Quando olhamos para algo que nos é desconhecido, a primeira coisa que fazemos é enquadrá-lo em conceitos já adquiridos.
Dreads, betos, góticos, freaks, punks, diplomados, Informáticos, Operários, Professores, Políticos.
Estes são só alguns exemplos dos milhares de conceitos que temos dentro da nossa cabeça, cada um com com determinado grupo de características que se foram cimentando ao longo das nossas experiências.
O problema é que ao estereotipar, passamos a ouvir parte daquilo que a pessoa realmente diz - É como se colocássemos um filtro.
Ao decidimos que uma pessoa é de determinado género, grande parte do que ela diz parece-nos de repente estar de acordo com a nossa percepção.
(Já reparaste que sempre que decidimos comprar um determinado produto X, de repente todos à nossa volta já o têm?)
O nosso cérebro fica atento ao que lhe dizemos para ficar atento.
É isto que acontece com tudo à nossa volta e também com as pessoas que nos rodeiam.
Se dizemos na nossa cabeça que determinada pessoa é de determinada forma, então o que essa pessoa nos diz passa automaticamente a ser coincidente com a forma - A primeira impressão é importante por isso.
Digo isto sem querer chegar a extremismos, caso contrário estava a cair no próprio problema que estou aqui a identificar.
O ponto é que, se por um lado precisamos de balizar para entender, temos que ao mesmo tempo ter a preocupação de não balizar demasiado, caso contrário corremos o risco de perder a capacidade de compreender.
A propósito de compreensão, deixo-te um pequeno vídeo que fala sobre os dois lado da mesma moeda, ou neste caso, as duas mãos do mesmo corpo.
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Ouvir
Mais do que ouvir, escutar.
Tomar atenção às palavras, ao olhar, à linguagem corporal, ao todo.
Entender o que nos é dito.
Porque só tomando real atenção podemos efectivamente compreender,
Para perceber o que realmente nos estão a tentar dizer.
Aquilo que em muitos casos não vem escrito nas palavras proferidas.
Tomar atenção às palavras, ao olhar, à linguagem corporal, ao todo.
Entender o que nos é dito.
Porque só tomando real atenção podemos efectivamente compreender,
Para perceber o que realmente nos estão a tentar dizer.
Aquilo que em muitos casos não vem escrito nas palavras proferidas.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Ir mais além
Ser espicaçado e conseguir reflectir.
Criar espaço e fazer uma pausa.
Encontrar discenimento e decidir Bem.
Ganhar sem Esmagar.
Vencer e Envolver.
Perceber que após a contenda o que resta de mais valioso não é o prémio, é o adversário.
Conseguir elevar o espírito e ensinar pelo exemplo, não pela repressão.
Almejar ser Magnânimo.
Criar espaço e fazer uma pausa.
Encontrar discenimento e decidir Bem.
Ganhar sem Esmagar.
Vencer e Envolver.
Perceber que após a contenda o que resta de mais valioso não é o prémio, é o adversário.
Conseguir elevar o espírito e ensinar pelo exemplo, não pela repressão.
Almejar ser Magnânimo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Professor e Aluno
Ao olharmos para as sementes, escolhemos as mais fortes e tratamos de nutri-las para que se tornem em imponentes carvalhos.
Neste sentido, será que é o Aluno que escolhe o Professor ou é o Professor que escolhe o Aluno?
Já agora, é o Pai que escolhe o Filho ou é o Filho que escolhe o Pai?
E quem é o Professor?
O Pai ou o Filho?
Neste sentido, será que é o Aluno que escolhe o Professor ou é o Professor que escolhe o Aluno?
Já agora, é o Pai que escolhe o Filho ou é o Filho que escolhe o Pai?
E quem é o Professor?
O Pai ou o Filho?
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Bola de neve
Campeão entre Campeões. Vencedor entre Vencedores.
Paixões, Famílias, Amigos ou Colegas.
Ser Melhor, entre equipas de Melhores.
Tarefa que exige o melhor de nós e que nos eleva as fasquias e acima de tudo o espírito.
Algo que nos traz aquilo que é mais precioso: A aprendizagem sobre como reconhecer o que é mais importante.
Aprender a ser exigente, não tanto com os outros, mas em particular com nós próprios.
Ser Melhor,
no Sucesso, na Compaixão,
no Entusiasmo e na Desilusão.
Avaliar a cada momento se nesse momento o que fazemos é o melhor que podemos fazer.
Aprender a questionar, a perguntar.
E com isso levarmo-nos ao limite daquilo que podemos fazer, seja física, mental, emocional ou espiritualmente.
Tirar o melhor partido e crescer o mais possível, no pouco tempo que nos foi concedido.
Saber manter o motor entre 80 a 100%, nem mais nem menos que isso.
Ao princípio pode parecer difícil, mas depois tomas-lhe o gosto, tal qual Nascar, onde a velocidade inebria.
Por isso, saber escolher os parceiros para viver entre os melhores é peça-chave para realçar o que de melhor há em ti.
Porque quando sabemos que há Ouro em nós, e vontade para o descobrir, em Ouro nos transformamos – Nós e quem nos acompanha.
Crescer sempre.
O crescimento faz parte da nossa Natureza.
A única questão é até onde?
Dedicado aos Grande Homens e Mulheres com quem partilho a minha vida e que me fazem querer e ser Melhor.
Paixões, Famílias, Amigos ou Colegas.
Ser Melhor, entre equipas de Melhores.
Tarefa que exige o melhor de nós e que nos eleva as fasquias e acima de tudo o espírito.
Algo que nos traz aquilo que é mais precioso: A aprendizagem sobre como reconhecer o que é mais importante.
Aprender a ser exigente, não tanto com os outros, mas em particular com nós próprios.
Ser Melhor,
no Sucesso, na Compaixão,
no Entusiasmo e na Desilusão.
Avaliar a cada momento se nesse momento o que fazemos é o melhor que podemos fazer.
Aprender a questionar, a perguntar.
E com isso levarmo-nos ao limite daquilo que podemos fazer, seja física, mental, emocional ou espiritualmente.
Tirar o melhor partido e crescer o mais possível, no pouco tempo que nos foi concedido.
Saber manter o motor entre 80 a 100%, nem mais nem menos que isso.
Ao princípio pode parecer difícil, mas depois tomas-lhe o gosto, tal qual Nascar, onde a velocidade inebria.
Por isso, saber escolher os parceiros para viver entre os melhores é peça-chave para realçar o que de melhor há em ti.
Porque quando sabemos que há Ouro em nós, e vontade para o descobrir, em Ouro nos transformamos – Nós e quem nos acompanha.
Crescer sempre.
O crescimento faz parte da nossa Natureza.
A única questão é até onde?
Dedicado aos Grande Homens e Mulheres com quem partilho a minha vida e que me fazem querer e ser Melhor.
(Ouro - Foto tirada no Museu de História Natural em Lisboa)
50 cêntimos
Vinha hoje a fazer "Radio zapping" quando reparei num concurso que estava a decorrer e que perguntava algo do género:
“Se vires a mulher do teu melhor amigo numa relação relação extra-conjugal, contas ao teu amigo?”
Podemos sempre alegar que não temos nada a ver com isso, mas eu defendo que temos.
Não numa óptica individual mas numa perspectiva global de consciencialização dos actos humanos.
Tem a ver com isso mesmo - responsabilização dos actos.
Não responsabilizando, perdemos a consciencialização.
É como ter alguém vítima de boatos e não avisá-lo. É ser cúmplice de uma injustiça.
Pois é, já denunciei. Porque acho que se fosse comigo, gostava que os meus amigos fizessem o mesmo.
É tudo uma questão de princícios.
Se a máquina de sandes nos fica com os 50 cêntimos, independentemente da quantia, o que interessa é o princípio.
O nosso dever é reclamar, caso contrário acabamos vítimas da nossa própria complacência.
Se não defendemos o espaço dos outros, os da nossa tribo, pelo menos temos o dever para com nós próprios de defender o nosso próprio espaço.
Por uma questão de valor e de auto-estima.
“Se vires a mulher do teu melhor amigo numa relação relação extra-conjugal, contas ao teu amigo?”
Podemos sempre alegar que não temos nada a ver com isso, mas eu defendo que temos.
Não numa óptica individual mas numa perspectiva global de consciencialização dos actos humanos.
Tem a ver com isso mesmo - responsabilização dos actos.
Não responsabilizando, perdemos a consciencialização.
É como ter alguém vítima de boatos e não avisá-lo. É ser cúmplice de uma injustiça.
Pois é, já denunciei. Porque acho que se fosse comigo, gostava que os meus amigos fizessem o mesmo.
É tudo uma questão de princícios.
Se a máquina de sandes nos fica com os 50 cêntimos, independentemente da quantia, o que interessa é o princípio.
O nosso dever é reclamar, caso contrário acabamos vítimas da nossa própria complacência.
Se não defendemos o espaço dos outros, os da nossa tribo, pelo menos temos o dever para com nós próprios de defender o nosso próprio espaço.
Por uma questão de valor e de auto-estima.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Gargalhadas
Rir até mais não poder.
Rir até sentir a barriga a doer e o cérebro a explodir.
Ficar sem respiração até ao ponto de nos passar pela cabeça se toda esta risada fará mesmo sentido , ao ponto de nos sentirmos mal fisicamente.
Mas simplesmente não dá para parar - não há forma.
Apenas um meio - O de deixar-se envolver na alegria contagiante e usufruir de uma felicidade desmedida, despreocupada, espontânea e criativa.
Ahh, que saudades que tinha de uma boa gargalhada.
E tu? Há quanto tempo? É fácil - É só disponibilizares-te a isso, não esquecendo que é possível.
Já o fizeste.Podes fazê-lo novamente.
Vais ver - sabe bem.
Rir até sentir a barriga a doer e o cérebro a explodir.
Ficar sem respiração até ao ponto de nos passar pela cabeça se toda esta risada fará mesmo sentido , ao ponto de nos sentirmos mal fisicamente.
Mas simplesmente não dá para parar - não há forma.
Apenas um meio - O de deixar-se envolver na alegria contagiante e usufruir de uma felicidade desmedida, despreocupada, espontânea e criativa.
Ahh, que saudades que tinha de uma boa gargalhada.
E tu? Há quanto tempo? É fácil - É só disponibilizares-te a isso, não esquecendo que é possível.
Já o fizeste.Podes fazê-lo novamente.
Vais ver - sabe bem.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Encontros no silêncio
O medo do silêncio é o medo de nos encontrarmos com nós próprios.
Por entre silêncios surgem as conversas com o Eu
O medo do silêncio é o medo do desconhecido.
Medo daquele que tantas vezes é esquecido em prol dos outros.
O Eu.
Esse Eu com quem não falamos tanto quanto devíamos,
Que não conhecemos tanto quanto mereceríamos.
Encontros no silêncio é tão somente isto.
Parar, para falar connosco, sem medos.
Conhecer os lados obscuros e poder trabalhá-los.
Desvendar as pérolas escondidas e deslumbramo-nos.
Sermos Um com nós próprios. Inteiros, Unos.
Por entre silêncios surgem as conversas com o Eu
O medo do silêncio é o medo do desconhecido.
Medo daquele que tantas vezes é esquecido em prol dos outros.
O Eu.
Esse Eu com quem não falamos tanto quanto devíamos,
Que não conhecemos tanto quanto mereceríamos.
Encontros no silêncio é tão somente isto.
Parar, para falar connosco, sem medos.
Conhecer os lados obscuros e poder trabalhá-los.
Desvendar as pérolas escondidas e deslumbramo-nos.
Sermos Um com nós próprios. Inteiros, Unos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Ideia para mim
Olho para ti.
Olho ao espelho e olho para mim.
Somos o mesmo.
33 anos que nos separam.
E ali estás tu, com uma ideia para mim.
Olho ao espelho e olho para mim.
Somos o mesmo.
33 anos que nos separam.
E ali estás tu, com uma ideia para mim.
Here I am, In the middle of the crowd, looking for you
Volume no máximo.
Procuro a inspiração no meio da multidão.
Algures num aeroporto por esse Mundo fora.
Olhamos uns para os outros, desconfiados, desconfortáveis.
Alguns distraídos no seu próprio Mundo.
Esperando.
Um compasso de espera numa vida ou vidas em compasso de espera?
"What you feel is what you are and what you are is beautiful" - Goo Goo dolls: Slide
Procuro a inspiração no meio da multidão.
Algures num aeroporto por esse Mundo fora.
Olhamos uns para os outros, desconfiados, desconfortáveis.
Alguns distraídos no seu próprio Mundo.
Esperando.
Um compasso de espera numa vida ou vidas em compasso de espera?
"What you feel is what you are and what you are is beautiful" - Goo Goo dolls: Slide
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Maça de Adão
Ser abençoado com o facto de Saber o que é ser Pai.
Sentir nas nossas entranhas a Vida dos nossos filhos.
Amá-los mais do que a nós próprios.
..e depois ter que sê-lo, ausente.
Mais do que se gostaria.
Mais do que o nosso coração supostamente aguentaria.
Viver na escuridão e conhecer a luz.
..e depois voltar a apagar a lâmpada, reacendêndo-a de tempos a tempos.
Não parece justo, mas a verdade é que ainda não chegou a hora de chegarmos ao Paraíso.
Sentir nas nossas entranhas a Vida dos nossos filhos.
Amá-los mais do que a nós próprios.
..e depois ter que sê-lo, ausente.
Mais do que se gostaria.
Mais do que o nosso coração supostamente aguentaria.
Viver na escuridão e conhecer a luz.
..e depois voltar a apagar a lâmpada, reacendêndo-a de tempos a tempos.
Não parece justo, mas a verdade é que ainda não chegou a hora de chegarmos ao Paraíso.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Evidências escondidas por detrás do Nada
Olhar para esta foto que vinha na edição de Dezembro/2010 da National Geographic fez-me reflectir Naquilo que está lá, mas que não vemos.
Costumava pensar que o meu céu estrelado era limpo, livre de poluição visual, até ver esta foto.
Quantas e quantas estrelas estão lá, todas as noites, a olhar-me de volta e eu, cego sem as ver?
Quantas e quantas verdades estão na realidade à minha frente sem que eu as veja?
Ofuscado pelos holofotes, Surdo perante tanta berraria.
Por momento há que saber fechar os olhos.
Parar.
...
Parar.
Para conseguir ver do lado de fora, iluminar o nosso entendimento e compreender.
Para depois recomeçar, de outra forma, agora consciente.
Descobrindo aquilo que depois de descoberto, é afinal tão evidente.
Aquilo, que estava escondido mesmo à nossa frente.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A pista de Pavlov
O teste Myers-Briggs foi desenhado para medir o perfil psicológico e a forma como tomamos decisões.
Este teste foi desenhado com base nos 16 tipos de personalidades descritos por Carl Jung que por sua vez seguiu as pisadas de Ivan Pavlov.
Como se explica o sucesso massivo de algumas inciativas, hoje em dia?
Pavlov é uma boa pista para farejar.
Este teste foi desenhado com base nos 16 tipos de personalidades descritos por Carl Jung que por sua vez seguiu as pisadas de Ivan Pavlov.
Como se explica o sucesso massivo de algumas inciativas, hoje em dia?
Pavlov é uma boa pista para farejar.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Não tenho nada a ver com isso - tenho e muito!
O Presidente do Conselho de Administração do Santander Brasil tem a palavra:
Piano, em paredes de madeira
O som cristalino do Piano, reflectido nas paredes de uma sala forrada a madeira.
A tranquilidade bate e volta, incorporando a força viva da Madeira.
Um momento inesperado que se revela iluminado, repleto de notas soltas, brindando a minha audição.
Pequenos toques de mestria, num momento de elevação insólito.
A tranquilidade bate e volta, incorporando a força viva da Madeira.
Um momento inesperado que se revela iluminado, repleto de notas soltas, brindando a minha audição.
Pequenos toques de mestria, num momento de elevação insólito.
Ideal
Feitos de Princípio, Meio e Fim somos seres evolutivos.
Dotados de alicerces, de práticas e de balanços.
Balanços nem sempre próximos do que se idealiza.
Não que seja pouco.
Mas o ideal é uma constante mutação elevando a sua própria fasquia à medida das nossas conquistas.
Estamos hoje muito acima do que idealizámos há décadas atrás, mas aquém do que idealizamos para hoje.
Porque hoje é o Agora e o que somos neste momento é sempre parte de um processo evolutivo.
O ideal também o é - Uma ideia em constante crescimento,
Sempre um passo à frente.
Dotados de alicerces, de práticas e de balanços.
Balanços nem sempre próximos do que se idealiza.
Não que seja pouco.
Mas o ideal é uma constante mutação elevando a sua própria fasquia à medida das nossas conquistas.
Estamos hoje muito acima do que idealizámos há décadas atrás, mas aquém do que idealizamos para hoje.
Porque hoje é o Agora e o que somos neste momento é sempre parte de um processo evolutivo.
O ideal também o é - Uma ideia em constante crescimento,
Sempre um passo à frente.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Lixo feito de pequenas coisas boas
De ano para ano piora o lixo que recebemos por email relacionado com o Natal e Ano Novo.
Por um lado todos reconhecemos que receber tanta comunicação de Boas Festas a determinada altura torna-se ilegível, incomportável, sem sentido.
Por outro, olhamos para o nosso umbigo e preferimos ficar de consciência tranquila desejando Boas Festas ao Mundo inteiro apesar de no fundo estarmos a dizer ("da caixa de correio dos outros não tenho nada a ver").
Estão, Boas Festas para quê?
Para dizer que estamos vivos?
Para fazer com que se lembrem de nós?
Para fazer publicidade a produtos comerciais?
Para encher caixas de correio?
Para quê?
Este é um exemplo típico daquilo que se vê no dia-a-dia.
És aliciado a colocares-te em bicos de pé para que todos te vejam - mesmo que seja gritando juntamente com o resto da multidão quando do outro lado está alguém que já está surdo.
"Se não levantares a tua voz, de certeza que ninguém te irá ouvir."
Mas argumento que levantar a voz neste ambiente já não tem sentido.
Quem é que ainda consegue ouvir o que as mensagens de Natal nos dizem?
Eu pessoalmente confesso que já não as leio - limito-me a agradecer a quem enviou por uma questão de boa educação e logo de seguida apago-a sem sequer a ler - excepção feita a um ou outro caso muito excepcional de mensagem de Natal especialmente apelativa com um formato inovador.
Mas de resto, 95% delas nem as leio - e estou a ser optimista.
Se não as leio ou lemos, então para quê enviar?
Para ficarmos mais felizes? Não creio que resulte.
É fácil querer acreditar que a felicidade se compra com meia dúzia de "SEND MAIL".
Se eu pegar no tempo que demoraria a enviar emails de Natal mais o tempo que demoro a apagar as centenas que vêm de volta, poderia muito bem em alternativa ir a muitos sítios deste País dar um abraço a quem precisa - Isso concerteza será um Natal bem melhor e memorável - Para mim e para quem recebe esse abraço.
O Natal está em extinção.
Hoje, só quando uma imagem de um senhor velho e gordo vestido de vermelho nos aparece de repente em todo o lado é que nos sentimos obrigados a comprar, comprar, comprar.
O que é que isto tem a ver com o espírito de Natal? NADA.
Onde está a compaixão e altruísmo, que inclusivamente não deve existir só nesta época?
.
Ainda assim, reconheço e acredito que no meio deste Spam de e-mails de Natal, algures no momento de carregar no botão SEND existe na pessoa que envia, uma réstia, ainda que mínima, daquilo que será o espírito natalício.
Por isso, Boas Festas a todos.
Mas não só hoje..
Hoje, Amanhã e Sempre.
Por um lado todos reconhecemos que receber tanta comunicação de Boas Festas a determinada altura torna-se ilegível, incomportável, sem sentido.
Por outro, olhamos para o nosso umbigo e preferimos ficar de consciência tranquila desejando Boas Festas ao Mundo inteiro apesar de no fundo estarmos a dizer ("da caixa de correio dos outros não tenho nada a ver").
Estão, Boas Festas para quê?
Para dizer que estamos vivos?
Para fazer com que se lembrem de nós?
Para fazer publicidade a produtos comerciais?
Para encher caixas de correio?
Para quê?
Este é um exemplo típico daquilo que se vê no dia-a-dia.
És aliciado a colocares-te em bicos de pé para que todos te vejam - mesmo que seja gritando juntamente com o resto da multidão quando do outro lado está alguém que já está surdo.
"Se não levantares a tua voz, de certeza que ninguém te irá ouvir."
Mas argumento que levantar a voz neste ambiente já não tem sentido.
Quem é que ainda consegue ouvir o que as mensagens de Natal nos dizem?
Eu pessoalmente confesso que já não as leio - limito-me a agradecer a quem enviou por uma questão de boa educação e logo de seguida apago-a sem sequer a ler - excepção feita a um ou outro caso muito excepcional de mensagem de Natal especialmente apelativa com um formato inovador.
Mas de resto, 95% delas nem as leio - e estou a ser optimista.
Se não as leio ou lemos, então para quê enviar?
Para ficarmos mais felizes? Não creio que resulte.
É fácil querer acreditar que a felicidade se compra com meia dúzia de "SEND MAIL".
Se eu pegar no tempo que demoraria a enviar emails de Natal mais o tempo que demoro a apagar as centenas que vêm de volta, poderia muito bem em alternativa ir a muitos sítios deste País dar um abraço a quem precisa - Isso concerteza será um Natal bem melhor e memorável - Para mim e para quem recebe esse abraço.
O Natal está em extinção.
Hoje, só quando uma imagem de um senhor velho e gordo vestido de vermelho nos aparece de repente em todo o lado é que nos sentimos obrigados a comprar, comprar, comprar.
O que é que isto tem a ver com o espírito de Natal? NADA.
Onde está a compaixão e altruísmo, que inclusivamente não deve existir só nesta época?
.
Ainda assim, reconheço e acredito que no meio deste Spam de e-mails de Natal, algures no momento de carregar no botão SEND existe na pessoa que envia, uma réstia, ainda que mínima, daquilo que será o espírito natalício.
Por isso, Boas Festas a todos.
Mas não só hoje..
Hoje, Amanhã e Sempre.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
3ª via
Ombro a Ombro - Uma perspectiva totalmente diferente da típica discussão Frente a Frente.
Quando achas que não consegues chegar a consensos, dá um passeio.
Quando achas que não consegues chegar a consensos, dá um passeio.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Sem raiz
Não ter raiz significa vaguear ao sabor da corrente.
Dar trambolhões nas margens do rio sem saber para que lado se deve nadar, se a favor, se contra.
É tentar agradar eternamente sem nunca conhecer retorno.
É sofrer interminavelmente sem nunca ouvir palavras de conforto.
É amargar por dentro e azedar sem nunca chegar a sentir o calor.
Não é má intenção ou má índole – é simplesmente um processo evolutivo como tantos outros.
Reconhecer isso em quem nos magoa significa acima de tudo aceitar o seu processo.
A nós cabe-nos exigir ou compreender dependendo da situação.
Em última análise, confiar não tanto no comportamento, mas sim no padrão.
Dar trambolhões nas margens do rio sem saber para que lado se deve nadar, se a favor, se contra.
É tentar agradar eternamente sem nunca conhecer retorno.
É sofrer interminavelmente sem nunca ouvir palavras de conforto.
É amargar por dentro e azedar sem nunca chegar a sentir o calor.
Não é má intenção ou má índole – é simplesmente um processo evolutivo como tantos outros.
Reconhecer isso em quem nos magoa significa acima de tudo aceitar o seu processo.
A nós cabe-nos exigir ou compreender dependendo da situação.
Em última análise, confiar não tanto no comportamento, mas sim no padrão.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Inteligência
Os testes de QI servem para avaliar quem é supostamente mais inteligente.
Temos critérios para todos os gostos:
perfil lógico-matemática,
linguístico,
espacial,
musical,
cinemático,
intrapessoal e interpessoal,
naturalista
e até existencial.
Tudo isto serve para Tipificar, Padronizar, Estereótipar e em última análise, Estigmatizar
Discriminar, não mais que isso.
Sempre recordei os tempos da primária com satisfação - as competições de matemática no quadro, a rapidez a fazer cópias, as provas superadas, etc. Sempre olhei para esses tempos com nostalgia.
E porquê? Porque as coisas sempre me correram bem.
Eu enquadrava-me nos padrões de ensino e avaliação.
Mas um dia almocei com uma das minhas colegas dessa época que me pediu simplesmente para parar de recordar esses tempos, porque só lhe traziam más recordações.
Percebi que ela, tal como tantos outros que pertenciam à minha turma e não se encaixavam naquele regime militarista de ensino "à antiga" sofreram e ficaram marcados para o resto das suas vidas.
Isto para dizer que em tempos tive curiosidade em fazer um teste de QI para ver qual seria a minha classificação.
Porquê?
Porque achava que ia ter uma boa classificação.
Mas e se eu achasse que iria ter uma má classificação - talvez não quereria fazer o teste, certo?
Esta minha amiga provavelmente não quer sequer ouvir falar de testes QI - independentemente de até poder tirar resultados excelentes.
Outro episódio que me desapontou foi ouvir na rádio uma entrevista a um respeitável membro de uma fundação portuguesa para pessoas com QI acima da média.
E que desilusão foi esta entrevista!
Quase nem conseguia ouvir o que saia da boca daquele homem.
Só conseguia ver um homem de ego inflamado sem qualquer noção de respeito pelo próximo.
Foi aí que me desiludi com toda esta suposta Inteligência.
Por episódios como este acabei perdendo o interesse em saber qual seria o meu QI.
Percebi que não é um simples número que deve fazer com que respeitemos mais ou menos determinada pessoa.
Saber o QI de determinada pessoa antes de ir falar com ela só traz nevoeiro ao nosso discernimento.
A Inteligência é algo de inestimável mas isso não deve toldar o respeito que devemos ao próximo.
Inteligência,
no sentido da magia que nos foi atribuída,
no sentido da arte de poder fazer ligações onde elas não existem,
no sentido do mistério em ligar conceitos e ideias e construir algo maior.
Esta magia que nos diferencia é uma benção.
Um tesouro.
E como tal devemos cultivar, para com ele ter conciência do valor da nossa Vida e da Vida dos outros.
Temos critérios para todos os gostos:
perfil lógico-matemática,
linguístico,
espacial,
musical,
cinemático,
intrapessoal e interpessoal,
naturalista
e até existencial.
Tudo isto serve para Tipificar, Padronizar, Estereótipar e em última análise, Estigmatizar
Discriminar, não mais que isso.
Sempre recordei os tempos da primária com satisfação - as competições de matemática no quadro, a rapidez a fazer cópias, as provas superadas, etc. Sempre olhei para esses tempos com nostalgia.
E porquê? Porque as coisas sempre me correram bem.
Eu enquadrava-me nos padrões de ensino e avaliação.
Mas um dia almocei com uma das minhas colegas dessa época que me pediu simplesmente para parar de recordar esses tempos, porque só lhe traziam más recordações.
Percebi que ela, tal como tantos outros que pertenciam à minha turma e não se encaixavam naquele regime militarista de ensino "à antiga" sofreram e ficaram marcados para o resto das suas vidas.
Isto para dizer que em tempos tive curiosidade em fazer um teste de QI para ver qual seria a minha classificação.
Porquê?
Porque achava que ia ter uma boa classificação.
Mas e se eu achasse que iria ter uma má classificação - talvez não quereria fazer o teste, certo?
Esta minha amiga provavelmente não quer sequer ouvir falar de testes QI - independentemente de até poder tirar resultados excelentes.
Outro episódio que me desapontou foi ouvir na rádio uma entrevista a um respeitável membro de uma fundação portuguesa para pessoas com QI acima da média.
E que desilusão foi esta entrevista!
Quase nem conseguia ouvir o que saia da boca daquele homem.
Só conseguia ver um homem de ego inflamado sem qualquer noção de respeito pelo próximo.
Foi aí que me desiludi com toda esta suposta Inteligência.
Por episódios como este acabei perdendo o interesse em saber qual seria o meu QI.
Percebi que não é um simples número que deve fazer com que respeitemos mais ou menos determinada pessoa.
Saber o QI de determinada pessoa antes de ir falar com ela só traz nevoeiro ao nosso discernimento.
A Inteligência é algo de inestimável mas isso não deve toldar o respeito que devemos ao próximo.
Inteligência,
no sentido da magia que nos foi atribuída,
no sentido da arte de poder fazer ligações onde elas não existem,
no sentido do mistério em ligar conceitos e ideias e construir algo maior.
Esta magia que nos diferencia é uma benção.
Um tesouro.
E como tal devemos cultivar, para com ele ter conciência do valor da nossa Vida e da Vida dos outros.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Nutrição artificial
Vivemos hoje em dia num mundo de nutrição artificial.
Comida artificial,
Sonhos artificiais,
Realizações artificiais,
Gostos artificiais.
Até que ponto a nossa forma de gostar não corre ela também o risco de se tornar artificial.
“Diz-me com quem andas, dirte-ei que és.”
Se com artificialidade te rodeias, de artificialidade passarás a ser feito.
Num mundo de vaidosismos, aparatos, silicones e botoxes, o que é que resta para se gostar?
Está na altura de começarmos a olhar em nosso redor e recuperar as verdades das nossas essências.
Há que começar a alimentar-nos melhor, para melhor nos realizarmos.
Comida artificial,
Sonhos artificiais,
Realizações artificiais,
Gostos artificiais.
Até que ponto a nossa forma de gostar não corre ela também o risco de se tornar artificial.
“Diz-me com quem andas, dirte-ei que és.”
Se com artificialidade te rodeias, de artificialidade passarás a ser feito.
Num mundo de vaidosismos, aparatos, silicones e botoxes, o que é que resta para se gostar?
Está na altura de começarmos a olhar em nosso redor e recuperar as verdades das nossas essências.
Há que começar a alimentar-nos melhor, para melhor nos realizarmos.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Feliz aniversário - 5 anos!
5 anos - Um lustro - meia década. Como o tempo passa rápido.
Obrigado a todos os que por este blog vão passando de uma forma mais, ou menos assídua.
Dedico este post à Amália, à Ana Cristina, à Ana Dantas, à Ana Pedro, ao António Gaspar, à Bernarda, ao Brancana, ao Brazona, à Catorze, à Carla Carvalho, à Carla Fortes, à Carla Machado, à Carla Reis, à Carla Silva, ao Carlos Morais, à Carmo, ao Caxias, à Cecília, à Cláudia, à Elsa, ao Esteves, à Eugénia, ao Faustino, ao Fernando, ao Francisco, ao Gandum, ao Gonçalo, à Guida, ao Ironman, à Joana, ao João Neves, ao Roseiro, ao Jorge, à Lena, ao LGonc, ao Lourenço, ao Luis Baptista, ao Luís Silvestre, à Lurdes, ao Mac, à Mãe, à Maria Antonia, à Maria João, à Maria Spínola, à Marina, à Marta, ao Miguel, à Mónica, à Nádia, ao Nelson, ao Nirav, ao Nuno Santos, ao Nuno Silva, ao Pai, à Paula Salgado, à Paulinha, ao Paulo Falcão, ao Paulo Ferreira, ao Paulo Gonçalves, ao Paulo Sousa, ao Pedro Bruno, ao Pedro Rodrigues, ao RicJesus, à Rita, ao Robson, à Sandra, à São, à Sara, à Sarah, ao Silvestre, à Silvia Pedro, ao Simões, à Sofia Freire, à Sónia Gaspar, à Susanita, à Susana Machado, ao Talaia, ao Valter, ao Zé António e ao Zé Fernandes.
E também aos outros que por aqui também vão passando e que ainda não se fizeram mostrar.
Em especial e acima de tudo, obrigado a Ti.
Espero ter conseguido criar momentos de pausa e reflexão.
Até já.
Obrigado a todos os que por este blog vão passando de uma forma mais, ou menos assídua.
Dedico este post à Amália, à Ana Cristina, à Ana Dantas, à Ana Pedro, ao António Gaspar, à Bernarda, ao Brancana, ao Brazona, à Catorze, à Carla Carvalho, à Carla Fortes, à Carla Machado, à Carla Reis, à Carla Silva, ao Carlos Morais, à Carmo, ao Caxias, à Cecília, à Cláudia, à Elsa, ao Esteves, à Eugénia, ao Faustino, ao Fernando, ao Francisco, ao Gandum, ao Gonçalo, à Guida, ao Ironman, à Joana, ao João Neves, ao Roseiro, ao Jorge, à Lena, ao LGonc, ao Lourenço, ao Luis Baptista, ao Luís Silvestre, à Lurdes, ao Mac, à Mãe, à Maria Antonia, à Maria João, à Maria Spínola, à Marina, à Marta, ao Miguel, à Mónica, à Nádia, ao Nelson, ao Nirav, ao Nuno Santos, ao Nuno Silva, ao Pai, à Paula Salgado, à Paulinha, ao Paulo Falcão, ao Paulo Ferreira, ao Paulo Gonçalves, ao Paulo Sousa, ao Pedro Bruno, ao Pedro Rodrigues, ao RicJesus, à Rita, ao Robson, à Sandra, à São, à Sara, à Sarah, ao Silvestre, à Silvia Pedro, ao Simões, à Sofia Freire, à Sónia Gaspar, à Susanita, à Susana Machado, ao Talaia, ao Valter, ao Zé António e ao Zé Fernandes.
E também aos outros que por aqui também vão passando e que ainda não se fizeram mostrar.
Em especial e acima de tudo, obrigado a Ti.
Espero ter conseguido criar momentos de pausa e reflexão.
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