe à cabeça".
Autoritarismos, arrogâncias, egos inflamados e afins
Dito agora de outra forma,
com outras palavras,
talvez doutros tempos,
doutras culturas:
O arrepio atravessa a espinha
O Tigre apodera-se dos teus olhos
O animal encarna.
O ego cresce.
A sensação enebria.
O poder é teu.
E depois…
O lado negro.
O reverso da medalha.
O instinto mortal do tigre.
A sede de vingança.
O erro.
Domestica o tigre que há em ti.
Dito agora de outra forma,
com outras palavras,
talvez doutros tempos,
doutras culturas:
O arrepio atravessa a espinha
O Tigre apodera-se dos teus olhos
O animal encarna.
O ego cresce.
A sensação enebria.
O poder é teu.
E depois…
O lado negro.
O reverso da medalha.
O instinto mortal do tigre.
A sede de vingança.
O erro.
Domestica o tigre que há em ti.
Material genético
Fiquei ontem a saber que apenas 0,0001% de material genético me diferencia do meu semelhante.
Leva-me a questionar o que isso quererá dizer relativamente aos meus pensamentos.
Visto à larga escala e do ponto de vista de quem nos analisa como espécie ao longo dos milénios, na realidade os nossos pensamentos também diferem apenas em 0,0001%?
Será que todas estas divergências que existem no Mundo se refletem em apenas 0,00001%
Se assim é, então porquê o sacrifício de querermos mostrar as nossas diferenças, de querer impôr as nossas verdades, quando na realidade somos todos iguais ou pelo menos em apenas 99,9999% dos casos...
Estas diferenças de pensamento são como formigas a disputar um grão de areia.
Valem o que valem.
Orgulhosamente sós,
Donos dos nossos dogmas e preconceitos.
Senhores da nossa cegueira.
Leva-me a questionar o que isso quererá dizer relativamente aos meus pensamentos.
Visto à larga escala e do ponto de vista de quem nos analisa como espécie ao longo dos milénios, na realidade os nossos pensamentos também diferem apenas em 0,0001%?
Será que todas estas divergências que existem no Mundo se refletem em apenas 0,00001%
Se assim é, então porquê o sacrifício de querermos mostrar as nossas diferenças, de querer impôr as nossas verdades, quando na realidade somos todos iguais ou pelo menos em apenas 99,9999% dos casos...
Estas diferenças de pensamento são como formigas a disputar um grão de areia.
Valem o que valem.
Orgulhosamente sós,
Donos dos nossos dogmas e preconceitos.
Senhores da nossa cegueira.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
O que morre primeiro?
A propósito das noites frias de Lisboa e dos sem-abrigo que não se aproximam das carrinhas por terem vergonha das câmaras e dos jornalistas.
Leva-me a questionar: O que morre primeiro? A Esperança ou o Orgulho?
Leva-me a questionar: O que morre primeiro? A Esperança ou o Orgulho?
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Hoje chorei por ti
Chorei de Amor.
A olhar para o teu sono,
Contemplando a paz do teu semblante.
Chorei de raiva.
De sentir o tempo fugir-me por entre os dedos,
De não ter espaço para te dizer o quanto te amo.
Fazes parte de mim, do meu sangue, da minha vida.
Custa-me saber que um dia vou deixar-te.
Dói-me cá dentro e não consigo deixar de sentir este buraco.
A saudade dos tempos que virão.
De querer mais contigo, de juntar-me a ti.
Escrevo-te neste momento como nunca escrevi, nem sei se alguma vez vou voltar a escrever desta forma.
Escrevo-te porque dormes neste momento e quero que saibas que quando eu for,
Eu estive ali, durante o teu sono.
Quero que saibas, que consigas, que sintas, o quão grande é o amor que tenho por ti.
Sinto-me a expurgar algo que tenho engasgado dentro de mim.
Um amor de Pai que não compreendo mas que me toca no fundo.
Tão fundo.
Hoje chorei por ti, meu filho.
..ao som da música de Gustavo Santaolalla
A olhar para o teu sono,
Contemplando a paz do teu semblante.
Chorei de raiva.
De sentir o tempo fugir-me por entre os dedos,
De não ter espaço para te dizer o quanto te amo.
Fazes parte de mim, do meu sangue, da minha vida.
Custa-me saber que um dia vou deixar-te.
Dói-me cá dentro e não consigo deixar de sentir este buraco.
A saudade dos tempos que virão.
De querer mais contigo, de juntar-me a ti.
Escrevo-te neste momento como nunca escrevi, nem sei se alguma vez vou voltar a escrever desta forma.
Escrevo-te porque dormes neste momento e quero que saibas que quando eu for,
Eu estive ali, durante o teu sono.
Quero que saibas, que consigas, que sintas, o quão grande é o amor que tenho por ti.
Sinto-me a expurgar algo que tenho engasgado dentro de mim.
Um amor de Pai que não compreendo mas que me toca no fundo.
Tão fundo.
Hoje chorei por ti, meu filho.
..ao som da música de Gustavo Santaolalla
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
2 faces da mesma moeda
Ordenados, Confucionistas, Criacionistas ou de Direita;
Rebeldes, Taoístas, Darwinistas ou de Esquerda;
Mandões ou Bon Vivants;
Ordenados ou Criativos;
Todos somos Um.
Rebeldes, Taoístas, Darwinistas ou de Esquerda;
Mandões ou Bon Vivants;
Ordenados ou Criativos;
Todos somos Um.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Deep into your eyes
Naquele instante como que entrei no teu olhar.
Sem pedir permissão. Assim de rompante, inesperado.
E percebi que arrombara as portas de um castelo de cartas.
Vi o teu espanto. Receio até, talvez.
Por me encontrar ali. Tão dentro. Tão imponente.
Confesso que foi sem querer.
Devo dizer que até nem sei como. Talvez sendo, apenas.
Mas a verdade é que mais assutador do que ver o teu olhar, foi eu gostar do que havia feito.
Foi gostar de te assustar.
De fazer tremer os teus pilares de barro. Ensinar-te.
E isso não é certo. Pelo menos desta forma.
Confúcio disse há 2500 anos aquilo que é hoje considerado como a base de todas as religiões.
"Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti."
Sim,
Porque de Terra sou feito e em última análise, de demasiado Barro.
Sem pedir permissão. Assim de rompante, inesperado.
E percebi que arrombara as portas de um castelo de cartas.
Vi o teu espanto. Receio até, talvez.
Por me encontrar ali. Tão dentro. Tão imponente.
Confesso que foi sem querer.
Devo dizer que até nem sei como. Talvez sendo, apenas.
Mas a verdade é que mais assutador do que ver o teu olhar, foi eu gostar do que havia feito.
Foi gostar de te assustar.
De fazer tremer os teus pilares de barro. Ensinar-te.
E isso não é certo. Pelo menos desta forma.
Confúcio disse há 2500 anos aquilo que é hoje considerado como a base de todas as religiões.
"Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti."
Sim,
Porque de Terra sou feito e em última análise, de demasiado Barro.
domingo, 9 de novembro de 2008
Universo privado
Por vezes somos convidados a partilhar universos privados.
Em pequenos momentos íntimos onde nos vemos uns aos outros como somos, sem preconceitos ou censuras.
Que boa altura para tirar fotografias a preto e branco para guardamos no nosso álbum.
Em pequenos momentos íntimos onde nos vemos uns aos outros como somos, sem preconceitos ou censuras.
Que boa altura para tirar fotografias a preto e branco para guardamos no nosso álbum.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
A Verdade que as mentiram encerram
Posso chamar-lhes Magos da dialética ou Mestres da demagogia.
São autênticos Prodígios na arte de múltipla interpretação.
São estes os "Mestres" que me levaram a refletir hoje.
Levam-me a pensar nas raízes do bem e do mal e na génese do carácter.
Levam-me a ponderar sobre os múltiplos destinos que temos disponíveis.
Levam-me a analisar novamente a questão: "Porquê?"
Sempre que penso no "Porquê", sei que o "Porque.." está dentro de mim.
Nessa altura percebo que estas múltiplas interpretações, são mais uma vez e sempre as diversas faces do mesmo cubo.
E isto é o que me motiva.
Ter consciência que existe um Cubo em cada Ser com quem nos cruzamos.
E que dentro do cubo está a mesma matéria que está dentro de mim.
Compreender os outros,
Compreender-me a mim.
São autênticos Prodígios na arte de múltipla interpretação.
São estes os "Mestres" que me levaram a refletir hoje.
Levam-me a pensar nas raízes do bem e do mal e na génese do carácter.
Levam-me a ponderar sobre os múltiplos destinos que temos disponíveis.
Levam-me a analisar novamente a questão: "Porquê?"
Sempre que penso no "Porquê", sei que o "Porque.." está dentro de mim.
Nessa altura percebo que estas múltiplas interpretações, são mais uma vez e sempre as diversas faces do mesmo cubo.
E isto é o que me motiva.
Ter consciência que existe um Cubo em cada Ser com quem nos cruzamos.
E que dentro do cubo está a mesma matéria que está dentro de mim.
Compreender os outros,
Compreender-me a mim.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O poder da decisão
Vivemos rodeados de milhares de fontes de informação.
Tanta informação que nos faz perder o hábito de pensar.
Assimilar, assimilar e não pensar.
Um turbilhão de informação que nos arrasta para um remoinho de lixo audio-visual.
Temos que ser capazes de manter a sanidade e a liberdade de escolha.
E acima de tudo escolher.
Permitirmo-nos à escolha e à imposição do que queremos para nós.
Lembro-me dos tempos de miúdo em que jogávamos à apanhada.
Gostava de seleccionar um alvo e depois perseguí-lo até se cansar.
Bem sei que não era divertido para os restantes porque passava por eles sem os tentar apanhar - Lembro-me perfeitamente de quem gostava de perseguir.
Era eu e o Eduardo - um duelo a dois. Ambos tínhamos a resistência física e a vontade de irmos ao limite.
Ele e eu jogávamos o nosso próprio jogo da apanhada.
Ele era quem mais respeitava, porque simplesmente era o mais difícil de apanhar.
Por isso ainda hoje me lembro das corridas que fazíamos.
Escolher significa decidir o que queremos para nós.
Escolher significa projectar as nossas ambições.
"Separar o trigo do joio".
Como seria bom se separar o trigo do joio fosse algo que fizesse parte da nossa natureza - inato no dia-a-dia - e não apenas nos dias em que temos fome.
Tanta informação que nos faz perder o hábito de pensar.
Assimilar, assimilar e não pensar.
Um turbilhão de informação que nos arrasta para um remoinho de lixo audio-visual.
Temos que ser capazes de manter a sanidade e a liberdade de escolha.
E acima de tudo escolher.
Permitirmo-nos à escolha e à imposição do que queremos para nós.
Lembro-me dos tempos de miúdo em que jogávamos à apanhada.
Gostava de seleccionar um alvo e depois perseguí-lo até se cansar.
Bem sei que não era divertido para os restantes porque passava por eles sem os tentar apanhar - Lembro-me perfeitamente de quem gostava de perseguir.
Era eu e o Eduardo - um duelo a dois. Ambos tínhamos a resistência física e a vontade de irmos ao limite.
Ele e eu jogávamos o nosso próprio jogo da apanhada.
Ele era quem mais respeitava, porque simplesmente era o mais difícil de apanhar.
Por isso ainda hoje me lembro das corridas que fazíamos.
Escolher significa decidir o que queremos para nós.
Escolher significa projectar as nossas ambições.
"Separar o trigo do joio".
Como seria bom se separar o trigo do joio fosse algo que fizesse parte da nossa natureza - inato no dia-a-dia - e não apenas nos dias em que temos fome.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Filho de gente
Num segundo sou filho de gente.
Filho da Humanidade,
Filho de dores,
Filho de amores.
Num segundo sou teu.
Sou do teu sangue.
Num segundo a verdade encadeia,
e num segundo vejo nos teus olhos, a Vida.
A vida que está sempre presente mas nem sempre consciente.
Num segundo somos UM.
A vida, cheia de segundos.
Filho da Humanidade,
Filho de dores,
Filho de amores.
Num segundo sou teu.
Sou do teu sangue.
Num segundo a verdade encadeia,
e num segundo vejo nos teus olhos, a Vida.
A vida que está sempre presente mas nem sempre consciente.
Num segundo somos UM.
A vida, cheia de segundos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O valor do pensamento
O pensamento é o nosso bem mais valioso..
A prenda que temos para oferecer.
É o que brota do Corpo e transcende o Espaço e o Tempo.
O Corpo, esse retorna à Terra.
Mas o pensamento fica.
Viaja de corpo em corpo - transforma-se e evolui, provoca e tranquiliza.
O pensamento é o nosso legado.
Há que cultivá-lo,
há que valorizá-lo,
há que aperfeicoá-lo.
Ele é o resistente.
A prenda que temos para oferecer.
É o que brota do Corpo e transcende o Espaço e o Tempo.
O Corpo, esse retorna à Terra.
Mas o pensamento fica.
Viaja de corpo em corpo - transforma-se e evolui, provoca e tranquiliza.
O pensamento é o nosso legado.
Há que cultivá-lo,
há que valorizá-lo,
há que aperfeicoá-lo.
Ele é o resistente.
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