Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
domingo, 10 de junho de 2012
A última milha
A última milha é a mais importante.
É onde o cansaço questiona a convicção.
Onde a dúvida questiona a Fé.
Se uma equipa inteira se reune para dar voz a um homem, esse homem não pode desiludir no último minuto.
Esse último momento é o momento da coesão, para o qual todos trabalharam.
Todos prescindiram de algo no caminho - há que provar o valor do que escolheram em troca.
Não é razoável que tudo seja em vão por um desplicente: "Amanhã também é dia.."
"Amanhã" nunca será igual a "Hoje". Será sempre um dia diferente.
A reta final é o momento onde as batalhas são ganhas,
Onde as grandes equipas nascem,
Onde se desenham as bases para que a história se volte a repetir.
Se alguém te provar que o Destino existe, e que cada pessoa tem o seu, diria que então Ele estará a contar contigo para a última milha - não O desiludas.
Depois da meta, a desilusão espera os que não se esforçaram.
Os que deram tudo por tudo sabem que a vitória não é a medalha, é a paz interior.
Não baixes os braços.
Não largues o osso.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Mais, Quero mais
Por coincidência ou talvez não, li ontem um artigo muito interessante que descrevia actos que valem mais do que palavras,
Por coincidência ou talvez não, ouvi hoje uma rubrica que abordava a ética que vive para lá das Leis,
Esta vida que nos foi concedida é o tabuleiro de jogo onde podemos experimentar e aprender.
Haverão sempre desafios difíceis de compreender mas não podemos esquecer que quando tivermos que ir, o que ficará será simplesmente o Pó do nosso corpo e a Imortalidade dos nossos actos.
Quando em dificuldade, o melhor a fazer é mudar de tabuleiro - Ajuda a relativizar as pequenas chatices do dia-a-dia.
Senão vejamos:
Pensa na chatice que te apoquenta.
Agora ouve o que te digo.
Sabes que no IPO existe um regime de acompanhamento aos que já ultrapassaram um problema oncológico- Chamam-lhe a consulta dos DUROs (Doente que ultrapassou a realidade oncológica). Nome apropriado, não?
Ainda te lembras da tua chatice?
Só de pensar que existem DUROs com menos de metade da minha idade faz com que tudo desapareça num ápice.
É por isso que prefiro gritar ao Mundo afirmando que se me mostrares o que tens de melhor, devolver-te-ei na mesma moeda.
Ou por outras palavras, se quiseres vir comigo, dou-te boleia.
Se não quiseres, tudo bem.
Tens é que sair da frente, porque já há mais gente no carro que não está disposta a perder nem mais um segundo - Vais no próximo.
Agora percebo o mestre chinês que se recusou a ensinar determinado aluno.
Não podemos perder muito tempo com quem não quer aprender.
Por respeito a quem quer e acima de tudo por respeito a nós próprios.
Há-de haver nova oportunidade no futuro.
Há que dar espaço ao amadurecimento e voltar a tentar, talvez mais tarde.
Esta resolução permite-me confiar mais em quem devo confiar.
Mesmo que não conheça como conhecemos um Irmão.
Aprendi a estar atento aos actos e neles reconhecer o carácter de quem os pratica.
Olhar para lá das tácticas.
Separar o trigo do joio.
Grandes Famílias, Grande Equipas ou Grandes Empresas são todas feitas deste tempero, deste reconhecimento de que existe algo que as une pela positiva, como se fosse uma energia invisível que cola todas as peças.
Tudo começa a partir de uma sub-cultura de honestidade e transparência, quase tribal, que se alastra pela Organização como um vírus.
A chamada cultura da empresa.
Já chega! O era das caixinhas já terminou.
Está na hora de dar mais e de exigir mais.
O tempo urge.
Por coincidência ou talvez não, ouvi hoje uma rubrica que abordava a ética que vive para lá das Leis,
Esta vida que nos foi concedida é o tabuleiro de jogo onde podemos experimentar e aprender.
Haverão sempre desafios difíceis de compreender mas não podemos esquecer que quando tivermos que ir, o que ficará será simplesmente o Pó do nosso corpo e a Imortalidade dos nossos actos.
Quando em dificuldade, o melhor a fazer é mudar de tabuleiro - Ajuda a relativizar as pequenas chatices do dia-a-dia.
Senão vejamos:
Pensa na chatice que te apoquenta.
Agora ouve o que te digo.
Sabes que no IPO existe um regime de acompanhamento aos que já ultrapassaram um problema oncológico- Chamam-lhe a consulta dos DUROs (Doente que ultrapassou a realidade oncológica). Nome apropriado, não?
Ainda te lembras da tua chatice?
Só de pensar que existem DUROs com menos de metade da minha idade faz com que tudo desapareça num ápice.
É por isso que prefiro gritar ao Mundo afirmando que se me mostrares o que tens de melhor, devolver-te-ei na mesma moeda.
Ou por outras palavras, se quiseres vir comigo, dou-te boleia.
Se não quiseres, tudo bem.
Tens é que sair da frente, porque já há mais gente no carro que não está disposta a perder nem mais um segundo - Vais no próximo.
Agora percebo o mestre chinês que se recusou a ensinar determinado aluno.
Não podemos perder muito tempo com quem não quer aprender.
Por respeito a quem quer e acima de tudo por respeito a nós próprios.
Há-de haver nova oportunidade no futuro.
Há que dar espaço ao amadurecimento e voltar a tentar, talvez mais tarde.
Esta resolução permite-me confiar mais em quem devo confiar.
Mesmo que não conheça como conhecemos um Irmão.
Aprendi a estar atento aos actos e neles reconhecer o carácter de quem os pratica.
Olhar para lá das tácticas.
Separar o trigo do joio.
Grandes Famílias, Grande Equipas ou Grandes Empresas são todas feitas deste tempero, deste reconhecimento de que existe algo que as une pela positiva, como se fosse uma energia invisível que cola todas as peças.
Tudo começa a partir de uma sub-cultura de honestidade e transparência, quase tribal, que se alastra pela Organização como um vírus.
A chamada cultura da empresa.
Já chega! O era das caixinhas já terminou.
Está na hora de dar mais e de exigir mais.
O tempo urge.
domingo, 3 de junho de 2012
O Corvo e a Raposa de La Fontaine
A curiosidade é algo de precioso que devemos nutrir dentro de nós.
A curiosidade do Corvo é o que nos faz seguir em frente e manter o nosso Querer.
Mas no caminho do Corvo cruzam-se muitas Raposas.
O Corvo defronta-se com muitas táticas ardilosas de Raposas que brincam com a sua curiosidade,
Táticas que tentam levar a atenção do Corvo para aquilo que não é do seu melhor interesse.
É aqui que a curiosidade matou o Gato - A curiosidade desmedida e descontrolada,
utilizada de forma mais desadequada.
Ao aprender a reconhecer o canto das Raposas ou Sereias, o Corvo percebe que o mais importante afinal é o Queijo que já está no seu bico, ao seu alcance.
Às vezes é preciso perder muitas batalhas antes de aprender a dar valor ao Queijo.
..É preciso esquecer o Ego..
Há que focar a curiosidade no horizonte, nos objectivos do nosso Querer.
Há que deixar a raposa a falar sozinha, abrir as nossas asas e voar.
E não há que ter pena da raposa.
Ela também está no seu processo de aprendizagem, tal como nós.
O Corvo tem que aprender o que é o Queijo.
A Raposa tem ainda que passar fome antes de conseguir que lhe crescam as asas.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Complexidade
Complexidade significa densidade.
Mais fundo, com mais sumo.
Complexidade significa corpo,
Suporte e Segurança.
Ser complexo não significa ser difícil.
Significa ter várias dimensões.
Significa ter mais sabor.
Para ser simples há que ganhar complexidade.
É a diferença entre o simplesmente transparente e o transparente com alma.
Mais fundo, com mais sumo.
Complexidade significa corpo,
Suporte e Segurança.
Ser complexo não significa ser difícil.
Significa ter várias dimensões.
Significa ter mais sabor.
Para ser simples há que ganhar complexidade.
É a diferença entre o simplesmente transparente e o transparente com alma.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Óbvio ou complexo
No complexo por vezes encontramos o óbvio e no óbvio o complexo.
Eis um exemplo:
"Para encontrar, há que procurar"
Óbvio, certo?
Eis um exemplo:
"Para encontrar, há que procurar"
Óbvio, certo?
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A bússola
Páro por um momento.
Viro as costas a Sul e deixo o Sol aquecer os rins.
Por momentos, permito-me relaxar ao som do vento.
Diante de mim, um campo verdejante,
Uma palete de cores graciosamente iluminada.
Aos poucos sinto a minha Visão ampliar,
mais e mais atenta ao pormenor.
A sombra, essa deixou de me perseguir.
Em vez disso, o meu Passado aponta agora em frente,
mostrando-me na relva, os contornos de quem eu sou.
Verifico que a pégada que deixo define-me como Homem.
Ao mesmo tempo, esta minha marca aponta o Norte para o Futuro que vou alcançar.
Foi só preciso Parar e Escutar,
e Ver o que este Sol tem para me mostrar.
Viro as costas a Sul e deixo o Sol aquecer os rins.
Por momentos, permito-me relaxar ao som do vento.
Diante de mim, um campo verdejante,
Uma palete de cores graciosamente iluminada.
Aos poucos sinto a minha Visão ampliar,
mais e mais atenta ao pormenor.
A sombra, essa deixou de me perseguir.
Em vez disso, o meu Passado aponta agora em frente,
mostrando-me na relva, os contornos de quem eu sou.
Verifico que a pégada que deixo define-me como Homem.
Ao mesmo tempo, esta minha marca aponta o Norte para o Futuro que vou alcançar.
Foi só preciso Parar e Escutar,
e Ver o que este Sol tem para me mostrar.
sábado, 14 de abril de 2012
Tempo para viver
Na vida temos 2 tipos de encruzilhadas.
Aquelas onde temos que decidir Escolher, e aquelas onde temos que decidir Deixar.
Perder demasiado tempo em qualquer um deste tipo de decisões significa roubar tempo ao que se tem para viver.
Quanto mais tempo demorares a escolher quem queres no teu futuro, ou a deixar ir quem pertence ao teu passado, menos tempo tens para viver com quem está no teu presente.
Reflete quanto baste e decide Escolher ou decide Deixar.
Com coragem, sem remorsos ou vergonhas.
Na maior parte das vezes, uma decisão nunca é definitiva.
O importante é não deixares-te paralisar nas tomadas de decisão.
Quanto ao resto, relaxa - Tudo é um processo adaptativo.
São centenas de decisões que fazem uma grande decisão.
Aprende a decidir depressa.
E aprende a encontrar o espaço que existe imediatamente antes de cada tomada de decisão.
Vais ver como é bom encontrar esse espaço e que esse espaço se torna cada vez maior com o tempo.
É o espaço da Escuta, da aprendizagem.
O espaço do Repouso Atento.
Aquelas onde temos que decidir Escolher, e aquelas onde temos que decidir Deixar.
Perder demasiado tempo em qualquer um deste tipo de decisões significa roubar tempo ao que se tem para viver.
Quanto mais tempo demorares a escolher quem queres no teu futuro, ou a deixar ir quem pertence ao teu passado, menos tempo tens para viver com quem está no teu presente.
Reflete quanto baste e decide Escolher ou decide Deixar.
Com coragem, sem remorsos ou vergonhas.
Na maior parte das vezes, uma decisão nunca é definitiva.
O importante é não deixares-te paralisar nas tomadas de decisão.
Quanto ao resto, relaxa - Tudo é um processo adaptativo.
São centenas de decisões que fazem uma grande decisão.
Aprende a decidir depressa.
E aprende a encontrar o espaço que existe imediatamente antes de cada tomada de decisão.
Vais ver como é bom encontrar esse espaço e que esse espaço se torna cada vez maior com o tempo.
É o espaço da Escuta, da aprendizagem.
O espaço do Repouso Atento.
terça-feira, 27 de março de 2012
Escolhas
The people you choose will make the person you are.
Saber escolher é uma arte que se aprende ao longo do tempo.
Na nossa vida há muitos tipos de interacções.
Pessoas que fazem tangentes e outras que fazem secantes,
Pessoas que marcam diâmetros.
Pessoas que vêm e pessoas que vão.
Ao escrever estas linhas lembro-me de um mar de gente com quem já tive o prazer de partilhar um, alguns ou muitos momentos.
Algumas delas provavelmente vão ler este post - e que bons momentos foram!
Mas o ponto que quero defender é que também há alturas em que temos que ter o discernimento de escolher Não Estar.
Por uma questão de auto-estima, há que saber excluir o que não é certo na nossa vida.
Praticar o bem, respeitar e ajudar, desde que isso não implique prejudicarmo-nos a nós próprios.
Parece pouco altruísta mas não é. Pelo contrário, é mais do que se pode imaginar, inclusivé para de quem nos devemos afastar.
Em tudo há uma lição.
Às vezes basta dar um tempo. Outras vezes não é suficiente.
No avião, se houver um acidente e formos ao lado de uma criança, as indicações são as de primeiro colocarmos a máscara a nós próprios e só depois colocar a máscara à criança.
A Madre Teresa de Calcutá não passava fome. E foi assim que conseguiu ajudar muitas mais pessoas do que se não tivesse tido o discernimento de se auto-preservar.
É um bom senso que quando levado a situações limites como é o caso de muitos dos episódios passados no Evereste, é encarado por quem não está lá a sofrer na pele, como pura crueldade.
Julgo que esta conclusão se aplica a determinadas personagens que cruzam o nosso caminho.
Temos que ter o discernimento de polidamente afastarmo-nos, por respeito ao valor que tem a nossa breve existência neste Mundo.
Saber escolher é uma arte que se aprende ao longo do tempo.
Na nossa vida há muitos tipos de interacções.
Pessoas que fazem tangentes e outras que fazem secantes,
Pessoas que marcam diâmetros.
Pessoas que vêm e pessoas que vão.
Ao escrever estas linhas lembro-me de um mar de gente com quem já tive o prazer de partilhar um, alguns ou muitos momentos.
Algumas delas provavelmente vão ler este post - e que bons momentos foram!
Mas o ponto que quero defender é que também há alturas em que temos que ter o discernimento de escolher Não Estar.
Por uma questão de auto-estima, há que saber excluir o que não é certo na nossa vida.
Praticar o bem, respeitar e ajudar, desde que isso não implique prejudicarmo-nos a nós próprios.
Parece pouco altruísta mas não é. Pelo contrário, é mais do que se pode imaginar, inclusivé para de quem nos devemos afastar.
Em tudo há uma lição.
Às vezes basta dar um tempo. Outras vezes não é suficiente.
No avião, se houver um acidente e formos ao lado de uma criança, as indicações são as de primeiro colocarmos a máscara a nós próprios e só depois colocar a máscara à criança.
A Madre Teresa de Calcutá não passava fome. E foi assim que conseguiu ajudar muitas mais pessoas do que se não tivesse tido o discernimento de se auto-preservar.
É um bom senso que quando levado a situações limites como é o caso de muitos dos episódios passados no Evereste, é encarado por quem não está lá a sofrer na pele, como pura crueldade.
Julgo que esta conclusão se aplica a determinadas personagens que cruzam o nosso caminho.
Temos que ter o discernimento de polidamente afastarmo-nos, por respeito ao valor que tem a nossa breve existência neste Mundo.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Jovem promissor
Um ancião convida um jovem promissor para um almoço a dois.
Após 20 minutos de silêncio, o ancião pergunta:
- E então, não tens nada para me perguntar?
ao qual o jovem responde:
- Se é o silêncio que se propõe ensinar-me, é a serenidade do silêncio que aprenderei hoje.
Após 20 minutos de silêncio, o ancião pergunta:
- E então, não tens nada para me perguntar?
ao qual o jovem responde:
- Se é o silêncio que se propõe ensinar-me, é a serenidade do silêncio que aprenderei hoje.
sábado, 24 de março de 2012
Copos de sapos
Passaste hoje por mim ao almoço.
40 e picos, alto, encorpado, boa pinta.
Deixaste um aperto de mão e um sorriso de cumprimento ligeiramente apagado.
Não fora o facto de alguém já me ter dito em tempos que tinhas um problema com a bebida, e o assunto morreria aqui.
A verdade é que por uma ou outra piada fora de contexto, alguém desconfiou, alguém reparou no teu "à vontade" com a bebida.
E esse alguém colocou-te um etiqueta ao contar-me desses pormenores.
Sabes como são as etiquetas.. Uma vez colocadas, custam muito a sair.
Foi por isso que almocei olhando de esguelha para a tua mesa, tentando validar o que me haviam contado.
Foi grave e foi triste.
Deparei-me com um homem cheio de truques.
Bebias rápido para que não se visse vinho parado no teu copo.
Pedias uma garrafa de vinho de meio litro de cada vez, devolvendo sempre a anterior para não deixar acumulá-las na mesa.
Na mesa colocaste uma 7Up que tiveste o cuidado de pedir em primeiro lugar e colocaste junto ao teu copo.
As garrafas de vinho essas, iam sendo colocadas estrategicamente uma após outra, sempre junto ao copo de quem almoçava contigo - um qualquer personagem que não sentia a necessidade de manter a aparência e que eventualmente nem sequer se terá apercebido das tuas artimanhas.
Mas tu não.
Tu vives da imagem que projectas no espelho.
Tu vives num contrasenso, num dilema.
Afogado num vício nascido no seio de uma vida de agruras.
Cada copo de vinho que bebias não era mais do que um dos muitos sapos que que já tiveste que engolir. Talvez por uma educação rígida, talvez por falta de auto-estima. Não sei.
Sei que no meio disso, o álcool foi o único que te compreendeu e que te presenteou com o esquecimento, ainda que temporário, daquilo que não conseguiste aceitar. Foi o analgésico.
No final da refeição os teus olhos eram agora mortiços, anestesiados.
A dor tinha passado, mais uma vez, por agora.
Vejo-te só, sabes?
Perdido nas tuas angústias.
Deambulando no meio da multidão, aos encontrões contra os outros.
Ao ver-te pensei para comigo quantos sapos, em formato de palavras por dizer, já eu próprio engoli na minha vida e quantos deles já consegui entretanto recusar.
Deste-me força para continuar a crescer.
Ensinaste-me mais uma vez que um Homem quando está só, verga primeiro por dentro, e só depois por fora.
Mais uma vez pude crescer não na minha pele, mas sim na dos outros. Dos mestres.
Sabes,
Observar tem sido para mim uma fonte de riqueza,
Uma Fortuna.
Ouvir, acima de tudo, e incorporar.
Vou deixar-te uma semente num dia destes, como forma de agradecimento.
Uma ou duas palavras certas que talvez consigam encontrar terreno fértil dentro do teu coração, para que deixes de uma vez por todas de olhar para o alcool e comeces a abraçar a tribo que te rodeia.
São eles que te vão salvar.
São eles o mapa que precisas para te reencontrares.
Até breve.
40 e picos, alto, encorpado, boa pinta.
Deixaste um aperto de mão e um sorriso de cumprimento ligeiramente apagado.
Não fora o facto de alguém já me ter dito em tempos que tinhas um problema com a bebida, e o assunto morreria aqui.
A verdade é que por uma ou outra piada fora de contexto, alguém desconfiou, alguém reparou no teu "à vontade" com a bebida.
E esse alguém colocou-te um etiqueta ao contar-me desses pormenores.
Sabes como são as etiquetas.. Uma vez colocadas, custam muito a sair.
Foi por isso que almocei olhando de esguelha para a tua mesa, tentando validar o que me haviam contado.
Foi grave e foi triste.
Deparei-me com um homem cheio de truques.
Bebias rápido para que não se visse vinho parado no teu copo.
Pedias uma garrafa de vinho de meio litro de cada vez, devolvendo sempre a anterior para não deixar acumulá-las na mesa.
Na mesa colocaste uma 7Up que tiveste o cuidado de pedir em primeiro lugar e colocaste junto ao teu copo.
As garrafas de vinho essas, iam sendo colocadas estrategicamente uma após outra, sempre junto ao copo de quem almoçava contigo - um qualquer personagem que não sentia a necessidade de manter a aparência e que eventualmente nem sequer se terá apercebido das tuas artimanhas.
Mas tu não.
Tu vives da imagem que projectas no espelho.
Tu vives num contrasenso, num dilema.
Afogado num vício nascido no seio de uma vida de agruras.
Cada copo de vinho que bebias não era mais do que um dos muitos sapos que que já tiveste que engolir. Talvez por uma educação rígida, talvez por falta de auto-estima. Não sei.
Sei que no meio disso, o álcool foi o único que te compreendeu e que te presenteou com o esquecimento, ainda que temporário, daquilo que não conseguiste aceitar. Foi o analgésico.
No final da refeição os teus olhos eram agora mortiços, anestesiados.
A dor tinha passado, mais uma vez, por agora.
Vejo-te só, sabes?
Perdido nas tuas angústias.
Deambulando no meio da multidão, aos encontrões contra os outros.
Ao ver-te pensei para comigo quantos sapos, em formato de palavras por dizer, já eu próprio engoli na minha vida e quantos deles já consegui entretanto recusar.
Deste-me força para continuar a crescer.
Ensinaste-me mais uma vez que um Homem quando está só, verga primeiro por dentro, e só depois por fora.
Mais uma vez pude crescer não na minha pele, mas sim na dos outros. Dos mestres.
Sabes,
Observar tem sido para mim uma fonte de riqueza,
Uma Fortuna.
Ouvir, acima de tudo, e incorporar.
Vou deixar-te uma semente num dia destes, como forma de agradecimento.
Uma ou duas palavras certas que talvez consigam encontrar terreno fértil dentro do teu coração, para que deixes de uma vez por todas de olhar para o alcool e comeces a abraçar a tribo que te rodeia.
São eles que te vão salvar.
São eles o mapa que precisas para te reencontrares.
Até breve.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Lufada de ar fresco
Vivemos num Mundo onde a Verdade assusta, gera desconfiança, desconforto.
Seria natural que isso fosse aplicável à Mentira, mas afinal não.
Vivemos num estado de alerta constante onde o Verdadeiro é que surpreende e é afinal a lufada de ar fresco.
Podemos ser essa lufada de ar fresco.
Podemos não ter receio de ser diferentes.
Podemos orgulhosamente levantar o queixo e sermos nós próprios.
Sem receio de aprovação,
Sem necessidade de imitação.
Podemos simplesmente abrir a boca e falar.
Comunicar ao Mundo o que somos, sem medos.
Logo após o nascimento, iniciamos uma aventura onde aprendemos a seguir os passos dos nossos progenitores, numa busca de pertença. Crescemos mas a necessidade de pertença mantêm-se e talvez seja essa necessidade de pertença mal interpretada que nos leva a querer ser como a média, quando na realidade, em fase adulta, há que florescer.
Por isso, o medo que nos prende de sermos nós próprios, reside em todos nós.
Quando alguém transpõe essa barreira imaginária, mostra-nos que afinal não é o fim do Mundo - é só o princípio.
Ser próprio é ser original, ver as coisas de outro prisma, explorar, visionar e inspirar.
Seria natural que isso fosse aplicável à Mentira, mas afinal não.
Vivemos num estado de alerta constante onde o Verdadeiro é que surpreende e é afinal a lufada de ar fresco.
Podemos ser essa lufada de ar fresco.
Podemos não ter receio de ser diferentes.
Podemos orgulhosamente levantar o queixo e sermos nós próprios.
Sem receio de aprovação,
Sem necessidade de imitação.
Podemos simplesmente abrir a boca e falar.
Comunicar ao Mundo o que somos, sem medos.
Logo após o nascimento, iniciamos uma aventura onde aprendemos a seguir os passos dos nossos progenitores, numa busca de pertença. Crescemos mas a necessidade de pertença mantêm-se e talvez seja essa necessidade de pertença mal interpretada que nos leva a querer ser como a média, quando na realidade, em fase adulta, há que florescer.
Por isso, o medo que nos prende de sermos nós próprios, reside em todos nós.
Quando alguém transpõe essa barreira imaginária, mostra-nos que afinal não é o fim do Mundo - é só o princípio.
Ser próprio é ser original, ver as coisas de outro prisma, explorar, visionar e inspirar.
Mission statement 2.0
Não tenhas medo de ser um outlier. Ser diferente da maioria significa estar atento à diferença e saber para si mesmo o que é essa diferença. Significa ser mais seguro das suas convicções. Significa questionar-se. Significa ter identidade.
Quando achas que já estás confortável, está na altura de dares o passo seguinte e avançares para o 2.0
Quando achas que já estás confortável, está na altura de dares o passo seguinte e avançares para o 2.0
sexta-feira, 2 de março de 2012
A beleza como forma de insulto
Cruzei-me hoje com uma Barbie.
“Sou gira portanto olha para mim”
Senti pena.
Esta Barbie fez parar a porta do elevador com uma suposta legitimidade apenas porque é bonita, segundo os padrões genéricos de beleza ocidental feminina.
Não demorou mais do que 5 segundos é certo, mas a forma como o fez, deu-me vontade de gritar.
Quanto tempo mais teria eu que esperar pelo seu egocentrismo.
Foram só 5 segundos – não deu tempo para ripostar, não seria próprio.
Mas a verdade é que vi nos seus olhos, na sua linguagem corporal algo que me incomodou profundamente.
Foi a sua postura autoritária, insultuosa e terrivelmente feia.
Confesso que dentro de mim há algo que se insurge quando sou confrontado com este estereótipo de que um Homem pode ser manipulado pela beleza exterior da Mulher.
É um insulto à inteligência.
Por outro lado preocupa-me o que vai na cabeça da Barbie porque, quem é que ela irá encontrar que consiga respeitar?
Já ouvi falar deste síndrome antes. Aprisionada num corpo de sonho.
Fico sem saber o que é pior.
Nascer por detrás de uma cara lindíssima ou por detrás de uma cara horrível.
Por alguma razão as pessoas menos atraentes são sempre mais afáveis. São compelidas a crescer. As outras têm que ter mais atenção.
“Sou gira portanto olha para mim”
Senti pena.
Esta Barbie fez parar a porta do elevador com uma suposta legitimidade apenas porque é bonita, segundo os padrões genéricos de beleza ocidental feminina.
Não demorou mais do que 5 segundos é certo, mas a forma como o fez, deu-me vontade de gritar.
Quanto tempo mais teria eu que esperar pelo seu egocentrismo.
Foram só 5 segundos – não deu tempo para ripostar, não seria próprio.
Mas a verdade é que vi nos seus olhos, na sua linguagem corporal algo que me incomodou profundamente.
Foi a sua postura autoritária, insultuosa e terrivelmente feia.
Confesso que dentro de mim há algo que se insurge quando sou confrontado com este estereótipo de que um Homem pode ser manipulado pela beleza exterior da Mulher.
É um insulto à inteligência.
Por outro lado preocupa-me o que vai na cabeça da Barbie porque, quem é que ela irá encontrar que consiga respeitar?
Já ouvi falar deste síndrome antes. Aprisionada num corpo de sonho.
Fico sem saber o que é pior.
Nascer por detrás de uma cara lindíssima ou por detrás de uma cara horrível.
Por alguma razão as pessoas menos atraentes são sempre mais afáveis. São compelidas a crescer. As outras têm que ter mais atenção.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Evolução incremental
Acredito que posturas incrementais são sempre mais eficazes do que posturas radicais.
Seja no desenvolvimento pessoal, na inovação ou no desempenho profissional.
No fundo, no evoluir como um todo.
Radicalizar significa rejeitar o que está para trás de forma indiscriminada.
Significa começar do zero - reinventar a roda.
Sob o falso argumento de que "mais vale cortar o mal pela raiz", deitamos fora tudo - o Bom e o Mau.
Não sou contra dois passos atrás para depois dar um para a frente.
Sou contra o radicalismo, até porque numa perspectiva Darwinista, tudo é incremental.
Respeitemos o trabalho feito antes de nós.
Nem o Bom nem o Mau não são de se deitar fora.
Cada um deve ser incorporado de forma diferente.
O Bom deve-se potenciar, reaproveitar e desenvolver.
O Mau deve-se estudar, e com ele aprender a não cometer os mesmos erros.
Por isso reafirmo, Incrementar em vez de Reinventar.
Parar, Escutar e Avançar.
Seja no desenvolvimento pessoal, na inovação ou no desempenho profissional.
No fundo, no evoluir como um todo.
Radicalizar significa rejeitar o que está para trás de forma indiscriminada.
Significa começar do zero - reinventar a roda.
Sob o falso argumento de que "mais vale cortar o mal pela raiz", deitamos fora tudo - o Bom e o Mau.
Não sou contra dois passos atrás para depois dar um para a frente.
Sou contra o radicalismo, até porque numa perspectiva Darwinista, tudo é incremental.
Respeitemos o trabalho feito antes de nós.
Nem o Bom nem o Mau não são de se deitar fora.
Cada um deve ser incorporado de forma diferente.
O Bom deve-se potenciar, reaproveitar e desenvolver.
O Mau deve-se estudar, e com ele aprender a não cometer os mesmos erros.
Por isso reafirmo, Incrementar em vez de Reinventar.
Parar, Escutar e Avançar.
Puzzle
Um momento é quanto basta para deixares na minha casa a tua marca, a tua assinatura.
O respeito que tenho por ti faz com que passes a fazer parte do meu puzzle.
És o irmão ou a irmã, que por conta de um olhar, de agora em diante mora em mim.
O respeito que tenho por ti faz com que passes a fazer parte do meu puzzle.
És o irmão ou a irmã, que por conta de um olhar, de agora em diante mora em mim.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Clássico
Um clássico dos vídeos TED, daqueles que convém rever de tempos a tempos.
Aprende-se sempre mais qualquer coisa.
Aprende-se sempre mais qualquer coisa.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Post it
Existe um método de análise denominado o Quadrante Mágico da Gartner.
Desenhando 2 eixos ortogonais divide-se o plano em 4 áreas e a partir daí faz-se o rating das empresas de um determinado mercado, separando-as em "Leaders", "Challengers", "Visionaries" e "Niche players".
Ao fazer este exercício "genérico-táctico", lembrei-me que o ser humano começou por desenhar de forma plana, em apenas 2 eixos esquecendo o 3º eixo.
Olhei para o diagrama e pensei por momentos que também aqui havia a falta do 3º eixo.
Em cada suposto quadrante, transposto agora para 3 dimensões deixa de haver um simples plano, passando a haver um espaço também ele a 3 dimensões.
Passo a ilustrar:
Juntando apenas 1 dimensão, deixei de ter 4 simples quadrantes para tipificar as coisas, passando agora a ter 8 cubos cheios de hipóteses.
De repente, o rating cego e redutor das 4 áreas passa a ter muitas mais hipóteses para classificar o que quer que seja.
Muitas mais hipóteses significa poder olhar para um Mundo mais abrangente, muito mais justo e verdadeiro.
Fez-me lembrar o quão redutor é o preconceito e a tipificação simples e plana de uma mente tacanha.
Depois olhei de novo para o diagrama que tinha acabado de desenhar e pensei:
E se os eixos xyz deixassem eles próprios de ser parte de um plano e passassem a ser curvilíneos, como se fizessem parte dos contornos de uma esfera.
Então aí, os cubos recém-desenhados unir-se-iam no outro extremo de cada esfera com os cubos supostamente opostos.
Fez-me reflectir na abrangêngia do Círculo face ao Cubo ou o Plano. Simplesmente porque permite o reencontro de extremos.
Estas divagações levam-me a pensar que passei dos simples 4 quadrantes para 8 cubos , para o circulo completo adicionando apenas uma dimensão. E se agora juntasse mais uma? O que aconteceria?
Apenas para perceber que saber que nada sabemos é crucial para manter o caminho aberto a novas descobertas.
DEscobertas essas que por vezes surgem de um simples click ou de um conjunto retorcido de metáforas por entre eixos ortogonais, planos e sólidos geométricos.
Desenhando 2 eixos ortogonais divide-se o plano em 4 áreas e a partir daí faz-se o rating das empresas de um determinado mercado, separando-as em "Leaders", "Challengers", "Visionaries" e "Niche players".
Ao fazer este exercício "genérico-táctico", lembrei-me que o ser humano começou por desenhar de forma plana, em apenas 2 eixos esquecendo o 3º eixo.
Olhei para o diagrama e pensei por momentos que também aqui havia a falta do 3º eixo.
Em cada suposto quadrante, transposto agora para 3 dimensões deixa de haver um simples plano, passando a haver um espaço também ele a 3 dimensões.
Passo a ilustrar:
Juntando apenas 1 dimensão, deixei de ter 4 simples quadrantes para tipificar as coisas, passando agora a ter 8 cubos cheios de hipóteses.
De repente, o rating cego e redutor das 4 áreas passa a ter muitas mais hipóteses para classificar o que quer que seja.
Muitas mais hipóteses significa poder olhar para um Mundo mais abrangente, muito mais justo e verdadeiro.
Fez-me lembrar o quão redutor é o preconceito e a tipificação simples e plana de uma mente tacanha.
Depois olhei de novo para o diagrama que tinha acabado de desenhar e pensei:
E se os eixos xyz deixassem eles próprios de ser parte de um plano e passassem a ser curvilíneos, como se fizessem parte dos contornos de uma esfera.
Então aí, os cubos recém-desenhados unir-se-iam no outro extremo de cada esfera com os cubos supostamente opostos.
Fez-me reflectir na abrangêngia do Círculo face ao Cubo ou o Plano. Simplesmente porque permite o reencontro de extremos.
Estas divagações levam-me a pensar que passei dos simples 4 quadrantes para 8 cubos , para o circulo completo adicionando apenas uma dimensão. E se agora juntasse mais uma? O que aconteceria?
Apenas para perceber que saber que nada sabemos é crucial para manter o caminho aberto a novas descobertas.
DEscobertas essas que por vezes surgem de um simples click ou de um conjunto retorcido de metáforas por entre eixos ortogonais, planos e sólidos geométricos.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Estranho Mundo
Que estranho Mundo é este,
Onde só saboreamos depois de sofrer.
Onde só sabemos depois de desconhecer.
Onde só Somos quando deixamos de tentar ser.
Que lógico Mundo é este,
Onde só nos respeitam depois de respeitarmos,
Onde só nos olham depois de Olharmos.
Onde só Aprendemos depois de ensinarmos.
Onde só saboreamos depois de sofrer.
Onde só sabemos depois de desconhecer.
Onde só Somos quando deixamos de tentar ser.
Que lógico Mundo é este,
Onde só nos respeitam depois de respeitarmos,
Onde só nos olham depois de Olharmos.
Onde só Aprendemos depois de ensinarmos.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Yang
Madrugada,
No horizonte, o Sol nasce à tua frente.
No vale, uma neblina de mistério.
A estrada, vazia.
No rádio, 30 seconds to Mars - Night of the Hunter, volume 16.
Experimenta.
Se és um Guerreiro vais entender.
Vais recordar.
Vais incorporar todas as tuas batalhas ganhas.
É nestas alturas em que nos deixamos levar, que incorporaramos o Tigre ou o Urso Pardo e entregamos o corpo como instrumento de uma intenção.
Depois voltamos.
E ao voltar sentimos que Recordando ficámos novamente mais fortes.
No horizonte, o Sol nasce à tua frente.
No vale, uma neblina de mistério.
A estrada, vazia.
No rádio, 30 seconds to Mars - Night of the Hunter, volume 16.
Experimenta.
Se és um Guerreiro vais entender.
Vais recordar.
Vais incorporar todas as tuas batalhas ganhas.
É nestas alturas em que nos deixamos levar, que incorporaramos o Tigre ou o Urso Pardo e entregamos o corpo como instrumento de uma intenção.
Depois voltamos.
E ao voltar sentimos que Recordando ficámos novamente mais fortes.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Como o Desenrascar cria lacunas entre a Percepção e a Impressão
É sobejamente conhecida a fama do Português em "desenrascar".
Uma coisa é valorizar esta atitude na perspectiva de adaptabilidade - Acho bem.
Outra coisa é julgar que esta excepção pode-se tornar no método.
O problema de constantemente "desenrascarmos" induz-nos em erro e pode levar-nos a acreditar que isso é suficiente.
Ao julgarmos que nos "safamos" perdemos a capacidade de melhorar.
E pior que isso, convencemo-nos que não precisamos de aprender.
Dou um exemplo:
Posso julgar que me "safo" a falar espanhol com o belo do "Portunhol".
Aqui ou ali, num diálogo básico e com muita linguagem gestual à mistura, e ignorando uma ou outra situação mais caricata, podemos julgar que o "Portunhol" desenrasca.
O problema é extrapolarmos e pensarmos que esse mesmo Portunhol arranhado que vai safando numa qualquer viagem de Férias às Caraíbas é o mesmo Portunhol que pode fechar negócios com um potencial parceiro Argentino.
Sugestão:
O primeiro passo para desmistificar esta questão é tirar umas aulas de Espanhol. Vais perceber a dimensão do desfasamento que existe entre a percepção que tu tens do teu Espanhol e a impressão que causas em quem está do outro lado da conversa.
Conclusão:
Desenrascar pode ser adequado nalguns casos, mas não faças disso uma regra.
Uma coisa é valorizar esta atitude na perspectiva de adaptabilidade - Acho bem.
Outra coisa é julgar que esta excepção pode-se tornar no método.
O problema de constantemente "desenrascarmos" induz-nos em erro e pode levar-nos a acreditar que isso é suficiente.
Ao julgarmos que nos "safamos" perdemos a capacidade de melhorar.
E pior que isso, convencemo-nos que não precisamos de aprender.
Dou um exemplo:
Posso julgar que me "safo" a falar espanhol com o belo do "Portunhol".
Aqui ou ali, num diálogo básico e com muita linguagem gestual à mistura, e ignorando uma ou outra situação mais caricata, podemos julgar que o "Portunhol" desenrasca.
O problema é extrapolarmos e pensarmos que esse mesmo Portunhol arranhado que vai safando numa qualquer viagem de Férias às Caraíbas é o mesmo Portunhol que pode fechar negócios com um potencial parceiro Argentino.
Sugestão:
O primeiro passo para desmistificar esta questão é tirar umas aulas de Espanhol. Vais perceber a dimensão do desfasamento que existe entre a percepção que tu tens do teu Espanhol e a impressão que causas em quem está do outro lado da conversa.
Conclusão:
Desenrascar pode ser adequado nalguns casos, mas não faças disso uma regra.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
4 Perguntas
Ontem morrias, prostrado na cama.
Hoje transbordas felicidade.
Amanhã, logo se verá..
Um dia de cada vez.
Uma montanha russa de altos e baixo, de euforias e depressões onde o tempo nunca serve nem de conforto nem de água para lavar mágoas.
Espelhado no teu rosto está o desespero e nos teus olhos a paixão.
No teu corpo, a dor, na tua alma a solidão.
E perguntas-me assim, no meio de nada:
- O que estás aqui a fazer? Não aqui comigo, mas Aqui na tua Vida?
- O que fazes tu com o tempo que esbanjas e que eu desejaria que fosse meu?
- Com quem esperas travar as tuas batalhas?
- O que esperas alcançar?
Hoje transbordas felicidade.
Amanhã, logo se verá..
Um dia de cada vez.
Uma montanha russa de altos e baixo, de euforias e depressões onde o tempo nunca serve nem de conforto nem de água para lavar mágoas.
Espelhado no teu rosto está o desespero e nos teus olhos a paixão.
No teu corpo, a dor, na tua alma a solidão.
E perguntas-me assim, no meio de nada:
- O que estás aqui a fazer? Não aqui comigo, mas Aqui na tua Vida?
- O que fazes tu com o tempo que esbanjas e que eu desejaria que fosse meu?
- Com quem esperas travar as tuas batalhas?
- O que esperas alcançar?
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Glória
Ao ver o meu filho a folhear as páginas da História Interminável pensava na porta que se lhe abriu ao aprender a ler.
O facto de saber ler leva-o a um patamar totalmente diferente. Um salto para outra dimensão.
Um salto da mesma dimensão será quando incorporamos o valor e o pecado do Ego.
E mesmo quando nos esquecemos da lição podemos sempre contar com os Mestres que nos rodeiam e que volta e meia nos colocam no pedestal para depois nos tirarem o tapete. Os Grandes Mestres que permitem que com cada queda aprendamos mais um pouco a cada dia que passa.
Recordo a história de Aquiles.
Ele não lutava pela glorificação dos Homens.
Ele lutava pela aceitação dos seus Deuses.
O facto de saber ler leva-o a um patamar totalmente diferente. Um salto para outra dimensão.
Um salto da mesma dimensão será quando incorporamos o valor e o pecado do Ego.
E mesmo quando nos esquecemos da lição podemos sempre contar com os Mestres que nos rodeiam e que volta e meia nos colocam no pedestal para depois nos tirarem o tapete. Os Grandes Mestres que permitem que com cada queda aprendamos mais um pouco a cada dia que passa.
Recordo a história de Aquiles.
Ele não lutava pela glorificação dos Homens.
Ele lutava pela aceitação dos seus Deuses.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
As nossas escolhas
Partilho um vídeo muito interessante sobre as nossas escolhas e a forma como essas escolhas nos tornam felizes ou infelizes.
Um pormenor interessante. Ao minuto 20:30 é abordado algo que eu já tinha inferido mas que surge agora sustentado através de dados científicos e que passo a citar:
"Quando a nossa ambição é limitada, trabalhamos com alegria.
Quando a nossa ambição é ilimitada, leva-nos a mentir, a enganar, a roubar, a magoar os outros e a sacrificar coisas que têm realmente valor"
Um pormenor interessante. Ao minuto 20:30 é abordado algo que eu já tinha inferido mas que surge agora sustentado através de dados científicos e que passo a citar:
"Quando a nossa ambição é limitada, trabalhamos com alegria.
Quando a nossa ambição é ilimitada, leva-nos a mentir, a enganar, a roubar, a magoar os outros e a sacrificar coisas que têm realmente valor"
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Uma prenda para partilhar
Imagina aquela criança que acaba de receber uma prenda.
Tal é a sua emoção que a primeira coisa que quer fazer é partilhá-la com quem mais gosta - os seus Pais, os seus irmãos.
É assim que me sinto hoje.
Hoje, vindo do nada, totalmente inesperado, alguém me ofereceu uma prenda. É essa prenda valiosa que quero partilhar agora contigo.
Hoje, a meio da tarde abri o embrulho e lá dentro estava o seguinte - Uma simples frase:
"És um espalha-sorrisos."
Esta frase é para mim um reencontro com quem sou.
Representa um retomar de um caminho já há algum tempo perdido.
Esta frase siginifica a prova de que consegui voltar ao meu trilho.
É esta frase que quero que leves contigo.
Porque "Espalhar Sorrisos" todos somos capazes.
Nem sempre é fácil, é certo.
Para sorrir, às vezes é preciso aprender a chorar.
Mas quando bebes dessas lágrimas, passas a dar o verdadeiro valor ao sorriso.
Porque significa que já houve momentos em que não o tiveste e sabes o quanto isso custa.
Olha à tua volta com atenção.
Repara e vê a imensidão de pessoas com quem podes partilhar esta prenda que partilho agora contigo.
Garanto-te que ao sorrires nos olhos, tocas sempre alguém.
Mesmo que não seja no imediato,
Mesmo que nunca o venhas a saber.
Mas hoje eu soube e por isso também quero que tu o saibas.
Tal é a sua emoção que a primeira coisa que quer fazer é partilhá-la com quem mais gosta - os seus Pais, os seus irmãos.
É assim que me sinto hoje.
Hoje, vindo do nada, totalmente inesperado, alguém me ofereceu uma prenda. É essa prenda valiosa que quero partilhar agora contigo.
Hoje, a meio da tarde abri o embrulho e lá dentro estava o seguinte - Uma simples frase:
"És um espalha-sorrisos."
Esta frase é para mim um reencontro com quem sou.
Representa um retomar de um caminho já há algum tempo perdido.
Esta frase siginifica a prova de que consegui voltar ao meu trilho.
É esta frase que quero que leves contigo.
Porque "Espalhar Sorrisos" todos somos capazes.
Nem sempre é fácil, é certo.
Para sorrir, às vezes é preciso aprender a chorar.
Mas quando bebes dessas lágrimas, passas a dar o verdadeiro valor ao sorriso.
Porque significa que já houve momentos em que não o tiveste e sabes o quanto isso custa.
Olha à tua volta com atenção.
Repara e vê a imensidão de pessoas com quem podes partilhar esta prenda que partilho agora contigo.
Garanto-te que ao sorrires nos olhos, tocas sempre alguém.
Mesmo que não seja no imediato,
Mesmo que nunca o venhas a saber.
Mas hoje eu soube e por isso também quero que tu o saibas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

