Quando encontrares no Dar, o teu Receber,
Terás encontrado algo muito precioso.
Terás encontrado a tua Missão.
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
sábado, 7 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Véus de sereias
Quando vejo alguém esconder-se por detrás de palavras, fico triste.
Não tanto por mim, que já aprendi a sentir essas teias de aranha a passarem pela cara, mas mais por quem se esconde nas costas destas dialéticas.
E mais triste fico ainda ao pensar naqueles que gravitam à volta destes rastilhos humanos que com estilhaços despedaçam as auto-estimas de quem lhes quer bem.
Lançadores de farpas sem dó, espetando-as bem debaixo da nossas unhas.
E como doem as farpas..
e como Moem, se deixarmos.
Ouvir estes discursos, proferidos sem pudor, é sentir-se espectador de histórias não reveladas.
É ir ver um filme mudo, de vendas postas.
São atitudes que nos fazem sentir estranhos num Mundo que se publicita como essencial para nós.
Mas se calhar não o é.
Historias contadas assim de forma velada, não são mais do que manobras de diversão para nos distrair, para nos afastar da nossa raíz.
São iscos,
Cânticos,
Que escondem o que efectivamente necessita ser trabalhado e que é afinal de contas o que está dentro do coração de quem os apregoa.
Ilusões nas quais o nosso tempo não merece ser desperdiçado.
Ou talvez sim.. depende.
Há filmes mudos com tanto para contar..Se ao menos nos deixassem vê-los.
De qualquer das formas costumam dizer que os velhos tornam-se mais resmungões com a idade.
O sentimento não é de resmunguice - é de exigência.
Quando se começa a ver a luz ao fundo do túnel, torna-se bastante claro o valor da nossa vida e o quão importante é cingirmo-nos ao autêntico.
Tudo o resto não são mais do que cânticos de sereias, já dizia o poeta.
Não tanto por mim, que já aprendi a sentir essas teias de aranha a passarem pela cara, mas mais por quem se esconde nas costas destas dialéticas.
E mais triste fico ainda ao pensar naqueles que gravitam à volta destes rastilhos humanos que com estilhaços despedaçam as auto-estimas de quem lhes quer bem.
Lançadores de farpas sem dó, espetando-as bem debaixo da nossas unhas.
E como doem as farpas..
e como Moem, se deixarmos.
Ouvir estes discursos, proferidos sem pudor, é sentir-se espectador de histórias não reveladas.
É ir ver um filme mudo, de vendas postas.
São atitudes que nos fazem sentir estranhos num Mundo que se publicita como essencial para nós.
Mas se calhar não o é.
Historias contadas assim de forma velada, não são mais do que manobras de diversão para nos distrair, para nos afastar da nossa raíz.
São iscos,
Cânticos,
Que escondem o que efectivamente necessita ser trabalhado e que é afinal de contas o que está dentro do coração de quem os apregoa.
Ilusões nas quais o nosso tempo não merece ser desperdiçado.
Ou talvez sim.. depende.
Há filmes mudos com tanto para contar..Se ao menos nos deixassem vê-los.
De qualquer das formas costumam dizer que os velhos tornam-se mais resmungões com a idade.
O sentimento não é de resmunguice - é de exigência.
Quando se começa a ver a luz ao fundo do túnel, torna-se bastante claro o valor da nossa vida e o quão importante é cingirmo-nos ao autêntico.
Tudo o resto não são mais do que cânticos de sereias, já dizia o poeta.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Uma experiência, uma inspiração
O vídeo que vos deixo é impressionante.
Não pela espectacularidade mas sim pela sua simplicidade.
Aos poucos este Homem vai contando a sua história aparentemente simples.
Aos poucos, no meio da sua humildade, este Homem levanta o véu sobre algumas das mais importantes e comoventes lições de vida.
Acabo de ver o filme e fico quase sem palavras.
Convido-vos a ver o vídeo para depois continuarmos esta conversa:
A pergunta que fica no ar é:
Se a missão que temos a cumprir não é num Inferno como o Afeganistão então do que é que podemos nos queixar?
O conforto cega, é verdade.
Mas também não há razão para procurar a visão na adversidade.
Basta abrir os olhos.
Há pessoas no Afeganistão e pessoas ao virar da esquina, no piso de cima ou do outro lado da mesa de jantar.
A nossa missão nunca está relacionada com o espaço ou o tempo, mas sim com quem nos rodeia.
Não pela espectacularidade mas sim pela sua simplicidade.
Aos poucos este Homem vai contando a sua história aparentemente simples.
Aos poucos, no meio da sua humildade, este Homem levanta o véu sobre algumas das mais importantes e comoventes lições de vida.
Acabo de ver o filme e fico quase sem palavras.
Convido-vos a ver o vídeo para depois continuarmos esta conversa:
A pergunta que fica no ar é:
Se a missão que temos a cumprir não é num Inferno como o Afeganistão então do que é que podemos nos queixar?
O conforto cega, é verdade.
Mas também não há razão para procurar a visão na adversidade.
Basta abrir os olhos.
Há pessoas no Afeganistão e pessoas ao virar da esquina, no piso de cima ou do outro lado da mesa de jantar.
A nossa missão nunca está relacionada com o espaço ou o tempo, mas sim com quem nos rodeia.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Amor e Ódio
O Amor estará tão mais próximo do Ódio quanto maior for o nível de auto-destronamento da sua vida, em prol da sua cara-metade.
Se algum dia o Amor cessar, nada restará senão um imenso Porquê.
Se algum dia o Amor cessar, nada restará senão um imenso Porquê.
Faces - as minhas e as dos outros
Fazer com que alguém não perca a face pode ser interpretado como um acto de nobreza.
Já a acção deliberada de não perder a face pode muitas vezes ser confundida como pura teimosia.
Teimosias descaradas que podem levar a perder muito mais do que apenas uma face.
Já a acção deliberada de não perder a face pode muitas vezes ser confundida como pura teimosia.
Teimosias descaradas que podem levar a perder muito mais do que apenas uma face.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Pormaiores
Pequenos pormenores que são porMaiores.
Este é mais um vídeo que evidencia a importância do detalhe.
De parar para Escutar.
No detalhe está sempre a diferença.
Nos detalhes encontramos sempre as Verdades.
Este é mais um vídeo que evidencia a importância do detalhe.
De parar para Escutar.
No detalhe está sempre a diferença.
Nos detalhes encontramos sempre as Verdades.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A Árvore, o Hipopotamo, o Homem e as Cicatrizes
Para evoluir, a árvore necessita de fazer crescer em primeiro lugar as suas raízes.
Sem raízes, qualquer vento tem capacidade de a derrubar.
Só uma boa raíz permite alimento para chegar mais alto.
O Hipopótamo, animal de poder, traz também no seu dorso as cicatrizes de guerra.
O Homem, traz consigo as cicatrizes de pensamento.
Tal como o Hipopótamo ou a Árvore, o Homem deve saber curar as suas cicatrizes rapidamente.
Aprender com elas e não dar espaço a infecções.
Sem raízes, qualquer vento tem capacidade de a derrubar.
Para subir mais alto, é preciso descer mais fundo, mais dentro.
Só uma boa raiz é que permite resistir vertical, às fortes rajadas.Só uma boa raíz permite alimento para chegar mais alto.
A propósito de raízes, lembrei-me que há alturas em que se cruzam nas nossas vidas pequenos fungos com a arte de se instalarem nas nossas raízes, atacando-as, corroendo-as, minando a sua própria razão de existir - criando cicatrizes.
São as alturas para as quais sou tentado a dizer que a democracia musculada deve entrar em jogo.
Porque há fungos deveras impressionantes, de tal forma inteligentes que são capazes de moldarem supostas verdades universais, apenas para seu próprio interesse.Temos que atingir a sabedoria para conseguir tornar esses fungos passageiros em autênticas injecções de penicilina reforçando com eles o nosso organismo e tornando-nos assim mais fortes, mais capazes de poder ver que a felicidade advém inevitavelmente do facto de podermos contribuir para um bem maior, um bem que nos transcende como indivíduos.
E depois agradecer-lhes, porque o nosso crescimento é sempre feito à base de provas, ou neste caso de fungos que bem trabalhados, reforçam as nossas raízes.
O Hipopótamo, animal de poder, traz também no seu dorso as cicatrizes de guerra.
O Homem, traz consigo as cicatrizes de pensamento.
Tal como o Hipopótamo ou a Árvore, o Homem deve saber curar as suas cicatrizes rapidamente.
Aprender com elas e não dar espaço a infecções.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Foco
Nunca fui adepto de um clube em particular, mas há coisas no futebol que por vezes fascinam.
O Ricardo a defender sem luvas no Euro2004 é um caso desses.
Mas este senhor prima pela regularidade.
Esta foto é retirada de um de muitos vídeos onde o Cristiano executa este ritual de marcação de livre directo.
A capacidade de foco do Cristiano é impressionante.
Repara na expressão.
Não há mais nada.
Só ele, a bola e a baliza.
Faz-me lembrar uma locomotiva a abrir caminho.
Imparável.
O Ricardo a defender sem luvas no Euro2004 é um caso desses.
Mas este senhor prima pela regularidade.
Esta foto é retirada de um de muitos vídeos onde o Cristiano executa este ritual de marcação de livre directo.
A capacidade de foco do Cristiano é impressionante.
Repara na expressão.
Não há mais nada.
Só ele, a bola e a baliza.
Faz-me lembrar uma locomotiva a abrir caminho.
Imparável.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Onde estás?
Devias ter estado lá.
Fizeste falta.
Sabes, sempre preferi diálogos entre duas pessoas a monólogos entre várias.
Dispensava num ápice estas alturas onde se desperdiçam vidas por entre conversas da treta.
Pedaços de existência sem rumo, sem destino.
Senti-me assim perdido, deslocado.
Tive saudades de uma boa troca de ideias.
Um díálogo de crescer.
Olhar nos olhos, criar amizade, partilhar experiências, conhecimento.
Apeteceu-me sair..
Optei por ficar.
Tentei compreender,
Tentei perceber quem na realidade estava ali atrás das máscaras.
E foi assim que por entre receios e vaidades, perfumes e gargalhadas,
Entendi afinal,
que eras tu que estavas lá.
Fizeste falta.
Sabes, sempre preferi diálogos entre duas pessoas a monólogos entre várias.
Dispensava num ápice estas alturas onde se desperdiçam vidas por entre conversas da treta.
Pedaços de existência sem rumo, sem destino.
Senti-me assim perdido, deslocado.
Tive saudades de uma boa troca de ideias.
Um díálogo de crescer.
Olhar nos olhos, criar amizade, partilhar experiências, conhecimento.
Apeteceu-me sair..
Optei por ficar.
Tentei compreender,
Tentei perceber quem na realidade estava ali atrás das máscaras.
E foi assim que por entre receios e vaidades, perfumes e gargalhadas,
Entendi afinal,
que eras tu que estavas lá.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
O Trilho certo
O trilho certo é o que se percorre com um passo a seguir ao outro.
É o que se palmilha com a noção de que uma acção condiciona sempre a seguinte.
Pequenos pecados que se vão transformando em Teias paralizantes ou
Pequenas benfeitorias que aos poucos, mudam Vidas.
O trilho certo é o trilho consciente.
É o que reflete o que somos e não a percepção do que o Mundo tem de nós.
O trilho certo é o da serenidade,
O do encontro consigo próprio.
O trilho certo é aquilo que tu quiseres fazer dele.
É o que se palmilha com a noção de que uma acção condiciona sempre a seguinte.
Pequenos pecados que se vão transformando em Teias paralizantes ou
Pequenas benfeitorias que aos poucos, mudam Vidas.
O trilho certo é o trilho consciente.
É o que reflete o que somos e não a percepção do que o Mundo tem de nós.
O trilho certo é o da serenidade,
O do encontro consigo próprio.
O trilho certo é aquilo que tu quiseres fazer dele.
domingo, 30 de outubro de 2011
Mensageiros
Verdades ditas ao vento de nada valem se não houver quem as ouça.
Verdades ditas a quem as ouve de nada vale se não houver quem as entenda.
O entendimento das verdades nem sempre surge no momento certo.
A sabedoria recai nos ombros dos Mensageiros.
Dos que sabem o que necessita ser dito,
Dos que sabem quem está pronto para os ouvir.
Por vezes basta uma palavra.
Uma semente que no momento certo, pode mudar uma vida.
Uma semente que por vezes fica adormecida até ao dia em que é relembrada, desenterrada e reacendida.
E nessa altura tudo passa a fazer sentido.Tudo passa a ser óbvio.
Uma mensagem que afinal era tão simples.
Bastava apenas entendê-la.
Verdades ditas a quem as ouve de nada vale se não houver quem as entenda.
O entendimento das verdades nem sempre surge no momento certo.
A sabedoria recai nos ombros dos Mensageiros.
Dos que sabem o que necessita ser dito,
Dos que sabem quem está pronto para os ouvir.
Por vezes basta uma palavra.
Uma semente que no momento certo, pode mudar uma vida.
Uma semente que por vezes fica adormecida até ao dia em que é relembrada, desenterrada e reacendida.
E nessa altura tudo passa a fazer sentido.Tudo passa a ser óbvio.
Uma mensagem que afinal era tão simples.
Bastava apenas entendê-la.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O agricultor
O agricultor cuida do terreno.
Mantém-no fértil. Gere o pousio.
Garante que dele brota o que de melhor a Terra pode dar.
Imagino que haja quem reconhece potencial nos seu pares e trata de garantir-lhe o melhor que a Terra pode dar.
Imagino que haja quem entende que parte do seu crescimento passa por garantir que outros possam crescer, evoluir e ter sucesso.
Imagino que esse Agricultor tenha a preocupação de tratar da Terra.
De criar estradas, levantar novas vias de ligação, no fundo de estender o tabuleiro.
Imagino que esse Agricultor crie espaço para que o Sol ilumine todo o seu campo de cultivo.
E imagino que ele garanta o mínimo de obstáculos entre aquilo que a sua horta pode dar e aquilo que efectivamente faz acontecer.
Hoje entendi a nobreza de ser Agricultor porque percebi que o Agricultor não trata da horta. Ele é mais um no terreno de cultivo, só que com uma propósito ligeiramente diferente.
Mantém-no fértil. Gere o pousio.
Garante que dele brota o que de melhor a Terra pode dar.
Imagino que haja quem reconhece potencial nos seu pares e trata de garantir-lhe o melhor que a Terra pode dar.
Imagino que haja quem entende que parte do seu crescimento passa por garantir que outros possam crescer, evoluir e ter sucesso.
Imagino que esse Agricultor tenha a preocupação de tratar da Terra.
De criar estradas, levantar novas vias de ligação, no fundo de estender o tabuleiro.
Imagino que esse Agricultor crie espaço para que o Sol ilumine todo o seu campo de cultivo.
E imagino que ele garanta o mínimo de obstáculos entre aquilo que a sua horta pode dar e aquilo que efectivamente faz acontecer.
Hoje entendi a nobreza de ser Agricultor porque percebi que o Agricultor não trata da horta. Ele é mais um no terreno de cultivo, só que com uma propósito ligeiramente diferente.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Desertos
De vez em quando, quando menos esperamos, somos presenteados com um Obrigado de quem tem a coragem para o fazer e nessas alturas ficamos a pensar, Porquê?
Um Obrigado inesperado por aquilo que damos naturalmente é no mínimo desconcertante.
E é nessas alturas que percebemos que o Obrigado tem um tamanho maior porque consegue transmitir-nos o valor perdido daquilo que damos por garantido.
Pequenos afectos em vidas afogadas em solidão são assim gotas de água do meio do Deserto.
Podemos proporcionar uma refeição, um olhar, uma conversa, um propósito.
Quiçá proporcionar tudo isso também, num Obrigado de volta.
Um Obrigado inesperado por aquilo que damos naturalmente é no mínimo desconcertante.
E é nessas alturas que percebemos que o Obrigado tem um tamanho maior porque consegue transmitir-nos o valor perdido daquilo que damos por garantido.
Pequenos afectos em vidas afogadas em solidão são assim gotas de água do meio do Deserto.
Podemos proporcionar uma refeição, um olhar, uma conversa, um propósito.
Quiçá proporcionar tudo isso também, num Obrigado de volta.
sábado, 22 de outubro de 2011
Ancião
A sabedoria de um ancião resulta essencialmente de dois factores.
Da experiência de uma vida inteira e do facto dessa mesma vida estar a chegar ao fim.
Da experiência de uma vida inteira e do facto dessa mesma vida estar a chegar ao fim.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Ladrões de tempo
Aos que preenchem os nossos minutos com as suas demonstrações de ego.
Aos sem raízes.
Aos que lhes falta perceberem que o amor e atenção que precisam não vem dos outros mas de si próprios.
Vos digo,
A demonstração de Fogo é na sua essência uma antítese da Água.
O Fogo arde e consome-se se não for alimentado.
Reduz o vosso coração a cinzas.
Extingue-se e extingue-vos.
É simples.
Basta aprender a nutrir e a ser nutrido.
Ouvir para ser ouvido.
Equilibrar.
Aos sem raízes.
Aos que lhes falta perceberem que o amor e atenção que precisam não vem dos outros mas de si próprios.
Vos digo,
A demonstração de Fogo é na sua essência uma antítese da Água.
O Fogo arde e consome-se se não for alimentado.
Reduz o vosso coração a cinzas.
Extingue-se e extingue-vos.
É simples.
Basta aprender a nutrir e a ser nutrido.
Ouvir para ser ouvido.
Equilibrar.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Círculos
Olho para o céu e vejo o Sol.
Imagino os círculos à sua volta,
A forma como os planetas gravitam.
Uns mais próximos e outros nem tanto.
Mas todos lhe dão atenção, valor e significado de existência.
Olho para a fogueira e vejo os mesmos círculos.
Os mesmos planetas , neste caso pessoas, cada uma com o seu Mundo.
Diferentes Mundos de volta da fogueira, tal como os Planetas à volta do Sol.
Na mesma procura de calor, No mesmo acto de dar ao fogo o seu significado de existência.
Por isso, quando alguém te olha nos olhos e propõe ser teu amigo, não recuses.
A vida por vezes leva-nos a desconfiar mais do que a aceitar.
Leva-nos mais a fechar do que a abrir.
Mas também nos ensina a ler nos olhos as verdades e as mentiras.
E neste caso, se é Amizade verdadeira que bate à tua porta, deixa-a entrar.
A vida é curta.
E um amigo, é um Mundo.
É um Planeta que se propôe girar à tua volta e que ao mesmo tempo é Sol de quem seu amigo é.
Uma dualidade Planeta/Sol que se quer contínua para que a amizade perdure.
A amizade franca e aberta é assim.
Um terreno fértil.
Um potencial de aprendizagem,
Um plano de crescimento,
Imagino os círculos à sua volta,
A forma como os planetas gravitam.
Uns mais próximos e outros nem tanto.
Mas todos lhe dão atenção, valor e significado de existência.
Olho para a fogueira e vejo os mesmos círculos.
Os mesmos planetas , neste caso pessoas, cada uma com o seu Mundo.
Diferentes Mundos de volta da fogueira, tal como os Planetas à volta do Sol.
Na mesma procura de calor, No mesmo acto de dar ao fogo o seu significado de existência.
Por isso, quando alguém te olha nos olhos e propõe ser teu amigo, não recuses.
A vida por vezes leva-nos a desconfiar mais do que a aceitar.
Leva-nos mais a fechar do que a abrir.
Mas também nos ensina a ler nos olhos as verdades e as mentiras.
E neste caso, se é Amizade verdadeira que bate à tua porta, deixa-a entrar.
A vida é curta.
E um amigo, é um Mundo.
É um Planeta que se propôe girar à tua volta e que ao mesmo tempo é Sol de quem seu amigo é.
Uma dualidade Planeta/Sol que se quer contínua para que a amizade perdure.
A amizade franca e aberta é assim.
Um terreno fértil.
Um potencial de aprendizagem,
Um plano de crescimento,
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Petroleiro
A vida é um Petroleiro.
Dizia-me há uns tempos atrás um gestor de topo de uma grande empresa Portuguesa, de forma algo arrogante, que a sua empresa era como um Petroleiro e estando ele aos comandos desse barco, as suas decisões tinham que ser tomadas de forma reflectida sendo que o seu efeito prático seria sempre visto no longo prazo.
Concordo.
O que não entendo é como é que um homem que afirma isso, está ao mesmo tempo a contradizer-se pela sua atitude arrogante. Seria de esperar que tivesse consciência que essa mesma arrogância faz parte de uma das suas decisões tomadas e que acabarão por ter efeito no longo prazo.
Não posso dizer que seja uma pessoa com larga experiência de vida mas posso já dizer com bastante conhecimento de causa que as nossas decisões são fruto do nosso dia-a-dia e que umas condicionam sempre as outras, para o melhor e para o pior.
Nas nossas memórias há momentos que julgamos serem mais decisivos que outros, mas talvez não seja bem verdade. Se pensarmos bem, o que nos leva a esses momentos são a soma de muitas pequenas decisões, pelo que na prática, esse momento acaba por ser uma decisão tal como tantas outras.
Atrevo-me a dizer que se calhar ao encararmos as nossas decisões desta forma, relativizando a sua carga, colocamos o peso dessa decisão no seu devido valor.
Na grande maioria dos casos uma suposta Grande Decisão é na prática o resultado de muitas Pequenas Decisões já tomadas.
É neste ponto que vale a pena realçar a importância do Carácter.
O carácter é que é o fio condutor de todas as nossas decisões.
É aquele que regula as nossas escolhas, grandes ou pequenas, conscientes ou inconscientes e é ele que nos conduz Sempre ao nosso destino.
Decisões condicionadas por um destino.
Destino delineado por um Carácter.
Carácter nascido no seio da vida experiencial.
Experiências marcantes muitas vezes resultantes de decisões imponderadas.
Mas à parte desta roda viva, há que dizer que:
"O azeite vem sempre ao de cima".
Às vezes demora, é certo, mas o Tempo é sempre Professor e não é mais do que um teste à solidez do nosso Carácter.
E no fim, nada será mais gratificante do que morrer de cabeça erguida.
Dizia-me há uns tempos atrás um gestor de topo de uma grande empresa Portuguesa, de forma algo arrogante, que a sua empresa era como um Petroleiro e estando ele aos comandos desse barco, as suas decisões tinham que ser tomadas de forma reflectida sendo que o seu efeito prático seria sempre visto no longo prazo.
Concordo.
O que não entendo é como é que um homem que afirma isso, está ao mesmo tempo a contradizer-se pela sua atitude arrogante. Seria de esperar que tivesse consciência que essa mesma arrogância faz parte de uma das suas decisões tomadas e que acabarão por ter efeito no longo prazo.
Não posso dizer que seja uma pessoa com larga experiência de vida mas posso já dizer com bastante conhecimento de causa que as nossas decisões são fruto do nosso dia-a-dia e que umas condicionam sempre as outras, para o melhor e para o pior.
Nas nossas memórias há momentos que julgamos serem mais decisivos que outros, mas talvez não seja bem verdade. Se pensarmos bem, o que nos leva a esses momentos são a soma de muitas pequenas decisões, pelo que na prática, esse momento acaba por ser uma decisão tal como tantas outras.
Atrevo-me a dizer que se calhar ao encararmos as nossas decisões desta forma, relativizando a sua carga, colocamos o peso dessa decisão no seu devido valor.
Na grande maioria dos casos uma suposta Grande Decisão é na prática o resultado de muitas Pequenas Decisões já tomadas.
É neste ponto que vale a pena realçar a importância do Carácter.
O carácter é que é o fio condutor de todas as nossas decisões.
É aquele que regula as nossas escolhas, grandes ou pequenas, conscientes ou inconscientes e é ele que nos conduz Sempre ao nosso destino.
Decisões condicionadas por um destino.
Destino delineado por um Carácter.
Carácter nascido no seio da vida experiencial.
Experiências marcantes muitas vezes resultantes de decisões imponderadas.
Mas à parte desta roda viva, há que dizer que:
"O azeite vem sempre ao de cima".
Às vezes demora, é certo, mas o Tempo é sempre Professor e não é mais do que um teste à solidez do nosso Carácter.
E no fim, nada será mais gratificante do que morrer de cabeça erguida.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Sentido
Somos a soma de sentidos.
O acumulado de tudo o que vem de fora e que nos faz pensar e reflectir,
Há-os por aí,
Uns com sentidos mais apurados e outros infelizmente com pouco ou nenhum sentido.
Não ter sentido resulta de não ter sentidos, ou melhor, de não tomar em conta as percepções.
Não escutar, não ver, não saborear, cheirar ou tocar,
Assim não se sente, e não se é.
Homens e Mulheres sem sentido e sem sentidos, que deambulam perdidos nessas noites, nesses lados tristes das suas vidas, envoltos e falsamente protegidos em bolhas de cristal, em seguranças inseguras, em vidas não vividas.
Homens e Mulheres que se desligam aos poucos, que se deixam definhar lentamente, perdendo a capacidade de sentir e de viver.
Homens e Mulheres que envelhecem.
Homens e Mulheres que se esquecem do amanhecer.
Homens e Mulheres, num desmaio eterno numa noite sem fim.
Falta-lhes o acordar,
Falta-lhes o dormir ao relento.
Falta-lhes trocar o falso conforto do calor da noite, por um fresco amanhecer.
Repara:
Se eu não te ouvir, como posso alguma vez aprender a falar a tua língua?
Se eu não te olhar nos olhos, como posso alguma vez mostrar-te a Visão?
Pára, escuta e Olha.
Concerteza já ouviste esta frase, mas será que já olhaste bem para ela e para o que nela está incrito?
Pára, escuta e Olha.
O acumulado de tudo o que vem de fora e que nos faz pensar e reflectir,
Há-os por aí,
Uns com sentidos mais apurados e outros infelizmente com pouco ou nenhum sentido.
Não ter sentido resulta de não ter sentidos, ou melhor, de não tomar em conta as percepções.
Não escutar, não ver, não saborear, cheirar ou tocar,
Assim não se sente, e não se é.
Homens e Mulheres sem sentido e sem sentidos, que deambulam perdidos nessas noites, nesses lados tristes das suas vidas, envoltos e falsamente protegidos em bolhas de cristal, em seguranças inseguras, em vidas não vividas.
Homens e Mulheres que se desligam aos poucos, que se deixam definhar lentamente, perdendo a capacidade de sentir e de viver.
Homens e Mulheres que envelhecem.
Homens e Mulheres que se esquecem do amanhecer.
Homens e Mulheres, num desmaio eterno numa noite sem fim.
Falta-lhes o acordar,
Falta-lhes o dormir ao relento.
Falta-lhes trocar o falso conforto do calor da noite, por um fresco amanhecer.
Repara:
Se eu não te ouvir, como posso alguma vez aprender a falar a tua língua?
Se eu não te olhar nos olhos, como posso alguma vez mostrar-te a Visão?
Pára, escuta e Olha.
Concerteza já ouviste esta frase, mas será que já olhaste bem para ela e para o que nela está incrito?
Pára, escuta e Olha.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Pontes
As ideias são como pontes.
Pedaços de rocha que existem apenas para ligar duas margens.
Ligam as peças e concretizam-se em projectos.
As Pontes são as somas de pedaços de vida para numa vida completa se tornarem.
A Ponte é a ligação vital entre o 1 e o 2, entre o eu e o teu, entre o agora e o depois.
Entre o que houve antes de nasceres e o que existirá depois de morreres.
Essa Ponte liga duas margens só que não são as margens de um rio, são as margens de um deserto que existe dentro da tua consciência.
É o deserto que parece ser sempre maior do que na realidade é.
Na realidade necessitamos que assim seja porque só assim colocamos à prova a convicção da estrutura das Pontes que para nós traçamos.Os desertos acabem sempre por serem afinal pequenos, muito pequenos.
Mas isso não é o mais importante.
No fim, apesar de todas as margens, de todos os desertos ou pontes o que interessa são os alicerces.
Os que existem, invisíveis a olho nu, imprescindíveis.
Ninguém dá por eles, senão quando deixam de existir.
O segredo está em descobrir os alicerces das nossas Pontes que nos pemitem sustentar todas estas ligaçoes.
O segredo está em cuidar deles.
São a base da nossa Ponte, A base da nossa Vida, do nosso Testemunho, do valor da nossa Passagem.
Pedaços de rocha que existem apenas para ligar duas margens.
Ligam as peças e concretizam-se em projectos.
As Pontes são as somas de pedaços de vida para numa vida completa se tornarem.
A Ponte é a ligação vital entre o 1 e o 2, entre o eu e o teu, entre o agora e o depois.
Entre o que houve antes de nasceres e o que existirá depois de morreres.
Essa Ponte liga duas margens só que não são as margens de um rio, são as margens de um deserto que existe dentro da tua consciência.
É o deserto que parece ser sempre maior do que na realidade é.
Na realidade necessitamos que assim seja porque só assim colocamos à prova a convicção da estrutura das Pontes que para nós traçamos.Os desertos acabem sempre por serem afinal pequenos, muito pequenos.
Mas isso não é o mais importante.
No fim, apesar de todas as margens, de todos os desertos ou pontes o que interessa são os alicerces.
Os que existem, invisíveis a olho nu, imprescindíveis.
Ninguém dá por eles, senão quando deixam de existir.
O segredo está em descobrir os alicerces das nossas Pontes que nos pemitem sustentar todas estas ligaçoes.
O segredo está em cuidar deles.
São a base da nossa Ponte, A base da nossa Vida, do nosso Testemunho, do valor da nossa Passagem.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Um brilho nos olhos
Quando olhas podes Ver.
Quando olhas podes Dar
Quando olhas podes Envolver.
Quando Olhas, estás a Amar.
Num olhar cabe um Mundo.
O Mundo que é teu.
O que constróis e resulta da forma como olhas à tua volta.
Experimenta a sinceridade. Não há ninguém que não queira um Amigo.
Por isso não te limites a olhar - Vê para lá do que está à vista.
Mostra que podes estar lá, se precisarem.
Olhares vivos que transmitem Vida,
Vida que se concretiza.
Experimenta.
Dá e vais ver que recebes mais do que esperavas.
Deixa-te surpreender.
O dia de amanhã não tem que ser igual ao de ontem.
Quando olhas podes Dar
Quando olhas podes Envolver.
Quando Olhas, estás a Amar.
Num olhar cabe um Mundo.
O Mundo que é teu.
O que constróis e resulta da forma como olhas à tua volta.
Experimenta a sinceridade. Não há ninguém que não queira um Amigo.
Por isso não te limites a olhar - Vê para lá do que está à vista.
Mostra que podes estar lá, se precisarem.
Olhares vivos que transmitem Vida,
Vida que se concretiza.
Experimenta.
Dá e vais ver que recebes mais do que esperavas.
Deixa-te surpreender.
O dia de amanhã não tem que ser igual ao de ontem.
sábado, 17 de setembro de 2011
A máscara
A máscara da arrogância.
Porque é que a usas? Do que é que te escondes?
Será de nós ou será de ti?
Não sabes que te vemos? Não vês que te conheço?
Não há razão para trazeres isso contigo.
Acredita - eu sei.
Limpa da cara essa lama que te ofusca.
Tira dos teus olhos essa poeira que te cega.
Solta os lastros.
Levanta vôo.
Sei que estás aí.
Quando é que percebes que estamos aqui?
e que todos fazemos parte de Um só?
Porque é que a usas? Do que é que te escondes?
Será de nós ou será de ti?
Não sabes que te vemos? Não vês que te conheço?
Não há razão para trazeres isso contigo.
Acredita - eu sei.
Limpa da cara essa lama que te ofusca.
Tira dos teus olhos essa poeira que te cega.
Solta os lastros.
Levanta vôo.
Sei que estás aí.
Quando é que percebes que estamos aqui?
e que todos fazemos parte de Um só?
60 horas
Imagina que estás numa fila de espera e que te dizem que só tens que esperar 60 horas para ser atendido.
60 horas!
Inadmissível.
É simplesmente inaceitável ter que ficar à espera 60 horas.
60 horas ali parado à espera de algo que está para acontecer.
Obviamente que não vou esperar.
Tenho mais que fazer.
Quando confrontado com 60 horas de espera, é fácil dizer que se tem uma vida para viver e que não se vai ficar à espera do que está para acontecer.
É fácil dizer que se tem coisas mais importantes para fazer.
Mas no entanto é curioso como por outro lado, é tão fácil também deitar 60 horas para o lixo.
Quantas 60 horas dessa vida supostamente cheia de coisas "mais importantes" já deixámos afinal passar sem na realidade fazermos nada, como se estivéssemos numa qualquer fila de espera?
A vida não é uma fila de espera.
60 horas podem ser agora, Já!
60 horas são um fim-de-semana.
Bom fim de semana.
60 horas!
Inadmissível.
É simplesmente inaceitável ter que ficar à espera 60 horas.
60 horas ali parado à espera de algo que está para acontecer.
Obviamente que não vou esperar.
Tenho mais que fazer.
Quando confrontado com 60 horas de espera, é fácil dizer que se tem uma vida para viver e que não se vai ficar à espera do que está para acontecer.
É fácil dizer que se tem coisas mais importantes para fazer.
Mas no entanto é curioso como por outro lado, é tão fácil também deitar 60 horas para o lixo.
Quantas 60 horas dessa vida supostamente cheia de coisas "mais importantes" já deixámos afinal passar sem na realidade fazermos nada, como se estivéssemos numa qualquer fila de espera?
A vida não é uma fila de espera.
60 horas podem ser agora, Já!
60 horas são um fim-de-semana.
Bom fim de semana.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Esperar ou Avançar?
O facto de alguém esperar por nós não nos obriga apenas a ser pontuais. Isso é cumprir os mínimos.
Esperar por nós significa que esse alguém tomou a decisão de abdicar de outra coisa qualquer.
Pode ter sido algo tão fútil e nefasto como um vício ou essencial e vital como um Filho.
De alguma coisa abdicou.
O que nos cai então sobre os ombros para lá do facto de termos que ser pontuais?
Recai tudo o resto.
O respeito pelo Tempo do outro.
Sim, porque o Tempo acaba. e com o passar do Tempo percebemos que os diamantes perdem o brilho perante algo incomensuravelmente mais precioso.
E se o outro se predipõe a dar-nos um pedaço dessa sua fortuna, o mínimo que podemos e devemos fazer é honrá-lo, com o melhor de nós.
Não é fácil fazer isto. Sei-o bem.
Mas tenho que o dizer novamente para mim e para ti:
"Honrar o tempo do outro com o melhor que temos de nós."
É que no fim vamos perceber que afinal o que fizémos foi melhorar o que de melhor podemos ser.
E isso, creio que é a melhor prenda que alguém nos pode dar, mesmo que nem sequer tenha tido consciência do que acabou de fazer.
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