terça-feira, 23 de março de 2010

A dor de Che Guevara

sexta-feira, 19 de março de 2010

Verdade antes de tempo

Há alguns dias atrás ouvia o Marcelo Rebelo de Sousa a falar da Manuela Ferreira Leite quando de repente algo que ele disse me fez todo o sentido: "Ter razão antes de tempo é muito difícil"

Eu vou um pouco mais longe e digo que: Ter razão antes de tempo é como estar errado.

Porque não basta ter apenas razão - há que evangelizá-la.
Conquistar pequenos pedaços de terra pouco a pouco até que a grande comunidade compreenda e entenda a racionalidade dos nossos argumentos.

Só nessa altura é que passamos a ter razão - Quando a nossa razão passa também a ser a razão dos outros.

Daí a importância em Saber comunicar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Felicidade vs Inteligência

Dir-se-ia que para ser feliz não é preciso ser muito Inteligente, que a felicidade é obra do acaso - Discordo.

Ser feliz para mim significa ser inteligente.
Ser capaz de se desapegar de egos e vaidades, de orgulhos e vinganças e conseguir relativizar.
Ser capaz de perceber que cada um está no seu processo evolutivo e que tudo são, com maior ou menor sucesso, formas de atingir diferentes estágios de Felicidade.

Felicidade significa sinal de Inteligência e quanto maior o nível de adversidade do ambiente que nos rodeia maior a Inteligencia demonstrada por quem consegue ser feliz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Reflexos

Mandei-te um beijo à distância.

Tu, olhaste para mim, com um olhar de anjo.
Correste na minha direcção e ao aproximares-te de mim, estendeste as mãos tal qual mãe segurando o rosto do seu filho.
E de uma forma sublime ofereceste-me um beijo.

Fiquei sem palavras, minha filha, minha professora.

Orgulho, Honra e Carácter

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O sinal da Maria

“Maria” (nome fictício) era uma adolescente que numa tarde de Sábado se virou para mim e para 2 amigos meus (na altura tínhamos à volta de 5 anos) e fez questão de nos mostrar um sinal que tinha na coxa, já numa zona considerada um tanto ou quanto privada – principalmente para quem tem 5 anos.

Na altura considerei tão despropositado que por alguma razão ficou gravado na minha mente – não por razões relacionadas com paixonetas platónicas mas simplesmente porque não estava à espera e considerei a situação caricata.

Estou a relatar este episódio porque hoje passei pela “Maria”, senhora respeitável com ar aristocrático que seguia de braço dado com o seu marido.

Teria sido no mínimo constrangedor se a tivesse abordado perguntando pelo tal sinal.

Ela não me reconheceu – eu era miúdo na altura.

Mas a verdade é que olhando para ela hoje, a imagem que me veio à memória foi a desse episódio estranho algures no final dos anos 70.

Fez-me refletir sobre o que são as nossas acções gravadas nas cabeças dos outros.
Fez-me pensar nas situações em que ouço os meus filhos repetir frases minhas com tal convicção como se de verdades absolutas se tratassem e ponderar na responsabilidade que tenho para com eles relativamente aos valores que lhes transmito.

Não creio que seja necessário entrar em paranóia e analisar meticulosamente todas as nossas acções antes de as realizar – não é disso que estou a falar.
O que quero dizer é que o que fazemos ou dizemos fica gravado na memória dos outros, por vezes de forma mais vincada do que na nossa própria memória.

Quantos de nós já se sentiram confrontados com a colossal diferença que existe entre aquilo que sabemos que somos e aquilo que os outros percepcionam de nós.

Isto tudo para dizer o que já foi dito por muitos outros – Somos responsáveis pelos nossos actos – pelas posições que assumimos e por aquilo que defendemos - e é isso que nos define.

Convém também dizer que cabe-nos ter maturidade para aceitar que as pessoas mudam e que neste caso a Maria será concerteza muito mais do que a Maria que há 30 anos atrás me mostrou um sinal na coxa.

Não obstante – há valores que persistem e vertentes da nossa personalidade que, solidificadas em tenra idade nos acompanham até ao fim dos nossos dias.

Para reflectir: Palavras lançadas ao vento invariavelmente retornam, em forma de bofetada ou de carícia – depende.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Aprender ou morrer

Parar de aprender é morrer.
Morrer significa incapacidade de aprender.
É comutativo.

Aprender significa fazer pontes de hidrogénio, libertar endorfinas.
É viciante - Quanto mais aprendes mais queres aprender.

Para quem conhece provas de esforço intensas, sabe identificar bem o momento do calafrio e da atenuação ou mesmo desaparecimento das dores musculares.
Parece que ligamos o turbo e ficamos com a sensação de que não há limites.

De uma forma mais subtil, é similar ao que acontece quando entendemos uma piada.
Sabe bem, sentimo-nos bem.

e aprender é o mesmo - faz-nos sentir vivos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

QR-Code (código de barras a 2 dimensões)



Para quem tem telemóvel com câmara fotográfica e acesso Internet:

Acede a http://www.i-nigma.mobi/ a partir do telemóvel para instalar o software e a partir desse momento o teu telemóvel passa a conseguir interpretar imagens como a seguinte, acedendo de imediato ao endereço de internet que a imagem representa.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Warriors of sound

Did you know?

versão 4.0


versão 3.0


versão 2.0


versão 1.0

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Primeiro lugar

Em tempos dissertei sobre as virtudes do 2º lugar mas acabei por nunca falar no primeiro lugar.

Passada a adrenalina de vencedor resta um objectivo mais sublime.
Manter-se em primeiro lugar.

A grande vantagem de ser o primeiro é que passas a pertencer à nata da nata. Os teus concorrentes são os que te querem simplesmente tirar o lugar.

Estudar-te-ão até à exaustão.
Estudarão para serem mais e melhores.
Se queres efectivamente ser o melhor, na prática não significa que tenhas que conseguir atingir determinado patamar.
Significa que tenhas que conseguir manter pelo menos um nível de melhoria constante, que te permite seres sempre o primeiro.

Quem melhor para te ajudar do que os teus directos adversários?
Aqueles a quem deves respeito por te mostrarem as tuas falhas e por fazerem com que o 1ºlugar tenha significado.

A propósito - todos os grandes líderes cercaram-se de grandes segundos lugares. Homens de confiança numa relação de respeito e admiração mútua.


Sergei Bubka é um exemplo: Não pelo que acabei de descrever mas sim porque não só foi capaz de se manter no primeiro lugar como ainda por cima teve a supremacia de se auto-reinventar a cada ano que passava, sem ajuda dos seus directos competidores (porque simplesmente não haviam) e conseguir quebrar 35 records mundiais.

Ser campeão não é só isto - é também ter paciência e viver uma corrida de fundo - uma maratona.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Todos temos um sonho

Todos temos os nossos sonhos.
Todos conhecemos um determinado sonho de há 47 anos atrás.
O que por vezes nem todos conseguem lembrar é a força de vontade e convicção que este homem demonstrou, sob pena de perder a sua própria vida que acabou por acontecer dias mais tarde - mas a sua marca ficou, para bem de muitos outros.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Acreditamos no que nos é útil e não no que é verdadeiro

Esta frase ouvia-a da boca do conceituado professor David Sloan Wilson da Universidade de Binghamton.

É uma grande verdade na medida em que explica o porquê da existência de religiões e das crenças que cada um tem.

Acreditamos naquilo que queremos ouvir - Simplesmente porque nos parece uma melhor melodia - faz mais sentido..

O nosso julgamento está pré-condicionado pelas experiências adquiridas.
E tal é a força deste condicionamento que muitas vezes acabamos por inventar argumentos inúteis para justificar decisões incompreensíveis à luz do nosso consciente.

Reparem no absurdo: Nós, a convencermo-nos a nós próprios, da justificabilidade de decisões que na verdade já tínhamos tomado, antes mesmo de elas acontecerem.

Nós somos o acumulado de tudo o que vivemos para trás e de certa maneira todas essas experiências passadas condicionam as experiências futuras.

Lançar a pedra ao charco de vez em quando faz com que se saia do rebanho.
Faz com que se levante a cabeça e avalie com discernimento, qual é na verdade o rumo a seguir - porventura até pode ser o mesmo, mas na realidade nunca o será, porque passará a ser feito de forma consciente. E isso faz toda a diferença.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A beleza da irracionalidade

Conseguir encontrar a beleza na irracionalidade é permitirmo-nos procurar outros pontos de vista, até agora desconhecidos.

Estarmos disponíveis para apreciar os contornos de argumentos descabidos é prepararmo-nos para descobertas nunca antes vislumbradas.

Aprender a saborear as diferenças torna-nos mais sábios, senhores de uma vida mais preenchida.

É o amargo de boca que se converte num pedaço de algodão doce.

sábado, 19 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sorte ou azar

Dias de sorte, dias de azar.
Não estaremos a falar da mesma coisa - dias de acasos?
Azortes ou Sazares?

Há vezes em que os acasos são benéficos, e noutras situações nem tanto.

Da mesma maneira que não nos devemos preocupar com os azares, o mesmo dever-se-ia aplicar aos dias de sorte. Acontecem. é apenas mais um dos factores imponderáveis das nossas vidas.

Ganhar no Totoloto é a mesma coisa que nos cair um satélite artificial em cima da cabeça, ou andará próximo disso.
Dizia um amigo meu no outro dia que neste caso um satélite já está naturalmente habilitado a cair ainda que em condições muito remotas e portanto essa é a razão pela qual joga no Totoloto - assim estão efectivamente em igualdade de circunstâncias. O bom e o mau. :-)

Parece engraçado mas tem o seu quê de verdade - Equilibrar os acasos é importante porque se estamos constantemente a fechar as portas aos bons acasos, então claramente o nosso futuro prevê-se repleto de maus acasos - depois lamentamo-nos que "Não temos sorte nenhuma.."

Comprar o bilhete do totoloto serve apenas para ilustrar o conceito porque na realidade o acto de "não comprar o bilhete" acontece em muitas outras situações - é preciso abrir as hipóteses do Bom também poder acontecer.

Boas apostas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estereótipos

Será possível entender sem estereotipar?
Julgo que sim mas é muito mais difícil.

É possível encontrar nexo no desconexo.
Ver a agulha sem saber que existe palheiro ou sequer que é uma agulha.
Nem tem que ser agulha - pode ser por exemplo um pionés.
Depende de quem está a ler e que tipo de linguagem melhor entende.

Leva-me à seguinte questão: Encontrar a agulha ou Encontrar apenas?

Certo é que Olhar a fins e não a meios é muitas vezes perigoso.
Por outro lado Olhar a meios e não a fins é transparente e sereno, porventura mais Feliz nos Fins.

Na verdade, a vida é a Tua recompensa.

Repara só como o reflexo do sol no mar vai sempre na tua direcção.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu, que não percebo nada de futebol

Não esqueço a noite de 2004 em que o Ricardo defendeu sem luvas.
Vi nessa noite um Homem de Raça.
O Instinto e a Força de vencer corriam-lhe nas veias.

Vi um Scolari Adulto que deixou fluir sem receios, sem medos - porque viu no Ricardo o que eu vi também e porque ele sabia que o Ricardo não ia falhar - porque simplesmente não era isso que ia acontecer.

E assim foi - ele defendeu com paixão e marcou com emoção.

Nessa noite eu fui adepto de futebol.
Porque vi a alma, a fé e a viagem.
Vi espelhado no rosto do Eusébio o que nunca o ouvi dizer por palavras.
Vi um povo unido.

Foi um bom Momento.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Efeito de manada

Um dos erros cognitivos sobejamente conhecidos no mundo da Psicologia é o efeito de manada.
Aquele efeito que nos leva a acreditar em coisas simplesmente pelo facto de que todos à nossa volta acreditam.
Alguns tristes exemplos: Gangs, Seitas, Claques de futebol, Bulling, etc

Ter coragem para levantar a voz no meio da manada nem sempre é fácil principalmente sabendo que hoje em dia ter razão não é o suficiente.
O facto da “Public Option” do plano nacional de saúde dos Democratas não ter vingado da forma como se esperaria tem exactamente a ver com a brilhante campanha dos Republicanos, que apesar de não terem “razão”, conseguiram criar o ruído suficiente para a opinião pública acreditar no contrário.

Posto isto vale a pena levantar a voz ? Claro que sim! Mas não quando temos razão – Levantar a voz quando temos convicção.
A convicção é uma forma de estar e a razão não é eterna – depende sempre do contexto.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Homem e o ambiente que o rodeia

O Homem faz-se à luz do ambiente que o rodeia.
Ou à luz do ambiente que ele cria à sua volta.

"Diz-me com quem andas - dir-te-ei quem és"

Família, amigos, fontes de informação.
Sobre a família e sobre as escolhas dos amigos já muito se tem dito.
Mas e sobre as fontes de informação?
Que inputs tens tu do Mundo que te rodeia? Onde pára o jornalismo isento?
Para onde vai o jornalismo com as reduções de custos inerentes ao fenómeno da Internet?
Para onde seguem os Governos sem informação isenta que informe o público em Geral.
A Internet, tal como qualquer outra grande invenção traz muito de bom e muito de menos bom - As evoluções disruptivas requerem sempre adaptação ao novo paradigma.
E no caso do jornalismo, diria que ainda faltam mais alguns anos até chegarmos ao fundo, para depois nos predispormos a pagar pela informação isenta - dita "premium".

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Qualidade de serviço

Fui surpreendido ontem na farmácia:

Pedi 3 embalagens do produto X e a senhora que me estava a atender retorquiu:
Então? Mudou de marca? Não costuma levar o produto Y?

Como dizem os ingleses, fiquei "flabbergasted".
Num Mundo de CRMs, ERPs, SONASOIs e SKIPs ali estava à minha frente uma pessoa que se preocupava.
Alguém, que tinha reservado algures no seu cérebro, um conjunto de neurónios para mim.
Fiquei surpreendido e feliz por este simples gesto.
Naturalmente que esta farmácia ganhou um cliente fixo.

Levou-me a pensar nos softwares de CRM que proliferam e que guardam todas as nossas interacções com as empresas de quem somos clientes e que conseguem maravilhas como quando ligamos para um qualquer call-centre e nos respondem automaticamente "Olá Sr XXXX, já não nos ligava desde dia xx/xx/xxxx"

Mas não é a mesma coisa - cheira a falso, sabe a falso.

Podemos sempre fingir que somos felizes mas nunca chega a ser a mesma coisa.

É esta parte que creio que nós como seres humanos nunca poderemos abdicar - da interacção física, do olhar, da expressão, do movimento e acima de tudo, da relação que aglutina todo este conjunto.