terça-feira, 1 de março de 2011

Actos

Um Homem fala sempre Melhor através dos seus actos.
Por mais inesperados ou simples que sejam, é às vezes nas pequenas acções que se distinguem os Homens.
Por intermédio da comodidade é permitido filtrar e descortinar onde fica a linha de separação entre o que diz o que faz e o que faz o que diz.

Neste caso, falar melhor não deve ser entendido como algo que se sobressai perante outro.
Neste caso, refiro-me a Melhor no aspecto de ser mais verdadeiro para consigo e para com os outros.

Esse tipo de Melhor.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Poeira

A poeira que se instala na nossa Visão é o fruto dos nossos ressentimentos.

Somos nós que lá a colocamos.
Somos nós que a conseguimos de lá tirar.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Absurdo

Às vezes há alturas em que alguém nos diz algo ou reaje de certa forma que nos parece totalmente imcompreensível, desenquadrado e absurdo.

O tempo passa e eis quando se faz luz.
Por vezes são 2 segundos, outras vezes 2 anos.

E quando são 2 anos que precisamos, é porque esse foi o tempo necessário para obter a experiência devida para agora entender o que de outra forma nos parecia tão estranho.

A palavra absurdo deriva do adjetivo latino surdus, "surdo".

Chego à conclusão que não há absurdos, há é momentos de surdez.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

À espera


À espera para Nascer,
À espera para Crescer,
À espera para Morrer.

À espera de ser Grande,
À espera do Romance,
À espera do Emprego,
À espera do Sossego,
À espera do Filho,
À espera do Destino.

A Vida não espera e a Morte também não.
Do que é que estás à espera?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Coragem para parar

Coragem para criar espaço.
Coragem para enfrentar desafios.
Coragem para finalmente perceber que abrandar é a melhor forma de acelerar.

"Como uma árvore, com as suas raízes profundas, tronco forte e grandes ramos, vais parecer que estás imóvel. Na realidade estarás crescendo por dentro" - LAM Kam-Chuen



Mapa do tesouro

Meditar, escrever, cultivar o inesperado, definir objectivos ridiculamente pequenos e tangíveis e aprender a relativizar os problemas. Se no meio disto tudo conseguires ainda desenvolver compaixão pelo próximo, diria que estás no bom caminho.

É melhor ver o vídeo:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Concentração e Foco


Fronteira emocional

Ténue é a fronteira entre o riso e o choro, mas onde há riso, não há choro.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O carreto primordial

Imagina um sistema de carretos de desmultiplicação.

O primeiro carreto gira a metade da velocidade do segundo.
O segundo, gira a metade da velocidade do terceiro e por aí adiante.
Imagina que o teu primeiro ano de vida representa a tua primeira roda dentada, o teu primeiro carreto.
E por cada ano que passa acrescentas mais uma roda dentada, que gira ao dobro da velocidade da anterior.

Hoje, ao olhares ao espelho, contemplas a velocidade de rotação da tua última roda dentada – a velocidade que é a tua frequência, a tua evolução – o teu estado.

O primeiro carreto gira agora de forma lenta, quase imperceptível - ele é a tua essência – difícil de rodar, difícil de modificar, de tão profundo que está.

Para que agora a tua essência se modifique é necessário que as camadas superiores, nomeadamente a última gire milhares de vezes, tome milhares de passos, suba milhares de degraus, enfrente milhares de desafios, encontre milhares de soluções na esperança de encontrar a Linha Condutora, a Solução, a Mensagem.

Por outro lado, se fizeres a tua viagem de descoberta interior aprendes algo de inestimável.
Aprendes a controlar a velocidade de cada roda dentada, independentemente da sua camada, da sua profundidade.

Ao viajares no teu interior, encontras a forma de chegar a cada carreto, a cada mudança.
E quando chegares à roda essencial e aprenderes a movê-la, descobrirás que afinal de contas ela não é pesada.
É tão leve quanto as outras.

Mas nessa altura constatarás que cada vez que rodas o carreto primordial, milhares de resoluções se repercutem nas camadas superiores, lá em cima, à tona da água do teu lago.

É a altura em que aprendes a ser um lago diferente.

Um lago de água profunda.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma forma simples de ser feliz

Evitar a conversa da treta.
Reduzir ao mínimo os momentos em que se fala do Nada.
Isso faz com que se abra espaço para momentos valiosos, que se recordam, que nos fazem crescer.
Isso abre caminho à reflexão, à partilha e à descoberta.

Aos poucos começamos a gostar mais de nós próprios, de ter orgulho do que somos.
E isso, faz-nos felizes.

Dogmatismo

Quando olhamos para algo que nos é desconhecido, a primeira coisa que fazemos é enquadrá-lo em conceitos já adquiridos.


Dreads, betos, góticos, freaks, punks, diplomados, Informáticos, Operários, Professores, Políticos.
Estes são só alguns exemplos dos milhares de conceitos que temos dentro da nossa cabeça, cada um com com determinado grupo de características que se foram cimentando ao longo das nossas experiências.

O problema é que ao estereotipar, passamos a ouvir parte daquilo que a pessoa realmente diz - É como se colocássemos um filtro.

Ao decidimos que uma pessoa é de determinado género, grande parte do que ela diz parece-nos de repente estar de acordo com a nossa percepção.
(Já reparaste que sempre que decidimos comprar um determinado produto X, de repente todos à nossa volta já o têm?)

O nosso cérebro fica atento ao que lhe dizemos para ficar atento.

É isto que acontece com tudo à nossa volta e também com as pessoas que nos rodeiam.

Se dizemos na nossa cabeça que determinada pessoa é de determinada forma, então o que essa pessoa nos diz passa automaticamente a ser coincidente com a forma - A primeira impressão é importante por isso.

Digo isto sem querer chegar a extremismos, caso contrário estava a cair no próprio problema que estou aqui a identificar.

O ponto é que, se por um lado precisamos de balizar para entender, temos que ao mesmo tempo ter a preocupação de não balizar demasiado, caso contrário corremos o risco de perder a capacidade de compreender.

A propósito de compreensão, deixo-te um pequeno vídeo que fala sobre os dois lado da mesma moeda, ou neste caso, as duas mãos do mesmo corpo.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ouvir

Mais do que ouvir, escutar.

Tomar atenção às palavras, ao olhar, à linguagem corporal, ao todo.

Entender o que nos é dito.

Porque só tomando real atenção podemos efectivamente compreender,
Para perceber o que realmente nos estão a tentar dizer.
Aquilo que em muitos casos não vem escrito nas palavras proferidas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ir mais além

Ser espicaçado e conseguir reflectir.

Criar espaço e fazer uma pausa.
Encontrar discenimento e decidir Bem.

Ganhar sem Esmagar.
Vencer e Envolver.

Perceber que após a contenda o que resta de mais valioso não é o prémio, é o adversário.
Conseguir elevar o espírito e ensinar pelo exemplo, não pela repressão.

Almejar ser Magnânimo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O presente perfeito

Ensinar a encher uma vida de sentido.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Professor e Aluno

Ao olharmos para as sementes, escolhemos as mais fortes e tratamos de nutri-las para que se tornem em imponentes carvalhos.
Neste sentido, será que é o Aluno que escolhe o Professor ou é o Professor que escolhe o Aluno?
Já agora, é o Pai que escolhe o Filho ou é o Filho que escolhe o Pai?
E quem é o Professor?
O Pai ou o Filho?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bola de neve

Campeão entre Campeões. Vencedor entre Vencedores.

Paixões, Famílias, Amigos ou Colegas.
Ser Melhor, entre equipas de Melhores.
Tarefa que exige o melhor de nós e que nos eleva as fasquias e acima de tudo o espírito.

Algo que nos traz aquilo que é mais precioso: A aprendizagem sobre como reconhecer o que é mais importante.
Aprender a ser exigente, não tanto com os outros, mas em particular com nós próprios.
Ser Melhor,
no Sucesso, na Compaixão,
no Entusiasmo e na Desilusão.

Avaliar a cada momento se nesse momento o que fazemos é o melhor que podemos fazer.
Aprender a questionar, a perguntar.
E com isso levarmo-nos ao limite daquilo que podemos fazer, seja física, mental, emocional ou espiritualmente.
Tirar o melhor partido e crescer o mais possível, no pouco tempo que nos foi concedido.

Saber manter o motor entre 80 a 100%, nem mais nem menos que isso.
Ao princípio pode parecer difícil, mas depois tomas-lhe o gosto, tal qual Nascar, onde a velocidade inebria.

Por isso, saber escolher os parceiros para viver entre os melhores é peça-chave para realçar o que de melhor há em ti.
Porque quando sabemos que há Ouro em nós, e vontade para o descobrir, em Ouro nos transformamos – Nós e quem nos acompanha.

Crescer sempre.

O crescimento faz parte da nossa Natureza.
A única questão é até onde?

Dedicado aos Grande Homens e Mulheres com quem partilho a minha vida e que me fazem querer e ser Melhor.

(Ouro - Foto tirada no Museu de História Natural em Lisboa)

50 cêntimos

Vinha hoje a fazer "Radio zapping" quando reparei num concurso que estava a decorrer e que perguntava algo do género:

“Se vires a mulher do teu melhor amigo numa relação relação extra-conjugal, contas ao teu amigo?”

Podemos sempre alegar que não temos nada a ver com isso, mas eu defendo que temos.
Não numa óptica individual mas numa perspectiva global de consciencialização dos actos humanos.

Tem a ver com isso mesmo - responsabilização dos actos.
Não responsabilizando, perdemos a consciencialização.

É como ter alguém vítima de boatos e não avisá-lo. É ser cúmplice de uma injustiça.
Pois é, já denunciei. Porque acho que se fosse comigo, gostava que os meus amigos fizessem o mesmo.

É tudo uma questão de princícios.
Se a máquina de sandes nos fica com os 50 cêntimos, independentemente da quantia, o que interessa é o princípio.
O nosso dever é reclamar, caso contrário acabamos vítimas da nossa própria complacência.

Se não defendemos o espaço dos outros, os da nossa tribo, pelo menos temos o dever para com nós próprios de defender o nosso próprio espaço.

Por uma questão de valor e de auto-estima.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Gargalhadas

Rir até mais não poder.
Rir até sentir a barriga a doer e o cérebro a explodir.
Ficar sem respiração até ao ponto de nos passar pela cabeça se toda esta risada fará mesmo sentido , ao ponto de nos sentirmos mal fisicamente.

Mas simplesmente não dá para parar - não há forma.
Apenas um meio - O de deixar-se envolver na alegria contagiante e usufruir de uma felicidade desmedida, despreocupada, espontânea e criativa.

Ahh, que saudades que tinha de uma boa gargalhada.

E tu? Há quanto tempo? É fácil - É só disponibilizares-te a isso, não esquecendo que é possível.
Já o fizeste.Podes fazê-lo novamente.

Vais ver - sabe bem.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Encontros no silêncio

O medo do silêncio é o medo de nos encontrarmos com nós próprios.
Por entre silêncios surgem as conversas com o Eu

O medo do silêncio é o medo do desconhecido.
Medo daquele que tantas vezes é esquecido em prol dos outros.
O Eu.

Esse Eu com quem não falamos tanto quanto devíamos,
Que não conhecemos tanto quanto mereceríamos.

Encontros no silêncio é tão somente isto.
Parar, para falar connosco, sem medos.
Conhecer os lados obscuros e poder trabalhá-los.
Desvendar as pérolas escondidas e deslumbramo-nos.

Sermos Um com nós próprios. Inteiros, Unos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ideia para mim

Olho para ti.
Olho ao espelho e olho para mim.
Somos o mesmo.
33 anos que nos separam.

E ali estás tu, com uma ideia para mim.

Here I am, In the middle of the crowd, looking for you

Volume no máximo.

Procuro a inspiração no meio da multidão.
Algures num aeroporto por esse Mundo fora.

Olhamos uns para os outros, desconfiados, desconfortáveis.
Alguns distraídos no seu próprio Mundo.
Esperando.

Um compasso de espera numa vida ou vidas em compasso de espera?
"What you feel is what you are and what you are is beautiful" - Goo Goo dolls: Slide

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Maça de Adão

Ser abençoado com o facto de Saber o que é ser Pai.
Sentir nas nossas entranhas a Vida dos nossos filhos.
Amá-los mais do que a nós próprios.

..e depois ter que sê-lo, ausente.
Mais do que se gostaria.
Mais do que o nosso coração supostamente aguentaria.

Viver na escuridão e conhecer a luz.
..e depois voltar a apagar a lâmpada, reacendêndo-a de tempos a tempos.

Não parece justo, mas a verdade é que ainda não chegou a hora de chegarmos ao Paraíso.

Never give up

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Evidências escondidas por detrás do Nada



Olhar para esta foto que vinha na edição de Dezembro/2010 da National Geographic fez-me reflectir Naquilo que está lá, mas que não vemos.

Costumava pensar que o meu céu estrelado era limpo, livre de poluição visual, até ver esta foto.
Quantas e quantas estrelas estão lá, todas as noites, a olhar-me de volta e eu, cego sem as ver?

Quantas e quantas verdades estão na realidade à minha frente sem que eu as veja?

Ofuscado pelos holofotes, Surdo perante tanta berraria.

Por momento há que saber fechar os olhos.
Parar.
...
Parar.
Para conseguir ver do lado de fora, iluminar o nosso entendimento e compreender.

Para depois recomeçar, de outra forma, agora consciente.

Descobrindo aquilo que depois de descoberto, é afinal tão evidente.
Aquilo, que estava escondido mesmo à nossa frente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A pista de Pavlov

O teste Myers-Briggs foi desenhado para medir o perfil psicológico e a forma como tomamos decisões.


Este teste foi desenhado com base nos 16 tipos de personalidades descritos por Carl Jung que por sua vez seguiu as pisadas de Ivan Pavlov.

Como se explica o sucesso massivo de algumas inciativas, hoje em dia?



Pavlov é uma boa pista para farejar.