domingo, 22 de julho de 2012

Agora!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Autodidacta

Disse-me há alguns dias atrás um desconhecido:
"Sou um autodidacta - chego lá, demoro é às vezes mais tempo"

Esta frase ficou a ressoar no meu cérebro.
A convicção com que ele me fitou o olhar e disse estas palavras "chego lá" marcaram-me o pensamento.
Fez-me lembrar na convicção da tartaruga.
Não só na convicção mas também na confiança do seu valor intrínseco.
Estes dois factores são pedras basilares para traçar um futuro próspero - Muito mais do que viver à sombra de um canudo.

Já dizia o folheto do aplicativo financeiro: "Rendibilidades passadas não são garantia de rendibilidades futuras".

A vida evolui todos os dias e as pessoas também, se assim o quiserem.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Olhar em frente

Viver uma vida no espelho retrovisor é avançar no desconhecido de vendas postas.
O passado é importante para enquadrar, para servir de experiência, para dar corpo.
Mas há que deixá-lo ir.
O passado é corrosivo quando vivido em forma de grilhões.
Devemos libertarmo-nos dele.
Bom ou mau, já foi.

Agora há que dar espaço e seguir em frente.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Soma das partes

O valor de um Homem mede-se pela soma das partes que vivem na memória dos outros.
O valor de uma Vida mede-se pela soma das partes que não morrem na memória dos outros.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Depois da vitória

Depois da vitória, o Porquê.
Tentar escrutinar de onde surgiu a oportunidade,
e por onde deambulou a sorte enquanto desenhavas o teu destino.

Se a vitória te soube bem, então foi porque tiveste bons adversários.
A primeira coisa que bons adversários fazem é levantar o queixo e definir o que vão melhorar para a próxima oportunidade.

Respeita os teus adversários e não te esqueças de fazer o mesmo.
A vitória é um momento efémero. Apenas louros e taças.
No percurso para a obter é que estão os tesouros.
E entre eles os teus grandes adversários.
Os que te levam a dar mais um passo.

Um pequena nota para um gigante olímpico: Sergei Bubka
35 recordes mundiais e uma capacidade imensa de se reinventar.
Podia ter tido só 2 ou 3 recordes mundiais mas até nisso mostrou a sua grande capacidade de gerir o ego.
Estava antes de tempo e soube adaptar-se avançando aos poucos.
Podia ter comido o bolo em 2 ou 3 dentadas. Decidiu alimentar-se 35 vezes e deixar uma marca na história.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Outlier

Sê um Outlier.
Sente orgulho em aceitar o desafio.
Significa aceitar questionar-se, criar estrutura.
Dar corpo.
Conhecer-se.
Saltar fora do rebanho.
Criar alma.

O adulto e a criança

Ser adulto significa compreender as regras do jogo.
Significa aprender que há o bom e o mau.
Significa escolher de forma consciente, agir e compreender as consequências.

Significa dar espaço para a sua criança correr, questionar e inventar.
Significa garantir à sua criança que não tem que se preocupar com as camadas de sociedade impostas.

O interface é o adulto que deve garantir - a criança brinca lá dentro.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Desencontro momentâneo

Num sopro inesperado, escapaste-me por entre os dedos.
Num desencontro, alguém decidiu tirar-te de mim,
Sem me deixar dizer-te adeus.
Sem um simples Porquê.

Restou-me a dor do que não te disse,
e a mágoa do que não te dei

Apenas ficou um deserto de pó seco e de emoções amargas.

Num sonho viste dizer-me que era no deserto que te devia procurar.
Disseste-me que devia olhar o céu e não o chão.
Por isso ergui-me das sombras e tornei-me viajante,
Procurando voltar a reconhecer o teu sorriso algures nesta ou noutra vida.

Sei que virá o momento em que vou reconhecer os teus cabelos, a tua voz.
Sei que nessa altura me dirás em silêncio,
que a tua ausência, agora cravada nas minhas lágrimas,
serviu tão somente para eu aprender a saborear de novo, o teu perfume, a teu olhar, a tua presença.

Acordei de repente, em sobressalto.
Perguntaste-me: "O que se passa?"

Olhei-te nos olhos e disse: Estou feliz, acabei de poupar uma vida.

sábado, 16 de junho de 2012

Religiões

Ao não contar a história toda, deixamos espaço para outros finais.
Quem nos ouve acaba por surpreender, fazendo por vezes muito mais do que nós seríamos capazes ou estaríamos à espera que acontecesse.

No fundo, não mostrámos a nossa fronteira e como tal deixámos espaço a que outras fronteiras mais além fossem desenhadas.

Nos dias em que me levanto mais ateu penso se a religião não será mais do que uma grande mentira muito bem contada, criada com o único propósito de trazer ao de cima o melhor que há em nós.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Deserto

Desertos de emoções,
Desertos de sensações,
Uma seca de sentimentos.

São Oceanos de capas,
Mil formas de afogar uma dor,

A solidão encontra-se sempre escondida debaixo da pedra, longe da luz.

Acender uma lanterna às vezes é o suficiente para iluminar os rubis mergulhados na lama, desejando de serem encontrados.

Uma raio de sol é quanto basta para provocar uma chuva de inesperados momentos que lavam as máscaras petrificadas e trazem para a rua o que todos anseiam e desesperam.

Vida

domingo, 10 de junho de 2012

A última milha


A última milha é a mais importante.
É onde o cansaço questiona a convicção.
Onde a dúvida questiona a Fé.

Se uma equipa inteira se reune para dar voz a um homem, esse homem não pode desiludir no último minuto.
Esse último momento é o momento da coesão, para o qual todos trabalharam.
Todos prescindiram de algo no caminho - há que provar o valor do que escolheram em troca.

Não é razoável que tudo seja em vão por um desplicente: "Amanhã também é dia.."
"Amanhã" nunca será igual a "Hoje". Será sempre um dia diferente.

A reta final é o momento onde as batalhas são ganhas,
Onde as grandes equipas nascem,
Onde se desenham as bases para que a história se volte a repetir.

Se alguém te provar que o Destino existe, e que cada pessoa tem o seu, diria que então Ele estará a contar contigo para a última milha - não O desiludas.

Depois da meta, a desilusão espera os que não se esforçaram.
Os que deram tudo por tudo sabem que a vitória não é a medalha, é a paz interior.

Não baixes os braços.
Não largues o osso.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mais, Quero mais

Por coincidência ou talvez não, li ontem um artigo muito interessante que descrevia actos que valem mais do que palavras,
Por coincidência ou talvez não, ouvi hoje uma rubrica que abordava a ética que vive para lá das Leis,

Esta vida que nos foi concedida é o tabuleiro de jogo onde podemos experimentar e aprender.
Haverão sempre desafios difíceis de compreender mas não podemos esquecer que quando tivermos que ir, o que ficará será simplesmente o Pó do nosso corpo e a Imortalidade dos nossos actos.

Quando em dificuldade, o melhor a fazer é mudar de tabuleiro - Ajuda a relativizar as pequenas chatices do dia-a-dia.

Senão vejamos:
Pensa na chatice que te apoquenta.

Agora ouve o que te digo.
Sabes que no IPO existe um regime de acompanhamento aos que já ultrapassaram um problema oncológico- Chamam-lhe a consulta dos DUROs (Doente que ultrapassou a realidade oncológica). Nome apropriado, não?

Ainda te lembras da tua chatice?
Só de pensar que existem DUROs com menos de metade da minha idade faz com que tudo desapareça num ápice.

É por isso que prefiro gritar ao Mundo afirmando que se me mostrares o que tens de melhor, devolver-te-ei na mesma moeda.

Ou por outras palavras, se quiseres vir comigo, dou-te boleia.
Se não quiseres, tudo bem.
Tens é que sair da frente, porque já há mais gente no carro que não está disposta a perder nem mais um segundo - Vais no próximo.

Agora percebo o mestre chinês que se recusou a ensinar determinado aluno.
Não podemos perder muito tempo com quem não quer aprender.
Por respeito a quem quer e acima de tudo por respeito a nós próprios.
Há-de haver nova oportunidade no futuro.
Há que dar espaço ao amadurecimento e voltar a tentar, talvez mais tarde.

Esta resolução permite-me confiar mais em quem devo confiar.
Mesmo que não conheça como conhecemos um Irmão.
Aprendi a estar atento aos actos e neles reconhecer o carácter de quem os pratica.
Olhar para lá das tácticas.
Separar o trigo do joio.

Grandes Famílias, Grande Equipas ou Grandes Empresas são todas feitas deste tempero, deste reconhecimento de que existe algo que as une pela positiva, como se fosse uma energia invisível que cola todas as peças.

Tudo começa a partir de uma sub-cultura de honestidade e transparência, quase tribal, que se alastra pela Organização como um vírus.

A chamada cultura da empresa.

chega! O era das caixinhas já terminou.
Está na hora de dar mais e de exigir mais.

O tempo urge. 

domingo, 3 de junho de 2012

O Corvo e a Raposa de La Fontaine


A curiosidade é algo de precioso que devemos nutrir dentro de nós.

A curiosidade do Corvo é o que nos faz seguir em frente e manter o nosso Querer.
Mas no caminho do Corvo cruzam-se muitas Raposas.

O Corvo defronta-se com muitas táticas ardilosas de Raposas que brincam com a sua curiosidade,
Táticas que tentam levar a atenção do Corvo para aquilo que não é do seu melhor interesse.

É aqui que a curiosidade matou o Gato - A curiosidade desmedida e descontrolada,
utilizada de forma mais desadequada.

Ao aprender a reconhecer o canto das Raposas ou Sereias, o Corvo percebe que o mais importante afinal é o Queijo que já está no seu bico, ao seu alcance.

Às vezes é preciso perder muitas batalhas antes de aprender a dar valor ao Queijo.

..É preciso esquecer o Ego..

Há que focar a curiosidade no horizonte, nos objectivos do nosso Querer.
Há que deixar a raposa a falar sozinha, abrir as nossas asas e voar.

E não há que ter pena da raposa.
Ela também está no seu processo de aprendizagem, tal como nós.

O Corvo tem que aprender o que é o Queijo.
A Raposa tem ainda que passar fome antes de conseguir que lhe crescam as asas.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Complexidade

Complexidade significa densidade.
Mais fundo, com mais sumo.

Complexidade significa corpo,
Suporte e Segurança.

Ser complexo não significa ser difícil.
Significa ter várias dimensões.
Significa ter mais sabor.

Para ser simples há que ganhar complexidade.

É a diferença entre o simplesmente transparente e o transparente com alma.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Óbvio ou complexo

No complexo por vezes encontramos o óbvio e no óbvio o complexo.
Eis um exemplo:
"Para encontrar, há que procurar"
Óbvio, certo?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A bússola

Páro por um momento.

Viro as costas a Sul e deixo o Sol aquecer os rins.
Por momentos, permito-me relaxar ao som do vento.

Diante de mim, um campo verdejante,
Uma palete de cores graciosamente iluminada.

Aos poucos sinto a minha Visão ampliar,
mais e mais atenta ao pormenor.

A sombra, essa deixou de me perseguir.
Em vez disso, o meu Passado aponta agora em frente,
mostrando-me na relva, os contornos de quem eu sou.


Verifico que a pégada que deixo define-me como Homem.
Ao mesmo tempo, esta minha marca aponta o Norte para o Futuro que vou alcançar.

Foi só preciso Parar e Escutar,
e Ver o que este Sol tem para me mostrar.

sábado, 14 de abril de 2012

Tempo para viver

Na vida temos 2 tipos de encruzilhadas.
Aquelas onde temos que decidir Escolher, e aquelas onde temos que decidir Deixar.
Perder demasiado tempo em qualquer um deste tipo de decisões significa roubar tempo ao que se tem para viver.

Quanto mais tempo demorares a escolher quem queres no teu futuro, ou a deixar ir quem pertence ao teu passado, menos tempo tens para viver com quem está no teu presente.

Reflete quanto baste e decide Escolher ou decide Deixar.
Com coragem, sem remorsos ou vergonhas.

Na maior parte das vezes, uma decisão nunca é definitiva.
O importante é não deixares-te paralisar nas tomadas de decisão.
Quanto ao resto, relaxa - Tudo é um processo adaptativo.
São centenas de decisões que fazem uma grande decisão.

Aprende a decidir depressa.
E aprende a encontrar o espaço que existe imediatamente antes de cada tomada de decisão.

Vais ver como é bom encontrar esse espaço e que esse espaço se torna cada vez maior com o tempo.

É o espaço da Escuta, da aprendizagem.
O espaço do Repouso Atento.

terça-feira, 27 de março de 2012

Escolhas

The people you choose will make the person you are.

Saber escolher é uma arte que se aprende ao longo do tempo.
Na nossa vida há muitos tipos de interacções.

Pessoas que fazem tangentes e outras que fazem secantes,
Pessoas que marcam diâmetros.

Pessoas que vêm e pessoas que vão.

Ao escrever estas linhas lembro-me de um mar de gente com quem já tive o prazer de partilhar um, alguns ou muitos momentos.

Algumas delas provavelmente vão ler este post - e que bons momentos foram!

Mas o ponto que quero defender é que também há alturas em que temos que ter o discernimento de escolher Não Estar.
Por uma questão de auto-estima, há que saber excluir o que não é certo na nossa vida.
Praticar o bem, respeitar e ajudar, desde que isso não implique prejudicarmo-nos a nós próprios.

Parece pouco altruísta mas não é. Pelo contrário, é mais do que se pode imaginar, inclusivé para de quem nos devemos afastar.
Em tudo há uma lição.
Às vezes basta dar um tempo. Outras vezes não é suficiente.

No avião, se houver um acidente e formos ao lado de uma criança, as indicações são as de primeiro colocarmos a máscara a nós próprios e só depois colocar a máscara à criança.

A Madre Teresa de Calcutá não passava fome. E foi assim que conseguiu ajudar muitas mais pessoas do que se não tivesse tido o discernimento de se auto-preservar.

É um bom senso que quando levado a situações limites como é o caso de muitos dos episódios passados no Evereste, é encarado por quem não está lá a sofrer na pele, como pura crueldade.

Julgo que esta conclusão se aplica a determinadas personagens que cruzam o nosso caminho.
Temos que ter o discernimento de polidamente afastarmo-nos, por respeito ao valor que tem a nossa breve existência neste Mundo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Jovem promissor

Um ancião convida um jovem promissor para um almoço a dois.
Após 20 minutos de silêncio, o ancião pergunta:
- E então, não tens nada para me perguntar?
ao qual o jovem responde:
- Se é o silêncio que se propõe ensinar-me, é a serenidade do silêncio que aprenderei hoje.

sábado, 24 de março de 2012

Copos de sapos

Passaste hoje por mim ao almoço.
40 e picos, alto, encorpado, boa pinta.
Deixaste um aperto de mão e um sorriso de cumprimento ligeiramente apagado.

Não fora o facto de alguém já me ter dito em tempos que tinhas um problema com a bebida, e o assunto morreria aqui.

A verdade é que por uma ou outra piada fora de contexto, alguém desconfiou, alguém reparou no teu "à vontade" com a bebida.
E esse alguém colocou-te um etiqueta ao contar-me desses pormenores.
Sabes como são as etiquetas.. Uma vez colocadas, custam muito a sair.
Foi por isso que almocei olhando de esguelha para a tua mesa, tentando validar o que me haviam contado.

Foi grave e foi triste.

Deparei-me com um homem cheio de truques.
Bebias rápido para que não se visse vinho parado no teu copo.
Pedias uma garrafa de vinho de meio litro de cada vez, devolvendo sempre a anterior para não deixar acumulá-las na mesa.
Na mesa colocaste uma 7Up que tiveste o cuidado de pedir em primeiro lugar e colocaste junto ao teu copo.
As garrafas de vinho essas, iam sendo colocadas estrategicamente uma após outra, sempre junto ao copo de quem almoçava contigo - um qualquer personagem que não sentia a necessidade de manter a aparência e que eventualmente nem sequer se terá apercebido das tuas artimanhas.

Mas tu não.
Tu vives da imagem que projectas no espelho.
Tu vives num contrasenso, num dilema.
Afogado num vício nascido no seio de uma vida de agruras.

Cada copo de vinho que bebias não era mais do que um dos muitos sapos que que já tiveste que engolir. Talvez por uma educação rígida, talvez por falta de auto-estima. Não sei.

Sei que no meio disso, o álcool foi o único que te compreendeu e que te presenteou com o esquecimento, ainda que temporário, daquilo que não conseguiste aceitar. Foi o analgésico.

No final da refeição os teus olhos eram agora mortiços, anestesiados.
A dor tinha passado, mais uma vez, por agora.

Vejo-te só, sabes?
Perdido nas tuas angústias.
Deambulando no meio da multidão, aos encontrões contra os outros.

Ao ver-te pensei para comigo quantos sapos, em formato de palavras por dizer, já eu próprio engoli na minha vida e quantos deles já consegui entretanto recusar.


Deste-me força para continuar a crescer.
Ensinaste-me mais uma vez que um Homem quando está só, verga primeiro por dentro, e só depois por fora.
Mais uma vez pude crescer não na minha pele, mas sim na dos outros. Dos mestres.

Sabes,
Observar tem sido para mim uma fonte de riqueza,
Uma Fortuna.
Ouvir, acima de tudo, e incorporar.

Vou deixar-te uma semente num dia destes, como forma de agradecimento.
Uma ou duas palavras certas que talvez consigam encontrar terreno fértil dentro do teu coração, para que deixes de uma vez por todas de olhar para o alcool e comeces a abraçar a tribo que te rodeia.

São eles que te vão salvar.
São eles o mapa que precisas para te reencontrares.

Até breve.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lufada de ar fresco

Vivemos num Mundo onde a Verdade assusta, gera desconfiança, desconforto.
Seria natural que isso fosse aplicável à Mentira, mas afinal não.
Vivemos num estado de alerta constante onde o Verdadeiro é que surpreende e é afinal a lufada de ar fresco.

Podemos ser essa lufada de ar fresco.
Podemos não ter receio de ser diferentes.
Podemos orgulhosamente levantar o queixo e sermos nós próprios.

Sem receio de aprovação,
Sem necessidade de imitação.

Podemos simplesmente abrir a boca e falar.
Comunicar ao Mundo o que somos, sem medos.

Logo após o nascimento, iniciamos uma aventura onde aprendemos a seguir os passos dos nossos progenitores, numa busca de pertença. Crescemos mas a necessidade de pertença mantêm-se e talvez seja essa necessidade de pertença mal interpretada que nos leva a querer ser como a média, quando na realidade, em fase adulta, há que florescer.

Por isso, o medo que nos prende de sermos nós próprios, reside em todos nós.
Quando alguém transpõe essa barreira imaginária, mostra-nos que afinal não é o fim do Mundo - é só o princípio.
Ser próprio é ser original, ver as coisas de outro prisma, explorar, visionar e inspirar.

Mission statement 2.0

Não tenhas medo de ser um outlier. Ser diferente da maioria significa estar atento à diferença e saber para si mesmo o que é essa diferença. Significa ser mais seguro das suas convicções. Significa questionar-se. Significa ter identidade.

Quando achas que já estás confortável, está na altura de dares o passo seguinte e avançares para o 2.0

sexta-feira, 2 de março de 2012

A beleza como forma de insulto

Cruzei-me hoje com uma Barbie.
“Sou gira portanto olha para mim”
Senti pena.

Esta Barbie fez parar a porta do elevador com uma suposta legitimidade apenas porque é bonita, segundo os padrões genéricos de beleza ocidental feminina.
Não demorou mais do que 5 segundos é certo, mas a forma como o fez, deu-me vontade de gritar.
Quanto tempo mais teria eu que esperar pelo seu egocentrismo.
Foram só 5 segundos – não deu tempo para ripostar, não seria próprio.
Mas a verdade é que vi nos seus olhos, na sua linguagem corporal algo que me incomodou profundamente.
Foi a sua postura autoritária, insultuosa e terrivelmente feia.

Confesso que dentro de mim há algo que se insurge quando sou confrontado com este estereótipo de que um Homem pode ser manipulado pela beleza exterior da Mulher.
É um insulto à inteligência.
Por outro lado preocupa-me o que vai na cabeça da Barbie porque, quem é que ela irá encontrar que consiga respeitar?

Já ouvi falar deste síndrome antes. Aprisionada num corpo de sonho.

Fico sem saber o que é pior.
Nascer por detrás de uma cara lindíssima ou por detrás de uma cara horrível.

Por alguma razão as pessoas menos atraentes são sempre mais afáveis. São compelidas a crescer. As outras têm que ter mais atenção.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Evolução incremental

Acredito que posturas incrementais são sempre mais eficazes do que posturas radicais.
Seja no desenvolvimento pessoal, na inovação ou no desempenho profissional.
No fundo, no evoluir como um todo.
Radicalizar significa rejeitar o que está para trás de forma indiscriminada.
Significa começar do zero - reinventar a roda.
Sob o falso argumento de que "mais vale cortar o mal pela raiz", deitamos fora tudo - o Bom e o Mau.

Não sou contra dois passos atrás para depois dar um para a frente.
Sou contra o radicalismo, até porque numa perspectiva Darwinista, tudo é incremental.

Respeitemos o trabalho feito antes de nós.
Nem o Bom nem o Mau não são de se deitar fora.

Cada um deve ser incorporado de forma diferente.
O Bom deve-se potenciar, reaproveitar e desenvolver.
O Mau deve-se estudar, e com ele aprender a não cometer os mesmos erros.

Por isso reafirmo, Incrementar em vez de Reinventar.
Parar, Escutar e Avançar.

Puzzle

Um momento é quanto basta para deixares na minha casa a tua marca, a tua assinatura.

O respeito que tenho por ti faz com que passes a fazer parte do meu puzzle.

És o irmão ou a irmã, que por conta de um olhar, de agora em diante mora em mim.