O conhecimento é algo que é incremental.
Conhece-se o 1.
Depois somamos 1+1 e descobrimos o 2. Somamos 2+2 e descobrimos o 4 e por aí adiante.
Aprendem-se as vogais e as consoantes, depois as palavras, a seguir vem as frases, a sintaxe e a semântica.
Seguem-se as figuras de estilo, duplos significados e formas de expressão.
Está na nossa natureza conseguir potenciar a soma das partes - extrapolar.
O difícil é lançar as primeiras pedras, a Roda, o Fogo, A internet.
Mas no meio desta incrementalidade há um senão.
Quer queiramos quer não, tudo isto não é mais do que uma forma de pensar colectiva.
Todos temos as mesmas bases e mesmos registos e por isso é natural que pensemos de formas relativamente semelhantes à escala global.
Temos as mesmas referências e não me refiro a referências específicas de uma geração como é o caso do "Verão Azul", do "Vasco Granja" ou do "Engenheiro Sousa Veloso".
Refiiro-me a conceitos estruturais de uma cultura Universal.
O que diferencia não é a aquisição do conhecimento, mas sim a sua interpretação.
Assim sendo, é crucial criar espaço para a criatividade no meio da injecção castradora da educação escolar de hoje em dia.
O conhecimento é muito importante e serve de base para saltos maiores, mas não podemos cair na tentação de tornar os nossos filhos em autómatos super-eficientes, mestres em determinada arte já descoberta, porque há algo essencial que tem que ser ensinado para que todo este conhecimento se converta em algo útil, e proveitoso.
É a arte de depois de absorver, assimilar e incorporar.
É a arte da reflexão e do pensamento.
Há que saber contextualizar, relativizar e saborear para que depois de uma forma serena e natural, se dê o passo seguinte e se concretize o "Todo como sendo mais do que a soma das partes".
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
O cavalo alado que fez de burro para poder voar
Ao fazer zapping deparei-me com o espectáculo deprimente do Herman José a lançar umas piadas tristes, supostamente para entreter as grandes massas televisivas.
Quero acreditar que o Herman é uma pessoa inteligente e quero acreditar que o seu público também o é.
No entanto, por razões que para mim são um mistério, a natureza humana faz-nos enveredar por estes caminhos obscuros.
Pessoas inteligentes a comunicarem como se fossem burras.
Talvez porque tenham dito ao Herman que dizer um belo palavrão paga-lhe o ordenado e o humor requintado e inteligente, não.
Mas o público só é estúpido se não lhe derem algo para pensar e refletir.
Encher um povo de horários apertados, informação vazia de conteúdo e ausência de reflexão é estupidificá-lo, ensurdecê-lo e manipulá-lo.
Como é que justificamos o País em que vivemos onde os jornais estão cravejados de notícias de corrupção, onde os supostos prevaricadores vivem impunes em liberdade. Como é isto possível?
Como é possível ter jornais onde nas páginas centrais publicam artigos sobre os exemplos de vida de grandes gestores, gestores esses que páginas antes no mesmo jornal, são dados como arguidos em mais um mega-processo? Até onde vai a estupidez deste público que já nem consegue reagir perante tais paradoxos?
Serão os Meios de Comunicação Social autênticas marionetas ao sabor das vontades e financiamentos? É este o resultado da crise dos jornais, face ao fenónemo da Internet?
Estará a classe jornalística submetida hoje em dia a tal pressão que a leva a comportamentos totalmente desprovidos de princípios onde já não existe o mínimo remorso em destruir as vidas das pessoas?
Simplesmente porque a poluição informativa é tal, que ninguém se importará daí a 6 meses?
Ou estará este País mergulhado numa gigantesca teia de conspirações e intrigas, espertalhões e oportunistas que já nem têm vergonha quando lhes apontam o dedo?
Se assim for, tudo isto preocupa-me muito. Muito por mim mas mais ainda pelos meus filhos.
E preocupa-me porque me faz lembrar a fila da cantina da faculdade em que era tal o fenónemo do penetra a passar à frente que chegámos a um ponto em que quem tinha prícípios e não passava à frente era visto como o totó. Exemplo típico em como o efeito de matilha coloca à prova a educação e os valores do indivíduo.
Preocupo-me porque esta cultura do espertalhão não é de hoje e temos exemplos disso em todo o lado.
Quantas vezes assistimos ao Teatro deprimente daqueles pobres de espírito que fazem de conta que vão à bomba de gasolina e depois voltam novamente à autoestrada.
Não enganam quem está na fila – enganam-se a si próprios.
No meu passado tenho situações em que copiei, em que passei à frente na fila, em que fiz humor estúpido para estúpido ouvir, mas desses momentos não me orgulho.
Orgulho-me sim da vez em que fui ter com a Professora para lhe dizer que a nota positiva lançada na pauta não podia ser minha porque eu nem sequer tinha ido a Exame.
Orgulho-me de ser quem sou quando o Sou.
Arrependo-me quando sei que não Sou quem Sou.
Mas a vida é isto – uma escola.
Errar podemos errar e se isso convidar à reflexão e à aprendizagem. Faz parte e é salutar.
O problema é quando se constata que há muita gente que não quer aprender.
Toda esta constante impunidade, que já não sei se é dos supostos corruptos, ou dos jornais que acusam sem provas faz com que tenha muitas preocupações sobre o futuro deste País e da natureza que move quem por cá vive.
Quero acreditar que o Herman é uma pessoa inteligente e quero acreditar que o seu público também o é.
No entanto, por razões que para mim são um mistério, a natureza humana faz-nos enveredar por estes caminhos obscuros.
Pessoas inteligentes a comunicarem como se fossem burras.
Talvez porque tenham dito ao Herman que dizer um belo palavrão paga-lhe o ordenado e o humor requintado e inteligente, não.
Mas o público só é estúpido se não lhe derem algo para pensar e refletir.
Encher um povo de horários apertados, informação vazia de conteúdo e ausência de reflexão é estupidificá-lo, ensurdecê-lo e manipulá-lo.
Como é que justificamos o País em que vivemos onde os jornais estão cravejados de notícias de corrupção, onde os supostos prevaricadores vivem impunes em liberdade. Como é isto possível?
Como é possível ter jornais onde nas páginas centrais publicam artigos sobre os exemplos de vida de grandes gestores, gestores esses que páginas antes no mesmo jornal, são dados como arguidos em mais um mega-processo? Até onde vai a estupidez deste público que já nem consegue reagir perante tais paradoxos?
Serão os Meios de Comunicação Social autênticas marionetas ao sabor das vontades e financiamentos? É este o resultado da crise dos jornais, face ao fenónemo da Internet?
Estará a classe jornalística submetida hoje em dia a tal pressão que a leva a comportamentos totalmente desprovidos de princípios onde já não existe o mínimo remorso em destruir as vidas das pessoas?
Simplesmente porque a poluição informativa é tal, que ninguém se importará daí a 6 meses?
Ou estará este País mergulhado numa gigantesca teia de conspirações e intrigas, espertalhões e oportunistas que já nem têm vergonha quando lhes apontam o dedo?
Se assim for, tudo isto preocupa-me muito. Muito por mim mas mais ainda pelos meus filhos.
E preocupa-me porque me faz lembrar a fila da cantina da faculdade em que era tal o fenónemo do penetra a passar à frente que chegámos a um ponto em que quem tinha prícípios e não passava à frente era visto como o totó. Exemplo típico em como o efeito de matilha coloca à prova a educação e os valores do indivíduo.
Preocupo-me porque esta cultura do espertalhão não é de hoje e temos exemplos disso em todo o lado.
Quantas vezes assistimos ao Teatro deprimente daqueles pobres de espírito que fazem de conta que vão à bomba de gasolina e depois voltam novamente à autoestrada.
Não enganam quem está na fila – enganam-se a si próprios.
No meu passado tenho situações em que copiei, em que passei à frente na fila, em que fiz humor estúpido para estúpido ouvir, mas desses momentos não me orgulho.
Orgulho-me sim da vez em que fui ter com a Professora para lhe dizer que a nota positiva lançada na pauta não podia ser minha porque eu nem sequer tinha ido a Exame.
Orgulho-me de ser quem sou quando o Sou.
Arrependo-me quando sei que não Sou quem Sou.
Mas a vida é isto – uma escola.
Errar podemos errar e se isso convidar à reflexão e à aprendizagem. Faz parte e é salutar.
O problema é quando se constata que há muita gente que não quer aprender.
Toda esta constante impunidade, que já não sei se é dos supostos corruptos, ou dos jornais que acusam sem provas faz com que tenha muitas preocupações sobre o futuro deste País e da natureza que move quem por cá vive.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Contrastes
Para quem supostamente não gostava de gatos, aqui estou eu hoje a escrever este post de gato ao colo.
E que bem que se está na companhia deste novo amigo adoptado.
Nada acaba por ser o que pensamos. Talvez porque também nós nunca somos iguais, em momentos distintos.
É assim que se apresenta irónico este Tempo que teima em mostrar-nos com a sua passagem que por vezes quem mais achamos serem diferentes de nós, são na realidade quem mais se assemelham.
Que ironia torpe é esta que nos demonstra o quão diferente por vezes somos, daquilo que achamos ser perante os olhos dos outros?
Que injustiça é esta em mostrar-nos que somos sempre menos daquilo que podemos ser?
Que malvadez é esta em sermos capazes de ver para além do horizonte?
Que fortuna insólita é esta de nos calharem sempre os desafios mais difíceis?
É na realidade uma Fortuna - uma Sorte ou um Destino.
Na verdade, nada do que nos cai na palma das mãos é maior do que o que elas podem agarrar.
Nada do que nos esmaga é mais pesado do que aquilo que podemos levantar.
Porquê?
Porque somos um acumular constante de experiências e de conhecimentos, e apenas quando estamos prontos, é que reparamos nos desafios que podemos enfrentar.
São os desafios "especiais" que nos surgem de uma maneira diferente e compramos como nossos.
Entranham-se nas nossas vidas e ideias como se já fizessem parte do que tinha que ser cumprido.
Quando damos conta, já estamos no jogo, perante o Grande Adamastor, prontos para desfazer as suas Tormentas.
A espera activa compensa sempre.
E que bem que se está na companhia deste novo amigo adoptado.
Nada acaba por ser o que pensamos. Talvez porque também nós nunca somos iguais, em momentos distintos.
É assim que se apresenta irónico este Tempo que teima em mostrar-nos com a sua passagem que por vezes quem mais achamos serem diferentes de nós, são na realidade quem mais se assemelham.
Que ironia torpe é esta que nos demonstra o quão diferente por vezes somos, daquilo que achamos ser perante os olhos dos outros?
Que injustiça é esta em mostrar-nos que somos sempre menos daquilo que podemos ser?
Que malvadez é esta em sermos capazes de ver para além do horizonte?
Que fortuna insólita é esta de nos calharem sempre os desafios mais difíceis?
É na realidade uma Fortuna - uma Sorte ou um Destino.
Na verdade, nada do que nos cai na palma das mãos é maior do que o que elas podem agarrar.
Nada do que nos esmaga é mais pesado do que aquilo que podemos levantar.
Porquê?
Porque somos um acumular constante de experiências e de conhecimentos, e apenas quando estamos prontos, é que reparamos nos desafios que podemos enfrentar.
São os desafios "especiais" que nos surgem de uma maneira diferente e compramos como nossos.
Entranham-se nas nossas vidas e ideias como se já fizessem parte do que tinha que ser cumprido.
Quando damos conta, já estamos no jogo, perante o Grande Adamastor, prontos para desfazer as suas Tormentas.
A espera activa compensa sempre.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O dinheiro e a riqueza
Se reflectirmos um pouco sobre este ponto acabamos por reconhecer o poder manipulador que o dinheiro efectivamente tem sobre as pessoas.
O dinheiro tanto pode ser a cenoura como o chicote.
Olhar para o dinheiro desta forma permite libertamo-nos das suas grilhetas e perceber o que realmente ele vale.
Saber encontrar o ponto de equilíbrio entre o dinheiro que trás felicidade e o dinheiro que a leva é o primeiro passo para alcançarmos a verdadeira riqueza.
O dinheiro tanto pode ser a cenoura como o chicote.
Olhar para o dinheiro desta forma permite libertamo-nos das suas grilhetas e perceber o que realmente ele vale.
Saber encontrar o ponto de equilíbrio entre o dinheiro que trás felicidade e o dinheiro que a leva é o primeiro passo para alcançarmos a verdadeira riqueza.
sábado, 30 de outubro de 2010
O farol
A mensagem intrínseca que o Farol incorpora é a de uma integridade e resiliência sublimes.
De algo que lhe corre no sangue, da natureza daquilo que os seus ossos são feitos.
Feito de uma solidez tal, que chega a perturbar-nos por todas as nossas falhas que se esbatem e desfazem nos rochedos da sua altivez.
Um farol é o que é.
Não aspira parecer mais ou menos do que é.
Simplesmente É.
Na sua simplicidade, preserverança e ritmo cadenciado.
Um farol é na sua essência, um porto de abrigo.
Pelo que representa, pelo que sabemos que podemos contar dele.
Está lá.
Não hoje nem proventura amanhã.
Está sempre.
Igual,
Da mesma maneira como sempre o encontrámos e sabemos que podemos contar.
Com quantos faróis contas, ao navegar pela tua costa?
De algo que lhe corre no sangue, da natureza daquilo que os seus ossos são feitos.
Feito de uma solidez tal, que chega a perturbar-nos por todas as nossas falhas que se esbatem e desfazem nos rochedos da sua altivez.
Um farol é o que é.
Não aspira parecer mais ou menos do que é.
Simplesmente É.
Na sua simplicidade, preserverança e ritmo cadenciado.
Um farol é na sua essência, um porto de abrigo.
Pelo que representa, pelo que sabemos que podemos contar dele.
Está lá.
Não hoje nem proventura amanhã.
Está sempre.
Igual,
Da mesma maneira como sempre o encontrámos e sabemos que podemos contar.
Com quantos faróis contas, ao navegar pela tua costa?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Monólogos
Diz-se que os malucos falam sozinhos.
Há aqueles que falam sozinhos mas não são dados como malucos porque (por acaso) têm alguém à sua frente. Não deixam de falar sozinhos.Mas não são dados como malucos. Porque será?
Diria que não o são, pelo menos não no imediato. Talvez o venham a ser, com o tempo, com a solidão.
Dizia-me em temos um grande professor de português do secundário que "quem não tem amigos ou está maluco ou a caminho de o ser".
Falar sozinho porque ninguém nos ouve ou falar sozinho pura e simplesmente porque não ouvimos ninguém é tão simplesmente "monologar" - o primeiro passo para a solidão e com ela, a insanidade.
Há aqueles que falam sozinhos mas não são dados como malucos porque (por acaso) têm alguém à sua frente. Não deixam de falar sozinhos.Mas não são dados como malucos. Porque será?
Diria que não o são, pelo menos não no imediato. Talvez o venham a ser, com o tempo, com a solidão.
Dizia-me em temos um grande professor de português do secundário que "quem não tem amigos ou está maluco ou a caminho de o ser".
Falar sozinho porque ninguém nos ouve ou falar sozinho pura e simplesmente porque não ouvimos ninguém é tão simplesmente "monologar" - o primeiro passo para a solidão e com ela, a insanidade.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Nuvens
Quando é que foi a última vez que olhaste para o céu?
Quando é que foi a última vez que contemplaste o lento desfilar das nuvens?
Quando é que foi a última vez que sonhaste cavalos e castelos por entre flocos de neve flutuante?
Quando é que foi a última vez que paraste para olhar?
Quando?
Até Quando?
Quando é que foi a última vez que contemplaste o lento desfilar das nuvens?
Quando é que foi a última vez que sonhaste cavalos e castelos por entre flocos de neve flutuante?
Quando é que foi a última vez que paraste para olhar?
Quando?
Até Quando?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Inspiração
Há um ano atrás vi este video e achei surreal e divertiva a forma como a partir dos 11 minutos é descrita a forma como surge a inspiração.
São os momentos de sintonia, em que parece que determinado pensamento quer nascer, lá atrás, talvez algures nos confins da mente.
Como se de alguma forma tivesse sido feita de forma inconsciente uma ligação entre dois neurónios, um novo caminho de pensamento, e de alguma maneira temos a sensação que há ali qualquer coisa que tem que ser desenvolvida.
Nestas alturas há que saber apanhar o momento. Há que predispormo-nos para nos deixarmos envolver, reflectir e interpretar.
Não se aplica apenas à escrita - Pode acontecer em tudo o que fazemos, seja a escrever, a correr, a cozinhar ou a trabalhar.
A vida, com mais sabor.
São os momentos de sintonia, em que parece que determinado pensamento quer nascer, lá atrás, talvez algures nos confins da mente.
Como se de alguma forma tivesse sido feita de forma inconsciente uma ligação entre dois neurónios, um novo caminho de pensamento, e de alguma maneira temos a sensação que há ali qualquer coisa que tem que ser desenvolvida.
Nestas alturas há que saber apanhar o momento. Há que predispormo-nos para nos deixarmos envolver, reflectir e interpretar.
Não se aplica apenas à escrita - Pode acontecer em tudo o que fazemos, seja a escrever, a correr, a cozinhar ou a trabalhar.
A vida, com mais sabor.
O poder das decisões
A velocidade que o Mundo de hoje nos imprime faz com que grande parte das nossas decisões acabem por não ser devidamente ponderadas.
Muitas delas são inclusivamente tomadas de forma inconsciente, nascidas do berço de valores e princípios que nos são incutidos pelo processo contínuo de educação.
Mas nas situações em que conseguimos ponderar e avaliar em concreto os impactos de algumas decisões ou atitudes, somos colocados perante a balança dos prós e contras.
São os momentos em que o nosso discernimento é o fiel da balança.
É nestas situações que somos convidados a quantificar o verdadeiro valor das decisões tomadas e entendemos por vezes, que o custo de determinadas decisões pode muitas vezes ser muito menor do que afinal aparenta ser, se tivermos em consideração que do outro lado da balança está o inquestionável valor de poder adormecer de consciência tranquila.
São as decisões que nos afectam no interior, que não têm a ver com os outros, mas sim com a nossa origem e essência.
São as decisões que apelam para a solidez do nosso carácter e personalidade.
Daquelas que quando são mal tomadas, nos doem cá dentro, num desmoronar de sentimentos de desilusão, demostrando a natureza de sermos eternos aprendizes, em última análise Humanos.
Mas do outro lado está o espelho de uma sapiência construída aos longo dos anos - o valor de uma existência.
Saber que há atitudes e posições que defendemos que nos enchem de orgulho, que nos envaidecem, que nos enchem de significado, que nos preenchem com histórias para contar aos nossos netos.
Vitórias anónimas, vividas e comemoradas a sós.
Muitas delas são inclusivamente tomadas de forma inconsciente, nascidas do berço de valores e princípios que nos são incutidos pelo processo contínuo de educação.
Mas nas situações em que conseguimos ponderar e avaliar em concreto os impactos de algumas decisões ou atitudes, somos colocados perante a balança dos prós e contras.
São os momentos em que o nosso discernimento é o fiel da balança.
É nestas situações que somos convidados a quantificar o verdadeiro valor das decisões tomadas e entendemos por vezes, que o custo de determinadas decisões pode muitas vezes ser muito menor do que afinal aparenta ser, se tivermos em consideração que do outro lado da balança está o inquestionável valor de poder adormecer de consciência tranquila.
São as decisões que nos afectam no interior, que não têm a ver com os outros, mas sim com a nossa origem e essência.
São as decisões que apelam para a solidez do nosso carácter e personalidade.
Daquelas que quando são mal tomadas, nos doem cá dentro, num desmoronar de sentimentos de desilusão, demostrando a natureza de sermos eternos aprendizes, em última análise Humanos.
Mas do outro lado está o espelho de uma sapiência construída aos longo dos anos - o valor de uma existência.
Saber que há atitudes e posições que defendemos que nos enchem de orgulho, que nos envaidecem, que nos enchem de significado, que nos preenchem com histórias para contar aos nossos netos.
Vitórias anónimas, vividas e comemoradas a sós.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
2 Homens
Vejo 2 homens a debaterem argumentos entre si,
A degladiar linhas de raciocício em tom incriminatório.
De forma enaltecida, furiosa, malcriada até.
Dois homens que gritam as suas verdades em vez de ouvirem as verdades dos outros.
Dois homens que em vez de observarem o Mundo à sua volta, optam por distribuir olhares acusatórios.
Quem são e o que discutem?
São apenas mais 2 homens cegos, a discutir as diferenças entre o roxo e o violeta.
A degladiar linhas de raciocício em tom incriminatório.
De forma enaltecida, furiosa, malcriada até.
Dois homens que gritam as suas verdades em vez de ouvirem as verdades dos outros.
Dois homens que em vez de observarem o Mundo à sua volta, optam por distribuir olhares acusatórios.
Quem são e o que discutem?
São apenas mais 2 homens cegos, a discutir as diferenças entre o roxo e o violeta.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Change
"If you wanna make the world a better place, take a look at yourself and then make a change"
Michael Jackson - Man in the mirror
Michael Jackson - Man in the mirror
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Luvas pretas
Por ironia do destino eram pretas as únicas luvas que encontrei na casa das ferramentas.
Pretas como que apropriadas para fazer algo que eu nunca havia feito.
Encontrei-te ontem prostrado no jardim, de barriga para baixo, rijo, imóvel.
Percebi logo que o teu momento havia chegado.
Morreste.
Não sei se de forma tranquila ou se a lutar como um urso. Mas um Urso eras de certeza no teu interior.
Ainda hoje recordo o episódio onde tu obstinadamente lutaste perante um cavalo, sem olhar a receios ou a tamanhos.
Muito me marcou a tua força de guerreiro romano ao levantares-te depois da pancada e lançares-te novamente à carga com o mesmo ímpeto, a mesma raça, a mesma convicção.
Passados 9 anos desde que vieste ter connosco estavas agora mais sereno, mas ainda assim Leão por dentro, num instinto impossível de domesticar.
Passados nove anos, deste a tua jornada por cumprida.
Hoje fui eu que ouvi o som ouco do teu corpo vazio a tombar para o buraco.
Hoje coube-me a mim atirar terra por cima de ti.
Serás mais um dos professores a recordar.
Deixo o teu corpo no sítio onde o decidiste abandonar.
Adeus Sky – Obrigado pelas tuas lições.
Apenas uma foto para te recordar, para te homenagear:
Pretas como que apropriadas para fazer algo que eu nunca havia feito.
Encontrei-te ontem prostrado no jardim, de barriga para baixo, rijo, imóvel.
Percebi logo que o teu momento havia chegado.
Morreste.
Não sei se de forma tranquila ou se a lutar como um urso. Mas um Urso eras de certeza no teu interior.
Ainda hoje recordo o episódio onde tu obstinadamente lutaste perante um cavalo, sem olhar a receios ou a tamanhos.
Muito me marcou a tua força de guerreiro romano ao levantares-te depois da pancada e lançares-te novamente à carga com o mesmo ímpeto, a mesma raça, a mesma convicção.
Passados 9 anos desde que vieste ter connosco estavas agora mais sereno, mas ainda assim Leão por dentro, num instinto impossível de domesticar.
Passados nove anos, deste a tua jornada por cumprida.
Hoje fui eu que ouvi o som ouco do teu corpo vazio a tombar para o buraco.
Hoje coube-me a mim atirar terra por cima de ti.
Serás mais um dos professores a recordar.
Deixo o teu corpo no sítio onde o decidiste abandonar.
Adeus Sky – Obrigado pelas tuas lições.
Apenas uma foto para te recordar, para te homenagear:
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Razão e justiça
As discussões por vezes não são mais do que simples disputas de egos.
Neste tipo de contendas mesquinhas por vezes é preciso sabermos suplantar os nossos próprios limites.
Ter razão nem sempre significa fazer justiça e fazer justiça nem sempre se pauta pela razão.
Há que lutar por ser Maior.
Neste tipo de contendas mesquinhas por vezes é preciso sabermos suplantar os nossos próprios limites.
Ter razão nem sempre significa fazer justiça e fazer justiça nem sempre se pauta pela razão.
Há que lutar por ser Maior.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Felicidade ou tristeza
Olhar para o Charlie Chaplin enche-me sempre de profunda tristeza.
Não sei porquê mas parece-me ver isso nos seus olhos.
Talvez seja essa a beleza do cinema mudo - a facilidade com que nos trasporta para o mundo das emoções e linguagem corporal.
A tristeza que vejo nos seus olhos talvez esteja relacionada simplesmente com o facto de que ele deveria ter perfeita noção das provações pelas quais o seu público passava.
Estou convencido que ele sabia muito bem qual era o seu papel naquele período conturbado da história Mundial.
Aqui vai um pequeno tributo a um Grande Homem.
Não sei porquê mas parece-me ver isso nos seus olhos.
Talvez seja essa a beleza do cinema mudo - a facilidade com que nos trasporta para o mundo das emoções e linguagem corporal.
A tristeza que vejo nos seus olhos talvez esteja relacionada simplesmente com o facto de que ele deveria ter perfeita noção das provações pelas quais o seu público passava.
Estou convencido que ele sabia muito bem qual era o seu papel naquele período conturbado da história Mundial.
Aqui vai um pequeno tributo a um Grande Homem.
Moisés
Reza a história que Moisés abriu caminho pelo Mar Vermelho.
Hoje em dia a comunidade científica faz conjecturas sobre eventuais maremotos que terão acontecido por essa altura.
Independentemente de haver ou não uma explicação lógica para o texto, para mim é mais uma metáfora: Não numa perspectiva milagrosa de mão divina, mas numa perspectiva engenhosa de capacidade humana.
A Fé em nós próprios faz-nos superar obstáculos.
E depende sempre dos desafios a que nos propomos.
Dar o passo ligeiramente maior do que a perna nunca fez mal a ninguém - apenas aguça o engenho.
É que no final de contas vai tudo parar à gestão de prioridades.
Há quem diga que trabalha bem sobre pressão. Se calhar tem a ver com o facto de que, em pressão, não precisa de haver gestão de prioridades - afinal de contas só há uma.
Mas vendo bem, tudo na nossa vida é gestão de prioridades. É análise cognitiva, intuitiva ou instintiva do que cada coisa representa para nós, em termos do valor que lhe atribuímos. Se não avaliamos o que isso representa em termos de valor, não gerimos correctamente as nossas prioridades ou simplesmente não as definimos.
É nessa altura que alguém começa a defini-las por nós.
Escolhe ou sê escolhido.
Escolher nem sempre é fácil - significa tomar partido - pressupõe confronto ou defesa de pontos de vista.
Por entre campos de batalha, há sempre o nosso caminho a descobrir, tal como Moisés encontrou o seu.
Basta apenas ter fé. Em quem? Talvez em nós próprios.
Hoje em dia a comunidade científica faz conjecturas sobre eventuais maremotos que terão acontecido por essa altura.
Independentemente de haver ou não uma explicação lógica para o texto, para mim é mais uma metáfora: Não numa perspectiva milagrosa de mão divina, mas numa perspectiva engenhosa de capacidade humana.
A Fé em nós próprios faz-nos superar obstáculos.
E depende sempre dos desafios a que nos propomos.
Dar o passo ligeiramente maior do que a perna nunca fez mal a ninguém - apenas aguça o engenho.
É que no final de contas vai tudo parar à gestão de prioridades.
Há quem diga que trabalha bem sobre pressão. Se calhar tem a ver com o facto de que, em pressão, não precisa de haver gestão de prioridades - afinal de contas só há uma.
Mas vendo bem, tudo na nossa vida é gestão de prioridades. É análise cognitiva, intuitiva ou instintiva do que cada coisa representa para nós, em termos do valor que lhe atribuímos. Se não avaliamos o que isso representa em termos de valor, não gerimos correctamente as nossas prioridades ou simplesmente não as definimos.
É nessa altura que alguém começa a defini-las por nós.
Escolhe ou sê escolhido.
Escolher nem sempre é fácil - significa tomar partido - pressupõe confronto ou defesa de pontos de vista.
Por entre campos de batalha, há sempre o nosso caminho a descobrir, tal como Moisés encontrou o seu.
Basta apenas ter fé. Em quem? Talvez em nós próprios.
sábado, 18 de setembro de 2010
Fronteiras
Flutuar e sentir a água empurrar-nos para a tona, para a fronteira.
E depois lentamente levantar o braço e sentir o peso imenso que ele tem ao descolar da linha de água.
É como se os elementos nos quisessem levar sempre para a fronteira. Para a zona de conflito e ao mesmo tempo de equilíbrio, mas que não significa zona de progresso ou evolução.
Há quem opte por não ultrapassar fronteiras e há quem insita em ultrapassá-las às cegas, à bruta.
Tal como o que depois de um bom pedaço ao sol decide de repente mergulhar na água. Como se receasse que avançando devagar poderia não conseguir.
E é neste ponto que reside a minha reflexão de hoje,
Não temos que ultrapassar as fronteiras às cegas. Até porque dessa maneira podemos magoar ou ser magoados.
Podemos olhar para os desafios e enfrentá-los, dentada a dentada, usufruindo cada pedaço dessa viagem, na certeza porém de que não há volta atrás. As fronteiras foram feitas para ser suplantadas. Apenas o saborear cada passo que nos leva ao seguinte, sempre no caminho dos nossos objectivos.
É esta atitude que nos faz fortes e enraizados.
Nem todos temos que ser como o Lewis Pugh detentor de um espírito indomável moldado pela famosa SAS do regimento brtânico para conseguir cumprir os nossos objectivos. Mas a verdade é que estes Homens servem-nos de exemplo.
Por isso podemos sempre começar com coisas simples, pequenas dentadas.
Um princípio de treino com uma fronteira simples de ultrapassar:
Banho quente seguido de duche frio - Experimenta
É bom que treines porque na derradeira Fronteira não vais querer ser recordado como o que se apagou como uma vela mas sim como o que Lutou como um Urso.
E depois lentamente levantar o braço e sentir o peso imenso que ele tem ao descolar da linha de água.
É como se os elementos nos quisessem levar sempre para a fronteira. Para a zona de conflito e ao mesmo tempo de equilíbrio, mas que não significa zona de progresso ou evolução.
Há quem opte por não ultrapassar fronteiras e há quem insita em ultrapassá-las às cegas, à bruta.
Tal como o que depois de um bom pedaço ao sol decide de repente mergulhar na água. Como se receasse que avançando devagar poderia não conseguir.
E é neste ponto que reside a minha reflexão de hoje,
Não temos que ultrapassar as fronteiras às cegas. Até porque dessa maneira podemos magoar ou ser magoados.
Podemos olhar para os desafios e enfrentá-los, dentada a dentada, usufruindo cada pedaço dessa viagem, na certeza porém de que não há volta atrás. As fronteiras foram feitas para ser suplantadas. Apenas o saborear cada passo que nos leva ao seguinte, sempre no caminho dos nossos objectivos.
É esta atitude que nos faz fortes e enraizados.
Nem todos temos que ser como o Lewis Pugh detentor de um espírito indomável moldado pela famosa SAS do regimento brtânico para conseguir cumprir os nossos objectivos. Mas a verdade é que estes Homens servem-nos de exemplo.
Por isso podemos sempre começar com coisas simples, pequenas dentadas.
Um princípio de treino com uma fronteira simples de ultrapassar:
Banho quente seguido de duche frio - Experimenta
É bom que treines porque na derradeira Fronteira não vais querer ser recordado como o que se apagou como uma vela mas sim como o que Lutou como um Urso.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Outra face do mesmo cubo
A propósito de algo que me aconteceu hoje, lembrei-me de um post intitulado "Esmolas" que já publiquei em tempos mas agora numa nova perspectiva.
Na perspectiva dos pedintes a quem lhes falta outra coisa que não é o dinheiro.
São os pedintes de afecto.
O texto outrora publicado relatando um episódio que tive com um pedinte das ruas de Lisboa volta a ganhar vida, de uma forma totalmente diferente. Ora experimenta: Esmolas
Na perspectiva dos pedintes a quem lhes falta outra coisa que não é o dinheiro.
São os pedintes de afecto.
O texto outrora publicado relatando um episódio que tive com um pedinte das ruas de Lisboa volta a ganhar vida, de uma forma totalmente diferente. Ora experimenta: Esmolas
Fusão
Quando o homem e a máquina são um só.
Reparem no nível de treino necessário para se chegar a esta performance.
Só com muita paixão. De toda uma equiipa.
Reparem no nível de treino necessário para se chegar a esta performance.
Só com muita paixão. De toda uma equiipa.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
5.000 páginas lidas
Passei agora a marca de 5.000 páginas acedidas.
Obrigado a todos os que seguem este Blog.
Os vossos feedbacks são sempre bem-vindos e muito apreciados.
Obrigado a todos os que seguem este Blog.
Os vossos feedbacks são sempre bem-vindos e muito apreciados.
Corpo-prisão
A propósito da recente discussão sobre quem criou o Universo e a respectiva inflexão de discurso por parte de Stephen Hawking lembrei-me de pensar sobre o que é que a Humanidade terá feito para merecer um homem como este encurralado num corpo-prisão.
Que tipo de mensagem podemos retirar deste fenómeno?
Será que foi preciso existir este corpo-prisão para dar asas ao homem que hoje é?
Outra pergunta que me incomoda é afinal de contas o que é mais restritivo?
O corpo físico ou a falta de flexibilidade cognitiva?
Que tipo de mensagem podemos retirar deste fenómeno?
Será que foi preciso existir este corpo-prisão para dar asas ao homem que hoje é?
Outra pergunta que me incomoda é afinal de contas o que é mais restritivo?
O corpo físico ou a falta de flexibilidade cognitiva?
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O desafio
Cabe-me olhar para ti, olhos nos olhos,
Cabe-me abraçar-te assim destino inesperado.
Cabe-me perceber a natureza destes sentidos e as dúvidas que vivem nestas palavras.
Mais haveria por alcançar,
Mais haveria por desfrutar.
Mais...ou talvez menos.
As experiências vivem-se, sem repetição.
Nada será novamente como já foi.
Cabe-me abraçar-te assim destino inesperado.
Cabe-me perceber a natureza destes sentidos e as dúvidas que vivem nestas palavras.
Mais haveria por alcançar,
Mais haveria por desfrutar.
Mais...ou talvez menos.
As experiências vivem-se, sem repetição.
Nada será novamente como já foi.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O toque de Midas
Fantástico quando fazemos o “click”.
Quando de repente tudo faz sentido e tudo se torna tão fácil, tão simples.
Como se de repente o nosso cérebro entrasse em sintonia com tudo o que o rodeia e absorve tudo e apenas o necessário.
Incorpora o todo, o essencial e o suficiente para cumprir o propósito.
Nesse momento entramos no fluxo.
Faz-me lembrar a história de Midas e o seu famoso toque relatado na mitologia grega.
Tudo parece perfeito, simples e fantástico. Sentimo-nos iluminados, quase que sobre-humanos.
Até ao momento em que Midas toca na sua filha e a transforma numa estátua.
Aí percebe que o seu toque pode ser ao mesmo tempo a salvação e a perdição.
As grandes torres nunca foram feitas com alicerces de barro.
Quando de repente tudo faz sentido e tudo se torna tão fácil, tão simples.
Como se de repente o nosso cérebro entrasse em sintonia com tudo o que o rodeia e absorve tudo e apenas o necessário.
Incorpora o todo, o essencial e o suficiente para cumprir o propósito.
Nesse momento entramos no fluxo.
Faz-me lembrar a história de Midas e o seu famoso toque relatado na mitologia grega.
Tudo parece perfeito, simples e fantástico. Sentimo-nos iluminados, quase que sobre-humanos.
Até ao momento em que Midas toca na sua filha e a transforma numa estátua.
Aí percebe que o seu toque pode ser ao mesmo tempo a salvação e a perdição.
As grandes torres nunca foram feitas com alicerces de barro.
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