Não ter raiz significa vaguear ao sabor da corrente.
Dar trambolhões nas margens do rio sem saber para que lado se deve nadar, se a favor, se contra.
É tentar agradar eternamente sem nunca conhecer retorno.
É sofrer interminavelmente sem nunca ouvir palavras de conforto.
É amargar por dentro e azedar sem nunca chegar a sentir o calor.
Não é má intenção ou má índole – é simplesmente um processo evolutivo como tantos outros.
Reconhecer isso em quem nos magoa significa acima de tudo aceitar o seu processo.
A nós cabe-nos exigir ou compreender dependendo da situação.
Em última análise, confiar não tanto no comportamento, mas sim no padrão.
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Inteligência
Os testes de QI servem para avaliar quem é supostamente mais inteligente.
Temos critérios para todos os gostos:
perfil lógico-matemática,
linguístico,
espacial,
musical,
cinemático,
intrapessoal e interpessoal,
naturalista
e até existencial.
Tudo isto serve para Tipificar, Padronizar, Estereótipar e em última análise, Estigmatizar
Discriminar, não mais que isso.
Sempre recordei os tempos da primária com satisfação - as competições de matemática no quadro, a rapidez a fazer cópias, as provas superadas, etc. Sempre olhei para esses tempos com nostalgia.
E porquê? Porque as coisas sempre me correram bem.
Eu enquadrava-me nos padrões de ensino e avaliação.
Mas um dia almocei com uma das minhas colegas dessa época que me pediu simplesmente para parar de recordar esses tempos, porque só lhe traziam más recordações.
Percebi que ela, tal como tantos outros que pertenciam à minha turma e não se encaixavam naquele regime militarista de ensino "à antiga" sofreram e ficaram marcados para o resto das suas vidas.
Isto para dizer que em tempos tive curiosidade em fazer um teste de QI para ver qual seria a minha classificação.
Porquê?
Porque achava que ia ter uma boa classificação.
Mas e se eu achasse que iria ter uma má classificação - talvez não quereria fazer o teste, certo?
Esta minha amiga provavelmente não quer sequer ouvir falar de testes QI - independentemente de até poder tirar resultados excelentes.
Outro episódio que me desapontou foi ouvir na rádio uma entrevista a um respeitável membro de uma fundação portuguesa para pessoas com QI acima da média.
E que desilusão foi esta entrevista!
Quase nem conseguia ouvir o que saia da boca daquele homem.
Só conseguia ver um homem de ego inflamado sem qualquer noção de respeito pelo próximo.
Foi aí que me desiludi com toda esta suposta Inteligência.
Por episódios como este acabei perdendo o interesse em saber qual seria o meu QI.
Percebi que não é um simples número que deve fazer com que respeitemos mais ou menos determinada pessoa.
Saber o QI de determinada pessoa antes de ir falar com ela só traz nevoeiro ao nosso discernimento.
A Inteligência é algo de inestimável mas isso não deve toldar o respeito que devemos ao próximo.
Inteligência,
no sentido da magia que nos foi atribuída,
no sentido da arte de poder fazer ligações onde elas não existem,
no sentido do mistério em ligar conceitos e ideias e construir algo maior.
Esta magia que nos diferencia é uma benção.
Um tesouro.
E como tal devemos cultivar, para com ele ter conciência do valor da nossa Vida e da Vida dos outros.
Temos critérios para todos os gostos:
perfil lógico-matemática,
linguístico,
espacial,
musical,
cinemático,
intrapessoal e interpessoal,
naturalista
e até existencial.
Tudo isto serve para Tipificar, Padronizar, Estereótipar e em última análise, Estigmatizar
Discriminar, não mais que isso.
Sempre recordei os tempos da primária com satisfação - as competições de matemática no quadro, a rapidez a fazer cópias, as provas superadas, etc. Sempre olhei para esses tempos com nostalgia.
E porquê? Porque as coisas sempre me correram bem.
Eu enquadrava-me nos padrões de ensino e avaliação.
Mas um dia almocei com uma das minhas colegas dessa época que me pediu simplesmente para parar de recordar esses tempos, porque só lhe traziam más recordações.
Percebi que ela, tal como tantos outros que pertenciam à minha turma e não se encaixavam naquele regime militarista de ensino "à antiga" sofreram e ficaram marcados para o resto das suas vidas.
Isto para dizer que em tempos tive curiosidade em fazer um teste de QI para ver qual seria a minha classificação.
Porquê?
Porque achava que ia ter uma boa classificação.
Mas e se eu achasse que iria ter uma má classificação - talvez não quereria fazer o teste, certo?
Esta minha amiga provavelmente não quer sequer ouvir falar de testes QI - independentemente de até poder tirar resultados excelentes.
Outro episódio que me desapontou foi ouvir na rádio uma entrevista a um respeitável membro de uma fundação portuguesa para pessoas com QI acima da média.
E que desilusão foi esta entrevista!
Quase nem conseguia ouvir o que saia da boca daquele homem.
Só conseguia ver um homem de ego inflamado sem qualquer noção de respeito pelo próximo.
Foi aí que me desiludi com toda esta suposta Inteligência.
Por episódios como este acabei perdendo o interesse em saber qual seria o meu QI.
Percebi que não é um simples número que deve fazer com que respeitemos mais ou menos determinada pessoa.
Saber o QI de determinada pessoa antes de ir falar com ela só traz nevoeiro ao nosso discernimento.
A Inteligência é algo de inestimável mas isso não deve toldar o respeito que devemos ao próximo.
Inteligência,
no sentido da magia que nos foi atribuída,
no sentido da arte de poder fazer ligações onde elas não existem,
no sentido do mistério em ligar conceitos e ideias e construir algo maior.
Esta magia que nos diferencia é uma benção.
Um tesouro.
E como tal devemos cultivar, para com ele ter conciência do valor da nossa Vida e da Vida dos outros.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Nutrição artificial
Vivemos hoje em dia num mundo de nutrição artificial.
Comida artificial,
Sonhos artificiais,
Realizações artificiais,
Gostos artificiais.
Até que ponto a nossa forma de gostar não corre ela também o risco de se tornar artificial.
“Diz-me com quem andas, dirte-ei que és.”
Se com artificialidade te rodeias, de artificialidade passarás a ser feito.
Num mundo de vaidosismos, aparatos, silicones e botoxes, o que é que resta para se gostar?
Está na altura de começarmos a olhar em nosso redor e recuperar as verdades das nossas essências.
Há que começar a alimentar-nos melhor, para melhor nos realizarmos.
Comida artificial,
Sonhos artificiais,
Realizações artificiais,
Gostos artificiais.
Até que ponto a nossa forma de gostar não corre ela também o risco de se tornar artificial.
“Diz-me com quem andas, dirte-ei que és.”
Se com artificialidade te rodeias, de artificialidade passarás a ser feito.
Num mundo de vaidosismos, aparatos, silicones e botoxes, o que é que resta para se gostar?
Está na altura de começarmos a olhar em nosso redor e recuperar as verdades das nossas essências.
Há que começar a alimentar-nos melhor, para melhor nos realizarmos.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Feliz aniversário - 5 anos!
5 anos - Um lustro - meia década. Como o tempo passa rápido.
Obrigado a todos os que por este blog vão passando de uma forma mais, ou menos assídua.
Dedico este post à Amália, à Ana Cristina, à Ana Dantas, à Ana Pedro, ao António Gaspar, à Bernarda, ao Brancana, ao Brazona, à Catorze, à Carla Carvalho, à Carla Fortes, à Carla Machado, à Carla Reis, à Carla Silva, ao Carlos Morais, à Carmo, ao Caxias, à Cecília, à Cláudia, à Elsa, ao Esteves, à Eugénia, ao Faustino, ao Fernando, ao Francisco, ao Gandum, ao Gonçalo, à Guida, ao Ironman, à Joana, ao João Neves, ao Roseiro, ao Jorge, à Lena, ao LGonc, ao Lourenço, ao Luis Baptista, ao Luís Silvestre, à Lurdes, ao Mac, à Mãe, à Maria Antonia, à Maria João, à Maria Spínola, à Marina, à Marta, ao Miguel, à Mónica, à Nádia, ao Nelson, ao Nirav, ao Nuno Santos, ao Nuno Silva, ao Pai, à Paula Salgado, à Paulinha, ao Paulo Falcão, ao Paulo Ferreira, ao Paulo Gonçalves, ao Paulo Sousa, ao Pedro Bruno, ao Pedro Rodrigues, ao RicJesus, à Rita, ao Robson, à Sandra, à São, à Sara, à Sarah, ao Silvestre, à Silvia Pedro, ao Simões, à Sofia Freire, à Sónia Gaspar, à Susanita, à Susana Machado, ao Talaia, ao Valter, ao Zé António e ao Zé Fernandes.
E também aos outros que por aqui também vão passando e que ainda não se fizeram mostrar.
Em especial e acima de tudo, obrigado a Ti.
Espero ter conseguido criar momentos de pausa e reflexão.
Até já.
Obrigado a todos os que por este blog vão passando de uma forma mais, ou menos assídua.
Dedico este post à Amália, à Ana Cristina, à Ana Dantas, à Ana Pedro, ao António Gaspar, à Bernarda, ao Brancana, ao Brazona, à Catorze, à Carla Carvalho, à Carla Fortes, à Carla Machado, à Carla Reis, à Carla Silva, ao Carlos Morais, à Carmo, ao Caxias, à Cecília, à Cláudia, à Elsa, ao Esteves, à Eugénia, ao Faustino, ao Fernando, ao Francisco, ao Gandum, ao Gonçalo, à Guida, ao Ironman, à Joana, ao João Neves, ao Roseiro, ao Jorge, à Lena, ao LGonc, ao Lourenço, ao Luis Baptista, ao Luís Silvestre, à Lurdes, ao Mac, à Mãe, à Maria Antonia, à Maria João, à Maria Spínola, à Marina, à Marta, ao Miguel, à Mónica, à Nádia, ao Nelson, ao Nirav, ao Nuno Santos, ao Nuno Silva, ao Pai, à Paula Salgado, à Paulinha, ao Paulo Falcão, ao Paulo Ferreira, ao Paulo Gonçalves, ao Paulo Sousa, ao Pedro Bruno, ao Pedro Rodrigues, ao RicJesus, à Rita, ao Robson, à Sandra, à São, à Sara, à Sarah, ao Silvestre, à Silvia Pedro, ao Simões, à Sofia Freire, à Sónia Gaspar, à Susanita, à Susana Machado, ao Talaia, ao Valter, ao Zé António e ao Zé Fernandes.
E também aos outros que por aqui também vão passando e que ainda não se fizeram mostrar.
Em especial e acima de tudo, obrigado a Ti.
Espero ter conseguido criar momentos de pausa e reflexão.
Até já.
sábado, 27 de novembro de 2010
Memórias pintadas ou escritas
Ver fotografias é como regredir à infância, algures nas traseiras de um automóvel, olhando para trás, contemplando a estrada.
As fotografias são as nossas memórias, pintadas num qualquer papel ou ecrã, que nos permitem viajar para um tempo diferente.
Permitem-nos viajar para os tempos dourados.
Tirar fotografias hoje, é garantir essa viagem no futuro, quando formos mais velhos e quisermos recordar.
É no fundo como escrever este Post.
Este Blog não é nada mais do que uma fotografia escrita do momento presente.
Mas, e se não tirarmos fotografias?
Não tirar fotografias significa sentir desde logo um consciência de um arrependimento futuro, pelo facto de não termos tirado tantas fotografias quantas devíamos.
Mas será que devemos tirar fotografias? E se sim, para quê? Com que objectivo?
Para viver depois, o que posso viver já?
Devemos usufruir o momento presente ou guardá-lo num papel ou ecrã para "mais tarde recordar"?
Acontece que não tirar fotografias inevitavelmente leva-nos a perceber que não conseguimos guardar tudo o que gostaríamos e que existe efectivamente uma cruel limitação na nossa capacidade de memorização consciente.
Por isso, resta-nos mesmo as fotografias, sejam elas pintadas ou escritas, para nos ajudar.
Mas uma coisa é certa,
Percorrendo os meandros das nossas memórias, invariavelmente encontramos nelas os momentos mais marcantes e esses, não estão no papel nem no ecrã, pois não?
Porque será?
Voltando ao exemplo da viagem nocturna de carro que aconteceu algures na nossa infância, quem não se lembra de contemplar a imensidão das estrelas - Que viagem!
Tens uma foto desse momento?
As fotografias são as nossas memórias, pintadas num qualquer papel ou ecrã, que nos permitem viajar para um tempo diferente.
Permitem-nos viajar para os tempos dourados.
Tirar fotografias hoje, é garantir essa viagem no futuro, quando formos mais velhos e quisermos recordar.
É no fundo como escrever este Post.
Este Blog não é nada mais do que uma fotografia escrita do momento presente.
Mas, e se não tirarmos fotografias?
Não tirar fotografias significa sentir desde logo um consciência de um arrependimento futuro, pelo facto de não termos tirado tantas fotografias quantas devíamos.
Mas será que devemos tirar fotografias? E se sim, para quê? Com que objectivo?
Para viver depois, o que posso viver já?
Devemos usufruir o momento presente ou guardá-lo num papel ou ecrã para "mais tarde recordar"?
Acontece que não tirar fotografias inevitavelmente leva-nos a perceber que não conseguimos guardar tudo o que gostaríamos e que existe efectivamente uma cruel limitação na nossa capacidade de memorização consciente.
Por isso, resta-nos mesmo as fotografias, sejam elas pintadas ou escritas, para nos ajudar.
Mas uma coisa é certa,
Percorrendo os meandros das nossas memórias, invariavelmente encontramos nelas os momentos mais marcantes e esses, não estão no papel nem no ecrã, pois não?
Porque será?
Voltando ao exemplo da viagem nocturna de carro que aconteceu algures na nossa infância, quem não se lembra de contemplar a imensidão das estrelas - Que viagem!
Tens uma foto desse momento?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Não estamos sós
Sabes,
Não estamos sós.
Viajar permite-nos perceber a quantidade de quantos nós somos.
Somos muitos, de diferentes etnias, cores, culturas, humores e professias.
Somos tantos que me pergunto como é que ainda conseguimos nesta altura encontrar o equilíbrio.
Talvez os media e a educação padronizada sejam os responsáveis.
Somos muitos, mas muitos de nós são afinal de contas iguais, apesar de diferentes.
Apesar das diferenças, partilhamos anseios, vontades e quereres.
O que me intriga, ou melhor, o que me preocupa é a incapacidade de tantos de nós neste momento estarmos a perder a capacidade de parar.
Desde que nascemos somos instigados a andar para a frente, a correr, a produzir,
Mas algures no caminho alguém se esqueceu de nos avisar que parar nem sempre é sinónimo de regressão.
Parar, no sentido de perceber porquê correr, é essencial para dar corpo às nossas acções.
Caso contrário somos máquinas, autómatos programados para determinada função e que passado algum tempo, param e morrem.
Quantos e quantos chegam à reforma e morrem?
Mortos de vontade, de espírito e de significado.
Morrem de remorsos daqui que afinal não fizeram.
Quanto tiveres oportunidade, visita um aviário industrial e perceberás o que digo.
Galinhas nascidas com uma intenção – comer, crescer e morrer.
Garanto-te que será uma experiência tão ou mais marcante do que a experiência de um estudante de medicina ao pegar num cérebro humano após uma autópsia.
O ser humano será só isto? Um pedaço de carne com alguns quilos?
Concerteza que não.
Mas leva-nos a pensar porquê? E o que somos nós?
A vida necessita de corpo, de significado e de intenção.
E esse corpo não nos pode ser dado pelos outros. Esse corpo somos nós que o alimentamos, com a nossa reflexão.
Por isso, a verdade é que não estamos sós, mas há muito trabalho que a sós deve ser desenvolvido.
Há quem lhe chame TPC.
Não estamos sós.
Viajar permite-nos perceber a quantidade de quantos nós somos.
Somos muitos, de diferentes etnias, cores, culturas, humores e professias.
Somos tantos que me pergunto como é que ainda conseguimos nesta altura encontrar o equilíbrio.
Talvez os media e a educação padronizada sejam os responsáveis.
Somos muitos, mas muitos de nós são afinal de contas iguais, apesar de diferentes.
Apesar das diferenças, partilhamos anseios, vontades e quereres.
O que me intriga, ou melhor, o que me preocupa é a incapacidade de tantos de nós neste momento estarmos a perder a capacidade de parar.
Desde que nascemos somos instigados a andar para a frente, a correr, a produzir,
Mas algures no caminho alguém se esqueceu de nos avisar que parar nem sempre é sinónimo de regressão.
Parar, no sentido de perceber porquê correr, é essencial para dar corpo às nossas acções.
Caso contrário somos máquinas, autómatos programados para determinada função e que passado algum tempo, param e morrem.
Quantos e quantos chegam à reforma e morrem?
Mortos de vontade, de espírito e de significado.
Morrem de remorsos daqui que afinal não fizeram.
Quanto tiveres oportunidade, visita um aviário industrial e perceberás o que digo.
Galinhas nascidas com uma intenção – comer, crescer e morrer.
Garanto-te que será uma experiência tão ou mais marcante do que a experiência de um estudante de medicina ao pegar num cérebro humano após uma autópsia.
O ser humano será só isto? Um pedaço de carne com alguns quilos?
Concerteza que não.
Mas leva-nos a pensar porquê? E o que somos nós?
A vida necessita de corpo, de significado e de intenção.
E esse corpo não nos pode ser dado pelos outros. Esse corpo somos nós que o alimentamos, com a nossa reflexão.
Por isso, a verdade é que não estamos sós, mas há muito trabalho que a sós deve ser desenvolvido.
Há quem lhe chame TPC.
domingo, 21 de novembro de 2010
Flash - o Sortudo
Chegou ontem a nossa casa um novo elemento - chamámo-lo Flash.
Não vem substituir o Sky.
Vem criar o seu próprio espaço.
Apeteceu-me chamá-lo de Sortudo.
Sortudo porque os seus donos são pessoas de consciência, que se deram ao trabalho de vir do Algarve a Lisboa apenas porque lhes era inconcebível entregar este cachorro a um canil .
E sortudo também porque de todos os irmãos da ninhada, foi o único que já conseguiu encontrar um lar e companhia.
Flash - o sortudo.
Bem vindo à nova casa.
Não vem substituir o Sky.
Vem criar o seu próprio espaço.
Apeteceu-me chamá-lo de Sortudo.
Sortudo porque os seus donos são pessoas de consciência, que se deram ao trabalho de vir do Algarve a Lisboa apenas porque lhes era inconcebível entregar este cachorro a um canil .
E sortudo também porque de todos os irmãos da ninhada, foi o único que já conseguiu encontrar um lar e companhia.
Flash - o sortudo.
Bem vindo à nova casa.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Valores e práticas
A justiça no escrutínio está no facto da avaliação conseguir ser feita de igual para igual, na base do respeito e na diferença de opiniões.
Quando comparamos culturas, devemos comparar valores, não as práticas resultantes.
Comparar os nossos valores com as más práticas do semelhante não é concerteza a forma mais correcta de chegar a entendimentos.
Quando comparamos culturas, devemos comparar valores, não as práticas resultantes.
Comparar os nossos valores com as más práticas do semelhante não é concerteza a forma mais correcta de chegar a entendimentos.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
"Quando estás no buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar"
"Quando estás no buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar" dizia hoje um Homem respeitável deste País.
E dizia-o com muita razão.
Esta pequena frase é aplicável a todo o espectro da nossa vivência, pessoal ou profissional.
Por vezes cegamos perante as dificuldades e continuamos simplesmente a fazer o mesmo que sempre nos habituámos a fazer e que nos enclausura.
Tão simples seria se tivéssemos a capacidade sempre presente de saber levantar a cabeça na altura certa e parar um pouco para avaliar se o que fazemos será mesmo o mais adequado.
Às vezes essa consciência surge, mas infelizmente à base de muita pancada. E o problema é que quando nos apercebemos, verificamos que se tivesse sido mais cedo, tudo teria sido muito mais simples.
Mas não vale a pena olhar para trás e pensar que há 10 minutos seria mais fácil resolver do que agora.
Que há 20 anos teria sido mais fácil do que hoje.
Não é por aí.
Há 20 anos éramos o que éramos - Pessoas diferentes do que somos hoje - diferentes do que fomos há 10 minutos atrás.
Vale a pena pensar sempre de agora em diante.
Porque agora, é mais cedo do que daqui a 20 anos.
E dizia-o com muita razão.
Esta pequena frase é aplicável a todo o espectro da nossa vivência, pessoal ou profissional.
Por vezes cegamos perante as dificuldades e continuamos simplesmente a fazer o mesmo que sempre nos habituámos a fazer e que nos enclausura.
Tão simples seria se tivéssemos a capacidade sempre presente de saber levantar a cabeça na altura certa e parar um pouco para avaliar se o que fazemos será mesmo o mais adequado.
Às vezes essa consciência surge, mas infelizmente à base de muita pancada. E o problema é que quando nos apercebemos, verificamos que se tivesse sido mais cedo, tudo teria sido muito mais simples.
Mas não vale a pena olhar para trás e pensar que há 10 minutos seria mais fácil resolver do que agora.
Que há 20 anos teria sido mais fácil do que hoje.
Não é por aí.
Há 20 anos éramos o que éramos - Pessoas diferentes do que somos hoje - diferentes do que fomos há 10 minutos atrás.
Vale a pena pensar sempre de agora em diante.
Porque agora, é mais cedo do que daqui a 20 anos.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Solidão da discoteca
Ao ver fotos de discotecas vejo solidão.
Ao ver pessoas juntas em fotos, vejo-as sozinhas.
No seus olhares encontro Vazios, à procura de significado.
à procura de significado para a sua existência.
Felizmente nem tudo será assim. Mas quando o é, é muito triste.
Porque quem vagueia Só, no meio da multidão, só precisa que lhe digam que não é nessa multidão que encontra o que procura.
Multidões existem para todos os gostos e feitios.
E em todas, todos apenas querem ser felizes.
Saber o que é ser Feliz é que em muitos casos é difícil de perceber.
A solidão da discoteca é fácil de encontrar,
A felicidade, nem tanto. Precisa de trabalho e de ser trabalhada.
E isso faz-se em Tribos, não em multidões.
Ao ver pessoas juntas em fotos, vejo-as sozinhas.
No seus olhares encontro Vazios, à procura de significado.
à procura de significado para a sua existência.
Felizmente nem tudo será assim. Mas quando o é, é muito triste.
Porque quem vagueia Só, no meio da multidão, só precisa que lhe digam que não é nessa multidão que encontra o que procura.
Multidões existem para todos os gostos e feitios.
E em todas, todos apenas querem ser felizes.
Saber o que é ser Feliz é que em muitos casos é difícil de perceber.
A solidão da discoteca é fácil de encontrar,
A felicidade, nem tanto. Precisa de trabalho e de ser trabalhada.
E isso faz-se em Tribos, não em multidões.
Pérolas
Uma vida é sempre uma pérola a estimar e a respeitar.
Algumas passagens interessantes deste vídeo:
"Se perderes muito tempo preocupado com as coisas que não tens controlo, acabas por afectar as coisas em que efectivamente tens controlo"
"A Reputação é a percepção do que és enquanto que o Carácter é aquilo o que realmente és."
Vale a pena ver, ouvir e reflectir:
Algumas passagens interessantes deste vídeo:
"Se perderes muito tempo preocupado com as coisas que não tens controlo, acabas por afectar as coisas em que efectivamente tens controlo"
"A Reputação é a percepção do que és enquanto que o Carácter é aquilo o que realmente és."
Vale a pena ver, ouvir e reflectir:
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Alzheimer e o poder do extermínio
Alzheimer é uma das doenças mais cruéis.
Sofrer dela é perder a bússola.
Perder o destino, a origem e o caminho.
É perder-se nas profundezas do reino do indefinido.
É morrer, sem morrer, viver, sem viver.
E é mais ainda.
Porque existem os outros - a Família e os amigos que são nossos espelhos.
Esses outros, onde vivem pedaços de nós, pedaços das nossas vidas.
Aqueles, cuja soma de pedaços, constituem aquilo que nós somos - Nós, nas memórias dos outros.
A dor do Alzheimer é imensa por tudo isto.
Porque tem o poder de irradiar de quem padece dela para quem vive com ela. Contamina.
Porque esta doença cruel consegue matar a nossa vida, a nossa herança e a nossa forma de sermos eternos. A nossa e a de quem nos é próximo.
Corta-nos pela raíz.
Extingue-nos, para todo o sempre.
Sofrer dela é perder a bússola.
Perder o destino, a origem e o caminho.
É perder-se nas profundezas do reino do indefinido.
É morrer, sem morrer, viver, sem viver.
E é mais ainda.
Porque existem os outros - a Família e os amigos que são nossos espelhos.
Esses outros, onde vivem pedaços de nós, pedaços das nossas vidas.
Aqueles, cuja soma de pedaços, constituem aquilo que nós somos - Nós, nas memórias dos outros.
A dor do Alzheimer é imensa por tudo isto.
Porque tem o poder de irradiar de quem padece dela para quem vive com ela. Contamina.
Porque esta doença cruel consegue matar a nossa vida, a nossa herança e a nossa forma de sermos eternos. A nossa e a de quem nos é próximo.
Corta-nos pela raíz.
Extingue-nos, para todo o sempre.
Jogada de mestre
Estava hoje a ver um artigo que referia que faz hoje 3 anos que o Rei Juan Carlos mandou calar Hugo Chávez.
Obviamente que me recordo do episódio e da falta de diplomacia de ambos.
(De certa forma, com este episódio evidenciam-se as semelhanças que existem entre ditaduras e monarquias).
O que eu não tinha reparado e observei hoje com atenção, foi a perícia com que Zapatero "descalçou a bota" e levou o discurso para valores Universais que são indiscutíveis e mediante (creio eu) uma leitura de linguagem corporal apurada, levantou o tom de voz no momento certo, para arrebatar uma salva de palmas e fechar a discussão.
Creio que foi uma jogada de mestre porque era claro que as diferenças profundas que separam estes líderes nunca poderiam ser resolvidas naquele momento.
Não se trata de fugir à questão. Trata-se de ter a inteligência para escolher a forma e o fórum correctos para resolver determinados diferendos.
Parabéns Zapatero pela maestria na diplomacia.
Aqui fica o vídeo.
Obviamente que me recordo do episódio e da falta de diplomacia de ambos.
(De certa forma, com este episódio evidenciam-se as semelhanças que existem entre ditaduras e monarquias).
O que eu não tinha reparado e observei hoje com atenção, foi a perícia com que Zapatero "descalçou a bota" e levou o discurso para valores Universais que são indiscutíveis e mediante (creio eu) uma leitura de linguagem corporal apurada, levantou o tom de voz no momento certo, para arrebatar uma salva de palmas e fechar a discussão.
Creio que foi uma jogada de mestre porque era claro que as diferenças profundas que separam estes líderes nunca poderiam ser resolvidas naquele momento.
Não se trata de fugir à questão. Trata-se de ter a inteligência para escolher a forma e o fórum correctos para resolver determinados diferendos.
Parabéns Zapatero pela maestria na diplomacia.
Aqui fica o vídeo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Peças de lego
O conhecimento é algo que é incremental.
Conhece-se o 1.
Depois somamos 1+1 e descobrimos o 2. Somamos 2+2 e descobrimos o 4 e por aí adiante.
Aprendem-se as vogais e as consoantes, depois as palavras, a seguir vem as frases, a sintaxe e a semântica.
Seguem-se as figuras de estilo, duplos significados e formas de expressão.
Está na nossa natureza conseguir potenciar a soma das partes - extrapolar.
O difícil é lançar as primeiras pedras, a Roda, o Fogo, A internet.
Mas no meio desta incrementalidade há um senão.
Quer queiramos quer não, tudo isto não é mais do que uma forma de pensar colectiva.
Todos temos as mesmas bases e mesmos registos e por isso é natural que pensemos de formas relativamente semelhantes à escala global.
Temos as mesmas referências e não me refiro a referências específicas de uma geração como é o caso do "Verão Azul", do "Vasco Granja" ou do "Engenheiro Sousa Veloso".
Refiiro-me a conceitos estruturais de uma cultura Universal.
O que diferencia não é a aquisição do conhecimento, mas sim a sua interpretação.
Assim sendo, é crucial criar espaço para a criatividade no meio da injecção castradora da educação escolar de hoje em dia.
O conhecimento é muito importante e serve de base para saltos maiores, mas não podemos cair na tentação de tornar os nossos filhos em autómatos super-eficientes, mestres em determinada arte já descoberta, porque há algo essencial que tem que ser ensinado para que todo este conhecimento se converta em algo útil, e proveitoso.
É a arte de depois de absorver, assimilar e incorporar.
É a arte da reflexão e do pensamento.
Há que saber contextualizar, relativizar e saborear para que depois de uma forma serena e natural, se dê o passo seguinte e se concretize o "Todo como sendo mais do que a soma das partes".
Conhece-se o 1.
Depois somamos 1+1 e descobrimos o 2. Somamos 2+2 e descobrimos o 4 e por aí adiante.
Aprendem-se as vogais e as consoantes, depois as palavras, a seguir vem as frases, a sintaxe e a semântica.
Seguem-se as figuras de estilo, duplos significados e formas de expressão.
Está na nossa natureza conseguir potenciar a soma das partes - extrapolar.
O difícil é lançar as primeiras pedras, a Roda, o Fogo, A internet.
Mas no meio desta incrementalidade há um senão.
Quer queiramos quer não, tudo isto não é mais do que uma forma de pensar colectiva.
Todos temos as mesmas bases e mesmos registos e por isso é natural que pensemos de formas relativamente semelhantes à escala global.
Temos as mesmas referências e não me refiro a referências específicas de uma geração como é o caso do "Verão Azul", do "Vasco Granja" ou do "Engenheiro Sousa Veloso".
Refiiro-me a conceitos estruturais de uma cultura Universal.
O que diferencia não é a aquisição do conhecimento, mas sim a sua interpretação.
Assim sendo, é crucial criar espaço para a criatividade no meio da injecção castradora da educação escolar de hoje em dia.
O conhecimento é muito importante e serve de base para saltos maiores, mas não podemos cair na tentação de tornar os nossos filhos em autómatos super-eficientes, mestres em determinada arte já descoberta, porque há algo essencial que tem que ser ensinado para que todo este conhecimento se converta em algo útil, e proveitoso.
É a arte de depois de absorver, assimilar e incorporar.
É a arte da reflexão e do pensamento.
Há que saber contextualizar, relativizar e saborear para que depois de uma forma serena e natural, se dê o passo seguinte e se concretize o "Todo como sendo mais do que a soma das partes".
O cavalo alado que fez de burro para poder voar
Ao fazer zapping deparei-me com o espectáculo deprimente do Herman José a lançar umas piadas tristes, supostamente para entreter as grandes massas televisivas.
Quero acreditar que o Herman é uma pessoa inteligente e quero acreditar que o seu público também o é.
No entanto, por razões que para mim são um mistério, a natureza humana faz-nos enveredar por estes caminhos obscuros.
Pessoas inteligentes a comunicarem como se fossem burras.
Talvez porque tenham dito ao Herman que dizer um belo palavrão paga-lhe o ordenado e o humor requintado e inteligente, não.
Mas o público só é estúpido se não lhe derem algo para pensar e refletir.
Encher um povo de horários apertados, informação vazia de conteúdo e ausência de reflexão é estupidificá-lo, ensurdecê-lo e manipulá-lo.
Como é que justificamos o País em que vivemos onde os jornais estão cravejados de notícias de corrupção, onde os supostos prevaricadores vivem impunes em liberdade. Como é isto possível?
Como é possível ter jornais onde nas páginas centrais publicam artigos sobre os exemplos de vida de grandes gestores, gestores esses que páginas antes no mesmo jornal, são dados como arguidos em mais um mega-processo? Até onde vai a estupidez deste público que já nem consegue reagir perante tais paradoxos?
Serão os Meios de Comunicação Social autênticas marionetas ao sabor das vontades e financiamentos? É este o resultado da crise dos jornais, face ao fenónemo da Internet?
Estará a classe jornalística submetida hoje em dia a tal pressão que a leva a comportamentos totalmente desprovidos de princípios onde já não existe o mínimo remorso em destruir as vidas das pessoas?
Simplesmente porque a poluição informativa é tal, que ninguém se importará daí a 6 meses?
Ou estará este País mergulhado numa gigantesca teia de conspirações e intrigas, espertalhões e oportunistas que já nem têm vergonha quando lhes apontam o dedo?
Se assim for, tudo isto preocupa-me muito. Muito por mim mas mais ainda pelos meus filhos.
E preocupa-me porque me faz lembrar a fila da cantina da faculdade em que era tal o fenónemo do penetra a passar à frente que chegámos a um ponto em que quem tinha prícípios e não passava à frente era visto como o totó. Exemplo típico em como o efeito de matilha coloca à prova a educação e os valores do indivíduo.
Preocupo-me porque esta cultura do espertalhão não é de hoje e temos exemplos disso em todo o lado.
Quantas vezes assistimos ao Teatro deprimente daqueles pobres de espírito que fazem de conta que vão à bomba de gasolina e depois voltam novamente à autoestrada.
Não enganam quem está na fila – enganam-se a si próprios.
No meu passado tenho situações em que copiei, em que passei à frente na fila, em que fiz humor estúpido para estúpido ouvir, mas desses momentos não me orgulho.
Orgulho-me sim da vez em que fui ter com a Professora para lhe dizer que a nota positiva lançada na pauta não podia ser minha porque eu nem sequer tinha ido a Exame.
Orgulho-me de ser quem sou quando o Sou.
Arrependo-me quando sei que não Sou quem Sou.
Mas a vida é isto – uma escola.
Errar podemos errar e se isso convidar à reflexão e à aprendizagem. Faz parte e é salutar.
O problema é quando se constata que há muita gente que não quer aprender.
Toda esta constante impunidade, que já não sei se é dos supostos corruptos, ou dos jornais que acusam sem provas faz com que tenha muitas preocupações sobre o futuro deste País e da natureza que move quem por cá vive.
Quero acreditar que o Herman é uma pessoa inteligente e quero acreditar que o seu público também o é.
No entanto, por razões que para mim são um mistério, a natureza humana faz-nos enveredar por estes caminhos obscuros.
Pessoas inteligentes a comunicarem como se fossem burras.
Talvez porque tenham dito ao Herman que dizer um belo palavrão paga-lhe o ordenado e o humor requintado e inteligente, não.
Mas o público só é estúpido se não lhe derem algo para pensar e refletir.
Encher um povo de horários apertados, informação vazia de conteúdo e ausência de reflexão é estupidificá-lo, ensurdecê-lo e manipulá-lo.
Como é que justificamos o País em que vivemos onde os jornais estão cravejados de notícias de corrupção, onde os supostos prevaricadores vivem impunes em liberdade. Como é isto possível?
Como é possível ter jornais onde nas páginas centrais publicam artigos sobre os exemplos de vida de grandes gestores, gestores esses que páginas antes no mesmo jornal, são dados como arguidos em mais um mega-processo? Até onde vai a estupidez deste público que já nem consegue reagir perante tais paradoxos?
Serão os Meios de Comunicação Social autênticas marionetas ao sabor das vontades e financiamentos? É este o resultado da crise dos jornais, face ao fenónemo da Internet?
Estará a classe jornalística submetida hoje em dia a tal pressão que a leva a comportamentos totalmente desprovidos de princípios onde já não existe o mínimo remorso em destruir as vidas das pessoas?
Simplesmente porque a poluição informativa é tal, que ninguém se importará daí a 6 meses?
Ou estará este País mergulhado numa gigantesca teia de conspirações e intrigas, espertalhões e oportunistas que já nem têm vergonha quando lhes apontam o dedo?
Se assim for, tudo isto preocupa-me muito. Muito por mim mas mais ainda pelos meus filhos.
E preocupa-me porque me faz lembrar a fila da cantina da faculdade em que era tal o fenónemo do penetra a passar à frente que chegámos a um ponto em que quem tinha prícípios e não passava à frente era visto como o totó. Exemplo típico em como o efeito de matilha coloca à prova a educação e os valores do indivíduo.
Preocupo-me porque esta cultura do espertalhão não é de hoje e temos exemplos disso em todo o lado.
Quantas vezes assistimos ao Teatro deprimente daqueles pobres de espírito que fazem de conta que vão à bomba de gasolina e depois voltam novamente à autoestrada.
Não enganam quem está na fila – enganam-se a si próprios.
No meu passado tenho situações em que copiei, em que passei à frente na fila, em que fiz humor estúpido para estúpido ouvir, mas desses momentos não me orgulho.
Orgulho-me sim da vez em que fui ter com a Professora para lhe dizer que a nota positiva lançada na pauta não podia ser minha porque eu nem sequer tinha ido a Exame.
Orgulho-me de ser quem sou quando o Sou.
Arrependo-me quando sei que não Sou quem Sou.
Mas a vida é isto – uma escola.
Errar podemos errar e se isso convidar à reflexão e à aprendizagem. Faz parte e é salutar.
O problema é quando se constata que há muita gente que não quer aprender.
Toda esta constante impunidade, que já não sei se é dos supostos corruptos, ou dos jornais que acusam sem provas faz com que tenha muitas preocupações sobre o futuro deste País e da natureza que move quem por cá vive.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Contrastes
Para quem supostamente não gostava de gatos, aqui estou eu hoje a escrever este post de gato ao colo.
E que bem que se está na companhia deste novo amigo adoptado.
Nada acaba por ser o que pensamos. Talvez porque também nós nunca somos iguais, em momentos distintos.
É assim que se apresenta irónico este Tempo que teima em mostrar-nos com a sua passagem que por vezes quem mais achamos serem diferentes de nós, são na realidade quem mais se assemelham.
Que ironia torpe é esta que nos demonstra o quão diferente por vezes somos, daquilo que achamos ser perante os olhos dos outros?
Que injustiça é esta em mostrar-nos que somos sempre menos daquilo que podemos ser?
Que malvadez é esta em sermos capazes de ver para além do horizonte?
Que fortuna insólita é esta de nos calharem sempre os desafios mais difíceis?
É na realidade uma Fortuna - uma Sorte ou um Destino.
Na verdade, nada do que nos cai na palma das mãos é maior do que o que elas podem agarrar.
Nada do que nos esmaga é mais pesado do que aquilo que podemos levantar.
Porquê?
Porque somos um acumular constante de experiências e de conhecimentos, e apenas quando estamos prontos, é que reparamos nos desafios que podemos enfrentar.
São os desafios "especiais" que nos surgem de uma maneira diferente e compramos como nossos.
Entranham-se nas nossas vidas e ideias como se já fizessem parte do que tinha que ser cumprido.
Quando damos conta, já estamos no jogo, perante o Grande Adamastor, prontos para desfazer as suas Tormentas.
A espera activa compensa sempre.
E que bem que se está na companhia deste novo amigo adoptado.
Nada acaba por ser o que pensamos. Talvez porque também nós nunca somos iguais, em momentos distintos.
É assim que se apresenta irónico este Tempo que teima em mostrar-nos com a sua passagem que por vezes quem mais achamos serem diferentes de nós, são na realidade quem mais se assemelham.
Que ironia torpe é esta que nos demonstra o quão diferente por vezes somos, daquilo que achamos ser perante os olhos dos outros?
Que injustiça é esta em mostrar-nos que somos sempre menos daquilo que podemos ser?
Que malvadez é esta em sermos capazes de ver para além do horizonte?
Que fortuna insólita é esta de nos calharem sempre os desafios mais difíceis?
É na realidade uma Fortuna - uma Sorte ou um Destino.
Na verdade, nada do que nos cai na palma das mãos é maior do que o que elas podem agarrar.
Nada do que nos esmaga é mais pesado do que aquilo que podemos levantar.
Porquê?
Porque somos um acumular constante de experiências e de conhecimentos, e apenas quando estamos prontos, é que reparamos nos desafios que podemos enfrentar.
São os desafios "especiais" que nos surgem de uma maneira diferente e compramos como nossos.
Entranham-se nas nossas vidas e ideias como se já fizessem parte do que tinha que ser cumprido.
Quando damos conta, já estamos no jogo, perante o Grande Adamastor, prontos para desfazer as suas Tormentas.
A espera activa compensa sempre.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O dinheiro e a riqueza
Se reflectirmos um pouco sobre este ponto acabamos por reconhecer o poder manipulador que o dinheiro efectivamente tem sobre as pessoas.
O dinheiro tanto pode ser a cenoura como o chicote.
Olhar para o dinheiro desta forma permite libertamo-nos das suas grilhetas e perceber o que realmente ele vale.
Saber encontrar o ponto de equilíbrio entre o dinheiro que trás felicidade e o dinheiro que a leva é o primeiro passo para alcançarmos a verdadeira riqueza.
O dinheiro tanto pode ser a cenoura como o chicote.
Olhar para o dinheiro desta forma permite libertamo-nos das suas grilhetas e perceber o que realmente ele vale.
Saber encontrar o ponto de equilíbrio entre o dinheiro que trás felicidade e o dinheiro que a leva é o primeiro passo para alcançarmos a verdadeira riqueza.
sábado, 30 de outubro de 2010
O farol
A mensagem intrínseca que o Farol incorpora é a de uma integridade e resiliência sublimes.
De algo que lhe corre no sangue, da natureza daquilo que os seus ossos são feitos.
Feito de uma solidez tal, que chega a perturbar-nos por todas as nossas falhas que se esbatem e desfazem nos rochedos da sua altivez.
Um farol é o que é.
Não aspira parecer mais ou menos do que é.
Simplesmente É.
Na sua simplicidade, preserverança e ritmo cadenciado.
Um farol é na sua essência, um porto de abrigo.
Pelo que representa, pelo que sabemos que podemos contar dele.
Está lá.
Não hoje nem proventura amanhã.
Está sempre.
Igual,
Da mesma maneira como sempre o encontrámos e sabemos que podemos contar.
Com quantos faróis contas, ao navegar pela tua costa?
De algo que lhe corre no sangue, da natureza daquilo que os seus ossos são feitos.
Feito de uma solidez tal, que chega a perturbar-nos por todas as nossas falhas que se esbatem e desfazem nos rochedos da sua altivez.
Um farol é o que é.
Não aspira parecer mais ou menos do que é.
Simplesmente É.
Na sua simplicidade, preserverança e ritmo cadenciado.
Um farol é na sua essência, um porto de abrigo.
Pelo que representa, pelo que sabemos que podemos contar dele.
Está lá.
Não hoje nem proventura amanhã.
Está sempre.
Igual,
Da mesma maneira como sempre o encontrámos e sabemos que podemos contar.
Com quantos faróis contas, ao navegar pela tua costa?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Monólogos
Diz-se que os malucos falam sozinhos.
Há aqueles que falam sozinhos mas não são dados como malucos porque (por acaso) têm alguém à sua frente. Não deixam de falar sozinhos.Mas não são dados como malucos. Porque será?
Diria que não o são, pelo menos não no imediato. Talvez o venham a ser, com o tempo, com a solidão.
Dizia-me em temos um grande professor de português do secundário que "quem não tem amigos ou está maluco ou a caminho de o ser".
Falar sozinho porque ninguém nos ouve ou falar sozinho pura e simplesmente porque não ouvimos ninguém é tão simplesmente "monologar" - o primeiro passo para a solidão e com ela, a insanidade.
Há aqueles que falam sozinhos mas não são dados como malucos porque (por acaso) têm alguém à sua frente. Não deixam de falar sozinhos.Mas não são dados como malucos. Porque será?
Diria que não o são, pelo menos não no imediato. Talvez o venham a ser, com o tempo, com a solidão.
Dizia-me em temos um grande professor de português do secundário que "quem não tem amigos ou está maluco ou a caminho de o ser".
Falar sozinho porque ninguém nos ouve ou falar sozinho pura e simplesmente porque não ouvimos ninguém é tão simplesmente "monologar" - o primeiro passo para a solidão e com ela, a insanidade.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Nuvens
Quando é que foi a última vez que olhaste para o céu?
Quando é que foi a última vez que contemplaste o lento desfilar das nuvens?
Quando é que foi a última vez que sonhaste cavalos e castelos por entre flocos de neve flutuante?
Quando é que foi a última vez que paraste para olhar?
Quando?
Até Quando?
Quando é que foi a última vez que contemplaste o lento desfilar das nuvens?
Quando é que foi a última vez que sonhaste cavalos e castelos por entre flocos de neve flutuante?
Quando é que foi a última vez que paraste para olhar?
Quando?
Até Quando?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Inspiração
Há um ano atrás vi este video e achei surreal e divertiva a forma como a partir dos 11 minutos é descrita a forma como surge a inspiração.
São os momentos de sintonia, em que parece que determinado pensamento quer nascer, lá atrás, talvez algures nos confins da mente.
Como se de alguma forma tivesse sido feita de forma inconsciente uma ligação entre dois neurónios, um novo caminho de pensamento, e de alguma maneira temos a sensação que há ali qualquer coisa que tem que ser desenvolvida.
Nestas alturas há que saber apanhar o momento. Há que predispormo-nos para nos deixarmos envolver, reflectir e interpretar.
Não se aplica apenas à escrita - Pode acontecer em tudo o que fazemos, seja a escrever, a correr, a cozinhar ou a trabalhar.
A vida, com mais sabor.
São os momentos de sintonia, em que parece que determinado pensamento quer nascer, lá atrás, talvez algures nos confins da mente.
Como se de alguma forma tivesse sido feita de forma inconsciente uma ligação entre dois neurónios, um novo caminho de pensamento, e de alguma maneira temos a sensação que há ali qualquer coisa que tem que ser desenvolvida.
Nestas alturas há que saber apanhar o momento. Há que predispormo-nos para nos deixarmos envolver, reflectir e interpretar.
Não se aplica apenas à escrita - Pode acontecer em tudo o que fazemos, seja a escrever, a correr, a cozinhar ou a trabalhar.
A vida, com mais sabor.
O poder das decisões
A velocidade que o Mundo de hoje nos imprime faz com que grande parte das nossas decisões acabem por não ser devidamente ponderadas.
Muitas delas são inclusivamente tomadas de forma inconsciente, nascidas do berço de valores e princípios que nos são incutidos pelo processo contínuo de educação.
Mas nas situações em que conseguimos ponderar e avaliar em concreto os impactos de algumas decisões ou atitudes, somos colocados perante a balança dos prós e contras.
São os momentos em que o nosso discernimento é o fiel da balança.
É nestas situações que somos convidados a quantificar o verdadeiro valor das decisões tomadas e entendemos por vezes, que o custo de determinadas decisões pode muitas vezes ser muito menor do que afinal aparenta ser, se tivermos em consideração que do outro lado da balança está o inquestionável valor de poder adormecer de consciência tranquila.
São as decisões que nos afectam no interior, que não têm a ver com os outros, mas sim com a nossa origem e essência.
São as decisões que apelam para a solidez do nosso carácter e personalidade.
Daquelas que quando são mal tomadas, nos doem cá dentro, num desmoronar de sentimentos de desilusão, demostrando a natureza de sermos eternos aprendizes, em última análise Humanos.
Mas do outro lado está o espelho de uma sapiência construída aos longo dos anos - o valor de uma existência.
Saber que há atitudes e posições que defendemos que nos enchem de orgulho, que nos envaidecem, que nos enchem de significado, que nos preenchem com histórias para contar aos nossos netos.
Vitórias anónimas, vividas e comemoradas a sós.
Muitas delas são inclusivamente tomadas de forma inconsciente, nascidas do berço de valores e princípios que nos são incutidos pelo processo contínuo de educação.
Mas nas situações em que conseguimos ponderar e avaliar em concreto os impactos de algumas decisões ou atitudes, somos colocados perante a balança dos prós e contras.
São os momentos em que o nosso discernimento é o fiel da balança.
É nestas situações que somos convidados a quantificar o verdadeiro valor das decisões tomadas e entendemos por vezes, que o custo de determinadas decisões pode muitas vezes ser muito menor do que afinal aparenta ser, se tivermos em consideração que do outro lado da balança está o inquestionável valor de poder adormecer de consciência tranquila.
São as decisões que nos afectam no interior, que não têm a ver com os outros, mas sim com a nossa origem e essência.
São as decisões que apelam para a solidez do nosso carácter e personalidade.
Daquelas que quando são mal tomadas, nos doem cá dentro, num desmoronar de sentimentos de desilusão, demostrando a natureza de sermos eternos aprendizes, em última análise Humanos.
Mas do outro lado está o espelho de uma sapiência construída aos longo dos anos - o valor de uma existência.
Saber que há atitudes e posições que defendemos que nos enchem de orgulho, que nos envaidecem, que nos enchem de significado, que nos preenchem com histórias para contar aos nossos netos.
Vitórias anónimas, vividas e comemoradas a sós.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
2 Homens
Vejo 2 homens a debaterem argumentos entre si,
A degladiar linhas de raciocício em tom incriminatório.
De forma enaltecida, furiosa, malcriada até.
Dois homens que gritam as suas verdades em vez de ouvirem as verdades dos outros.
Dois homens que em vez de observarem o Mundo à sua volta, optam por distribuir olhares acusatórios.
Quem são e o que discutem?
São apenas mais 2 homens cegos, a discutir as diferenças entre o roxo e o violeta.
A degladiar linhas de raciocício em tom incriminatório.
De forma enaltecida, furiosa, malcriada até.
Dois homens que gritam as suas verdades em vez de ouvirem as verdades dos outros.
Dois homens que em vez de observarem o Mundo à sua volta, optam por distribuir olhares acusatórios.
Quem são e o que discutem?
São apenas mais 2 homens cegos, a discutir as diferenças entre o roxo e o violeta.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Change
"If you wanna make the world a better place, take a look at yourself and then make a change"
Michael Jackson - Man in the mirror
Michael Jackson - Man in the mirror
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