Passei agora a marca de 5.000 páginas acedidas.
Obrigado a todos os que seguem este Blog.
Os vossos feedbacks são sempre bem-vindos e muito apreciados.
Existem momentos em que o tempo pára e dá lugar à inspiração. São Pensamentos, Sentimentos, Segredos. Como Repórter de "Momentos", publico aqui os segredos que tenho para ti .____________________(desde 05/12/2005)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Corpo-prisão
A propósito da recente discussão sobre quem criou o Universo e a respectiva inflexão de discurso por parte de Stephen Hawking lembrei-me de pensar sobre o que é que a Humanidade terá feito para merecer um homem como este encurralado num corpo-prisão.
Que tipo de mensagem podemos retirar deste fenómeno?
Será que foi preciso existir este corpo-prisão para dar asas ao homem que hoje é?
Outra pergunta que me incomoda é afinal de contas o que é mais restritivo?
O corpo físico ou a falta de flexibilidade cognitiva?
Que tipo de mensagem podemos retirar deste fenómeno?
Será que foi preciso existir este corpo-prisão para dar asas ao homem que hoje é?
Outra pergunta que me incomoda é afinal de contas o que é mais restritivo?
O corpo físico ou a falta de flexibilidade cognitiva?
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O desafio
Cabe-me olhar para ti, olhos nos olhos,
Cabe-me abraçar-te assim destino inesperado.
Cabe-me perceber a natureza destes sentidos e as dúvidas que vivem nestas palavras.
Mais haveria por alcançar,
Mais haveria por desfrutar.
Mais...ou talvez menos.
As experiências vivem-se, sem repetição.
Nada será novamente como já foi.
Cabe-me abraçar-te assim destino inesperado.
Cabe-me perceber a natureza destes sentidos e as dúvidas que vivem nestas palavras.
Mais haveria por alcançar,
Mais haveria por desfrutar.
Mais...ou talvez menos.
As experiências vivem-se, sem repetição.
Nada será novamente como já foi.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O toque de Midas
Fantástico quando fazemos o “click”.
Quando de repente tudo faz sentido e tudo se torna tão fácil, tão simples.
Como se de repente o nosso cérebro entrasse em sintonia com tudo o que o rodeia e absorve tudo e apenas o necessário.
Incorpora o todo, o essencial e o suficiente para cumprir o propósito.
Nesse momento entramos no fluxo.
Faz-me lembrar a história de Midas e o seu famoso toque relatado na mitologia grega.
Tudo parece perfeito, simples e fantástico. Sentimo-nos iluminados, quase que sobre-humanos.
Até ao momento em que Midas toca na sua filha e a transforma numa estátua.
Aí percebe que o seu toque pode ser ao mesmo tempo a salvação e a perdição.
As grandes torres nunca foram feitas com alicerces de barro.
Quando de repente tudo faz sentido e tudo se torna tão fácil, tão simples.
Como se de repente o nosso cérebro entrasse em sintonia com tudo o que o rodeia e absorve tudo e apenas o necessário.
Incorpora o todo, o essencial e o suficiente para cumprir o propósito.
Nesse momento entramos no fluxo.
Faz-me lembrar a história de Midas e o seu famoso toque relatado na mitologia grega.
Tudo parece perfeito, simples e fantástico. Sentimo-nos iluminados, quase que sobre-humanos.
Até ao momento em que Midas toca na sua filha e a transforma numa estátua.
Aí percebe que o seu toque pode ser ao mesmo tempo a salvação e a perdição.
As grandes torres nunca foram feitas com alicerces de barro.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Jaula dourada
Vive numa jaula dourada.
Encontra-se aprisionado por entre luxos e mordomias.
É incapaz de abrir a porta.
Os seus joelhos petrificaram perante o risco de poder perder os seus alcançados níveis de conforto.
E está cego.
O Mundo Exterior é um gigante autista à sua frente.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Tempo
Pergunta: Como é que passaste estas férias?
Resposta: Passaram-se..Já acabaram ..
Pergunta: Como é que foram as férias?
Resposta: Curtas.
Assalta-me um sentimento de tristeza profunda.
Mais valia falar do tempo ou do futebol.
Então e se as perguntas fossem “Como é que passaste esta vida?” ou “Como é que foi a tua vida?
Teremos as mesmas respostas prováveis?
Por esta razão fiz uma experiencia nestas férias que agora terminam.
No dia em que entrei de férias reflecti sobre os 16 dias de férias que se seguiam.
Pensei no último dia de férias e no que deveria fazer para as aproveitar bem.
Projectei-me no dia 23 de Agosto e pensei naquilo que deveria sentir ao olhar para trás.
E coloquei o relógio em contagem decrescente.
Chegou hoje esse dia – o último dia de férias.
Passados 16 dias conclui que focar-me no meu último dia de férias não fez com que as férias fossem melhores.
Tal como pensar em quantas horas me faltam para morrer (ver http://tenhoumsegredoparati.blogspot.com/2010/07/315576-horas.html ou http://tenhoumsegredoparati.blogspot.com/2008/07/298044-horas.html ) também não faz com que a minha vida tenha mais significado.
Simplesmente tornou mais amargo o momento, quando chega.
Percebi que ao focar-me no fim das férias ou por extrapolação no final de uma vida como método para dar valor ao presente, só vai fazer com que encontre o fim onde defini que ele estivesse.
Mas isso não trouxe conteúdo à viagem que fiz para alcançar o fim.
Parece-me a mim que não é como nos filmes em que se diz a alguém que vai morrer daqui a x dias ou x meses e isso faz com que de repente a vida dessa pessoa passe a ter mais sentido porque larga tudo e passa a fazer o que nunca fez, apenas porque agora não tem tempo.
Parece-me aqui e agora, que o segredo está em olhar para cada um desses dias e perceber o que nele existe. Deixar-se surpreender pelo inesperado e usufruir da elasticidade de pensamento que isso exige.
Tal como a alimentação não pode ser simplesmente o acto de comer.
Há que saborear cada garfada. É isso que dá sentido ao prato.
É essa a forma com que celebramos o facto de termos o que comer, de termos o que viver.
Há 3 anos referi o trabalho de um fotógrafo argentino (Diego Goldberg) se dedica há 34 anos a tirar fotografias tipo-passe à sua família sempre a 17 de Junho, ano após ano (http://zonezero.com/magazine/essays/diegotime/time.html).
Na altura achei interessante, a evolução de uma família, mas foram precisos 3 anos para perceber hoje, porque é que ele faz isso.
Não é para ver as diferenças, é para medir o seu Tempo. Para ter uma noção palpável do valor que a sua vida tem.
Afinal de contas, o relógio mede o Tempo mas com que Tempo é que se mede uma Vida?
À primeira vista diria que se mede com Fotografias ou Memórias, mas se calhar a resposta está nas mãos do homem sem memória que se encontra no fim dos seus dias.
A esse homem gostava de perguntar-lhe o que representa o valor da sua vida.
Resposta: Passaram-se..Já acabaram ..
Pergunta: Como é que foram as férias?
Resposta: Curtas.
Assalta-me um sentimento de tristeza profunda.
Mais valia falar do tempo ou do futebol.
Então e se as perguntas fossem “Como é que passaste esta vida?” ou “Como é que foi a tua vida?
Teremos as mesmas respostas prováveis?
Por esta razão fiz uma experiencia nestas férias que agora terminam.
No dia em que entrei de férias reflecti sobre os 16 dias de férias que se seguiam.
Pensei no último dia de férias e no que deveria fazer para as aproveitar bem.
Projectei-me no dia 23 de Agosto e pensei naquilo que deveria sentir ao olhar para trás.
E coloquei o relógio em contagem decrescente.
Chegou hoje esse dia – o último dia de férias.
Passados 16 dias conclui que focar-me no meu último dia de férias não fez com que as férias fossem melhores.
Tal como pensar em quantas horas me faltam para morrer (ver http://tenhoumsegredoparati.blogspot.com/2010/07/315576-horas.html ou http://tenhoumsegredoparati.blogspot.com/2008/07/298044-horas.html ) também não faz com que a minha vida tenha mais significado.
Simplesmente tornou mais amargo o momento, quando chega.
Percebi que ao focar-me no fim das férias ou por extrapolação no final de uma vida como método para dar valor ao presente, só vai fazer com que encontre o fim onde defini que ele estivesse.
Mas isso não trouxe conteúdo à viagem que fiz para alcançar o fim.
Parece-me a mim que não é como nos filmes em que se diz a alguém que vai morrer daqui a x dias ou x meses e isso faz com que de repente a vida dessa pessoa passe a ter mais sentido porque larga tudo e passa a fazer o que nunca fez, apenas porque agora não tem tempo.
Parece-me aqui e agora, que o segredo está em olhar para cada um desses dias e perceber o que nele existe. Deixar-se surpreender pelo inesperado e usufruir da elasticidade de pensamento que isso exige.
Tal como a alimentação não pode ser simplesmente o acto de comer.
Há que saborear cada garfada. É isso que dá sentido ao prato.
É essa a forma com que celebramos o facto de termos o que comer, de termos o que viver.
Há 3 anos referi o trabalho de um fotógrafo argentino (Diego Goldberg) se dedica há 34 anos a tirar fotografias tipo-passe à sua família sempre a 17 de Junho, ano após ano (http://zonezero.com/magazine/essays/diegotime/time.html).
Na altura achei interessante, a evolução de uma família, mas foram precisos 3 anos para perceber hoje, porque é que ele faz isso.
Não é para ver as diferenças, é para medir o seu Tempo. Para ter uma noção palpável do valor que a sua vida tem.
Afinal de contas, o relógio mede o Tempo mas com que Tempo é que se mede uma Vida?
À primeira vista diria que se mede com Fotografias ou Memórias, mas se calhar a resposta está nas mãos do homem sem memória que se encontra no fim dos seus dias.
A esse homem gostava de perguntar-lhe o que representa o valor da sua vida.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Visita de estudo
Hoje a minha visita de estudo foi até ao Restaurante do Museu Oriente.
Espaço agradável onde se respira – já cá tenho vindo e recomendo.
Mas há que procurar, para encontrar a sua beleza – não é evidente.
O meu Mentor trouxe-me aqui para conhecer o valor de velhas amizades.
Por entre altas patentes de outrora encontram-se crianças a viver lembranças do passado - Tempos de guerra onde os amigos são ainda mais importantes.
Homens, numa procura incessante de novas ideias, que continuam a crescer, independentemente da sua suposta idade ou estado de saúde - Sempre numa perspectiva ampla, alargada.
É um sítio especial, sem dúvida.
Mas não tanto pelo espaço em si, mas mais pelas pessoas que abriga.
Espaço agradável onde se respira – já cá tenho vindo e recomendo.
Mas há que procurar, para encontrar a sua beleza – não é evidente.
O meu Mentor trouxe-me aqui para conhecer o valor de velhas amizades.
Por entre altas patentes de outrora encontram-se crianças a viver lembranças do passado - Tempos de guerra onde os amigos são ainda mais importantes.
Homens, numa procura incessante de novas ideias, que continuam a crescer, independentemente da sua suposta idade ou estado de saúde - Sempre numa perspectiva ampla, alargada.
É um sítio especial, sem dúvida.
Mas não tanto pelo espaço em si, mas mais pelas pessoas que abriga.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Libertação do pensamento
Ao assistir uma entrevista com o controverso escritor Christopher Hitchens ouvi-o citar Nadine Gordimer (Prémio Nobel de Literatura -1991) que afirmou que “devemos tentar escrever como se já tivéssemos morrido” Porque nos liberta de todas as inibições e constrangimentos sociais que nos aprisionam os pensamentos.
Porque nos libertamos da opinião pública, das críticas e dos comentários.
E isto fez sentido não pelo que a Nadine Gordimer provavelmente quereria afirmar, que era a liberdade de expressão mas sim porque nessa perspectiva podemos escrever o que somos a cada momento, independentemente daquilo que venhamos a ser no dia seguinte.
Porque a "Coerência" não está na cristalização de pensamento mas sim na sua constante evolução.
Porque nos libertamos da opinião pública, das críticas e dos comentários.
E isto fez sentido não pelo que a Nadine Gordimer provavelmente quereria afirmar, que era a liberdade de expressão mas sim porque nessa perspectiva podemos escrever o que somos a cada momento, independentemente daquilo que venhamos a ser no dia seguinte.
Porque a "Coerência" não está na cristalização de pensamento mas sim na sua constante evolução.
Ausência de inspiração
No momento em que escrevo nada me ocorre ao pensamento.
Tenho a corpo inundado de sono e cansaço.
Obrigo-me a este exercício aparentemente inútil de buscar água onde ela supostamente não existe.
Faço o meu cérebro descongelar, na procura incessante da explicação de como nasce um pensamento, uma inspiração, uma mensagem ou uma lição.
Aos poucos vou acordando e encontrando significados por entre rasgos de lucidez.
Aos poucos vou percebendo que não é preciso estar no topo do Tibete para nos iluminarmos.
Não tem a ver com o Espaço. Tem a ver com o Tempo. Com o Tempo que dedicamos a nós próprios e àquilo que queremos cumprir nesta jornada.
São muitas as distrações ou então muitas as formas de traçar caminhos.
Tenho a corpo inundado de sono e cansaço.
Obrigo-me a este exercício aparentemente inútil de buscar água onde ela supostamente não existe.
Faço o meu cérebro descongelar, na procura incessante da explicação de como nasce um pensamento, uma inspiração, uma mensagem ou uma lição.
Aos poucos vou acordando e encontrando significados por entre rasgos de lucidez.
Aos poucos vou percebendo que não é preciso estar no topo do Tibete para nos iluminarmos.
Não tem a ver com o Espaço. Tem a ver com o Tempo. Com o Tempo que dedicamos a nós próprios e àquilo que queremos cumprir nesta jornada.
São muitas as distrações ou então muitas as formas de traçar caminhos.
domingo, 25 de julho de 2010
315.576 horas
Há 2 anos atrás escrevi um post intitulado "298.044 horas"
Hoje faço o Post das "315.576 horas" e reflicto sobre as 341.874 horas que me restam (tendo em consideração a esperança média de vida à nascença)
Há 2 anos restavam 359.406..
O que aconteceu nestas 17.532 horas que passaram? Valeu a pena?
Nuns casos sim, noutros não.
Mas a vida é uma oportunidade para aprender. E se calhar nos casos em que acho que não, é onde deveria achar que sim. Não é fácil.
E nos casos em que acho que sim, deveria achar que são simplesmente "o descanso do guerreiro", depois de algumas aprendizagens mais duras.
Hoje faço o Post das "315.576 horas" e reflicto sobre as 341.874 horas que me restam (tendo em consideração a esperança média de vida à nascença)
Há 2 anos restavam 359.406..
O que aconteceu nestas 17.532 horas que passaram? Valeu a pena?
Nuns casos sim, noutros não.
Mas a vida é uma oportunidade para aprender. E se calhar nos casos em que acho que não, é onde deveria achar que sim. Não é fácil.
E nos casos em que acho que sim, deveria achar que são simplesmente "o descanso do guerreiro", depois de algumas aprendizagens mais duras.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O inesperado no momento certo
Dar o que é mais necessário, a quem mais precisa.
Receber, no momento em que achamos ter tudo.
Dar no momento certo, no momento mais inesperado.
Receber de dia quando navegamos à noite.
Para perceber que era preciso, mesmo quando não se tem consciência disso.
Porque não lembramos o que nos dizem.
Lembramos o que nos fazem sentir.
Receber, no momento em que achamos ter tudo.
Dar no momento certo, no momento mais inesperado.
Receber de dia quando navegamos à noite.
Para perceber que era preciso, mesmo quando não se tem consciência disso.
Porque não lembramos o que nos dizem.
Lembramos o que nos fazem sentir.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Já fizeste o teu "walkabout"?
http://www.telegraph.co.uk/earth/earthpicturegalleries/7898348/South-African-photographer-Hannes-Lochner-shoots-the-wildlife-of-the-Kalahari-desert-in-black-and-white.html?image=5
O que é o "Walkabout"?
É um ritual dos aborígenes australianos. Neste ritual os adolescentes partem numa viagem solitária pelo deserto durante um período que pode ir até seis meses. Seguem caminhos e pistas, sejam elas físicas ou não (estas últimas denominadas "Songlines"), para de alguma forma incorporarem os valores e actos heróicos dos seus antepassados e intensificarem a sua conexão à Terra. É um período de reflexão.
O que é o "Walkabout"?
É um ritual dos aborígenes australianos. Neste ritual os adolescentes partem numa viagem solitária pelo deserto durante um período que pode ir até seis meses. Seguem caminhos e pistas, sejam elas físicas ou não (estas últimas denominadas "Songlines"), para de alguma forma incorporarem os valores e actos heróicos dos seus antepassados e intensificarem a sua conexão à Terra. É um período de reflexão.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Look on the bright side of Irracionality
Um dos meus autores favoritos do momento.
http://fora.tv/2010/06/07/Dan_Ariely_The_Upside_of_Irrationality
http://fora.tv/2010/06/07/Dan_Ariely_The_Upside_of_Irrationality
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Derivadas e Primitivas
Parar para observar.
Num qualquer centro comercial, parar apenas, e observar quem passa.
Olhar e imaginar as suas vidas, as suas paixões e os seus desencantos.
Imaginar os seus projectos, as suas acções, e o que deriva dos seus valores.
Fazer suposições sobre o que aconteceu a cada uma destas pessoas para serem hoje o que são, neste momento.
Constatar que ao circularem, parecem estar noutro plano, noutro tempo que não o Agora.
Foi entre estes cálculos de “Derivadas e Primitivas” que me dei conta de mim.
Porque reparei que à minha semelhança, ali estava outra pessoa, também sentada no Agora, também a observar.
Olhei, para quem como eu contemplava, e isso fez-me compreender perante este espelho que, tal como eu, ele estava ali para compreender.
Os outros, nós, o Todo.
Num qualquer centro comercial, parar apenas, e observar quem passa.
Olhar e imaginar as suas vidas, as suas paixões e os seus desencantos.
Imaginar os seus projectos, as suas acções, e o que deriva dos seus valores.
Fazer suposições sobre o que aconteceu a cada uma destas pessoas para serem hoje o que são, neste momento.
Constatar que ao circularem, parecem estar noutro plano, noutro tempo que não o Agora.
Foi entre estes cálculos de “Derivadas e Primitivas” que me dei conta de mim.
Porque reparei que à minha semelhança, ali estava outra pessoa, também sentada no Agora, também a observar.
Olhei, para quem como eu contemplava, e isso fez-me compreender perante este espelho que, tal como eu, ele estava ali para compreender.
Os outros, nós, o Todo.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Mar de Mozart
Hipnotizados por Mozart estavam umas boas centenas de Lisboetas no Largo de S Carlos na passada 3ª Feira à noite, no âmbito do programa http://www.festivalaolargo.com/
Como borboletas atraídas para a luz de uma lanterna, ali pairavam pessoas, altas e baixas, ricas e pobres, adultas e crianças.
Haviam algumas que não estavam lá pelo espectáculo, nem sequer pelo evento social.
Haviam algumas, que pelo seu olhar se percebia que estavam lá por outra coisa, talvez mais estranha e inesperada – Estavam lá pela música.
Estavam lá a viver cada segundo, bebendo o odor primaveril que se ia soltando das cordas da Metropolitana de Lisboa.
Estavam lá pelo sentimento de frescura que lhes ia atravessando os corpos naquela noite quente de Verão.
Ali estávamos nós, todos juntos, todos sós. Cada um no seu Universo Interior, lavando a sua alma nas margens do Mar de Mozart.
Como borboletas atraídas para a luz de uma lanterna, ali pairavam pessoas, altas e baixas, ricas e pobres, adultas e crianças.
Haviam algumas que não estavam lá pelo espectáculo, nem sequer pelo evento social.
Haviam algumas, que pelo seu olhar se percebia que estavam lá por outra coisa, talvez mais estranha e inesperada – Estavam lá pela música.
Estavam lá a viver cada segundo, bebendo o odor primaveril que se ia soltando das cordas da Metropolitana de Lisboa.
Estavam lá pelo sentimento de frescura que lhes ia atravessando os corpos naquela noite quente de Verão.
Ali estávamos nós, todos juntos, todos sós. Cada um no seu Universo Interior, lavando a sua alma nas margens do Mar de Mozart.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Esmolas
Pediste-me uma esmola.
Ofereci-te respeito.
Estendeste a mão.
Olhei-te nos olhos.
Perguntaste "o que foi".
Desejei-te boa noite.
Na semana passada ofereci-te moedas e não vi reacção.
Hoje surpreendi-te.
Fiz Stop a essa cassete de pedinte.
Quebrei essa ladaínha que vai gelando o teu cérebro em lume brando.
Acordei-te, em troca de meia dúzia de moedas que desta vez decidi não deixar.
Nota: Porque acredito que a Web faz com que 1+1 = 3, junto aqui um video sugerido pelo Paulo Falcão
Obrigado Paulo pela sugestão de banda sonora para este post.
Ofereci-te respeito.
Estendeste a mão.
Olhei-te nos olhos.
Perguntaste "o que foi".
Desejei-te boa noite.
Na semana passada ofereci-te moedas e não vi reacção.
Hoje surpreendi-te.
Fiz Stop a essa cassete de pedinte.
Quebrei essa ladaínha que vai gelando o teu cérebro em lume brando.
Acordei-te, em troca de meia dúzia de moedas que desta vez decidi não deixar.
Nota: Porque acredito que a Web faz com que 1+1 = 3, junto aqui um video sugerido pelo Paulo Falcão
Obrigado Paulo pela sugestão de banda sonora para este post.
terça-feira, 6 de julho de 2010
"Morte para todo o sempre"
Nestes últimos dias a morte passou junto à minha porta, mas não bateu.
Precipitaram-se sinais, sonhos e pressentimentos que me colocaram no mínimo alerta.
Suficientemente preocupado para ter os olhos abertos, ainda que confusos.
E então, para meu espanto aconteceu o fantástico, aquilo que temia mas que não queria acreditar - O acidente.
Felizmente, não sei ainda bem como, estava lá “por acaso” e consegui evitar o pior.
Estava eu ainda a digerir esta “coincidência” quando sou inesperadamente convidado para ir ao funeral de um familiar de uma pessoa amiga.
Isto tudo para dizer que os passos estavam todos lá.
O acidente, a morte, a dor, o luto e o arrependimento daquilo que não se fez ou do que não se disse.
Só que não era eu quem chorava.
Muitas vezes tenho dito que bom é aprender com as experiências dos outros e não ter que passar por elas, e esta foi uma dessas situações.
Passou muito perto. Tão perto que não me posso dar ao luxo de não aprender nada com isso.
Por isso fiquei para ouvir o Padre.
Pareceu-me ouvi-lo dizer que a “Morte era para todo o sempre” - e isso não me soou bem.
Porque se assim for, então o que acontece à Vida?
Pode existir Morte sem Vida ou Vida sem Morte?
Porque é que a Morte tem que ser para todo o sempre e a Vida por apenas 80 anos?
Será a Vida apenas uma concretização efémera num plano sem continuidade?
Talvez não.
A Vida faz-me lembrar o “toque e foge” da andorinha quando pousa ao de leve na tona da água, para beber e refrescar-se um pouco.
Aquele curto momento em que a andorinha arrisca a sua existência ao tocar na água de raspão para beber um pouco, sem no entanto perder o seu vôo e com isso afogar-se.
Como se a existência desta andorinha fosse repleta de pequenas Vidas, a cada trago de água.
Mas então se assim for, o que representa o seu vôo? Ou o lago onde foi beber a água?
Precipitaram-se sinais, sonhos e pressentimentos que me colocaram no mínimo alerta.
Suficientemente preocupado para ter os olhos abertos, ainda que confusos.
E então, para meu espanto aconteceu o fantástico, aquilo que temia mas que não queria acreditar - O acidente.
Felizmente, não sei ainda bem como, estava lá “por acaso” e consegui evitar o pior.
Estava eu ainda a digerir esta “coincidência” quando sou inesperadamente convidado para ir ao funeral de um familiar de uma pessoa amiga.
Isto tudo para dizer que os passos estavam todos lá.
O acidente, a morte, a dor, o luto e o arrependimento daquilo que não se fez ou do que não se disse.
Só que não era eu quem chorava.
Muitas vezes tenho dito que bom é aprender com as experiências dos outros e não ter que passar por elas, e esta foi uma dessas situações.
Passou muito perto. Tão perto que não me posso dar ao luxo de não aprender nada com isso.
Por isso fiquei para ouvir o Padre.
Pareceu-me ouvi-lo dizer que a “Morte era para todo o sempre” - e isso não me soou bem.
Porque se assim for, então o que acontece à Vida?
Pode existir Morte sem Vida ou Vida sem Morte?
Porque é que a Morte tem que ser para todo o sempre e a Vida por apenas 80 anos?
Será a Vida apenas uma concretização efémera num plano sem continuidade?
Talvez não.
A Vida faz-me lembrar o “toque e foge” da andorinha quando pousa ao de leve na tona da água, para beber e refrescar-se um pouco.
Aquele curto momento em que a andorinha arrisca a sua existência ao tocar na água de raspão para beber um pouco, sem no entanto perder o seu vôo e com isso afogar-se.
Como se a existência desta andorinha fosse repleta de pequenas Vidas, a cada trago de água.
Mas então se assim for, o que representa o seu vôo? Ou o lago onde foi beber a água?
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
A força de acreditar
Somos propensos a tentar encontrar padrões onde eles não existem. O nosso cérebro evoluiu dessa forma. Talvez foi essa a diferença que fez com que estivéssemos aqui hoje em vez de fazer parte da refeição dos nossos predadores.
Convido-te a ver o vídeo que fala sobre esta nossa vontade inata em querer acreditar – é preciso é não cair em exageros.
Convido-te a ver o vídeo que fala sobre esta nossa vontade inata em querer acreditar – é preciso é não cair em exageros.
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